Acho que vocês se lembram da minha primeira experiência com o automobilismo virtual. A Grande Prêmio Racing havia se inscrito para o Mundial de 2010 e Victor Martins mandou eu adquirir experiência para o caso de sermos escolhidos.
Sem patrocÃnio e sem equipe, tive de dar um passo atrás na carreira. Daniele Ferraz, chefe de equipe, piloto, projetista e copeira da Playboy Racing, me convidou para uma das quatro vagas da equipe na T-Light — categoria de Turismo para iniciantes do F1BC. A decisão foi difÃcil, mas decidi aceitar.
Tomando cuidado para não rodar, me aproveitei dos erros dos outros para ganhar posições. Mas, como disse, eu era bem mais lento que os rivais. Se na classificação havia feito 1min41s, já bem acima dos ponteiros, fazia 1min42s alto durante a prova. E veio o estalo: não trocar pneu nas paradas nos boxes. Assim, ganharia tempo. Como não fazia uma condução arrojada, não estava desgastando muito o jogo com que comecei a prova.
(Outra gozação. Sou uma piada como piloto. Achava que só era preciso sinalizar a quantidade de gasolina a colocar nos pits. Por isso, os “mecânicos” do jogo nem olhavam para os pneus. Acabou sendo bom.)
Deu certo. Consegui me manter entre o 18º e o 22º lugares, mesmo facilitando as ultrapassagens de quem vinha mais rápido do que eu. No terceiro trecho da prova, após a segunda parada, o presente veio. Alguns carros à frente abandonaram, outros bateram, e eu alcancei o 15º posto, o último dos que pontuavam.
Um ponto apenas. Mas só tenho a agradecer àqueles bonequinhos virtuais vibrantes, com amor à camisa, que não trocaram meus pneus e me levaram ao top-15.
Acho que todo mundo deve ter feito, ou ao menos pensado, em uma lista de pessoas que acham que nunca vão morrer. Algumas são clássicas, como Silvio Santos, por exemplo, e a Dercy, que causou um capote em todo mundo no ano passado.
Poucas pessoas tiveram uma história de vida tão controversa. Genial desde pequeno, exigido como um popstar que era, apanhou do pai, cresceu, virou ainda mais gênio, passou de negro a branco, explodiu em suspeitas de pedofilia e, por fim, virou uma bizarria sem tamanho nos últimos doze anos. Uma passagem marcante, sem dúvidas.
Habemus paz. FIA e Fota anunciaram que chegaram a um acordo nesta quarta-feira (24). O racha da categoria não durou mais do que uma semana. A F1 continuará como está. E o acerto só foi possÃvel porque Max Mosley e equipes decidiram fazer uma troca simples.
Está claro: a Fota cedeu de um lado, aceitando a redução de gastos, e Mosley cedeu do outro, aceitando sair de cena de vez, não concorrendo à reeleição à presidência da FIA em outubro.
Simples, mesmo. Você faz isso, que eu faço aquilo. Todo mundo ganha e perde. Mas quem perdeu mais?
Minha opinião: depois de 12 rounds, Mosley perdeu por pontos. Foi obrigado a se retirar. E Ferrari, McLaren e demais seguem no jogo.
O Flamengo deve anunciar nesta terça-feira (23) piloto e equipe com os quais irá disputar a temporada da F-Superliga, que começa neste sábado (27). Ao que tudo indica, Tuka Rocha, que representou o rubro-negro em 2008, não será escolhido. Motivo? A crise.
No ano passado, a maioria dos pilotos que correram o campeonato não eram pagantes. Com o caos financeiro e a queda no número de patrocinadores para a categoria, o dinheiro dos pilotos passou a ser necessário. Inclusive, a Astromega, time que carregava o vermelho e o preto do clube carioca, deixou a Superliga na última sexta-feira.
Alguns aqui já sabem que eu adoro a GP2. Se pudesse, cobriria todas as corridas. A semelhança entre os carros e no nÃvel dos pilotos, quase sempre talentosos e inconstantes, costuma deixar as corridas mais imprevisÃveis e emocionantes — não foi o caso de hoje, segundo o relato do Chico.
Ainda assim, os rapazes fazem da categoria a mais legal hoje em dia. Aos poucos, inclusive, esta temporada vai se aproximando da normalidade, com Romain Grosjean fazendo suas besteiras e Lucas Di Grassi se aproximando aos poucos. Grosjean tem 40 pontos, seu companheiro Vitaly Petrov 33, Pastor Maldonado e Nico Hülkenberg — ambos da ascendente ART — 26, Di Grassi 24.
Mas, como disse, são aquelas coisas que acontecem mais com um do que com outros. Então, nada mais a cara de Barrichello do que vencer no final de semana em que as pessoas não estão tão preocupadas com quem vence ou perde a corrida.
Uma quinta-feira de folga. Necessária, depois de uma noite de cabeça inchada por conta disso.
Ir dormir às 5h30, depois de finalmente arrumar um tempo (por conta do maldito jogo, que VAMOS VIRAR NO BEIRA-RIO) para assistir ao dvd do NOFX comprado há duas semanas; acordar ao meio-dia; ir para o outro trabalho; voltar para casa; terminar em 20 minutos um trabalho que vale o semestre na faculdade; ir para a aula; passar na namorada; voltar para casa ver quem terá a responsabilidade de tirar teu rival da Libertadores; acompanhar a repercussão.
E então, só então, ler os emails e voltar à internet. E aà o mundo caiu.
O espaço para os profissionais do Grande Prêmio expressarem opiniões e repercutirem rumores e especulações sobre automobilismo e tudo mais. Evelyn Guimarães, Felipe Paranhos, Fernando Silva e Luana Marino vão escrever aqui todos os dias.