Bolsa Família tem impacto maior na redução da desigualdade do que a Previdência, diz FGV | Guilherme Barros

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quinta-feira, 22 de julho de 2010 Indicadores | 10:57

Bolsa Família tem impacto maior na redução da desigualdade do que a Previdência, diz FGV

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Na importante redução da desigualdade que aconteceu entre 2001 e 2008, os rendimentos vindos do Bolsa Família foram responsáveis por 17% da queda do índice de Gini – coeficiente que mede as desigualdades de distribuição de renda -, segundo a pesquisa “A Geografia das Fontes de Renda”, que foi coordenada por Marcelo Néri e será lançada hoje pelo Centro de Políticas Sociais.

O benefício foi responsável por uma melhoria no índice maior do que a Previdência Social, que respondeu por 15,7% da queda na desigualdade.

Além disso, cada ponto percentual de redução de desigualdade pela da Previdência custou em termos monetários 384% mais que o obtido pelas vias dos programas sociais.

Já os rendimentos vindos do trabalho explicam 66% da queda do índice de Gini.

No período estudado, os 10% mais pobres tiveram alta de 72% na renda, enquanto os 10% mais ricos, verificaram aumento de 11,2%.

Um estudo divulgado hoje pelo Ipea mostra que a renda proveniente da Previdência mais que dobrou entre 1978 e 2008. Mas, para a FGV, o Bolsa Família traz melhores resultados na redução da desigualdade.

“O Bolsa Família tem a grande vantagem de que é barato e eficaz na redução da desigualdade”, diz Marcelo Néri.

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Autor: Guilherme Barros Tags: , , ,

25 comentários | Comentar

  1. 5 Antonio Milhomem Lacerda 22/07/2010 13:58

    Entendo que há meios a se somarem a esta inclusão já constatada pelos orgãos competentes. Por exemplo, a adição de um aporte maior à bolsa no que diz respeito à verba de inclusão pela educação. Por certo, teríamos menos gastos com a segurança pública e com doenças endêmicas, pois, a educação conduz as pessoas a um modo de vida menos comprometedor ou arriscado. Vejo, igualmente, que não se pode ter políticas sociais isoladas, aplicadas sob o rigor de leis e sob a baioneta de milícias legais ou não – com isso quero dizer que se não houver comprometemento de todos, se as pessoas começarem a se acotovelar para ser “os pais da criança” , desfraldando vaidades, a coisa não funcionará por muito tempo. Melhorou depois que saimos da discussão acadêmica e pusemos um operário para dirigir o país. Ele tem feito. É isto.

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  2. 4 alexandre 22/07/2010 13:57

    dado este importante estudo, o nosso caro governo deve estão reduzindo os custos previdenciarios, seja privatizando a previdência e passando para bancos que administrariam melhor as nossas aposentadorias ou ainda reduzindo encargos trabalhistas, que oneram no mínimo 171% o salário para as empresas. Após feito isto, aumentar a bolsa família, mas com uma condição : benefícios temporário, devendo ser substituído por emprego em até um ou dois anos

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  3. 3 Manoel Luiz da Silva 22/07/2010 13:34

    A Bolsa Família é reconhecida pela ONU como uma das 7 ou 8 Metas do Milenio pra acabar com a pobreza no mundo. No México algo semelhante ao Bolsa Família foi implantado e está dando certo. Espero que numa reunião da ONU em setembro deste ano, outros paises façam o mesmo que o nosso país com relação ao Bolsa Família.
    O Bolsa Família é na verdade uma proteção social, um investimento do orçamento que ajuda na recuperação dos menos favorecidos. Esse programa social provoca um desenvolvimento grande de proteção social à população tão carente do nosso país. O Lula estava certo. ###

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  4. 2 Paulo Ilmar Kasmirski 22/07/2010 12:46

    Claro que a bolsa vai estar mais em evidencia distribuindo renda em vida, que estimula e não depois do perto do fim da vida, uma renda desestimulante, que nem paga meio plano de saúde

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  5. 1 targinosilva 22/07/2010 12:35

    A Previdência seria mais abrangente se ele fosse custeada por impostos
    num processo semelhante ao Nota Fiscal Paulista.
    Pra viver todo mundo paga imposto.
    Mesmo que o cidadão não tenha emprego fixo, mas ele consome,
    consumindo ele paga impostos.
    A aposentadoria seria vinculada ao quanto o cidadão pagou de impostos
    durante sua vida de x anos.
    Assim todo mundo teria acesso a aposentadoria.
    Uma dona de casa consome tanto quanto o marido,
    no entanto, se ela não pagar previdência, não recebera aposentadoria.
    Não haveria sonegação, o governo arrecadaria mais impostos; seria mais justo.

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