Desempenho da economia internacional puxou inflação para baixo no Brasil, diz FGV
O economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Salomão Quadros acredita que o resultado surpreso do IGP-M de julho também foi provocado pelo mau desempenho de economias de países como Estados Unidos e da União Europeia.
“O maior desaquecimento das economias internacionais tem tido um reflexo muito grande no preço das commodities. Mas pode ser que isso não se transforme numa onda recessiva. O que podemos observar é uma queda no preços das commodities.”
Para Quadros, o menor IGP-M do ano, até agora, que ficou em 0,15%, aponta para uma desaceleração do processo inflacionário bem ligada ao comportamento da economia lá fora. “No primeiro semestre, tivemos várias altas, acima de 1%. Essa taxa de julho é a menor do ano, só não é maior que as do ano passado por conta da crise financeira mundial agravada em 2009”, avalia o economista.
“O cenário está mais para uma inflação muito mais moderada, já que os incentivos fiscais acabaram, a taxa Selic vem subindo e as importações aumentando. Um setor que preocupa, ao meu ver, é o de serviços. Ele continua com inflação de 6% no ano e não vejo sinais de desaceleração definidos.”
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