Recuo da indústria em abril minimiza risco de gargalos, diz IEDI
Interpretado pelo setor como uma acomodação do ritmo de crescimento verificado nos últimos meses, o recuo de 0,7% da produção industrial, em abril, minimiza o risco de gargalos e, por consequência, de pressões inflacionárias do ponto de vista da capacidade instalada no País.
Para o IEDI, o resultado de abril sugere que é menor do que o previsto o risco de aquecimento no nível de produção.
A entidade lembra que o nível de utilização da capacidade instalada, 85,4%, ainda está distante do recorde registrado em novembro de 2007, quando chegou a 87,2%.
Além disso, para o setor, é preciso levar em consideração o forte crescimento verificado na produção de bens de capital e de bens intermediários no acumulado do ano, respectivamente, 28,7% e 19,2%.
Segundo o IEDI, os dois segmentos fornecem um “indicador seguro de que está em curso um intenso processo de investimento para ampliação da capacidade produtiva, o que já se traduz em ampliação do potencial de oferta de bens e serviços na economia”.
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