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	<title>Gerald Thomas &#187; Sibéria</title>
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		<title>Um dia iremos desaparecer: que saudades da GUERRA FRIA!</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 04:25:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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UM DIA IREMOS DESAPARECER
GERALD THOMAS
Eu geralmente me incomodo quando percebo que pessoas muito próximas a mim não conseguem arcar com críticas. Digo, não estão mais acostumadas ao sistema mais simples, aquele do parlamentarismo: ouvir duras críticas e rebatê-las, sem ter chiliques, tremeliques, ataques de pânico histriônicos e saltitarem acrobaticamente, água saindo pelos poros e olhos, como [...]]]></description>
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<p class="MsoNormal"><span><strong>UM DIA IREMOS DESAPARECER</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><strong>GERALD THOMAS</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><span>Eu geralmente me incomodo quando percebo que pessoas muito próximas a mim não conseguem arcar com críticas. Digo, não estão mais acostumadas ao sistema mais simples, aquele do <strong>parlamentarismo</strong></span><span>: ouvir duras críticas e rebatê-las, sem ter chiliques, tremeliques, ataques de pânico histriônicos e saltitarem acrobaticamente, água saindo pelos poros e olhos, como se fossem bufões numa péssima imitação dos Simpson&#8217;s se os personagens estivessem todos “<strong>ligados</strong></span><span>” de cocaína! Hoje, basta uma mera crítica, uma mera coisa que chamávamos de “<strong>discussão</strong></span><span> <strong>racional</strong></span><span>” e pronto: lágrimas e SURTOS PSICÓTICOS. Passos em círculos para todos os lados, berros, acusações em volumes de discoteca e dedos como se fossem canhões belicosos em Fallujah atrás de insurgentes!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><span>A frase que tornou a minha <strong>Electra Com Creta</strong> famosa – “<strong>Está estabelecido o conflito</strong></span><span>” – já não existe mais! Agora, depois de uma mera discussão existencial ou de um desabafo, a frase estaria mais pra “<strong>Está estabelecido o SURTO</strong></span><span>”!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Caramba, anda-se inflamado! E essa inflamação, pergunto eu, não seria fruto de pouca vivência em grupo? Ou de pouca noção Histórica? Sim, deve ser isso: pouca noção histórica. E ainda tem </span><span>a indústria farmacêutica que está deixando todo mundo meio “surtado” e viciado em calmantes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Ufff!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Também me incomodo quando vejo algum intelectual usando uma tragédia natural ou uma guerra, por exemplo, para traçar metáforas com o mundo fantasioso e lúdico do palco ou da prosa. No caso, então, estou incomodado comigo mesmo. Sou dramaturgo, sou dramático e estou apavorado com o que vejo com a passividade do mundo. &#8220;Qual passividade?&#8221;-você pergunta. Ah, ainda bem que a pergunta veio a tempo. Nem havia me recuperado do incêndio no Teatro Cultura Artística ou a quantidade de galões de açaí<span>  </span>que comi depois que postei o texto sobre o bendito produto/commoditie&#8230; ou o acidente da Spanair&#8230; já logo me voltam as maladias do mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Aqui nos EUA vivemos grudados em números. Números percentuais. Estatísticas. Como diria o Targino, estatísticas estocásticas. McCain contra Obama, 1 por cento, 5 por cento, quem será o Vice-presidente, quem será o nome nas convenções que vêm por aí daqui a dez dias? Sou bombardeado por emails do partido democrático, sou bombardeado por telefonemas, sou bombardeado por especulações o tempo todo. A cada quatro anos meus nervos se mudam para Sibéria ou para debaixo do mar e visitam Jules Vernes e voltam cheios de algas e &#8230;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>As campanhas políticas são como as discussões caseiras ou de pessoa para pessoa, só que num macrocosmo: trata-se de explorar o que há de mais pobre e o de mais podre: a<span>  </span>miséria humana misturada ao mais puro sadismo e seus conchavos psicológicos para ver se “colam”. Jornalismo também é feito assim. Somos vítimas, leitores e retratados, em seus piores preconceitos e fetiches mal resolvidos.  </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>As notícias têm como objetivo nos destruír, rasgarem a alma do ser humano com a falta de palavras/conteúdo ou perspectivas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><span>Parece um livro que Paul Auster plagiou de Beckett, não me lembro o nome agora, onde uma menina<span>  </span>procura, na terra esquecida e perdida, um ente querido que não encontra. Sim, Auster imita Beckett: voltamos ao mestre irlandês em &#8220;<strong>The Lost Ones</strong></span><span>&#8220;, uma prosa<span>  </span>cheia de nichos e gente perdida, uns procurando aos outros.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Não parece ser a vida hoje? Pois parece. Talvez seja a minha percepção de mundo, mas em Darfur a situação NUNCA esteve tão horrenda e o mundo nunca esteve tão calado. Quanto à industria da guerra, ela não passa de uma metáfora mesmo, uma commoditie como o açaí do artigo anterior ou uma foto no livro da Lenise: ninguém mais relaciona uma foto a nada: ninguém mais relaciona conteúdo à forma de coisa alguma. Ninguém está nem aí!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>O ser humano virou um lixo informatizado, uma besta que lê computador e que quer consumir a última novidade aqui nas lojas caras sem nem ter idéia do que é ORIGEM, forma: pergunte a alguém o que foi a Bauhaus! Como? Quem foi Gropius? Como?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Um bando de seres com cremes caros nas caras com seus iPhones nas mãos checando NADA e mandando seu chatsinhos pra nada e lugar nenhum e reclamando de barriga cheia, até que um dia&#8230;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Até que um dia vira uma bomba. Até que um dia a casa cai. Até que um dia a morte chega perto. Até que um dia a cara do inimigo não será mais objeto ridículo de propaganda e uma Dresden será encontrada arrasada ou uma Hiroshima dizimada. E aí, quando a guerra aterrissar no quintal, todos exclamarão num uníssono “WOW, como isso pode acontecer????”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>As múltiplas etnias estão sendo comprimidas a um só sólido bloco de lama e fezes.<span>  </span>Isso se chama hoje de força de trabalho. Mesmo indignado com a propaganda eleitoral e as eternas promessas e mentiras ainda não desisti: e mesmo assim essas interpretações literárias ou dramáticas de eventos catastróficos como política e História ainda me movem, mas também me incomodam profundamente porque conheço as repetições. Estou diante de uma fogueira de vaidades, e os fatos não mentem e&#8230; É, não há mesmo jeito de escapar de um paralelo dramatúrgico. Mas ainda não sei bem qual, já que ainda não há desfecho. Estamos sempre em pleno primeiro ato e ele não termina nunca!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>E como a desgraça ainda está em progresso, digo as desgraças no mundo, e não se sabe aonde irão<span>  </span>dar, não se pode compará-las a nada, absolutamente nada, mas nesse momento cada ser que se pronuncia por ter uma opinião (foi assim que comecei o artigo) parece ser tratado como um louco, um bárbaro tártaro vindo do buraco mais fundo da humanidade dantesca.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Iconoclastia? Desconstrutivismo?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Mortos! Não parece haver mais aquele paraíso realmente democrático e parlamentarista de poder-se discutir, divergir amistosamente. Agora as divas estão soltas e fora de suas jaulas. Os dias de Sartre e as longas conversas parisienses são uma mera triste lembrança. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Esse novo milênio é para se respirar fundo, olhar através das pessoas e pensar 9 vezes antes de se pensar em falar a verdade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><span>Artigo dedicado a </span><span><strong><em>Mikhail Gorbachev</em></strong></span><span><em> e os </em></span><span>Estilhaços soviéticos. Ele acabou tendo que liberar aquela merda toda por causa da geada do trigo numa jogada que Reagan oportunizou. Naquela época chegávamos ao fim da Guera Fria. <strong>Que saudades</strong></span><span> da Guerra FRIA!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><strong> </strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><strong>Gerald Thomas,NY agosto de 2008</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><strong>(Vamp na edição)</strong></span></p>
<p><!--EndFragment--></p>
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