Indústria pode ampliar produção em 40%, diz Fiesp
A indústria brasileira pode expandir a produção em 40% com a capacidade instalada atualmente.
Segundo estudo da Fiesp, o nível de utilização da capacidade (NUCI) não reflete a real situação do setor, o que abre a possibilidade do Banco Central estar superestimando as pressões inflacionárias na hora de decidir a taxa de juros do País.
O levantamento indica que a ocupação da capacidade da indústria está em 69,2% e não na casa dos 80%, como mostra o NUCI.
André Rebelo, economista-chefe da Fiesp, atribui a variação ao questionário utilizado no cálculo do NUCI. “Em épocas de retomada de produção, os dados de NUCI vão para 80%, mas temos muito mais espaço para ampliar a produção”, disse.
O economista cita a inclusão de turnos adicionais, contratação de temporários e jornadas aos fins de semana como exemplos de maneiras de aumentar a produção.
De acordo com os dados, a média de turnos da indústria está em 2,6, sendo que mais de 50% das indústrias não estão operando com mais de dois turnos. A média dos dias trabalhados é de 5,7.
A nova metodologia foi batizada de Nível de Utilização da Produção Plena (NUPP).
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4 comentários | Comentar
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4 Morais 10/05/2010 20:30
A indústria precisa é investir, criar mais empresas e gerarmais empregos e estrangular os trabalhadores querendo que eles trabalhem nos fim de semana sem descanso e sem relacionamento com a família.
3 Laurindo 10/05/2010 17:49
Pô, César, que capacidade de síntese. Linguagem concisa e ideias expostas de maneira muito objetiva. Gostei também do conteudo. Valeu, obrigado e parabéns.
2 Teres Virmond 10/05/2010 17:10
No papel é fácil aumentar a produção em 30%, 40%. Na prática e ainda implemenando 3º turno, sábado, domingo etc, correríamos o risco de irmos para o caos, o estrangulamento de nossa produção e colocando a inflação nas alturas, desfazendo tudo que ganhamos nosses 8 anos.
1 PAULO CESAR BASTOS 10/05/2010 10:33
O FUTURO É HOJE E AGORA
Paulo Cesar Bastos *
Albert Einstein dizia, no século passado: “Nunca penso no futuro. Ele chega rápido demais”.
Hoje, século XXI com um mundo globalizado e interligado essa frase fica cada vez mais atual.
O futuro é hoje e agora.
O Brasil precisa ser o país do presente, aprimorando, cada vez mais, a estratégia desenvolvimentista com a interiorização do progresso e redução dos desníveis regionais.
Recessão nunca mais.
Com a retomada e aquecimento do mercado da construção civil foram reduzidas as taxas de desemprego. É trabalho e renda, melhora a economia e promove o social.
A chamada crise financeira mundial, do momento, foi de especulação e não de produção. Aí está a nossa vantagem, o nosso diferencial.
Terras, climas variados e uma população jovem, precisando, no entanto, de melhorias na educação para garantir a nossa provisão interna e o excedente para a exportação.
Brasil, vamos avançar. A Nossa Terra não pode parar.
* Paulo Cesar Bastos é engenheiro civil