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	<title>Gerald Thomas &#187; SCHOENBERG</title>
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		<title>Estamos Queimados</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 22:17:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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&#8220;MOSES UND ARON&#8221;
Gerald Thomas
Imagens disponibilizadas por Patrick Grant no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=NBh-7jEtDuw
 
Cena da Ópera &#8220;Moses Und Aron&#8221; (Schoenberg) dirigida por Gerald Thomas.
 
1998
*&#8221;MOSES UND ARON&#8221;, de Arnold Schoenberg, na Ópera de Graz. De longe o ponto alto da carreira de mais de 20 anos de Gerald Thomas. Com Arturo Tamayo na regência (um maravilhoso colaborador) e um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center"><strong><span style="font-size: large">&#8220;MOSES UND ARON&#8221;</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center"><strong><span style="font-size: large">Gerald Thomas</span></strong></p>
<p style="text-align: center">Imagens disponibilizadas por Patrick Grant no link abaixo:</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=NBh-7jEtDuw">http://www.youtube.com/watch?v=NBh-7jEtDuw</a></p>
<p style="text-align: center"> <img class="alignnone size-full wp-image-9896 aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/02/fla17a.jpg" alt="cena de moses und aron" width="552" height="356" /></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #999999">Cena da Ópera &#8220;Moses Und Aron&#8221; (Schoenberg) dirigida por Gerald Thomas.</span></p>
<h5 style="text-align: center"><span style="color: #999999"> </span></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">1998</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">*&#8221;MOSES UND ARON&#8221;,</span></strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000"> de Arnold Schoenberg, na Ópera de Graz. De longe o ponto alto da carreira de mais de 20 anos de Gerald Thomas. Com Arturo Tamayo na regência (um maravilhoso colaborador) e um coro extra da Letônia (totalizando 260 pessoas no palco), essa produção foi uma indignação. Custos? Pornográficos demais para se citar na recessão cultural de hoje. O cenário de Guenther Domenic foi um escândalo (especialmente na cena final, em que o monte Sinai se movia como uma aranha. No topo, o próprio Moisés, gaguejando, sem palavras, olhando para a decadência promovida por Aarão, seu irmão, abaixo).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Thomas ambientou a ópera em um estúdio de TV, como se fosse um programa de entrevistas barato como o de Jerry Springer, em que a platéia se manifesta o tempo todo, gritando, interferindo e assim por diante. Gerald Thomas fez um inventário do desconstrutivismo com essa ópera inacabada, colocando em cena todos os ícones da arte do século 20 (de Duchamp a Pollock, Koons, Warhol, Hélio Oiticica e Christo). A iconoclastia também foi a grande questão, simplesmente porque (por razões muito pessoais) Thomas acredita que o século 20 já analisou tudo o que tinha de analisar, destruiu tudo o que tinha de destruir e colocou sob uma lente de microscópio muito precisa todos os cacos do mosaico que possivelmente existiam. Os semiologistas franceses fizeram sua parte. Agora, como disse Karl Loebl brilhantemente em sua revista ao vivo no canal ORF, &#8220;Gerald Thomas muito inteligentemente encenou as conseqüências do conflito entre os dois irmãos e tudo o que pode ser lido no meio&#8221;. A produção foi elogiada como uma das melhores de todos os tempos e Nuria Nono Schönberg em pessoa estava lá e pareceu muito comovida com o que viu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000">  &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">BURN NOTICE – Uma nota achada num cruzamento perigoso!</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">New York</span></strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000"> – Caramba! Percebo que não escrevo artigo novo desde Londres, numa Segunda- feira em que a cidade parou por completo: neve, tudo parado. Até trouxe um exemplar de cada jornal e chega a ser engraçado: “FOREIGNERS , bloody foreigners”. Parece que a neve (a mais forte em 18 anos) e o despreparo são tudo culpa dos estrangeiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Virou um Monday, Bloody Monday, ou melhor, um snowy Monday. Todo mundo plantado em seus lugares e xingando um europeu do leste. Até os indianos e paquistaneses xingavam os europeus do Leste!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Mas deixemos a xenofobia pra lá. Outro dia me peguei mandando um alemão pra um lugar terrível, tipo Dachau ou Buchenwald. Logo eu! Numa discussão terrível e apaixonada sobre arte e comunicação apela-se e chega-se a denominadores comuns baixos, baixíssimos! Um horror!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Ontem, após dar uma aula na Julliard (atrás do Alice Tully Hall, onde fiz o “Flash and Crash Days” com as Fernandas em 1992), mal consegui atravessar a rua de tanto vento! Metáfora? Nada. Era o vento mesmo nos levando! Era o tempo real atacando nossas peles nessa temperatura quase primaveril, para essa época do ano, nessa Manhattan.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Louco para voltar pra casa e não para o hospital onde está  Ellen Stewart e lidar com médicos e enfermeiras, cada um falando uma língua, cada um falando um dialeto, como se tudo viesse de Punjab ou de… sei lá. Estresse causa isso! O trânsito também causa isso. Vou jogar o celular no lixo! Pronto. Deve ser o início da cura, como disse belissimamente o Billl Mahr ontem no “Larry King Live”, logo antes de sabermos da notícia do crash do avião que levava uma viúva de uma vítima de 11 de setembro. Como falar sobre isso? E como não falar?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000"><span> </span>“BURN NOTICE”</span></strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000"> é o seriado mais legal, mais ágil e mais cínico da TV americana. Leva no USA channel e não em canal aberto (ainda). É impressionantemente ligeiro, deliberadamente charmoso, profundo quando quer ser, e diabolicamente romântico e semi-tropical, já que tudo é baseado na vida de um EX isso e EX aquilo e tudo acontece em Miami. Adoramos os rejeitados que dão banhos no sistema e ainda narram como se deve fazer pra construir armadilhas em torno dele.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000"><span> </span>“Mas a vida não começa hoje nem ontem”, eu dizia para os alunos da Julliard. Ria-se muito. E eu com eles.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000"><span> </span>“Não,  a arte tem mil e dois precedentes. E nós, 44 presidentes!” Eles ouviam, num telão,  um crítico ao vivo (Karl Loebl, da TV estatal ORF) fazendo uma crítica linda e comovente da minha encenação de <strong>“Moses und Aron”*</strong>, de Schoenberg (1998, Graz, Áustria), e é justamente aí que o MUNDO pára. Ah, sim: Quando é que o mundo pára? Quando precisamos que pare para uma reflexão do que fizemos. Quando tem gente em volta precisando de nós e nós precisando dela. Quando a arte de hoje virou uma cópia estranhamente boba da arte de ontem. Não, nada morreu. Mas está na UTI, assim como a Ellen.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Obama e o pacote de estímulo.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Não, de Obama eu falo mais perto de completar UM MÊS. Será que agüento?  Será que meu coração agüenta?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000"> “Burn Notice” é um seguimento natural de “Rockford Files” da década de 70, com James Garner, que vem a ser um seguimento natural do detetive Phillipe Marlowe, do escritor Raymond Chandler.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Onde as coisas começam? “Onde nós determinamos que elas comecem”, respondi para uma aluna. Senão enlouquecemos. Estão tentando traçar paralelos loucos entre Obama e Lincoln (sim, mesmo Estado, abolição  da escravidão…) e mesmo com o pacote econômico de FDR.  Mas não há paralelos. Existem cruzamentos. E, como nos mostram os heróis ou anti-heróis da TV, como Michel Western do “Burn Notice” ou James  Garner do “Rockford Files” - como  é da história da arte, como Duchamp e o próprio Schoenberg &#8211; cruzar verdades ou criar um futuro virtual  pode ser perigoso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Pior ainda: pode ser somente uma tática semântica. Pior ainda: pode ser somente uma arma de propaganda.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Gerald Thomas</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #000000">(O Vampiro de Curitiba na edição)</span></p>
<p style="text-align: justify"> </p>
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		<title>Surtos De Individualismo</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 18:55:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ 
“Não, não&#8230; não é o que vocês estão pensando. Não, não é isso. De certa forma&#8230; quero dizer, de alguma forma, é  o que vocês estão pensando, sim. Não posso negar. De alguma forma, o que vocês estão vendo agora, confirma exatamente isso (o que está no palco, vida, política, jornais, etc), e confirma também o que vocês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">“</span></strong><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Não, não&#8230; não é o que vocês estão pensando. Não, não é isso. De certa forma&#8230; quero dizer, de alguma forma, é  o que vocês estão pensando, sim. Não posso negar. De alguma forma, o que vocês estão vendo agora, confirma exatamente isso (o que está no palco, vida, política, jornais, etc), e confirma também o que vocês estão pensando.</span></em></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Engraçado. Triste. O desmoronamento. Várias obras de arte têm essa cara. Melhor, o PODER tem essa cara também. </span></em></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #000000">O Poder e a Arte tem a cara da destruição!&#8221;</span></em></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">E por aí vai a narração inicial de “O CÃO QUE INSULTAVA MULHERES, Kepler, the dog” que estreou semana passada (apresentação única) em Sampa e pelo IG.</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Muita coisa pessoal aconteceu na minha vida desde que comecei a ensaiar o espetáculo. Muita coisa aconteceu desde que ela foi ao ar.</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><span style="font-size: 14pt;color: #000000"> </span><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Às vezes devemos dar uma parada em tudo. Zerar. Lubrificar o corpo. Postar a alma diante do espelho como o mais angelical dos seres ou o mais diabólico deles e perguntar: “</span></strong><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #000000">o que estamos fazendo aqui? Pra quem e pra quê? Quem são nossos amigos? Quem são os oportunistas? Quem são nossos inimigos?</span></em></strong><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">”</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><span style="font-size: 14pt;color: #000000"> </span><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">As respostas podem vir na hora. Outras podem demorar algum tempo. De uma forma ou de outra, quem vive uma ‘vida pública’  assim como eu,  já deve dormir com um olho aberto. Quem se aproxima&#8230; hummm, deve se aproximar porque deve querer alguma coisa.</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">INÍCIOS DE TUDO </span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Vejo uma geração (aliás, duas) inteira de pessoas fingindo que estão acontecendo coisas. Uma, a mais velha, FINGE que há um NOVO INÍCIO de TUDO, como se os tempos de hoje fossem a nova Gênese. Bosta. Não tem nada de novo acontecendo além do fingimento oportunista desses alguns que querem estar desesperadamente correndo em busca de um tempo perdido. </span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">E tem de fato a geração de hoje, a nova, que não sabe porra nenhuma mesmo e que olha qualquer negócio com aquele olhar bestial de novidade. Dá preguiça? Não sei. Dá pena. Mas sempre foi assim. Schoenberg já escrevia sobre isso. Outras dezenas também. E sei lá quem escrevia que o “</span></strong><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #000000">tempo contemporâneo traz memórias pra serem preenchidas”</span></em></strong><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">. Ah, tem cara de ser Wittgenstein, mas posso estar chutando. </span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">“Hedonismo perverso”</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Mesmo assim, exausto da estréia do Cão que insultava e insulta, fui ver o espetáculo que Jô Soares montou no &#8220;Teatro Vivo&#8221; com o Wilker e cia. E o quê? Me surpreendi como  o Wilker está ÓTIMO, como o Jô deixou o texto de Albee de pé, sem pretensões de querer cultuar um manifesto em torno de si mesmo. Ah sim, nem tudo é perfeito, mas&#8230; quem sou eu para estar escrevendo sobre perfeição ou cultos sobre o diretor, etc.?</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Encontrei no camarim um Jô Soares tão doce, tão simpático e tão aberto a tudo que, complementar ao texto do Albee e a interpretação inesperada de Wilker, deixa em aberto se não devemos nos olhar mais no espelho todos os dias um pouco menos. Vou repetir. Olhar MAIS no espelho um pouco MENOS (essa frase é melhor em alemão). Olhar menos no espelho e testar nossas idioTsincrasias e daqueles que consideramos amigos, inimigos ou da tchurma ou da antiTchurma ou de pessoas que consideramos hostis ou da nova FASHION Actor ou Fashion ACTRESS ou do Pink is the new Black. E por quantos anos olharemos para fora ao invés de para dentro para constatar uma coisa, uma única e só coisa?</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Sylvia, a cabra, é uma paixão impossível porque ela não existe. </span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">A questão mais profunda e mais dolorosa entre nós da humanidade seria: temos realmente alma suficiente para amar ou entregar, para colocar nosso coração à disposição de alguma outra pessoa em qualquer momento de nossas vidas? Ou o MOTTO do “Kepler the dog” está mesmo certo: ”Não, nao é o que vocês estão pensando. Sim, é o que vocês estão pensando, sim. O que está colocado na frente de vocês e na minha frente agora é isso! E se está colocado na sua frente, tem que ser comido, atacado, digerido, possuído e depois&#8230; CAGADO FORA!</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><strong><span style="font-family: Calibri"><span><span style="font-size: 14pt;color: #000000">XEQUE-MATE!</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Gerald Thomas,</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000"><span style="font-family: Calibri">Depois de uma longa conversa sobre &#8220;amizades da oportunidade” com João Carlos do Espírito Santo.</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<h3 style="text-align: justify">(O Vampiro de Curitiba na Edição)</h3>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify"><strong>PS: &#8220;O CÃO QUE INSULTAVA MULHERES, KEPLER, THE DOG&#8221;, AO</strong><strong> QUAL O TEXTO SE REFERE, PODE SER VISTO AQUI:</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: 24pt;font-family: Georgia"><span style="font-size: 24pt;font-family: Georgia"><span style="font-size: small"><span style="font-family: Georgia"><span style="font-family: Georgia"><span style="font-size: small"><br />
</span></span></span></span></span></span></p>
<p><embed src="http://tvig.ig.com.br/swf/playerFlash.swf?media=http://tvig.ig.com.br/Templates/RequestUrlPlayer.aspx?id=51009&amp;isEmbed=true" quality="high" width="480" height="390" allowScriptAccess="always" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"></embed><br />
</object></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
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