Seminário da Interfarma discute pesquisa, inovação e financiamento à saúde
A Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) promove na segunda-feira um debate com políticos, autoridades de saúde e especialistas sobre o futuro da saúde pública no Brasil.
O tema é “Caminhos para o financiamento e acesso à saúde”. O evento acontecerá em São Paulo durante todo o dia.
Segundo Antônio Britto, presidente executivo da Interfarma este é o momento ideal para que a questão seja discutida e incluída na agenda dos candidatos à Presidência. “As eleições de 2010 e a posse de novos governantes em 2011 oferecem um grande espaço para que o País tente equacionar questões cruciais como a precariedade do atendimento e a falta de acesso a tratamentos e medicamentos para milhões de brasileiros”, diz.
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1 Benedito Lemes 03/06/2010 14:42
A questão da saude no Brasil para a população tem um grave dilema:
De um lado tem o SUS, do setor público, que promete o atendimento gratuito a todos os brasileiros, mas não cumpre com a atenção e qualidades necessárias que o problema exige.
Do outro lado estão os planos de saude oferecidos pelo setor privado que, cada vez mais, vão ficando mais caros e restritivo a grande maioria da população.
É evidente que os custos da saude com qualidade é muito alto para que o setor público conseguisse atender a todos.
Considerando esse vácuo, há algum tempo atrás, enviei uma sugestão ao Presidente Lula para que o setor público oferecesse, por meio de uma empresa pública, a ser criada, planos de saude à população, a preços compatíveis com a capacidade de pagamento dos interessados, ou seja, parte dos custos para manutenção subsidiados pelo Estado.
Desta forma, em questão de saúde teriamos as seguintes opções:
Planos de Saude privados oferecidos a população de alta renda;
Planos de Saude privados e públicos oferecidos a população de média renda;
Planos de Saude públicos oferecidos a população de baixa renda;
Saude Pública gratuito oferecido a população sem renda ou renda muito baixa.
É uma utopia acreditar que o que está determinado em Lei, a gratuidade de atendimento em saude a toda população, consiga atender com qualidade. A sociedade tem que se conscientizar de que a solução a questão da saude depende do conjunto de forças, em que os recursos sejam distribuidos entre toda sociedade, isto é, os usuários e contribuintes.
Desta forma teríamos condições de manter hospitais bem equipados, médicos e enfermeiros estimulados a promover bom atendimento à população.
E, por fim, os idosos deixariam de ser excluidos da opção de ter um plano de saude por motivo da inviabilidade financeira dos custos das mensalidades.