Destino traçado
Felipe Paranhos [@felipeparanhos]
Saiu hoje no De Telegraaf, maior jornal holandês, que a equipe de empresários de Giedo van der Garde, piloto da GP2, se encontrou no GP da Bélgica com três equipes da F1: Renault, Virgin e Williams. Não por coincidência, três que precisam de dinheiro. Mas aí vem a pergunta: qual não precisa de dinheiro? Esse assunto é mais velho do que andar para frente, então vamos ao verdadeiro tema deste pequeno post: teria Van der Garde estofo para pilotar um carro mediano na F1?
É muito difícil acreditar nisso, uma vez que Giedo prometia muito e não cumpriu o esperado na categoria. O holandês chegou em 2009, depois de vencer a temporada da World Series e aparecer como favorito antes do início do campeonato da GP2. Foi para a iSport, mas os áureos tempos da equipe já pareciam ter ficado para trás. Foi para a Addax, fortíssima e favorita, e foi somente o sétimo colocado. Neste ano, perdeu por muito o título para Romain Grosjean — a diferença é de 34 pontos , faltando uma rodada para o fim — e, depois de fazer só 11 pontos nas últimas três etapas, corre o risco de perder a vice-liderança.
Além disso, já tem 26 anos, aquela que tem sido a idade-limite para ter uma verdadeira oportunidade como titular na F1 vindo da GP2. Di Grassi, Bruno Senna, Pastor Maldonado e — se voltar ano que vem — Romain Grosjean tinham/terão estas idades. Sei que Grosjean correu no lugar do Nelsinho, mas aquilo era um esparro enorme e pra mim não conta.
Não sei, mas Van der Garde me lembra um pouco Jérôme D’Ambrosio, um piloto que teve lampejos na GP2, mas chegou à F1 exclusivamente por conta do dinheiro, já que sua ausência da principal categoria do automobilismo não trazia nenhuma comoção. E não deu outra: segue sem qualquer brilho com as carroças virginianas.
Para mim, se chegar, Giedo entra na F1 com o destino bem traçado.








