“Espero que o campeão de 2010 da GP2 não seja o Álvaro Parente, ou seja, espero que seja já um piloto de F1… Fala-se da Manor. Espero que sim, era merecido”, disse o português João, assíduo frequentador deste blog, no post que falei do Jules Bianchi, piloto da ART para a temporada 2010 da GP2.
A ele, autor do 2000º comentário aprovado e a todos vocês que fazem deste lugar uma tribuna para debates inteligentes, nosso muito obrigado.
Temporal DO CARALHO caindo na minha fuça na hora de andar 70 km até o autódromo
Bueno,
Antes que os gaúchos que nos leem comecem a desfraldar xingamentos como se alguém estivesse rindo do feriado que comemora uma revolução derrotada, vale a pena dizer que sou colorado e gaúcho nascido em Novo Hamburgo, exemplo maior do provincianismo que reina no Pampa. Em 1993, por aí, acho que a taxa de carros que tinha aquele adesivo maléfico de República dos Pampas era de 1 para cada 2, facilmente.
Portanto, sei do que falo. Somos todos, sim, bovinos até os ossos. Achamos bonito ter conhecimento sobre merda de vaca, por exemplo. Nada mais bovino do que isso.
Mas vamos lá: uma das diversas coisas que me irrita neste estado é a completa falta de estrutura de tudo de tudo mais tudo. Como hoje (ontem, teoricamente, mas o dia só vira amanhã quando vamos dormir, o que pretendo fazer nos próximos 20 minutos): quando coloquei o pé na estrada – ou, mais especificamente, os pneus do Golzinho na BR116 -, o mundo começou a EMULAR 2012 pela segunda vez em dois dias.
Sério mesmo, foi PAVOROSO guiar em uma estrada que conseguiu ficar alagada entre NH e Sapucaia em dez minutos. Gravei vídeos e, quando tiver uma internet decente, vou colocar no youtube para que vejam – sigam @franciscoluz no Twitter para serem avisados.
Mas, depois, a água tranquilizou e consegui chegar a Tarumã praticamente ileso, com apenas um tênis dando sinais de esgotamento fatal. E o que vi lá me surpreendeu: um grande trabalho conseguiu recuperar o autódromo da DESGRACEIRA absoluta de quinta e deixou tudo em ordem para o treino.
Não é novidade para ninguém – ou, ao menos, ninguém que me conheça – que não gosto das corridas de Stock. Acho chatas: os carros são muito grandes para as nossas depauperadas pistas, como destacou o Felipe logo abaixo. Não tem condições de se fazer uma prova competitiva se não há como dois carros ficarem lado a lado sem que um deles passe metade do tempo na grama.
Mas admiro, sim, o trabalho que é feito nos bastidores da Stock. Claro que toda a política que existe, por N motivos (Rede Globo, comissários inaptos, pilotos que têm mais poder do que os outros, etc), incomoda – e muito. Mas a estrutura é MUY DIGNA e merece os parabéns, por conseguir colocar de pé um negócio que parecia fadado ao fracasso: metade das cidades da região metropolitana de Porto Alegre está com problemas no abastecimento de água e luz. Isso é caos, gurizada, e a Stock superou isso. Como sempre dissemos, parabéns quando estes são merecidos.
Como só cheguei à tarde em Tarumã – estava fazendo o rescaldo da tragédia na firma nº 2 pela manhã -, pude acompanhar apenas um treino de cada categoria. Mas valeu para ver que, se a chuva permanecer caindo por aqui, como está previsto, vamos ter mais problemas. Paulo Salustiano capotou seu carro no final do TL2 da V8 na curva do Tala Larga, e eu burramente deixei a câmera na mochila na hora de ir conferir. Logo que eu tinha chegado, João Ometto havia batido na Pick-up, e não vai participar da prova, pois seu carro ficou todo empenado.
Mas vamos lá. Copiando o que faz a chefia, este é o primeiro boletim das Bovinas. Mais virão ao longo do sábado e domingo. Não percam.
E, como estamos aqui, é hora de homenagear o que realmente merece desta terra:
Todos os sites especializados noticiaram — alguns mais, outros menos — o impacto do ciclone que virou do avesso parte do Rio Grande do Sul ontem, deixando mais de 7 mil pessoas desabrigadas. A estrutura da Stock acabou sobrando também e, num trabalho louvável de recuperação, hoje as coisas voltaram ao normal na pista.
Agora à tarde, recebemos release com declaração interessante do Andreas Mattheis, que pede a mudança da prova em Tarumã para a primeira metade da temporada. “Nos últimos anos, este foi o terceiro problema sério no estado. Se a ventania e a tempestade de ontem tivessem ocorrido domingo durante a corrida, ninguém sabe o que poderia ter acontecido. Se há um problema com o clima nesta época do ano, devemos antecipar a data da prova”, disse.
E tem toda razão. Claro que não dá para prever algo de dimensões tão grandes quanto o que houve na quinta, mas é preciso se — para usar palavra da moda — “blindar” contra esta possibilidade. E isso não é exclusividade da Stock — vide F1 em Sepang, na época de chuvas e com corrida no fim da tarde.
E aí coloco questão adjacente, mas intimamente ligada às condições do tempo: Tarumã, definitivamente, não é um circuito seguro nem no seco, quanto mais na chuva. E, sinceramente, os esforços pela segurança dos autódromos brasileiros (CBA, oi?) são praticamente nulos. Para que não se pague com vidas e tenhamos de ouvir a ladainha dos que não fazem nada lamentando a “fatalidade”, quanto menos arriscar, melhor.
Alain Prost tratou como um grande acontecimento a convocação de Jules Bianchi para dois dias dos testes coletivos em Jerez pela Ferrari. E, quer saber?, é mesmo. O menino é bom.
Claro que é cedo demais pra comparar um mero treino com os 79 GPs de Alesi pela equipe de Maranello, mas já é um passo importante para a carreira do garoto de 20 anos, que conquistou o título da F3 Europeia deste ano pela ART. “Até agora, eu era o último piloto francês a pilotar um carro da Ferrari. Estou satisfeito por passar o bastão para a mão de Jules”, disse Alesi.
“É, certamente, uma honra para Jules, mas você tem que assinalar que é uma recompensa merecida por todo o seu desempenho e trabalho de primeiro nível. Conheço ele muito bem e sei que ele vai continuar calmo e condicionado, mas tenho certeza que ele vai ficar arrepiado quando subir no carro vermelho”, brincou o ex-piloto.
Ah, agora divulgo aqui o que falei no Twitter semana passada, tentando prever o futuro por meio das suposições do grid da categoria: o campeão da GP2 em 2010 será Bianchi, da ART, ou van der Garde, da Addax. Se for pra apostar em só um, fico com este último.
A Renault, cujo futuro na F1 será decidido em meados de dezembro, em uma reunião do Conselho Administrativo da empresa, pode ganhar um grande reforço para permanecer na categoria na próxima temporada. A gigante de telecomunicações russa Megafon fez um proposta de compra de 40% de ações da equipe francesa. A informação é da imprensa finlandesa.
De acordo com alguns analistas, esse cenário poderia salvar o time gaulês de uma possível retirada do Mundial. Ainda que a notícia esteja no campo das especulações, entende-se que a vinda da empresa russa deve abrir uma vaga a Vitaly Petrov, que formaria a dupla do time com o polonês Robert Kubica, contratado para o lugar de Fernando Alonso.
Ricardo Maurício vai receber amanhã uma Moção de Aplauso e Parabenização movida pelo vereador e pela Câmara Municipal de Viamão em homenagem aos 20 anos de carreira e ao título da Stock Car conquistado em 2008.
A solenidade será realizada no Autódromo de Tarumã, nos boxes da RC, às 14 h, com a presença do vereador Éderson Machado, Presidente da Câmara Municipal.
Estão aí, conforme prometido, alguns dos desejos que mais chamaram a atenção no post que escrevi mais abaixo.
João | Álvaro Parente na F1 Rodrigo Vilela | Mais pilotos no grid da MotoGP Luiz Batista | Que repensassem a Stock Car e que o Sérgio Lago desligasse os microfones quando for comer amendoim durante as transmissões da NASCAR do Speed Alexei Michailowsky | Fim da “guerra tecnológica de aerodinâmica que não acaba nunca” Davi Ribeiro | “Transmissões com mais imagens em closes, imagens do nariz do carro, de dentro do capacete do piloto – como tem na Indy, que neste quesito dá um pau feio na F1″. E um autódromo em Salvador. Sidinei | “Que a equipe do Gil de Ferran consiga estrear na Indy e que tenha um desempenho decente.” Bruno | Transmissões de F2 na TV aberta
saulo oliveira | Gostaria de ver a F1 em um super oval americano!! Diogo Maia | Um campeonato Brasileiro de Kart onde só pudesse participar os Campeões regionais. É chato não ter por quem torcer. AndrewsBR | que a f1 olhasse pra nascar e aprendesse como se faz um espetáculo esportivo para os espectadores Ryan Cooper | Que o Barrichello massacre aquele fedelho alemão chamado Niko Hulkenbergue. Gustavo Oliveira | Que o Grande Prêmio parasse de publicar noticias tão importantes sobre a F1 como “Nakajima acha que classificação foi normal” e desse mais atenção a todas as outras categorias! [Ué, a gente não faz isso?] Luis Renato | De Cesaris na Nascar Felipe Leonardos | Gostaria de uma melhor visibilidade com as categorias de base brasileira como a Formula São Paulo (antiga F-Ford), F-3 Light, Stock Jr, Pick Up, Spider Race Gabriel Izar | “Ver uma transmissão na TV de maior qualidade. Sem as babaquices globais” João Luiz | “Teo Jose narrando F1 na Globo!!!!” Clayton Alves Cunha | “Uma corrida em um circuito de rua nas ruas de São Paulo!!!” “Ou até mesmo uma corrida de Motoboys???” Alexandre Lourenço | Indy sendo transmitida na Tv Cultura
Conrado Andrade | Na F1, pontos extras pra pole-position, pra volta mais rápida e pra quem consegue ganhar o maior número de posições Eduardo | Que Laguna Seca volte pra Indy! Geralda | Gostaria de ver um campeão brasileiro novamente (Serve o Flamengo? Roberto | Ver o nelsinho numa equipe pequena, mas… dando um show de pilotagem.) Augusto Lage | Abolir da F-1 os circuitos de autorama Vantoil Lima | Queria me ver nas pistas nem que fosse na ClassicCup Max | Corridas de Kart na TV X-Japan7 | “Sato e Kobayashi na F1. E quem sabe o TORA TAKAGI na Fórmula Indy.” João Ferreira | GP2 com mais provas em outros continentes, parando de trocar de pilotos como se troca de pneus num carro. Danilo Candido | Mais respeito da Band com a Indy ! Ever Rupel | Edgard Mello Filho narrando! Newton Nascimento Jr | ver a imprensa ignorando que trapaceia [oi?] Marcos | Ver o rally de velocidade ser valorizado no Brasil como é na Europa e até na Argentina.
Fala sério: alguém acha graça nessas piadas de KNOCK KNOCK que sempre aparecem em filmes? Tentei encontrar algum paralelo brasileiro para elas, mas falhei miseravelmente.
Enfim, era a maneira mais engraçadinha que eu encontrei para perder a vergonha e voltar a escrever aqui. Problemas com o meu empresário impediram atualizações mais recentes e, neste meio tempo, o Felipe segurou a barra. Mas sigamos, que a Norteña já está brilhando e as ideias estão fluindo.
Seguinte é este: a Toyota saiu, e grandes merdas que saiu (tomei cevas, vão ler alguns palavrões. Não sejam PUDICOS). Nunca, mas nunca mesmo, vi em toda a minha vida uma equipe de QUALQUER ESPORTE que fosse TÃO, mas TÃO insignificante. O São Caetano era CAMARÕES EM 1990 perto dos nipônicos.
Não sei explicar o por que disso, e nem é o que o eu pretendo. Só quero mesmo é criticar quem comanda e quem aprova uma MERDA que consome um dinheiro que, de boa, o que eles gastaram em uma temporada dava para resolver a minha vida com ALGUMA tranquilidade. Ao menos o sonho de ter os GIPSY KINGS tocando no meu CASÓRIO seria realizado.
A Toyota passou pela F1 com a impressionante marca de ter sido o time mais GASTÃO da história e o que menos produziu resultados. Sou péssimo em matemática, mas o sempre prestativo Forix me informa que tiveram cerca de 34,8 pontos por temporada — e isso inflacionado pelos bons números dos dois últimos anos. De boa: quem gasta 300 MILHAS por ano e não consegue marcar mais de 35 pontos tem mais é que sair mesmo. Não vai fazer falta alguma.
É diferente, por exemplo, se uma Renault da vida decide sair. Pode acontecer, e tudo indica que vai, mesmo. Aí, sim, se lamenta: é um time com história, com SUSTÂNCIA.
Da Toyota, as únicas lembranças vão ser os LAMENTÁVEIS releases com as choradeiras do Trulli e o fato de que todo mundo vai sempre falar bem do Kamui Kobayashi até o fim.
Relevem a lombra.
E ouçam a MAIOR MÚSICA DE TODOS OS TEMPOS, que não está com o seu clipe original porque o youtube é uma PUTARIA quando não permite que façamos um EMBED MAROTO:
Nesta semana, estava pensando nas coisas que queria ver no automobilismo em 2010. Mais ultrapassagens, mais garagistas, mais respeito das TVs brasileiras pelo esporte… Zilhões de coisas.
Então, resolvi perguntar a vocês: se pudessem escolher uma só coisa, o que gostariam de encontrar no esporte a motor em 2010? Vale qualquer categoria: Stock, F1, Indy, A1, GP2, Truck, MotoGP, Superliga, Nascar…
É, eu estava errado. No início de outubro, lá no Twitter (@felipeparanhos), disse que não acreditava na falência da A1GP, porque a categoria havia se associado a uma das mais importantes empresas de marketing esportivo do mundo, a IMG Sports Media. Pela lógica, a firma, que tem como clientes a Le Mans Series, o V8 Supercars, a Nascar e a Williams, além de representar Jackie Stewart e Danica Patrick, não entraria em furada.
Mas, ao que tudo indica, entrou. A primeira atitude da parceria foi ampliar o calendário de seis para nove provas. A categoria, inclusive, faria uma corrida no Brasil. O dia 14 de março já era esperado por nós do Grande Prêmio: F1 no Bahrein, Indy no Rio e A1GP em Interlagos. Com uma destas três (talvez duas?) já não conto.
Oito dias antes da corrida que abriria a temporada 2009/2010, em Surfers Paradise, a A1 soltou comunicado cancelando a etapa australiana. Não daria tempo para levar os carros da Europa para a Oceania. Na verdade, não havia tempo porque os carros ficaram presos pela justiça britânica como garantia para dívidas. E Tony Teixeira, dono da categoria, só conseguiu a liberação em cima da hora. Evidentemente, isso não estava na nota oficial.
Eis que hoje a Autosport noticia que as etapas de China e Malásia também estão canceladas. O pacote de recuperação financeira da A1, anunciado com pompa em setembro, não se materializou. Como diria Márcio Braga, acabou o dinheiro. Até os carros perderam seu lugar de “morada”: o contrato com o hangar onde ficavam guardados terminou.
Eu sou um admirador desse automobilismo alternativo à F1. Sendo ao vivo, vejo qualquer coisa (idiossincrasia besta). E confesso: gosto da A1, dos seus pilotos malucos, de ultrapassagens como do Paquistão sobre os Estados Unidos. E a ideia de Copa das Nações é sensacional.
Mas acho que acabou. O site de imagens da categoria já foi desativado, os contatos são mais difíceis… Já foi, creio.
O espaço para os redatores do Grande Prêmio expressarem suas opiniões, além de repercutirem especulações, boatos e rumores, e darem pitacos sobre automobilismo e tudo mais. Evelyn Guimarães, Marcus Lellis, Francisco Luz e Felipe Paranhos vão dar o ar da graça aqui todos os dias.