O (provável) fim

Felipe Paranhos
É, eu estava errado. No início de outubro, lá no Twitter (@felipeparanhos), disse que não acreditava na falência da A1GP, porque a categoria havia se associado a uma das mais importantes empresas de marketing esportivo do mundo, a IMG Sports Media. Pela lógica, a firma, que tem como clientes a Le Mans Series, o V8 Supercars, a Nascar e a Williams, além de representar Jackie Stewart e Danica Patrick, não entraria em furada.
Mas, ao que tudo indica, entrou. A primeira atitude da parceria foi ampliar o calendário de seis para nove provas. A categoria, inclusive, faria uma corrida no Brasil. O dia 14 de março já era esperado por nós do Grande Prêmio: F1 no Bahrein, Indy no Rio e A1GP em Interlagos. Com uma destas três (talvez duas?) já não conto.
Oito dias antes da corrida que abriria a temporada 2009/2010, em Surfers Paradise, a A1 soltou comunicado cancelando a etapa australiana. Não daria tempo para levar os carros da Europa para a Oceania. Na verdade, não havia tempo porque os carros ficaram presos pela justiça britânica como garantia para dívidas. E Tony Teixeira, dono da categoria, só conseguiu a liberação em cima da hora. Evidentemente, isso não estava na nota oficial.
Eis que hoje a Autosport noticia que as etapas de China e Malásia também estão canceladas. O pacote de recuperação financeira da A1, anunciado com pompa em setembro, não se materializou. Como diria Márcio Braga, acabou o dinheiro. Até os carros perderam seu lugar de “morada”: o contrato com o hangar onde ficavam guardados terminou.
Eu sou um admirador desse automobilismo alternativo à F1. Sendo ao vivo, vejo qualquer coisa (idiossincrasia besta). E confesso: gosto da A1, dos seus pilotos malucos, de ultrapassagens como do Paquistão sobre os Estados Unidos. E a ideia de Copa das Nações é sensacional.
Mas acho que acabou. O site de imagens da categoria já foi desativado, os contatos são mais difíceis… Já foi, creio.
Autor: Felipe Paranhos - Categoria(s): A1GP Tags: A1GP, Felipe Paranhos
O que é uma grande pena. É uma categoria que sempre teve grandes corridas e vinha melhorando seu nível técnico cada vez mais. Pena que o que havia de bom na pista, faltou, e muito, na parte admnistrativa.
A categoria já passou por várias crises onde sobreviveu, mas parece que a pancada dessa vez foi séria.
Só tenho a lamentar pela perda de uma grande categoria.
O Tony Teixeira se meteu numa furada (ele é um importante empresáriodo ramo de construção no eixo Portugal-Angola) por gostar de automobilismo. A associação com a IMG parecia um sopro de esperança, mas faltou oxigênio ($$$) pra aguentar. Se tivesse o dedo do Bernie nessa história, talvez funcionasse.
Foi, e foi tarde. Não é automobilismo profissional, apenas refugo de pilotos fracos e mera diversão de milionários. Além do mais, associar dois esportes totalmente antagônicos como automobilismo e futebol jamais daria certo. R.I.P. A1 GP…
Amigo, você está confundindo as categorias. Quem mistura equipes de futebol e automobilismo é a F-Superleague. A A1GP era uma “Copa do Mundo” de automobilismo. Cada país tinha um carro no grid. E o piloto não importava. Poderia ser um diferente a cada etapa. Os pontos iriam pro país.
Pô, discordo. Acho não. Gosto da ideia da Superliga, mas acho a coisa de Copa das Nações bem legal. Poderia dar certo, não fosse a gestão desastrada. Ou você acha que, se tudo fosse melhor gerido, não haveria empresas querendo vincular sua marca às bandeiras de seus países?
Também acho uma pena, a Ferrarizinha usada por eles é o F1 mais bonito em atividade atualmante (ou era?). É complicado, pois a categoria realizava corridas no inverno europeu e gastava os tubos para viajar para tantos lugares distantes. Mas, convenhamos, o mundo tá saturado de categorias pré(e alternativas a)-F1 (GP2, F3000, WSR, F2, A1GP, Superleague, A1GP..). Uma hora iria sobrar pra alguém. No lugar dessas todas deveria existir um mega-DTM e um power-LMS com várias fabricas, corridas em tudo que é lugar e grids lotados.
Acabou…. assim como vai acontecer com a Superleague (clubes de futebol). Essa idéia não cola no esporte a motor.
O verdadeiro aficicionado torce pelo PILOTO, que ele acompanha desde os tempos do kart. Para mim é indiferente se o Paquistão ou o Sevilha estão virando rápido, mas se o Kobayashi estiver lá dentro….
Mas qual você acha que é a quantidade de verdadeiros aficcionados em relação ao espectador médio? Maior ou menor? Acho que menor. Isso poderia dar certo. Grosso modo, em todo esporte a maioria dos torcedores vibram pelo país, pouco importa se é Barrichello, Massa, Diniz ou o Felipe Guimarães.
O problema é que manter uma categoria é muito caro e categorias sem muita exposição na mídia sofrem sem os patrocinadores. Categorias mais baratas conseguem ser sustentadas por amadores e apaixonados por corridas, mas categorias como a A1GP, a Superliga, a própria Indy precisam de um combustível financeiro a mais pra sobreviver e, infelizmente, nenhuma delas é popular o suficiente.
É bem por aí, mesmo. Mas a Indy será mais popular.
Felipe, pergunta, por quê o Victor falou mal de você nos comentários de uma postagem no blog dele?
Leia a postagem sobre Losacco e Mattheis, pegou mal em.
É brincadeira dele, pô. Ele tava sacaneando porque o cara tinha o meu sobrenome e o nome dele. hehe. Abraço!
Uma pena que a A1GP está encerrando as atividades.
Ela tinha um papel importante ao meu ver, que era promover corridas durante o hiato do fim/começo do ano.
Para um fã legitimo de automobilismo Dezembro, Janeiro e Fevereiro são dureza, você chega a ter crises de abstinência.
E com esses modelos baseados na F2004 parecia que a coisa estava indo para uma coisa mais seria.
Uma pena.