GP2-F1 deve ser uma passagem inevitável?

Felipe Paranhos
A temporada da F1 já começou, amigos. Agora são quatro os carros apresentados e algumas as novidades. Pagante ou não — ele nega —, acho legal ter o Vitaly Petrov na F1. Até porque sua contratação é parte de algo bastante interessante: é a primeira vez que os três primeiros colocados da GP2 ganham uma vaga no grid do ano seguinte na F1.
Nico Hülkenberg, Petrov e Lucas Di Grassi chegam à categoria, inclusive, cada um numa equipe de qualidade proporcional à posição que terminaram a temporada 2009: Hülk, campeão, foi promovido na Williams; Petrov, vice, arranjou lugar na Renault; e Lucas, terceiro, conseguiu um posto na estreante e misteriosa Virgin.
A vantagem disso é o fato de que — provavelmente — não teremos ruínas como Pastor Maldonado na F1. Muito menos Maria de Villota, que é terrível. A desvantagem é o risco de que a GP2 se consolide como a única passagem para a F1.
A categoria de Bruno Michel tem sérios problemas de organização, não é vista em todo lugar e tem defeitos sérios na estrutura de seus finais de semana. Os treinos de 30 minutos com 26 carros na pista fazem com que a sorte seja algo absurdamente decisivo. Bandeiras vermelhas são muito comuns, até pelo número de pilotos e pelo pouco tempo disponível, o que resulta em coincidências estranhas e pilotos queimados no momento mais importante de suas carreiras.
Ainda assim, passaram os melhores, pelo menos desta vez. E aí? Vale a pena fazer da GP2 a única categoria-escola para a F1?









