Surtees, 2009
Felipe Paranhos
E a tal edição extraordinária prometida no outro post veio mais cedo do que eu imaginava. Lembrei da morte de Henry Surtees, que foi, para mim, o acontecimento do ano no esporte-motor, desbancando todas as histórias marcantes da F1 em 2009, o acidente de Massa e o renascimento de Helio Castroneves.
Porque foi o tapa na cara de todo mundo que esqueceu do automobilismo como esporte de risco. Um menino de 18 anos, de sobrenome nobre e sem nada ainda na carreira, vitimado por uma roda solta de outro carro, quicando na pista. Algo tão despercebido, até porque Jack Clarke tinha batido forte pouco antes, que nem chamou a atenção de quem transmitia a prova.
Foi do carro de Clarke que saiu a roda que atingiu Henry. Imagino o que passou na cabeça do piloto do carro 11, também garoto, ao saber que o acidente que sofreu gerou o falecimento de um colega de grid. É evidente que ele não teve culpa, mas deve ter sido extremamente torturante para o britânico de 21 anos.
A morte do jovem piloto não gerou a comoção do acidente de Massa, muito mais conhecido. Nem teve a repercussão das ameaças-fantasma de racha na F1. Muito menos motivou tantas manchetes como a volta de Michael Schumacher.
Mas foi o maior golpe recebido pelo esporte em 2009. E, confesso, achei a reação a ele muito tímida. Que eu esteja errado e não precise escrever algo do tipo no fim do ano que vem.




Mas, se o silêncio acabou, o mesmo não se pode dizer do mistério. Ainda não há pilotos, embora um deles deva ser José María López, e os outros rumores apontam para os mesmos nomes de três meses atrás. Como disse o Douglas Arruda nos comentários de um outro post, não me espantaria se visse o Sébastien Bourdais, quatro vezes campeão da finada Champ Car e bastante conhecido nos EUA, no outro carro. Poderia ser “o experiente” do time.

