Ministério da Agricultura teme que seguro rural sofra com cortes do Orçamento Federal
O secretário de Política Agrícola, Edilson Guimarães, disse hoje que, a depender da fatia dos cortes orçamentários da União que recaiam sobre a pasta da Agricultura este ano, a área mais afetada deverá ser o subsídio ao seguro rural, garantido em parte pelo governo federal. Atualmente, apenas 10% dos agricultores brasileiros possuem sua safra segurada. Ele faz parte da equipe que anunciou, pela manhã, o Plano Safra 2010/2011.
Com a tesoura de gastos do governo federal já anunciada para fazer estragos da ordem de R$ 7,6 bilhões em 2010, esse benefício rural pode evoluir menos que nos últimos anos. Apenas no ano passado, o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), registrou incremento de 21% no número de apólices aos produtores frente a 2008.
O diretor do Departamento de Economia Agrícola do MAPA, Wilson Vaz, acredita que sem cortes bruscos no orçamento da Agricultura, alternativa que considera improvável para este ano, o número de apólices poderia chegar a 100 mil, contra as quase 73 mil concedidas em 2009.
Segundo Vaz, uma das grandes prioridades do Ministério é que seja aprovado pelo Congresso Nacional o Fundo de Catástrofes, que está parado no Senado. A medida, que prevê financiar, inicialmente, R$ 4 bilhões via Tesouro Nacional, fortaleceria as resseguradoras que hoje têm dificuldade de socorrer as seguradoras.
O seguro rural cobre apenas 10% do valor da safra, em casos de intempéries climáticas e incêndios. Os 90% restantes ficam com as resseguradoras, mas estas não conseguem arcar com todo o risco.
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