iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

29/03/2009 - 18:40

Lula, o Moreno de Olhos Negros, na TV Americana

.

Lula no programa GPS, de Fareed Zakaria, da CNN.

 

 

New York – Todo mundo gosta de enfrentar um entrevistador elogioso. Nada de perguntas “sensíveis”, nada de controvérsias, nada de perguntas sobre a corrupção interna e os escândalos que vêm acompanhando seu mandato. Aqui o presidente Luis Inácio Lula da Silva foi entrevistado como o líder de uma nação “potente”, “o país do futuro”, etc.

 

Olha, até que fiquei impressionado. Fora algumas datas que ele errou (tudo bem), Lula falava em deus o tempo todo e disse ter dado muitos conselhos a Obama. Por que deus? Será que Lula se sente um iluminado? Um escolhido? Bem, o aspecto “proletário” dele foi um fato bastante explorado. Sim, o metalúrgico que subiu ao poder e tal…”Sim, eu conheço a pobreza. Na minha casa haviam inundações de um metro e meio. Flutuavam ratos e baratas quando isso acontecia então… sei muito bem o que é ser pobre!” - dizia um deslumbrado Lula a um deslumbrado Zakaria (que me parece ser paquistanês, não sei ao certo). Ambos deslumbrados, Lula completava: “às vezes me pergunto o que estou fazendo no meio desses líderes mundiais todos.” Os dois se olhavam deslumbrados. Acho que Zakaria também nunca imaginou que teria um programa na CNN.

 

Em nenhum minuto o presidente brasileiro foi questionado sobre a violência interna em seu país. Quando Musharaff foi entrevistado (já depois de deposto como presidente do Paquistão), as perguntas eram muito mais agressivas, óbvio. Era Al Qaeda pra lá, Al Qaeda pra cá, e como pequenos grupos seletos protegiam os terroristas em vilarejos na fronteira com o Afeganistão. E assim foi com outros líderes políticos que já deram seu depoimento a Zakaria.

 

Já na sua intro, o apresentador deixou muito claro: “aqui estará sentado um presidente de um país dos mais importantes e sobre o qual você sabe menos”.

 

Acho impressionante como Fareed Zakaria conseguiu apresentar o Lula como o líder mais “popular do mundo” (com 80 por cento de aprovação), sem entrar em detalhes de como esses dados são colhidos. Não se falou em voto obrigatório. Não se falou em mensalão e outros escândalos.

 

Acho de uma irresponsabilidade ÚNICA um canal como a CNN apresentar um presidente de um país como o Brasil sem que se mostre antes uma reportagem sobre a “realidade do país” que esse líder governa.

 

Lula falou muito nas alianças entre países de terceiro mundo, como Índia e China. Foi cauteloso quando falava na China, parecia não ter muitos dados. Falou com cautela também sobre Hugo Chavez e, aí sim, foi interrompido algumas vezes. Mas disse que a Venezuela é parceira econômica do Brasil, e que não se sentia livre para falar criticamente de seu companheiro, o ditador Hugo Chavez, e seus métodos nada ortodoxos de se manter no poder. Lula falou que “deve-se respeitar a cultura de cada país”. Bem, se formos seguir esse raciocínio, é melhor deixar o genocídio do Congo e em Darfur prosseguir, porque, afinal, deve ser algo tribal e, portanto, cultural. Enfim, sem comentários.

 

Bem… ao mesmo tempo, digo o seguinte: Lula não se saiu mal. Se todos os entrevistadores do mundo fossem tão “amáveis” quanto Fareed Zakaria (cuja única pergunta realmente sensível foi: “O senhor disse a Obama para levantar o embargo a Cuba?”), seria sempre fácil.

 

Primeiro Lula procurou desconversar. Depois se confundiu com as datas. Mas acertou que a revolução de Sierra Maestra foi em 59 e disse que não fazia nenhum sentido “manter um embargo quando na verdade o Obama foi eleito, em grande parte, por cubanos residentes aqui”. O que o Lula talvez não saiba é que esses cubanos residentes aqui são EXILADOS FORAGIDOS, pessoas que remaram, que nadaram, que quase foram comidas por tubarões para chegarem à costa da Flórida e que ODEIAM Fidel.

 

Mas se Zakaria não interrompe, do que adianta ficar desse lado da tela, ficar esperneando?

 

 

Ps.: A fala do presidente foi dublada para o Inglês por um intérprete com a voz idêntica a do Lula.


 

Gerald Thomas, 29/Março/2009.

.

PS. do Vamp: Pessoal, é preciso sempre atualizar a página ( F5,”atualizar” ou “refresh”), pois a mesma nem sempre atualiza automaticamente.  

 

 

 

(Vamp na edição)

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
20/09/2008 - 13:19

Segunda-feira: Mais um ciclone: Ações caem drasticamente em 372 pontos!Tourada Capitalista? História vista por dois ângulos.

Medo! Petróleo sobe. Viagra desce! Parece estar tudo numa montanha russa. Não, russa não, americana. Não, americana não, globalizada!

Ivestidores com tremores de medo e com ele na reta porque o pessoal aqui em Washington está demorando para mostrar um plano detalhado de como será o MAIOR RESGATE GOVERNAMENTAL DA HISTÓRIA. Como assunto mais que batido da semana passada, essa é a mera continuação do tal “bailout” que o Fed e o Governo estão fazendo. Mas a incerteza deixou os ivestidores inseguros e esse “abalo”, esse, digamos assim, SUSTO (coisa de bruxaria, parece vudu) deixou todo mundo cabisbaixo como num filme “noir” ou com a cara no ar! E… pimba! O Dow Jones cai 372 pontos e o barril de petróleo sobe pra 16 dólares e esse blog não fala em outra coisa, mas logo, logo, volta a se falar em cultura.

Ah… o que eu posso dizer? Todos os mercados estão fora de controle agora” diz Tom Bentz, analista da BNP Paribas. Ah… o teatro também está fora de controle, digo eu, e vem aí INTERVENTION (não é estranho?) no SESC da Av Paulista, assim que eu chegar ao Brasil.

___________________________________________________________________________________________________

                      Socialismo para os ricos

 

 

John Hemingway

 

 

A primeira panacéia de uma nação mal governada é a inflação monetária; a segunda é a guerra. Ambas trazem uma prosperidade temporária; ambas trazem uma ruína permanente. Ambas são o refúgio de políticos e economistas oportunistas” (Ernest Hemingway, 1932)

 

É esse o grande terremoto? O arraso, digo colapso financeiro que alguns previam nos últimos dois anos? Bom, eu não sou nenhum “expert”, mas quando o governo americano investe ou simplesmente “entrega” 85 bilhões de dolares para praticamente nacionalizar a maior companhia de seguros do mundo (AIG), então mudanças fundamentais estão vindo.

 

Os fornecedores do capitalismo e do “choque e espanto”, os conquistadores de Bagdá, os destruidores de Nova Orleans, aqueles que são os “condutores do nosso Senhor” (através de “W”. Bush, através de quem Deus fala), abraçaram o socialismo! Pelo menos para os ricos.

 

 

 Longe de ser um ignorante sobre finanças, McCain estava correto quando disse que a economia é basicamente saudavel. Nosso sistema de bancos, firmas de seguro e empresas funciona para proteger os que estão no poder. São geridos pela elite do país (o Fed não é um banco estatal). É um sistema fechado onde os lucros (quando os tempos estão bons e a grande bolha está crescendo) são privatizados e as perdas socializadas. Os apostadores da bolsa americanos e os jogadores da ciranda financeira de Wall Street que causaram o arraso são os primeiros a passar a bola para a frente. Nós, filhos e netos, estaremos pagando esse fiasco deles por anos e anos. O que significa menos dinheiro para a educação, saúde, para reconstruir nossas cidades decadentes nem para nada que melhore nossas vidas.

 

E será isso que a elite irá chamar de um doce acordo!

 

(tradução de Lucio Jr.)

 

 

 

 

 

 

                      Capitalismo Para os Pobres

 

O Vampiro de Curitiba

 

Não, a crise não quebrou o Mundo Civilizado! As bolsas do mundo inteiro se recuperam e a Economia dá sinais de que a normalidade está próxima.

A Al Qaeda se precipitou na comemoração. Ainda não podemos eleger  Irã, Cuba ou Venezuela como paraísos na Terra. Teremos que conviver, por mais uns séculos, com a democracia e a liberdade. Parece que estamos mesmo fadados a sermos livres. Acostumem-se!

Analisando, agora, sem radicalismos, os últimos acontecimentos nos Estados Unidos e, por conseqüência, no mundo, pergunto? Quem foram os responsáveis pelo início da quebradeira (que não aconteceu)? Eu mesmo respondo: Aqueles que não honraram suas dívidas levando uma desconfiança generalizada ao mercado financeiro. Ou seja: Aqueles que não pagaram suas hipotecas. Melhor ainda: Os mais pobres. E quem evitou a quebradeira geral? Bush, claro. Mas com o dinheiro de quem? Daqueles que pagam seus impostos e não dão calotes em financeiras: os mais ricos.

Eu sou contra a intervenção do Governo na Economia. Agora, chamar esta intervenção de “Socialismo” ou coisa que o valha, me desculpem, mas me parece delírio. Tirar dinheiro público que poderia estar sendo usado na guerra contra o Terror para salvar milhões de empregos em todo o mundo não é, definitivamente, socializar prejuízos.

Ahh, por falar em Guerra, sou a favor. De todas. Afinal, não se evita uma guerra, apenas adia-se o seu início. Seria muito bom se não existisse Hitler, Saddam, Osama (eu disse Osama!), mas enquanto existirem vermes como estes torcendo pelo fim do mundo livre,  nada melhor que uma guerra para nos tirar do tédio.

John, sinceramente, eu não consigo entender: Se Bush socorre o sistema, está “socializando o prejuízo”. Se não socorre, é insensível, não se preocupa com milhares de empregos que desapareceriam de uma hora para outra… Realmente, é uma “estranha tribo”.

 

PS.: Reinaldo Azevedo, morra de inveja! Enquanto você fica batendo boca com mascates e anões morais do submundo, eu estou aqui, discutindo com Gerald Thomas e John Hemingway. A vida é mesmo injusta para alguns, né?

Autor: gthomas - Categoria(s): Colaboradores Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
24/06/2008 - 12:44

“True Lies!”, sim aquele filme de 1994, a morte de George Carlin e um pau duro na mão sem um orgasmo à vista!

New York –  George Carlin está morto. Aliás ele falava muito da falcatrua sexual em tudo. Como? Não entendeu? Falcatrua no sentido do pacto/ corporativo/ orgiástico/ governamental/ religioso: sim…. trepar, em orgasmos, desde o próprio, o gozo, ou o gozo político. Gozava de tudo. E gozavamos com ele. Agora, morto, estamos todos secos. Esse tipo de obituário mórbido nenhum jornal publica. Digo, nós da (ex)contracultura que ainda berrávamos, ainda berramos, ainda tentamos ser politicamente incorretos, estamos um pouco mais amputados, amputados assim como Manhattan ficou no dia em que o Word Trade Center foi derrubado.

As torres gêmeas eram um símbolo fálico, se assim quiserem. Bin Laden derrubou aquilo que Andy Warhol chamava de “nada vezes dois” ou os prédios que eu vi crescer, e que eu chamava de arquitetura da minha era (já que eu os vi tombar da minha janela em Brooklyn), eu os comparava a “Esperando Godot”, uma peça em dois atos onde “nada acontece” (palavras do ex-crítico Walter Kerr). Mas por que tudo isso? Ah sim, porque algo nos calou. Até Carlin… até hoje….mas temos a campanha de Barack Obama.

Carlin, cara, era o MÁXIMO. Sua fase “dura-hippie-FM” começou na década de 70. Mas todo mundo ontem falou sobre isso. O programa do Larry King teve o Jerry Seinfeld e Bill Mahr e outros convidados, e a OpEd page do NYTimes de hoje traz um artigo do proprio Seifeld sobre o mais venenoso “americano-anti-americano” de todos os comediantes (“estou velho mesmo, o que eles podem fazer comigo?”, dizia ele). Morreu mais ou menos dez dias após Tim Russert, e umas três semanas depois de Bo Diddley. Em 2008 é um por semana que vai. Merda!

Querem saber? O público ria de nervoso do humor antipatriótico e agnóstico de Carlin. Mas aqui não se fala em outra coisa senão o preço da gasolina e do barril de petróleo (black gold) e dos Saudis Saudis Saudis (como se fosse uma saudacão!) e de reservas de carvão no Canadá que “viram” gasolina através de um processo químico, e da indepêndencia do Brasil e da Venezuela de petróleo estrangeiro. Ah, fala-se também do etanol e dos carros flex, e está todo mundo sem saber o que fazer com os seus enormes SUVs que “bebem” gasolina!!!! Portanto, a morte de um artista não vale nada. Melhor, vale pouco: a população quer seus carros, suas highways lotadas, suas SUVs e Hummers na estrada e? E o quê? Com o galão a mais de 4 dólares e centavos, está todo mundo com o cu na mão.

O que era lindo ontem, é um monstro hoje!

Estranho isso. Estranho uma ova. Pra quem não conhece o curso da História, tudo é estranho. Tudo é um ninho, tudo passa a ser um passáro sem asas, castrado, em seu próprio ninho, berrando em grego clássico algo como “platão platão, venha pro diálogo!” Ninguem entende nada. Reportagens mil, e o povo começa a entender quem detém o real (real de royal) poder no mundo: os arabes: os Saudis. Ou aqueles que sentam em cima dos terrenos que ainda JORRAM, ejaculam petróleo e mandam em seus preços!

Ah sim, ejaculam.

Mas quem ouviu, desde cedo, como eu ouvi que “um dia, o caseiro largou tudo, e apontou o dedo na nossa cara e nos chamou de JUDEUS, e disse que voltaria com sua turma pra se apossar da casa”, nada assusta. Isso, contava minha minha mãe, meu pai, minha avó, era 1936. Berlim.

Sim, algumas coisas assustam: a dificuldade de se chegar ao orgasmo.

Cade você Willem Reich?
Mas quando se toma antidepressivos o efeito “buffer” eh de fato, estranho. Tentar distinguir entre metáfora e realidade fica difícil. Chora-se com bobagem. A emoção fica longe, porém aqui dentro num ‘rehab’ interno, presa, querendo sair. Estranho mesmo.
Deveria ter um obituário diário para aqueles que não conseguem ter orgasmos: esses antidepressivos deprimem. Não, não é que deprimam. Te afastam da vida. Sim, melhora um pouco. Mas te deixam com o pau na mão.

“TRUE LIES”

Já o filme de 1994 de Jim Cameron, com Schwarzenegger, “True Lies”- “Verdades mentirosas” ou “mentiras verdadeiras” (tanto faz), pode ser uma maneira interessante de nos contar como chegamos até aqui. Digo até aqui, a administração Bush, e a administração do próprio Arnie, hoje governador da Califórnia, republicano com um pé no partido democrático pois é casado com Maria Shriver, uma Kennedy. Arnie está cogitado pra ser um dos membros do próximo gabinete de Obama, se eleito.

Parece mentira. Ou melhor. Parece vidência. Ou estava tudo nas entrelinhas. Já vi esse filme, escrevi sobre ele quando eu tinha coluna no Globo (está no meu livro, o “Encenador de Si Mesmo”), e outro dia ele passou no TNT. Essa “pérola” de 1994, talvez possa nos revelar porque entramos na era Bush do jeito que entramos. E mais: lembram quando Bill Clinton estava sendo investigado por Ken Starr (por causa do blow job de Monica Lewinsky), e Hillary falava de uma “right wing conspiracy” em Washington?

Pois bem. Não estou mais em Graz, Áustria. Estou escrevendo em junho de 2008, New York, e faltam 8 meses pra que Bush termine seu segundo termo. Ufa!

Muito do que a administração Bush pregou (entre o criminoso Rumsfeld e o desastroso Ashcroft) estão estampados nos fotogramas aqui. Está tudo nesse filme: desde as “ameaças” de terroristas islâmicos radicais querendo destruir “uma cidade Americana por dia seja com uma bomba, ou de outra forma”…ou através dos jargões que hoje ouvimos do Al Qaeda. Ou Jim Cameron é vidente ou…sei lá: de qualquer forma o filme é mais que um simples action movie. É genial. Uma triste e bela metáfora pros desatrosos tempos de 2008 (guerra, destruição, ameaças através de terrorismo espalhado pelo mundo usando petróleo como “refém”), só que “released” em 94, ou seja, deve ter sido concebido, produzido, filmado, etc, em 92, 93 , por aí. Hum…!

Sim, Carlin está morto, Arnie talvez componha com Obama (que loucura : cada um tem o Kissinger que merece!), e o posto de gasolina aqui perto é um símbolo fálico de que saem poucas gotas das longas mangueiras de suas bombas. Sinal dos tempos, meninos. A tendência é piorar, diz Frank Sesno, da CNN, um mega repórter. E depois, numa situação de emergência, de offshore drilling, de alternative fuel development, de não sei o que lá, depois que não restar mais uma espiga de milho pra se comer (adeus Andre Valli, Visconde de Sabugosa), porquê foi tudo pro etanol, quem sabe começaremos a gozar da vida e a gozar de novo. A ejaculação nao será mais monopólio dos poços de petróleo.

Gerald Thomas
24 Junho 08

Autor: Ana - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
Voltar ao topo