Recuperação da Grécia passa por saída do euro, diz FGV | Guilherme Barros

Publicidade

segunda-feira, 21 de junho de 2010 Finanças | 06:07

Recuperação da Grécia passa por saída do euro, diz FGV

Compartilhe: Twitter

Com uma dívida pública classificada como “impagável” por boa parte dos especialistas, a situação econômica da Grécia expõe hoje as fragilidades da Zona do Euro e, por conseqüência, do conceito de bloco monetário.

Para equilibrar sua economia, seria preciso um ajuste drástico do câmbio nominal, inviável pelo fato de o país fazer parte do euro, ou uma deflação equivalente ao desequilíbrio entre os preços domésticos e à produtividade.

Na carta de junho do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), que será publicada na sexta-feira, a instituição coloca como inevitável a saída da Grécia do euro.

“A Grécia não conseguirá resolver seus graves problemas econômicos se não abandonar o euro”, diz.

Para o Ibre, a dificuldade básica da Grécia é que, pelos preços hoje em vigor, a economia do país está muito cara, com o câmbio excessivamente valorizado.

“Se a Grécia ainda tivesse sua própria moeda, o dracma, poderia corrigir o problema desvalorizando o câmbio nominal, como, aliás, fez o Brasil em 1999”, ressalta. Mas, por estar atrelada ao euro, a Grécia precisa encontrar antes uma saída para seu alto nível de endividamento.

A maior dificuldade desta saída será os passivos e ativos das instituições financeiras, que são denominados em euros. A mudança de moeda, segundo o Ibre, causará forte desvalorização dos ativos, o que significa grandes perdas patrimoniais.

Assim, a crise grega mostra que a adoção da moeda única pode ter representado um passo maior do que as pernas.

Notas relacionadas:

  1. Não há proposta que permita a Grécia sair ilesa da crise, diz economista alemão
  2. Grécia pede apoio do Brasil para conseguir dinheiro do FMI
  3. FMI deve intervir em Portugal
Autor: Guilherme Barros Tags: , , ,

4 comentários | Comentar

  1. 4 Roberto Silva 22/06/2010 8:30

    Apesar do descontentamento da população em geral, pessoas que realmente sentem o reflexo imediato da crise, com cortes no orçamento familiar e aumento dos impostos estando cada vez mais empobrecidos, os políticos portugueses não veêm a saída da CEE como solução para a crise sem precedentes que a europa está a atravessar, pois de certa forma ficariam isolados na ponta da península ibérica e diferentes dos grandes da europa. Portanto usando uma termologia popular brasileira “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

    Responder
  2. 3 Dener Santos 21/06/2010 17:48

    Isso foi o ovo inverso da galinha, que sonhava que botava ovos de ouro…

    Responder
  3. 2 Maugham Zaze 21/06/2010 11:43

    A questão é determinar de quem foi o passo maior que a perna. Da Grécia, Da comunidade Européia? Creio que de ambas as partes. No afã de transformar a Europa em uma potência capaz de competir e suplantar os Estados Unidos,fez com que houvesse a expansão desta zona. Países com economias instáveis como Grécia, Portugal e Espanha foram se juntando sem melhores critérios. Não cumpriram com suas obrigações administrativas e, o que se vê agora é o desencadeamento da falência deste modelo. Portugal e Espanha já apresentaram suas fragilidades e, sistematicamente não vem conseguindo corrigir suas trajetórias. Crises severas deverão ser desencadeadas, diante da constatação que a riqueza é algo que se deve construir ao longo do tempo e, não a partir da escolha da participação de um bloco. cabe agora aos nossos governantes, tomarem medidas preventivas, para que os efeitos colaterais pouco ou quase nada provoquem por aqui. Saudações

    Responder
    • Vianney 21/06/2010 13:35

      Maugham Zaze. Rapaz, teu nome é tão complicado que não sei se és “ome” ou “mué”; entretanto, acho que sabes da “coisa”!

  4. 1 john bruno 21/06/2010 10:11

    Mercados Comuns Assimetrias Economias Gigantes Economias Minusculas Moeda Comum : Algo que Realmente Nao Funciona. Asim sendo atencao MercoSul, o Maximo que devia pretender seria Zona De Livre Comercio muito bem regulamentada e ter reservadas pretencoes. A Grecia talvez seja a primeira a sair, mas existem outros candidatos.

    Responder
  1. ver todos os comentários
 

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

* Campos obrigatórios


 

Responder comentário


* Campos obrigatórios