Retomada de fusões e aquisições traz alerta para vazamento de informações

Eduardo Reale e Felipe Magiarelli (Foto: Greg Salibian/iG)
Com a recuperação da economia, o mercado já começa a ver uma retomada das fusões e aquisições. E com esse movimento, deve crescer também a preocupação com o vazamento de informações, segundo Felipe Magliarelli, advogado do escritório Reale e Moreira Porto.
“O Ministério Público Federal e a CVM têm um convênio para investigar casos de insider trading”, diz Magliarelli. O procedimento consiste em ter vantagem financeira em uma operação a partir de informações que deveriam ser secretas, explica.
Por isso, o escritório vem orientando seus clientes a tomarem alguns cuidados para evitar que haja vazamento de informações, que podem culminar em sanções administrativas e até criminais.
Eduardo Reale, sócio do escritório, diz que o primeiro cuidado é restringir o número de pessoas que estejam envolvidas na operação de fusão ou aquisição. “A segunda orientação é que seja mantido o sigilo absoluto sobre a negociação”, acrescenta.
última orientação dos advogados é não negociar ações das empresas envolvidas durante o período em que a negociação não for de conhecimento público.
“Se for instaurado algum inquérito para investigar insider trading, qualquer pessoa que tenha feito uma grande negociação de ações das companhias envolvidas durante o período do sigilo, pode ser chamada para prestar esclarecimentos”, diz Magliarelli.
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