Fazenda diz que números do 1º trimestre estavam inflados
O recuo da produção industrial do País de 0,7% em relação a março foi mais uma prova de que os números elevados de crescimento do primeiro trimestre estavam inflados, na opinião da Fazenda.
O dado indica que pode ter sido precipitação do mercado ao defender uma alta de juro de até um ponto percentual na última reunião de Copom com base nos indicadores do primeiro trimestre.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, em conversa com a equipe econômica, está convencido de que os analistas se equivocaram ao terem usado como parâmetro os dados do primeiro trimestre para fazerem uma previsão do desempenho do PIB no ano todo. O próprio Banco Central fez estimativas de um crescimento acelerado na economia.
Mantega vai recomendar cautela aos analistas – ele não vai falar no Banco Central – nas próximas previsões de alta dos juros.
Para a Fazenda, todos os dados estão indicando recuo. Não só a produção industrial, mas também os indicadores de vendas dos supermercados, da produção da linha branca e até mesmo alguns índices de inflação já mostram desaceleração.
E não foi certamente a alta de 0,75 ponto percentual do juro da última reunião do Copom a responsável por essa desaceleração.
A própria Fazenda já tinha feito esse alerta de desconfiança de que os dados do primeiro trimestre estariam inflados, entre outras razões, pelos benefícios fiscais (redução do IPI etc.), conforme disse o iG, em maio.
Soma-se a esses dados, a crise na Europa, a opinião da equipe da Fazenda é de que os analistas precisam ser um pouco mais cautelosos em suas previsões para o PIB neste ano, e, consequentemente, talvez não seja necessário uma alta do juro tão expressiva como se imaginava antes.
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8 Sidney Sena 01/06/2010 11:46
Se todos refletirem seriamente sobre o papel dos analistas do Banco Central e de tantos outros que andam pelo mercado, fazendo previsões macabras sobre a economia, tenham em mente o seguinte:
- Somente eles (analistas) ganham com esse movimento para baixo e para cima no mercado de ações e investimentos.
Pois no setor produtivo, a coisa anda confusa há muito tempo, pois quando o governo subiu os juros achando que estaria contendo um movimento inflacionário muito grande, vem o Sr. Meirelles à publico e disse que era necessário dar ‘uma paulada’ no juros.
E agora? O que será que ele pensa à respeito disso? Será que vem a público dizer que errou e que está disposto á corrigir esse erro?
Enquanto já se fala no Brasil que um dos grandes gargalos para o crescimento sustentável passa por investimentos pesados na infra-estrutura, passa pela reforma tributária e pela criação de marcos regulatórios de primeiro mundo, tanto o governo FHC não fez nada marcante nessa área, bem como governo Lula está acabando o governo com quase nada realizado nesse sentido. Hoje, o setor automotivo sofre com a importações, pois com essa taxa de juros, campeã do mundo, os especuladores vem em massa aplicar para ganhar na moleza, derrubando a taxa de câmbio favorcendo ainda mais esse circulo vicioso.
Temos de novo as mesmas opções PSDB e PT para as próximas eleições e o mais importante é que o congresso nacional (um entrave no Brasil) também não demonstra nenhuma preocupação nesse sentido.
Estamos deixando mais uma vez passar o bonde da história
7 ricardo cirino 01/06/2010 11:39
O comercio varegista, na ponta, esta passando por forte queda nas vendas,desde abril.O comércio vendendo abaixo do custo para sobreviver e as industrias indo atráz,faltou aos analistas do governo maior sensibilidade e coragem em tomar atitudes. deveriam olhar para a micro e pequenas empresas e não as industrias de automoveis, com crescimento atrelados ao financiamento que vem estrangulando a capacidade do povo em consumir e as empresas de exportação de comodities, que pouco ou nada interferem no consumo interno.
6 Luciano 01/06/2010 11:28
Nossa! Os “ingênuos” do mercado nem racharam de ganhar dinheiro com essa “precipitação” toda. Agora só faltam dizer que o Banco Central é isento e que cometeu um “erro honesto” ao puxar o “freio-de-mão” da economia enquanto o Brasil estava subindo uma ladeira e às vésperas de uma crise anunciada na Europa.
5 josé pereira de souza 01/06/2010 11:15
A taxa de juros saõ muito alta pricipalmente dos bancos para enprestimo pessoal um enzeplo cliente pega cem mil reais se ataxa de juros force 1 pucento a mes eu pagaria dois mil reais por mes o quedaria 12 pocento a o ano
4 everaldo 01/06/2010 11:14
Que tal o governo transferir parte dos gastos com custeio para investimentos em infraestrutura e deixar o país crescer? (Um dos parâmetros para o crescimento). É uma vergonha a taxa de investimento do pais, em torno de 5 ou 7% do PIB.
3 MIANO 01/06/2010 11:13
Essa fala do ministro só vem confirmar que na verdade o banco central joga o jogo dos banqueiros, juros altos, ótimo para os bancos. O banco central promoveu uma alta exagerada dos juros sem necessidade, a nao ser para beneficiar o sistema financeiro.
2 jose carlos prado 01/06/2010 11:06
Dificil para Mantega é administrar as expectativas com os olhos na politica. Essa sim é a grande preocupação dele com recomendação do Planalto.
1 Alexandre Leite 01/06/2010 10:45
Essa tarefa do Mantega de colocar água frias nas expectativas do mercado é ingrata. Pode ter tido uma queda na margem, mas o crescimento da indústria no ano é muito alto. A boa notícia é o crescimento do setor de bens de capital, bem acima da média da indústria.