Governo admite deduzir gastos com o PAC para cumprir meta de superávit primário
O governo já dá praticamente como certa a possibilidade de abater os gastos com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do cálculo do superávit primário para poder cumprir a meta de 2,5% do PIB prevista para este ano.
Apesar da recuperação da receita neste final do ano, ainda assim a equipe econômica considera muito pouco provável a possibilidade de o governo conseguir atingir a meta de 2,5% do PIB de superávit primário.
O governo espera poder descontar cerca de 0,6% do PIB com o PAC. A hipótese de usar o Fundo Soberano para deduzir do cálculo do superávit primário, que estava sendo cogitada, foi descartada.
De acordo com os números divulgados ontem pelo Banco Central, em 12 meses encerrados em novembro, o superávit primário foi equivalente a 1,41% do PIB. Até outubro, estava em 0,97%.
O número de dezembro indica que será difícil o governo cumprir a meta de superávit primário sem a dedução dos gastos com o PAC.
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