Indústria farmacêutica espera crescer junto com o PIB, mas sem controle da Anvisa, diz entidade
A Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac) estima aumentar o seu faturamento em até 6% na comparação com 2009. Essa performance colocaria o setor em sintonia com as expectativas de crescimento da economia nacional neste ano.
O gerente executivo da entidade, Serafim Branco Neto, afirma, no entanto, não ser necessário, no momento, haver controle austero de preços dos medicamentos, uma vez que hoje existe grande oferta deles no mercado brasileiro. Sua principal crítica é à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), ligada à Anvisa.
O economista refere-se à grande discussão que gira em torno dos recentes e sucessivos crescimentos de faturamento da indústria farmacêutica, frente ao preço do remédio nacional, taxado como abusivo e muito alto pela população em geral.
“Nós não precisamos de controle. Hoje, quando você procura as farmácias, encontra variados preços. O que precisamos fazer é reduzir a alta carga tributária que incide sobre os nossos medicamentos”, diz Neto. Ele informa que, hoje, 35,7% do preço final dos remédios no Brasil são formados por impostos, principalmente ICMS. Essa proporção já foi de 27,5%, há mais de uma década.
Neto ainda responde às críticas de que os investimentos na indústria do setor não acompanham seu grande retorno financeiro. “Nenhuma das grandes marcas de fabricantes nacionais que visito perde para as multinacionais que atuam no país. Inclusive temos capacidade ociosa de produção. O uso da nossa capacidade instalada está em 40% e ainda pode crescer muito mais.”
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