Acidente no Golfo do México vai encarecer exploração do pré-sal
O acidente com a plataforma da British Petroleum no Golfo do México vai elevar os custos de exploração dos campos do pré-sal. Na opinião de especialistas, o vazamento, que já consumiu mais de 530 milhões de euros na tentativa de minimizar os danos, vai elevar o custo dos seguros relacionados à exploração de petróleo.
A Petrobras ainda não fala sobre o tema, alegando que seus contratos de seguros vencem no ano que vem. Mas, a maior exigência por parte de seguradores e resseguradores deverá influir na cotação dos preços para a extração de petróleo em águas profundas.
Segundo Marcelo Homburguer, vice-presidente da multinacional AON Risk Services, o mercado de seguros de “Energy” endureceu em razão das elevadas perdas consequentes do acidente nos Estados Unidos e pelo principio do “mutualismo” que funciona na prática.
“As empresas que forem renovar seus seguros para as atividades exploratórias, desde coberturas para controle de poços até àquelas direcionadas para proteger plataformas e outros tipos de equipamentos, estarão sujeitas à elevação das taxas e dos prêmios de seguros”, afirmou.
As companhias de petróleo também serão mais exigidas em relação ao detalhamento dos riscos e qualidade da segurança das operações.
“Hoje, um dos principais aspectos avaliados pelo setor são as condições dos planos de contingência, pois a complexidade dos riscos aumentou”, disse Homburguer.
A opinião é compartilhada por Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie). Para ele, assim como a geração de energia nuclear é acompanhada por rigorosas regras de segurança, a exploração de petróleo seguirá no mesmo caminho.
O especialista lembra ainda as semelhanças entre a operação no Golfo do México e as que serão realizadas nos campos do pré-sal.
“As plataformas são idênticas, não têm tecnologia diferente. O que não é igual é a profundidade. O poço da BP está a 1,6 mil metros de profundidade, enquanto que o pré-sal fica entre quatro e sete mil metros abaixo do nível do mar”, ressaltou.
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12 jose gomes damasceno 08/10/2010 8:06
Muito lúcido e oportuno o seu comentário,se a 1600 metros de profundidade um tubo
quebrado foi dificil de veda-lo, imagine um acidente desses a 5000 mil metros de profundidade,esse projeto mete mais medo do q esperança,trilhões de litros de petróleo nas
mais belas praias do planeta,a mancha negra provocada pela estupidez .O GOLFO DO MÉXICO foi só um aviso.Um lembrete ,abramos nossos olhos.Ainda bem q esse tal PRÉ-SAL
não passa de um modo de se fazer propaganda e promover o ego político de certos segmentos do poder .Mas mesmo assim abramos nossos olhos.
11 Daiane Raupp 11/08/2010 21:52
Leitores isso até pode ser uma verdade, mas como alguém pode se preocupar com questões financeiras, quado se estam morrendo milhares e espécies marinhas, as algas que nos produzem o oxigênio não estão mais podendo liberar o nosso tão precioso oxigênio, muito menos podendo receber os elemontos da natureza para poderem produzir isso.A questão financeira é tão banal em relação a essas mortes.
Vamos parar e pensar nisso né.
10 CLAUDIA DIAS 01/06/2010 13:18
É VERDADE, NADA SE FALOU EM TERMOS DE CRÍTICAS, DESTE ACORRIDO..NO ENTANTO SE FALA MUITO DOS ERROS DENTRO DO BRASIL.
9 CLAUDIA DIAS 01/06/2010 13:14
PARABÉNS PELA OBJETIVIDADE. OTIMO.
SDS
CLAUDIA DIAS
8 vicente firmino arruda 31/05/2010 23:51
O CASO DO GOLFO DO MÉXICO,é APENAS UMA PEQUENA AMOSTRA DO QUE PODE OCORRER, NO CASO DO PRÉ-SAL. LA SÃO 1600M, AQUI SÃO MAIS DE 5000M. O PROBLEMA NÃO É A FALTA DE CONDIÇÕES TECNICAS PARA ISOLAR UM POÇO, O PROBLEMA É A PROFUNDIDADE. OS AMERICANOS TÊM SUBIMARINOS NUCLEARES, E OUTROS DIGIVEIS MENORES, QUE PODEM CHEGAR AQUELAS PROFUNDIDADES. O BRASIL, AINDA NÃO TEM NENHUM VEÍCULO DAQUELES, UM PROBLEMA NO PRÉ-SAL, É UMA COISA QUE AINDA NÃO SE PODE AVALIAR AS CONSEQUENCIAS. SERÁ QUE A PETROBRÁS TERIA COMO CONSEGUIR UM VEÍCULO CAPAZ DE SANAR UM VAZAMENTO A 5 OU ATÉ MESMO 7 MIL METROS. O PRÉ-SAL, PARA MIM CONTINUA SENDO UM ASSUNTO SALGADO, O QUE SE QUERIA COM ELE O ATUAL GOVERNO JÁ CONSEGUIU, QUE FOI O IMPACTO NA MIDIA, QUE LHE VALEU ALTO GRAU DE APROVAÇÃO. OS RESULTADOS REAIS, SÃO TÃO INCERTO, QUANTO ALGUEM ACHAR UMA MINA DE OURO NA LUA OU EM MARTE. O PETROLEO ESTÁ LÁ EMBAIXO, MAS O CUSTO PARA EXPLORAR E O COLOCAR NAS REFINARIAS, PODE SER TÃO CARO, QUANDO FINANCIAR UMA EXPEDIÇÃO A LUA OU A MARTE. O CASO PRÉ-SAL,JÁ GEROU O QUE INTERESSAVA PARA O GOVERNO, É VERDADE O OLEO ESTÁ LÁ, COMO O OURO PODE ESTÁ NA LUA OU EM MARTE, NINGUEM MENTIO, APENAS NÃO DERAM AS DICAS, NEM FINANCIARAM A SUA EXTRAÇÃO. A EXPLORAÇÃO DE PETROLEO EM AGUAS PROFUNDAS, A PARTIR DO ACIDENTE NO GOLFO DO MEXICO, VAI ABRIR UMA ENORME POLEMICA AMBIENTAL. DEVEM SER CRIADAS SERIAS BARREIRAS PARA SUA EXPLORAÇÃO, INVIABILIZANDO SUA EXTRAÇÃO.
7 FRANKLIN 31/05/2010 18:50
Cadê os “estrangiros” que tanto falam em defesa do meio ambiente no Brasil? Cadê os Camerons da vida? Cadê o Vice Algore? Cadê os artistas da Globo que tanto falam em meio ambiente contra o Brasil?
6 Mineiro de Mariano Procópio 31/05/2010 17:34
Quem irá pagar a conta somos todos nós… Nenhuma empresa ou Estado possue preparo técnico para resolver tais problemas e sim por tentativas de erros e acertos. Se errou assuma… se acertou ensina e vende suas tecnologias de acertos e erros… Falar da incompetência de qualquer empresa e ou Estado diante de uma tragédia é jogar conversa fora e falar besteiras. Nenhum ser humano profissional deseja errar por errar e produzir prejuízos por si ou para outrem, muito menos na area de trabalhos sobre ou sob ás águas… Calar, ler e aprender é mais salutar do que falar besteiras.
5 Fábio 31/05/2010 14:38
Não podemos aceitar que isso aconteça! Seria como uma penalidade ao usuário final(consumidor), que, lembremos, não possui culpa nenhuma quanto aos problemas surgidos decorrentes da extração do petróleo. Alíás, será que as autoridades internacionais não estão vendo o absurdo que acontece no Golfo do México???? Poluição imensa!!!
4 rubem 31/05/2010 10:59
Quem irá pagar a conta? nós simples mortais que dependemos diretamente deste monopolio do petroleo e do cartel do combustivel que se intalou em todo o País, igual e bancos, etc….
3 Anderson Lopes 31/05/2010 10:48
Ops. Me esqueci de adicionar um “0″ no meu texto. Os poços mais profundos do pré-sal na Bacia de Campos estão a cerca de 2000m abaixo do nível do mar e não a 200, como eu tinha digotado erroneamente!!!!