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26/10/2009 - 08:29

Carta de GT a Woody Allen: “Por favor, Mr. Allen, não filme no Rio!”

Welcome to Rio, Woody Allen: But “Bullets Over Broadway?” In Rio it will be “Bullets Over My Head”. The Beautiful City is actually one of the most dangerous cities in the world. No matter what they try to tell you!


Rio de Janeiro

Sete dias no Rio (Seven days in Rio)

(Reportagem da Folha de São Paulo, eu, Gerald, em azul)

7 dias no RJ

Helicóptero abatido pelo tráfico no RJ

Em sete dias, o tráfico abateu o helicóptero da polícia no Rio de Janeiro, matando três policiais, carbonizados. A cena chocou a todos, correu o mundo, tornou-se logo o emblema trágico de uma situação social que vinha enquadrar a fantasia olímpica no país real.

Sete dias depois, impressiona como a imagem envelheceu.
Na terça-feira, o que escandalizava era o cadáver acomodado dentro de um carrinho de supermercado, nos arredores do morro dos Macacos. Resposta do tráfico ao cerco policial? Acerto de contas? Até ontem à noite, não se sabia ainda nem a identidade da vítima, no IML à espera de reconhecimento.
 Numa semana de mortes por atacado, o defunto anônimo do varejo do crime também ficou no passado. A divulgação das imagens do assassinato do coordenador do Afro Reggae, Evandro João da Silva, ocorrido no centro do Rio, no domingo à noite, estarrece, ate agora, o país.

outubro1

Dear Mr. Allen: I will not, cannot, translate this catastrophe in its entirety. But I’ll do in parts, as in parts of bodies, hoping that you’ll get the idea. Seven Days in Rio: It has been a week or so that the druglords or traffickers have shot down a police helicopter, killing and charring the three cops inside the chopper. The scene seemed to shock everyone and the photos were published world over (I hope you saw them, Mr. Allen, wherever you are): they became the very symbol of a tragic social reality which only came

to break the dream of an Olympic fantasy or spell Brazil had been

living under. But Brazil has always lived a dream which never really came true.

And with the current president – Lula – corrupting and distorting all the facts… from A to Z, is nothing but a temporary populist. I hope that you will understand that the country (with an enormously high rate of illiteracy and famish) is far closer to a Stalinist regime, than one tends to see reported in the world media.

But the chopper falling, the buses burning and all that, are old news. On the following Tuesday, only 4 days after the tragic weekend (featuring something around 35 deaths), what really (REALLY) scandalized the media and population alike (or so it seemed), was the finding of a dead body  crumpled and stashed into a supermarket cart, left behind or abandoned around one of the most violent favelas (slums). Might it have been payback from the cops? The police killing a civilian for the losses suffered over the weekend? No matter. No problem. Also images of the past. A few days ago, a PACIFIST, from a well known group named AfroReggae (devoted to getting minors out of drug dealing and into rehab programs through music), Evandro Joao da Silva was mugged, shot p

oint blank, in the very center, downtown of Rio.

Enough? Of course not. The police was called, came and RELEASED the assailants….and , AND (with his heart still beating) the cops ran away with his expensive sneakers and some piece of the equipment of the “nearly dead”. Now, these are scenes you might expect to see in a late night Reality Show in the US or in a documentary about Africa, right? Or in a parody about violence by Quentin Tarantino. But they are actual fact which (amazingly) they hid from your sister as she visited the City some weeks ago. I’ll continue in Portuguese.

Os policiais passam pelo local instantes depois do assalto e ignoram o corpo que agoniza no chão; a seguir, roubam o que os ladrões haviam levado da vítima, deixando-os ir. Basta assistir à sequência: seria difícil imaginar algo mais chocante.
 Não, não ha nada mais chocante. Nem o que eu via pela TV acontecendo em Soweto, África do Sul.

Vitimada pelo tráfico no sábado, a polícia no domingo atuava como bandido do bandido. Caso isolado? Gostaríamos que sim, mas é obvio que não. Um dos elementos de farda era responsável pela SUPERVISÃO do policiamento da área. Atende por capitão Denis Bizarro (o nome do animal não poderia ser mais apropriado). Evandro não era uma pessoa comum. Vítima da tragédia consumada em parceria entre criminosos e agentes do Estado, ele vem sendo descrito pelos jornais como um “mediador de conflitos do tráfico em favelas”. Entender o que seja essa figura socialmente emblemática é parte do problema. Também em vida, Evandro não deixava de ser um sintoma da falência do Estado.
 Um estado (Brasileiro) beirando ao Stalinismo: delirante, mentiroso e corrupto.

Lula, o delirante, nada diz com nada.

“Seis corpos foram encontrados ontem-sétimo dia consecutivo de conflitos urbanos no Rio- na favela do Fumacê, em Realengo, zona oeste do Rio.
Os cadáveres estavam sobre uma carroça num matagal da favela. Segundo a Polícia Militar, eles foram jogados no local durante a madrugada.

Em cinco ações policiais deflagradas nas zonas oeste e norte, 12 pessoas foram presas e dois menores, apreendidos. Houve também apreensão de armas e drogas.
Na Penha (zona norte), um confronto entre a polícia e traficantes da facção CV (Comando Vermelho) nas favelas Merindiba, Quatro Bicas e Vila Cruzeiro feriu ao menos três moradores e causou um incêndio em um apartamento.
Os três moradores foram baleados na Vila Cruzeiro e hospitalizados. O caso mais grave é de Severino dos Santos, que levou um tiro no rosto. Ele tem uma bala alojada na nuca e respira com ajuda de aparelhos. Brunio de Barros, 86, foi alvejado no tórax e prossegue internado. Expedito Rodrigues, 57, atingido por um tiro de raspão na perna direita, já deixou o hospital.

Incêndio
Já o incêndio, que não feriu ninguém, foi causado pela explosão de algum tipo de munição e queimou…..

Dear Mr. Allen: I’m writing from Paris. If only we could go back to that scene in your own movie (I think it was shot at the Whitney or at the Guggenheim, not quite sure), where you and a girl are standing in front of a Pollock painting: all you want is to seduce her into a fuck but she goes ranting off into the theory of semantics and quantum physics of the layers of ‘meanings’ of what Pollock meant to say. Rio is, in many ways, a jaw breaker. A Pollock gone bad.

It’s quite troubling and sort of disturbing to know that you were offered 15 MILLION USD to shoot a movie in Rio to make the City look ‘good’ for the 2016 Olympic Games. Knowing your work as I do, I find that troubling. In Annie Hall you go through the trouble of taking “the real” Marshall MacLuhan from behind a cardboard cutting of himself only to to prove to an arguing couple (the guy trying to impress the gal with false intellectual pretenses), that what the young jerk standing in line was wrong. I think, Mr. Allen, that you’ve always been on the side of JUSTICE. From Stardhust Memories to Radio Days, Husbands and Wives, Manhattan, Take the Money and Run, Cassandra’s Dream (with music by my collaborator and friend Philip Glass (http://www.vimeo.com/2988089), and all of your outstanding work, one thing does stand out: the quest for justice.

I beg you to use an automatic translator to go through this text, or simply google “recent outbreak of violence in Rio”. There has been plenty of reporting in the New York Times and in the Guardian as well as any and every paper in the world. You are, without any doubt, a GENIUS. And by being one I feel terrible when I see or feel that they’re trying to TRAP you. What I’m writing to you here is, somewhat based or inspired in your initial scene of CELEBRITY, when the low flying plane writes HELP in the skies.

You are one of the only auteurs-filmmakers in this world and you, as well as Kubrick saw a reason to leave the US and film (or/and) live abroad. But please do not buy into this trap, unless, of course, you’re fully aware of what you’re getting yourself into (with the usual humor, deprecating self, etc). The rest is up for grabs.

LOVE

Gerald Thomas

www.geraldthomas.com


Continua em português:

Coordenador ainda estava vivo, diz o José Junior. Pois é, isso é o mais trágico desse MUNDO CÃO!

Anderson afirma que chegou ao local 50 minutos após o crime e que o coração da vítima ainda batia; “PM me disse que isso era normal”
José Júnior, do Afro Reggae, chamou PMS acusados de abandonar vítima sem socorro de “marginais, criminosos fardados”

- É pouco, Junior. Esses caras não são mais seres humanos. Não têm mais do que chamá-los. Na hora em que aconteceu, eu estava online e liguei pro Zuenir. Uma loucura.

A Polícia Militar vai investigar a participação de outros policiais suspeitos de omitir socorro ao coordenador do Afro Reggae,

- Aha! Claro que vai. E, como qualquer investigação no Brasil? Onde dá? Onde? Que horror de piada!

Evandro João da Silva, morto depois de ser baleado no centro do Rio de Janeiro, no final de semana passado.
Segundo o músico Anderson Elias dos Santos, amigo da vítima que chegou ao local 50 minutos depois do crime, o coração do coordenador ainda batia. “Um PM me falou que isso era normal e que ele já estava morto, mas não sei se o militar verificou”.

- Super normal. Depois que a gente morre, o coração continua batendo, os braços se mexendo e a boca falando. Os olhos piscam, o cu caga, o pau mija, ou seja, tudo continua igual. Nem o teatro do absurdo teria chegado a esse ponto.

Actually, Mr Allen, maybe you do have a point after all, given that you do accept the offer. Rio is the city of the absurd. Whatever it is that Adamov, Ionesco (let’s leave Beckett out of this) weren’t able to stage, Rio is outdoing them all. So, if you do go ahead with this offer and DO NOT end up with a bullet in your skull, all I can wish you is….Good Luck

GT

PS: Please, Mr. Allen, don’t get me wrong. I LOVE Rio. I LOVE Brazil. What I don’t love or endorse is the current state of affairs or regime. Whoever Lula endorses (most likely) will be voted in, since voting in Brazil is obligatory. Strange, isn’t it? He, Lula, trades food baskets for votes. In the meantime, these Drug Lords are holding the population as hostages making ground beef of them all.

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(Vamp na edição)


Autor: gthomas - Categoria(s): artigos, release Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

09/02/2009 - 18:00

TUDO SOB CONTROLE

Hotel em chamas na cidade de Pequim
 
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ARTIGO DE SAMUEL BUENO ESPECIAL PARA O BLOG DO GERALD

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 ”Estou em férias em nossa amada pátria tropical e, para comentar, minha estada novamente me serve para confirmar minha antiga convicção de que este país é realmente uma dádiva maravilhosa da natureza, na maior parte de nosso território o clima é agradável, a comida em geral muito boa, a população é saudável, o idioma melodioso, etc e tal. Ao mesmo tempo, porém, constato que a sociedade brasileira continua profundamente insana e está piorando em alguns aspectos, embora melhore a olhos vistos em outros. Com tantos anos morando no exterior, confesso que já estava meio desacostumado com a maluquice “espontânea” que permeia toda a vida brasileira.

 

Ainda que meu dia-a-dia no país em que resido seja a defesa dos direitos humanos dos ´brazucas´, alguns em situação social bem precária, e me tenha habituado a tratar com um amplo espectro de problemas sociais, confesso que não estava preparado para o “baque” da atmosfera de permanente confusão e violência potencial que se respira hoje em algumas cidades do Patropi. O que ouvi e presenciei em apenas uma semana entre Brasília e São Paulo supera as descrições que me acostumei a ler na imprensa lá fora sobre a criminalidade rampante, acidentes de tráfego, incúria das autoridades, burradas e mau-caratismo de algumas figuras que fazem as manchetes do Jornal Nacional, etc. Para mim é muito chocante, por exemplo, que, apesar de tantas denúncias de casos anteriores, mais e mais pessoas neste país continuem a morrer de intoxicação alimentar, eventualmente agravada por impericia médica ou contaminação bacteriana hospitalar. Estranho também que fraude e corrupção persistam sendo uma espécie de ”método” de escalada social, sobretudo em ãmbito político, enquanto com malemolência seus efeitos se espalham e multiplicam, em diferentes formas, como péssimos exemplos para outras áreas, sem que isso desperte uma repulsa ativa da maioria da população comum, para não mencionar que em princípio deveriam acarretar a certeza de sanções daqueles que teriam por obrigação prevenir e punir tais comportamentos. Estupefato, escuto relatos sobre assassinatos que provavelmente ficarão para sempre impunes, sobre grupos de estilo mafioso que impõem regras em vários campos de atividades, sobre parlamentares de passado criminoso que são guindados por seus pares a postos em que um mínimo de ética seria pré-condição inescapável para ocupar o cargo - e minha conclusão é de que ninguém quer, de fato, mudar nada ou corrigir o que quer que seja, o escândalo diário serve apenas como espetáculo. Muitas são as denúncias, mas noves fora não resultam em nada. E tudo isso em meio a uma crise econõmica global cujas labaredas começam a lamber a estabilidade precariamente alcançada pelo país na última década …

 

Em contraponto a esse quadro impressionista de horror, no entanto, a impressão que recolho visualmente é de que a sociedade brasileira avança e está melhorando, sim, apesar de tudo, graças a gente vibrante, intelectualmente preparada e acima de tudo interessada em construir um ambiente civilizado nestes trópicos. É verdade, os desafios são imensos, há uma juventude pobre e sacrificada que se sente economicamente excluída, da qual saem os kamikazes da criminalidade para atacar sobretudo uma classe média consumista e endividada, enquanto as elites doidivanas prosseguem em sua loucura moral, pisoteando com seus privilégios os mais elementares padrões da decência, mas há igualmente progressos sociais significativos, muitos dos quais viabilizados pelo governo Lula, que teve a sabedoria política de não mexer naquilo que herdou da era FHC e estava dando certo, mas alterou perceptivelmente o enfoque dos programas sociais. O resultado é que, apesar das respectivas contradições e inconsistências, a gestão pública no Brasil se aprimorou sob o regime petralha, daí o entusiástico apoio das massas. Não obstante, com a crise financeira tantas vezes anunciada, mas que parece ter pegado a todos de calças curtas, as incertezas sobre o amanhã aumentam agora exponencialmente. 

 

O Brasil é dialético demais, seus contrastes são agudos demais, como poderemos saber quais serão as sínteses que nos reservará a história? Será que vamos nos submergir fundo por causa do tsunami financeiro mundial ou a atual conjuntura vai alavancar a definitiva emancipação econômica do país, com afirmam alguns amigos meus da esquerda ufanista? A direita está exageradamente quieta porque está intimidada pelos avassaladores índices positivos de popularidade de nosso supremo mandatário ou porque prefere matreiramente fingir de morta, deixando o previsível desgaste dos duros tempos que se avizinham para quem suceder o atual presidente? Muitos devem estar sentindo saudades daqueles projetos salvacionistas que no passado ofereciam conforto aos mais atemorizados diante das preocupantes nuvens que se condensavam no horizonte… 

 

De minha parte, não tenho mais certezas, elas ficaram em passado distante de minhas experiências existenciais, perdi as ilusões revolucionárias mas ainda estou à busca de uma utopia aplicável para sonhar um futuro melhor para o Brasil, já que a meu ver as “tradicionais” não têm a mínima chance de servir para explorarmos prospectivamente uma transfomação efetiva de nossa realidade… O país é de uma complexidade e esquizofrenia tal que não pode ser reduzido a formulações triviais ou ser explicado por sistematizações teóricas esquemáticas. Aqui vamos ter de reinventar todas as ideologias sociais, ou não haverá mesmo jeito de consertarmos o que os doidos de nossos avós nos legaram.” 

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Samuel Bueno

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10/0220:29hs

Sistema de blogs do iG enfrentou problemas técnicos
Instabilidade de três semanas afetou colunistas e leitores

Caique Severo

O sistema de blogs destinado aos colunistas e colaboradores do iG enfrentou problemas técnicos em alguns dos seus servidores nas últimas três semanas.

Muitos blogs não foram impactados, mas para alguns o serviço encontrou-se intermitente: os colunistas afetados não conseguiram publicar novos textos regularmente, os usuários não puderam postar comentários e até mesmo os blogs ficaram inacessíveis em alguns momentos. Neste momento, o serviço foi restabelecido e funciona bem.

Pedimos desculpas e paciência a nossos usuários e colaboradores.

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Caique Severo
Diretor de Conteúdo

 

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( Vamp na Edição)

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Autor: gthomas - Categoria(s): convidados Tags: , , , , , , , , , ,
17/10/2008 - 10:14

Violência BRUTAL

Violência BRUTA

Ou BRUTAL.

Não pode ser normal. Meus amigos “estrangeiros” que estão chegando aqui para uma série de eventos me perguntam: ”Como está aí? Como é São Paulo?  O que devo vestir?”

Fico quieto aqui no meu canto e reflito um pouco.

1-   Polícia atacando polícia. Humm, será que conto isso pra eles? “Listen guys, down here two separate forces of the police are at each others throats, with FULL FORCE, tear gas, bombs, etc”.

2-Duas polícias diferentes? “WHAT?

2-   Ah, como os carabinieri e os polizzia na Itália? Sei lá, difícil de explicar. Se eles não conseguem se entender, como a população os entenderia? Ou como eles entenderão a população?

3-   Ou falo daquela garota mantida pelo seqüestrador… Não, melhor não falar nada sobre isso. Quero falar bem sobre São Paulo. Quero dizer que isso aqui é um prosseguimento da Bauhaus, que, se Gropius estivesse vivo, se orgulharia disso aqui. Ou Corbusier. Ou gostaria que Peter Eisenman e Gehri dessem um pulo aqui para fazer uma intervenção arquitetônica, misturar os vivos com os quase vivos.

4-   Mas… fora o Hotel Unique, a aquitetutura daqui é simplesmente a MAIS convencional das cidades modernas. Careta mesmo! Até Shanghai é mais moderna, mais criativa e não tem esses malditos postes, postes, postes, postes com os fios expostos, tranformador à vista e mais fios, fios, fios e poste, poste  e poste! Nem o Rio, Zona Sul tem mais isso.

5-   Mudo de assunto, então? “It’s a cool city, man!” Pode-se andar de noite na rua sem problemas. Catzo! Pode nada. Tem que se VOAR do lugar para onde se está para o carro e do carro para dentro de um recinto fechado. Muito carro BLINDADO aqui. Lojas: BLINDA-se em 48 horas! Que vida bela!

NENHUMA CAPITAL de lugar nenhum é assim. Nova York, onde moro, saio na rua as 3 manhã para fazer compras na Deli. Sei lá, coisas como açaí orgânico. Pão, coisas que não tenho saco pra comprar de dia, no meio da muvuca. Desço a pé uns 12 quarteirões, da 23 até o East Village, e não me passa pela cabeça olhar para trás.

Ontem, na 9 de julho, um motoqueiro morto, estirado no chão. O motorista de táxi nordestino dizia: “Ótimo, menos um”! Assim, com essa frieza.  Ótimo? Menos um? É isso que o brasieiro quente… REPITO… ”quente” virou?

Hoje estréia nos EUA o filme de Oliver Stone sobre George Bush. Chama-se simplesmente “W”. Vi trechos. Stone, às vezes acerta em cheio, às vezes erra feio, assim como eu e você. Stone, nesse filme, afirma que “W” mudou o mundo pra sempre e que essa esfera jamais vai se recuperar dos danos deixados pela dupla Cheney-Bush. Até McCain está afirmando: “I am NOT “W”. Somente ele sabe o que quer dizer com isso.

O skype toca: “Então, que roupa devo levar?”

Não sei, digo eu. Um dia faz 35 graus e não há ar para respirar, uma secura… uma poluição, um barulho de ônibus, dos escapamentos, os bip bip bip dos motoqueiros e os snif snif snif dos garotos cheiradores de cola nos faróis, semáforos/sinais de trânsito. Olha, paulicéia… Vocês estão de parabéns!

Daqui da janela vejo antenas e mais antenas.

Refúgios altos e helicópteros de pessoas que tentam se elevar além dos índices do DOW JONES.  Lá embaixo, uma população que dorme nos cantos, abaixo dos BAIXOS níveis do DOW JONES. Enquanto o Lula fala besteiras em Moçambique ou em algum alambique e tenta perpetuar sua história no poder, eu me lembro de que Hitler, Stalin e Franco e os grandes ditadores se perpetuaram através de juventudes, melhor, de movimentos juvenis que criaram (Hitler Jugend, por exemplo). Algum anão espanhol me lembrou disso.

Acho que um dia São Paulo acorda para São Paulo. Aliás, eu acordei para São Paulo faz tempo. E… e o quê? Aprendi que só há mesmo uma maneira de amá-la. É através da atonalidade. Através dos “pingos” do Pollock, dos traços mal traçados de qualquer movimento artístico da deformidade que, sim, tem a sua beleza.

Num dia cinza como o de hoje, Sampa fica ainda mais feia, digo, seu espelho a reflete ainda mais bela.

Gerald Thomas

 

 

(Vamp, na edição)

 

Ps. do Vamp: Caros, os comentários permanecem daquele jeito: Uns entram como se tivessem sido postados (do verbo postar)  com uma hora de antecedência. Outros não. Às vezes as respostas aparecem antes das perguntas.

Portanto, antes de começar a rogar pragas para o moderador (no caso, eu) por seu comentário não ter entrado, verifique se ele não está lá em cima. Vamos tentar organizar o caos!

 

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
11/08/2008 - 15:01

Rússia e Geórgia: Nessa pôrra desse mundo fútil, um pintor chamado Beethoven faz o auto retrato da minha namorada Geórgia em plena batalha de Waterloo: HELP, blogueiros: o Museu Prada está em liquidação e a sopa Porsche na Rússia está vendendo Pacas!

 

Neste blog tudo é possível! Eu disse Blog? Esquece! Quero dizer: mundo útil. Esquece! Mil desculpas. Eu quis dizer… MUNDO FÚTIL.

Por exemplo: tenho uma namorada chamada Geórgia: Ela está sendo estuprada por uma amiga lésbica que tínhamos em comum, a Rússia. Estupro violento. Pior! Além da violência, da porrada, das partes mortas (minha namorada está sem rim, fígado, já teve perna amputada e está sangrando….) a Rússia, agora, ainda está mandando um ultimato: que a Geórgia se renda por total, se desarme: “Se solta, boneca. Vai, se libera, caramba!”.

  

Mas quem se interessa pela Geórgia? Ninguém, né!? Em época de Olimpíadas e numa sociedade cada vez mais imbecilizada pelo nada, pela “falta cultura  nessa falta de cultura” e/ou  noção histórica (cheguei a ouvir atrocidades no último ensaio em Londres! Já estou de volta a NY onde ninguém sabe nada mesmo), qualquer notícia tem o valor daquele dia. E somente o valor daquele dia, nada mais!

Fui levar uns amigos pra passear ainda lá em Londres: jovens, mas nem tanto. Nos seus 30 pra mais. Dei voltas por tudo que é parte da cidade: “’Waterloo’. Vocês sabem porque se chama assim ? Vocês sabem a qual evento histórico esse nome se refere?”

Silêncio. Nada.

Logo do lado de lá da ponte, a enorme praça “Trafalgar Square”:E aí, rapaziada? Alguma pista? Vocês têm noção se os eventos são relacionados?”

Silêncio sepulcral.

Esse cara lá em cima, lá, olha… lá em cima daquele poste enorme o… Nelson, Almirante Nelson… alguma idéia?”

Bem, se a minha namorada Geórgia não estivesse em frangalhos e a Rússia não continuasse o estupro (e eu, covarde, me divertindo a passear em Londres), quase ligo pra ela pra que se juntasse a nós, para uma boa lição de história!

Caminhamos até Whitehall e Westminster, e as Casas do Parlamento (House of Commons, grudada ao House of Lords). Me ocorreu uma idéia pirotécnica: “alguém já ouviu falar em Guy Forks? Ou em Cromwell?”

Nenhuma reação!

Bem, fico com o “History Channel” que colocou a Magna Carta (1215) junto com o  Monty Python  no seu release das “50 coisas” que você simplesmente PRECISA saber nessa era turbulenta do NADA.

Não, a rainha Victória não está na lista (pra fúria da “Regina” de mais longo e criativo reinado no trono britânico). Winston Churchill e outras brincadeiras sérias também foram  deixadas de fora, como o descobrimento do “admirável MUNDO NOVO”, as Américas. (vamos lá, blogueiros indignados, aos comentários!)

A CNN também foi deixada de fora.

 

Eis algumas das 50:

43 ad – A invasão romana

1610 – Shakespeare (não sei porque escolheram esse ano: um ano antes dele escrever sua última peça, “A Tempestade”)

1829 – o Bobby, (policial britânico)

1927 – A BBC.

1973 – A Grã-Bretanha se junta à Europa. (!!!!)

 

Enfim, fico por aqui com a lista. John Cleese e sua turma têm, pelo menos, um senso crítico, áspero, cáustico da História e sabem o que fazem e onde pisam… fico pensando se realmente Napoleão, Hitler , Stalin, Franco e Fidel (que parecem não terem entrado), são meros passageiros de um trem dos horrores de Coney Island. Ah, sim, Coney Island, pra ser destruída, junto com a minha namorada Geórgia, é/era um dos maiores parques de diversão do mundo!

Já o resto de nós, digo, dos turistas, entram nos museus e galerias, mas na verdade estão querendo entrar na Prada e não no Prado. Querem seus celulares funcionando pra mandarem torpedinhos imbecis, querem parar na frente das lojas da Porsche e ficar babando. Tate Modern? O que é isso? Ah, é o “Moma” daqui? “Moma” é Museu de Arte moderna, né? Temos que ir, não é? Lá tem o que, mesmo? O… aquele… o… aquele pintor… o Beethoven, né? Muito bom o Beethoven, rapaz! Gosto muito dele! De vanguarda, né merrrrmo? Vem cá, onde que  fica a Marcos e o Spencer mesmo? Parece que tão liquidando tudo!

Geórgia, heeeelp ! Dá um sinal de vida!

Antes que você seja transformada na Guernica de Picasso, pintada a barril de petroeuros, fala comigo: Alô! Alô! AAAAlôôô!

Putz! Meu celular da T-mobile está sem conexão e o da Orange também. Ainda bem que a British Airways perdeu minha bagagem! Eu não preciso de pôrra nenhuma mesmo, a não ser de um pouco de paz!

Gerald Thomas

(Vamp na edição)

 

 

 

Autor: gthomas - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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