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quarta-feira, 4 de novembro de 2009 15:11

Velocidade do pré-sal pode afetar contas externas

O departamento econômico do Itaú Unibanco encaminhou ontem aos seus clientes um amplo estudo dos efeitos do pré-sal sobre as contas externas do país. A conclusão foi de que a velocidade na exploração e o quanto vai ser agregado de valor ao produto final serão as duas principais influências no déficit em transações correntes e no nível de endividamento do Brasil no exterior, também chamado de passivo externo líquido (incluí empréstimos tomados por empresas e investimentos estrangeiros).

Se o Brasil optar por um ritmo moderado na exploração, de quatro anos para um campo como Tupi, a visão do banco é de que a trajetória da receita bruta do pré-sal pode acompanhar de perto a curva de investimento, gerando impactos muito moderados nas transações correntes. O endividamento do país também sentiria um efeito semelhante, pois quatro anos seriam suficientes para começar a contabilizar receitas da venda de petróleo ao exterior.

Já na projeção para uma exploração acelerada, em dois anos, por exemplo, a situação é de uma necessidade maior de endividamento no exterior e das importações de bens e serviços, aumentando o déficit na comparação com um eventual cenário sem a existência do pré-sal. De todo modo, a análise mostra que a discussão sobre o potencial dos campos de petróleo brasileiros foi ampliada para além das questões do impacto na indústria e prestadores de serviços.

Autor: Guilherme Barros - Categoria(s): Contas públicas, Finanças Tags: , , ,

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