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	<title>Gerald Thomas &#187; Sartre</title>
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		<title>A Cartelização do Mundo</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 13:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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New York – Caramba! Com os “cartéis” dominando o mundo, acho que nós, os putos, veados e vagabundos deveríamos tentar rebatizar a globalização para “cartelização” do mundo. Leio que Andrew Cuomo, filho do maravilhoso ex-governador do Estado aqui de NY, Mario Cuomo, e agora o nosso Attorney General, diz que convenceu nove entre dez dos principais recipientes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="MsgContainer" class="ExternalClass">
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt"> </p>
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 15pt;font-family: Georgia"><strong>New York</strong> – Caramba! Com os “cartéis” dominando o mundo, acho que nós, os putos, veados e vagabundos deveríamos tentar rebatizar a globalização para “cartelização” do mundo. Leio que Andrew Cuomo, filho do maravilhoso ex-governador do Estado aqui de NY, Mario Cuomo, e agora o nosso Attorney General, diz que convenceu nove entre dez dos principais recipientes dos bônus do AIG a devolverem<span>  </span>a grana. Algo em torno de 50 milhões de dólares. Nada mal. Nove em Dez. &#8220;<strong>Nine out of ten movie stars make me cry, I&#8217;m alive</strong>&#8221; (Caetano Veloso&#8230; descendo a Portobello Road, no exílio em Londres, Notting Hill Gate&#8230;)</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 15pt;font-family: Georgia">Enquanto isso, o cartel mexicano de drogas se estende até à cidade de Sarah Palin, Anchorage! Caramba! Mas também (pensem!) com baleias e neve ao redor não resta muito o que fazer: o sujeito deve andar que nem um zumbi atrás de qualquer tipo de droga, não é? Diferente do Rio de Janeiro, SITIADA pela POLÍCIA E PELOS BANDIDOS!!!! Por quê? Maconha, cocaína e armas! &#8220;<strong>Seja marginal, seja herói!</strong>&#8220;, aquela coisa do Helio Oiticica <strong>já era</strong>! BASTA! Aquilo era naquela época. Soava bonitinho. Era logo depois de Sartre qie havia endossado Jean Genet com <strong>Saint Genet</strong> e artistas do mundo inteiro (como Warhol, por exemplo, declaravam seu amor pelo <strong>underground</strong> [ alguns com velvet, outros nao]. O Helio ainda in love com o Cara de Cavalo. Mas agora? Olha a merda que deu! BASTA! Sério. Eles hoje olhariam tudo isso com REPUGNÂNCIA!</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 15pt;font-family: Georgia">Sim,<span>  </span>a cartelização do mundo! E ainda tem gente que defende a tese de que o teatro deve ser feito de “tarjas”. Mas isso é para quem ainda acha que o teatro é o “novo lugar” para ser descoberto. Nós, os veados, putos e vagabundos, que temos uma vivência um pouco mais abrangente,  tentamos nos (des)preocupar com a merda que acontece no mundo, como: a China que toma conta de tudo, as pequenas guerras localizadas e que estão extraindo o pouco de ‘humano’ que ainda resta em nós, as doenças RADICAIS<span>  </span>e que não precisariam existir se todo o dinheiro do mundo fosse gasto nas coisas certas (e não em bônus para CEO corrupto, que agora devolve&#8230;vamos ver&#8230;), as pequenas guerras frias entre paises como o Irã, a merdalha entre Israel e vizinhos, a merdalha entre os próprios árabes que não se entendem, a merdalha do Afeganistão que voltou a ser um campo de papoula (imagine a polícia do Rio subindo a Ladeira dos Taba-Maha- jahras! Brigando com o Taleban).</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 15pt;font-family: Georgia">Ah, a cartelização do mundo&#8230;</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 15pt;font-family: Georgia">Era sobre Descartes que eu escrevia? Não, né? É sobre os escrotos mesmo. Eles não querem deixar nós, os putos e vagabundos, em paz. </span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"> </p>
<div class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 15pt;font-family: Georgia"><strong>PS</strong>.- Ontem foi aniversário do Blog: 10 meses de IG. E obrigado pelos quase 600 comentários do Post anterior!</span> </div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-size: 15pt;font-family: Georgia">Ah, não falei em flores e na grande depressão, ou melhor, na CRISE econômica: mas andando na Sexta e no Sábado pelo Village ou Soho e assistindo um ensaio do Philip Glass na City Winery (tudo lotado, sempre, tudo completamente acumulado de gente, e a Dow Jones &#8211; the Devil in Miss Jones &#8211; estourando novos índices para CIMA) começo a ter minhas dúvidas o quanto é retórica e o quanto não é &#8220;remanejamento&#8221; dos&#8230; cartéis!</span></div>
<p><span style="font-size: 15pt;font-family: Georgia"> </span> </p>
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt"> </p>
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt"><span style="font-size: 15pt;font-family: Georgia">Gerald Thomas</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt"> </p>
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt"> </p>
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt"><span style="font-family: Georgia">(Vamp na  edição)</span></p>
<p class="EC_MsoNormal" style="margin-bottom: 15pt"> </p>
</div>
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		<title>Mulher Não Brinca de Foguetinho</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 17:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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(Madoff saindo da Corte Fedral de NY)

MULHER NÃO BRINCA DE FOGUETINHO!
New York – Ontem de madrugada, conversando com Gustavo Ariani (pelo skype), falamos de tudo, como sempre falamos. Com a câmera do MacBook ligada eu fazia um tour pelo apartamento e ele tocava, no violão, uma lindíssima peça de Villa Lobos. Mas falávamos das nossas intensas indignações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/03/madoff.jpg"></a></p>
<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/03/madoff.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-9940" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/03/madoff-300x185.jpg" alt="" width="556" height="357" /></a></p>
<h5>(Madoff saindo da Corte Fedral de NY)</h5>
<p><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><strong>MULHER NÃO BRINCA DE FOGUETINHO!</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><strong>New York</strong></span><span> – Ontem de madrugada, conversando com Gustavo Ariani (pelo skype), falamos de tudo, como sempre falamos. Com a câmera do MacBook ligada eu fazia um tour pelo apartamento e ele tocava, no violão, uma lindíssima peça de Villa Lobos. Mas falávamos das nossas intensas indignações também, já que ele dirige a CAL no Rio. A CAL é uma escola de artes dramáticas. E, depois de uma hora de conversa, chegamos onde sempre chegamos: aos risos, aos choros, às<span>  </span>náuseas habituais até ao caso David Goldman (que chegou ao Rio ontem), e, como sempre,<span>  </span>tecemos longas teorias sobre por que o mundo está como o mundo<span>  </span>está.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Não, querido leitor. Não irei entrar em detalhes. O Caso do David<span>  </span>e Sean Goldman está “all over” nesse blog e já viramos um instrumento de defesa em sua causa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Agora, o escândalo é mesmo esse filho da puta do Bernard Madoff. Mas se a desconstrução do nome já não diz tudo - MAD OFF,  ou se seguimos a pronuncia “Made Off” (with the money, correu com a grana) - então não sei se o diabólico e a cólica não se misturam numa liquidificação da parabólica!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Ah, claro! A minha Ellen Stewart (antes que todos perguntem) está de volta ao hospital, em estado anti-crítico/super crítico, para não falar em anti-Edipo, entubada e embutida,<span>  </span>mas dando um sorriso que faz o pavilhão inteiro do oitavo andar passar lá para pegar carona no seu carisma.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Gustavo, indignado, dizia: <em>“que loucura essa coisa da economia mundial, colapsou!”.</em> E eu já o interrompia. “Gustavo, pelo amor de deus, pare com economia. Ninguém aqui fala em outra coisa!&#8221; Eu chego ao cúmulo masoquista de ver o &#8220;Countdown&#8221;, programa do Keith Olberman, além de todos os outros, para me certificar again e again que o Down Jones parece mesmo aquele filme pornô da década de 60, “The Devil in Miss Jones&#8221;, PÉSSIMO! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Nós, os homens, temos a capacidade de estragar tudo. Olha esse crápula do MAD OFF.<span>  </span>Não são mais 50 BILHÕES de dólares. Agora parece que são 65 BILHÕES. Quem sabe, amanhã ouviremos que serão 100 BILHÕES ou até mais?. É o caso mais comentado entre amigos, em cafés ou patisseries pela cidade. Sim, os homens têm uma capacidade impressionante de se destruir e de conseguir destruir o outro assim&#8230; digo, assim, sem<span>  </span>mais nem menos: é algo… o quê? Vem de onde? Não, não sou o Clausevitz nem o Paul Virilio nem um expert nessas coisas. Mas uma frase me fica na cabeça e não sei de onde veio:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>-<strong>Estou tentando me comunicar com você. Você não me ouve? Hein? Hey, hey, você mesmo! É com você que estou falando. Não consegue me ouvir? Que pena! Estou bem atrás de você, quase encostando na sua nuca, no seu ombro e você não nota a minha presença.</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Lembro muito de Haroldo de Campos em muitas horas do meu dia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Em Miami na semana retrasada, conversando com o Walter Greulach, conversávamos muito sobre os fantásticos escritores argentinos, do qual ele faz parte.<span>  </span>Não sei porque mencionei o Haroldo. Ah sim, porque além da sua meta isso e aquilo e paixão por Joyce e Pound e tudo, era um INDIGNADO! Mas destruía  e desconstruia também as línguas que falamos e digitamos, e isso é fantástico por…Por quê? Porque somos prisioneiros delas! Deles! Dos idiomas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Sim, nos destruímos e partimos para briga. Um xinga o outro. Olhem os comentários nesse blog. Mas o Gustavo (num tom de briga e depois de dedilhar lindamente um Vila Lobos no violão), contrafobicamente me retrucou:<em> &#8220;MAS NÃO É SOMENTE ISSO, NÃO, MEU IRMÃO! </em></span><span><em>SE NÃO FOSSEM NÓS, OS HOMENS, NÃO TERÍAMOS A PARTE BOA DA VIDA&#8221;.</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>“Como assim, Gustavo, parte boa da vida?”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><em><span>&#8220;SIM, NÃO TERÍAMOS AVANÇOS INCRÍVEIS NA TECNOLOGIA, NA MEDICINA, NA ENGENHARIA E ARQUITETURA E NA FILOSOFIA&#8230; e foi você mesmo que diz na tua peça &#8220;<strong>Kepler the Dog&#8221;:</strong></span><span> Não tem mulher compositora clássica. E, quer saber? O HOMEM NÃO TERIA IDO À LUA <strong>PORQUE MULHER NÂO BRINCA DE FOGUETINHO!!!&#8221;</strong></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Bem, diante disso tivemos ambos uma crise de riso. É, Stalin, Hitler, Napoleão, Franco, os Faraós, as Dinastias, os Imperadores, os Kaisers, sim, até Ghandi e suas sandálias eram masculinas.<span>  </span>Judith Malina escreve sobre Erwin Piscator (um dos maiores gênios do teatro do século XX), penso: Brincamos do que brincamos porque, até certo ponto, aceitamos que a vida é um risco. RISCO ! Sem ela não teríamos a dialética ou esse balanço sobre o qual está baseado o sistema econômico! Bah e viva!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>As mulheres nos colocam aqui. Nos preservam de tanta besteira que fazemos. Ao mesmo tempo nos excitam e incentivam. Às vezes, passamos pro outro lado e ficamos SÓS, digo, S.O.S.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Não há certo nem errado, não é? Grande besteira quem diss isso. Óbvio que há. Existe o Meu e o Teu certo e errado e puxamos o gatilho em nome dele! Sartre sacaneou<span>  </span>Humbold (só um exemplo) mas nós, os supostos brincalhões da história, somos os predadores, os vomitadores que falham e falham sempre.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Talvez a resposta esteja não exatamente na promessa, mas na expectativa, e Madoff era a expectativa de TANTOS em enriquecer trocando dinheiro por&#8230; mais dinheiro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><span> </span>Ah, sim, porque somos sempre acusados disso e daquilo: os próprios leitores do blog dizem<em> “vc não sabe nada sobre a realidade brasileira e fica aí vendo a vista do East River”</em>. Minha resposta está num dos comentários: a Vejinha Rio estreou seu número 1 com “a Vanguarda sobe o morro”: passei 3 dias na Rocinha e de lá não saí mais. Os carnavais subseqüentes que construí com eles foram&#8230; (bem, isso é para outra coluna) e as minhas subidas à Mangueira ainda quando menino, com o Helio Oiticica&#8230; ah, o Cartola lá em cima… ah… não, não vivo de nostalgia porque EU BRINCO DE FOGUETINHO E A VIDA É UM RISCO. E SÓ POR ISSO VALE A PENA. E, QUER SABER?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>SE MAIS UM ENGRAÇADINHO AQUI CHAMAR O DAVID GOLDMAN DE (…) vai tomar na VAGA!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Tenham um ótimo fim de semana!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>O Lula vai ter: afinal, estará nos Estados Unidos da América<span>  </span>e deverá me ligar. Será que eu irei atender?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><strong>Gerald Thomas</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><span style="color: #ff0000">PS. URGENTE: Enquanto eu escrevia a coluna, o desgraçado Madoff estava sendo algemado e levado para a prisão! Esse homem brincou demais com o seu foguetinho e seu esquema furado (Ponzi scheme é como se chama esse tipo de malandragem aqui), agora teve um final (in)feliz, depois que alguns se suicidaram e os BILHÕES continuam DESAPARECIDOS.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><span style="color: #ff0000">VEM CÁ: O homem está pra lá dos 70 anos. Se pegar 3 penas consecutivas de 50 anos, mesmo com todo o Açai e todos os anti-oxidantes como CQ-10, green tea ou<span>  </span>Madoffberry que existem no Mercado orgânico…o que vai acontecer? Ele morre de ataque cardíaco em 3 anos e?  E?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>(O Vampiro de Curitiba na Edição)</span></p>
<p><!--EndFragment--></p>
<p><!--EndFragment--></p>
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		<title>Um dia iremos desaparecer: que saudades da GUERRA FRIA!</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/2008/08/21/um-dia-iremos-desaparecer-que-saudades-da-guerra-fria/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Aug 2008 04:25:28 +0000</pubDate>
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UM DIA IREMOS DESAPARECER
GERALD THOMAS
Eu geralmente me incomodo quando percebo que pessoas muito próximas a mim não conseguem arcar com críticas. Digo, não estão mais acostumadas ao sistema mais simples, aquele do parlamentarismo: ouvir duras críticas e rebatê-las, sem ter chiliques, tremeliques, ataques de pânico histriônicos e saltitarem acrobaticamente, água saindo pelos poros e olhos, como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal"><span><strong>UM DIA IREMOS DESAPARECER</strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><strong>GERALD THOMAS</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><span>Eu geralmente me incomodo quando percebo que pessoas muito próximas a mim não conseguem arcar com críticas. Digo, não estão mais acostumadas ao sistema mais simples, aquele do <strong>parlamentarismo</strong></span><span>: ouvir duras críticas e rebatê-las, sem ter chiliques, tremeliques, ataques de pânico histriônicos e saltitarem acrobaticamente, água saindo pelos poros e olhos, como se fossem bufões numa péssima imitação dos Simpson&#8217;s se os personagens estivessem todos “<strong>ligados</strong></span><span>” de cocaína! Hoje, basta uma mera crítica, uma mera coisa que chamávamos de “<strong>discussão</strong></span><span> <strong>racional</strong></span><span>” e pronto: lágrimas e SURTOS PSICÓTICOS. Passos em círculos para todos os lados, berros, acusações em volumes de discoteca e dedos como se fossem canhões belicosos em Fallujah atrás de insurgentes!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><span>A frase que tornou a minha <strong>Electra Com Creta</strong> famosa – “<strong>Está estabelecido o conflito</strong></span><span>” – já não existe mais! Agora, depois de uma mera discussão existencial ou de um desabafo, a frase estaria mais pra “<strong>Está estabelecido o SURTO</strong></span><span>”!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Caramba, anda-se inflamado! E essa inflamação, pergunto eu, não seria fruto de pouca vivência em grupo? Ou de pouca noção Histórica? Sim, deve ser isso: pouca noção histórica. E ainda tem </span><span>a indústria farmacêutica que está deixando todo mundo meio “surtado” e viciado em calmantes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Ufff!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Também me incomodo quando vejo algum intelectual usando uma tragédia natural ou uma guerra, por exemplo, para traçar metáforas com o mundo fantasioso e lúdico do palco ou da prosa. No caso, então, estou incomodado comigo mesmo. Sou dramaturgo, sou dramático e estou apavorado com o que vejo com a passividade do mundo. &#8220;Qual passividade?&#8221;-você pergunta. Ah, ainda bem que a pergunta veio a tempo. Nem havia me recuperado do incêndio no Teatro Cultura Artística ou a quantidade de galões de açaí<span>  </span>que comi depois que postei o texto sobre o bendito produto/commoditie&#8230; ou o acidente da Spanair&#8230; já logo me voltam as maladias do mundo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Aqui nos EUA vivemos grudados em números. Números percentuais. Estatísticas. Como diria o Targino, estatísticas estocásticas. McCain contra Obama, 1 por cento, 5 por cento, quem será o Vice-presidente, quem será o nome nas convenções que vêm por aí daqui a dez dias? Sou bombardeado por emails do partido democrático, sou bombardeado por telefonemas, sou bombardeado por especulações o tempo todo. A cada quatro anos meus nervos se mudam para Sibéria ou para debaixo do mar e visitam Jules Vernes e voltam cheios de algas e &#8230;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>As campanhas políticas são como as discussões caseiras ou de pessoa para pessoa, só que num macrocosmo: trata-se de explorar o que há de mais pobre e o de mais podre: a<span>  </span>miséria humana misturada ao mais puro sadismo e seus conchavos psicológicos para ver se “colam”. Jornalismo também é feito assim. Somos vítimas, leitores e retratados, em seus piores preconceitos e fetiches mal resolvidos.  </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>As notícias têm como objetivo nos destruír, rasgarem a alma do ser humano com a falta de palavras/conteúdo ou perspectivas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><span>Parece um livro que Paul Auster plagiou de Beckett, não me lembro o nome agora, onde uma menina<span>  </span>procura, na terra esquecida e perdida, um ente querido que não encontra. Sim, Auster imita Beckett: voltamos ao mestre irlandês em &#8220;<strong>The Lost Ones</strong></span><span>&#8220;, uma prosa<span>  </span>cheia de nichos e gente perdida, uns procurando aos outros.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Não parece ser a vida hoje? Pois parece. Talvez seja a minha percepção de mundo, mas em Darfur a situação NUNCA esteve tão horrenda e o mundo nunca esteve tão calado. Quanto à industria da guerra, ela não passa de uma metáfora mesmo, uma commoditie como o açaí do artigo anterior ou uma foto no livro da Lenise: ninguém mais relaciona uma foto a nada: ninguém mais relaciona conteúdo à forma de coisa alguma. Ninguém está nem aí!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>O ser humano virou um lixo informatizado, uma besta que lê computador e que quer consumir a última novidade aqui nas lojas caras sem nem ter idéia do que é ORIGEM, forma: pergunte a alguém o que foi a Bauhaus! Como? Quem foi Gropius? Como?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Um bando de seres com cremes caros nas caras com seus iPhones nas mãos checando NADA e mandando seu chatsinhos pra nada e lugar nenhum e reclamando de barriga cheia, até que um dia&#8230;.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Até que um dia vira uma bomba. Até que um dia a casa cai. Até que um dia a morte chega perto. Até que um dia a cara do inimigo não será mais objeto ridículo de propaganda e uma Dresden será encontrada arrasada ou uma Hiroshima dizimada. E aí, quando a guerra aterrissar no quintal, todos exclamarão num uníssono “WOW, como isso pode acontecer????”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>As múltiplas etnias estão sendo comprimidas a um só sólido bloco de lama e fezes.<span>  </span>Isso se chama hoje de força de trabalho. Mesmo indignado com a propaganda eleitoral e as eternas promessas e mentiras ainda não desisti: e mesmo assim essas interpretações literárias ou dramáticas de eventos catastróficos como política e História ainda me movem, mas também me incomodam profundamente porque conheço as repetições. Estou diante de uma fogueira de vaidades, e os fatos não mentem e&#8230; É, não há mesmo jeito de escapar de um paralelo dramatúrgico. Mas ainda não sei bem qual, já que ainda não há desfecho. Estamos sempre em pleno primeiro ato e ele não termina nunca!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>E como a desgraça ainda está em progresso, digo as desgraças no mundo, e não se sabe aonde irão<span>  </span>dar, não se pode compará-las a nada, absolutamente nada, mas nesse momento cada ser que se pronuncia por ter uma opinião (foi assim que comecei o artigo) parece ser tratado como um louco, um bárbaro tártaro vindo do buraco mais fundo da humanidade dantesca.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Iconoclastia? Desconstrutivismo?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Mortos! Não parece haver mais aquele paraíso realmente democrático e parlamentarista de poder-se discutir, divergir amistosamente. Agora as divas estão soltas e fora de suas jaulas. Os dias de Sartre e as longas conversas parisienses são uma mera triste lembrança. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Esse novo milênio é para se respirar fundo, olhar através das pessoas e pensar 9 vezes antes de se pensar em falar a verdade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><span>Artigo dedicado a </span><span><strong><em>Mikhail Gorbachev</em></strong></span><span><em> e os </em></span><span>Estilhaços soviéticos. Ele acabou tendo que liberar aquela merda toda por causa da geada do trigo numa jogada que Reagan oportunizou. Naquela época chegávamos ao fim da Guera Fria. <strong>Que saudades</strong></span><span> da Guerra FRIA!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><strong> </strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><strong>Gerald Thomas,NY agosto de 2008</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><strong>(Vamp na edição)</strong></span></p>
<p><!--EndFragment--></p>
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		<title>Parte 5 da BlogNovela – a primeira novela internet</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jul 2008 23:31:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana</dc:creator>
				<category><![CDATA[BlogNovela]]></category>
		<category><![CDATA[autópsia]]></category>
		<category><![CDATA[Bafômetro]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8221; A guerra entre a ortomolecular e a alopatia dentro do IML&#8221;

Dra. Paloma – Cadáver é cadáver. Morto é morto. Temos que ser práticos! Eu sou da bio, assim como o Ruben, que arranca corações! Morto é morto. Não existe “meio morto”. Ruben e Gustavo: vêm me ajudar a fazer a autópsia, vêm! 
Ruben – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8221; A guerra entre a ortomolecular e a alopatia dentro do IML&#8221;</strong></p>
<p><strong><br />
Dra. Paloma – </strong>Cadáver é cadáver. Morto é morto. Temos que ser práticos! Eu sou da bio, assim como o Ruben, que arranca corações! Morto é morto. Não existe “meio morto”. Ruben e Gustavo: vêm me ajudar a fazer a autópsia, vêm!<strong> </strong></p>
<p><strong>Ruben – </strong>Mas Paloma….</p>
<p><strong>Paloma</strong> &#8211; É, porque o pessoal de “humanas” coloca muita minhoca no meio. Leram muito Kafka, muito Marx, muito Sartre, muito Joyce. Na bio e na orto não têm dessas coisas. Não se é um “meio-morto”. Eles acham que pode-se ser um meio-morto assim como se pode ser um “meio-deprimido” ou um “meio-ambiental”, mas vida é vida, e morte é morte: vem, vamos à autópsia.<strong> </strong></p>
<p><strong>Ruben &#8211; </strong>PÁRA: voce não vê que….<strong> </strong></p>
<p><strong>Paloma &#8211; </strong>Tá duvidando de mim, Ruben? Na frente do Gerald e de todo mundo? (lágrimas). Como eu fico? (se aproxima de Ruben e sussurra) Os nossos problemas a gente….em casa, entende? Me ajuda na autópsia! Me ajuda com a faca!<strong> </strong></p>
<p><strong>Gustavo – </strong>O que é que tá rolando?<strong> </strong></p>
<p><strong>Ruben -</strong> É, Paloma! Tenta injetar esse morto com uma mega-injeção de GH mais Boro Chelado e Zinco Chelado e Saw Palmetto e Pictogenol e DMAE e DHEA e Ácido Fólico, Enzimas essenciais e Vitamina C de 3000mg, e Vitamina E de 800 Unidades, Internacionais e Nacionais. E Lactase e Lipase e Liver Support e Kyo-Dophilos e….<strong> </strong></p>
<p><strong>Paloma &#8211; </strong>PARA, RUBEN! Você está me humilhando. Vou ligar pro Drauzio Varella. Vou ligar pro Perricone. Vou ligar pro sei lá quem. Você sabe que injeção nenhuma levanta morto.<strong> </strong></p>
<p><strong>Ruben – </strong>É que voce não notou uma coisa ÓBVIA na boca da traveca.<strong> </strong></p>
<p><strong>Paloma – </strong>É ÓBVIO que notei, e já foi logo no início! Ela engoliu um BAFÔMETRO.<strong> </strong></p>
<p><strong>Guzik – </strong>Bem, gente, preciso sair. O meu elenco voltou de Cuba hoje, malnutrido. Só comeram uma única torrada, e um copo de leite contaminado, mas disseram que tudo foi lindo e que o povo é lindo, e que….<strong> </strong></p>
<p><strong>Mau- </strong>Acabo de engolir uma cartela inteira de Rivotril.<strong> </strong></p>
<p><strong>Guzik – </strong>Paloma…é verdade? Foi um Bafômetro?<strong> </strong></p>
<p><strong>Paloma – </strong>Claro, olha aqui! Olha a partezinha que o policial usa, olha, tá entalado aqui no início da garganta.<strong> </strong></p>
<p><strong>Gustavo pro Ruben – </strong>Olha, eu ia chamar a Cacá, mas ela sumiu: mas isso não te parece o tal vibrador católico?<strong> </strong></p>
<p><strong>Sandra- </strong>Ih meu deus!</p>
<p><strong>Gerald</strong> – Rio Maynart querido, estou sem palavras. Estou absolutamente sem palavras. Até o Guzik está indo embora sem se despedir de mim.<strong> </strong></p>
<p><strong>Guzik – </strong>Jerry querido, eu jamais iria embora sem falar com você. Mas, me diga, onde anda o Jorge Schweitzer?<strong> </strong></p>
<p><strong>Rio Maynart – </strong>Outro dia peguei ele em movimento junto com a Valéria.<strong> </strong></p>
<p><strong>Paloma –</strong> Ninguém está prestando atenção a dissecação do cadáver! Digo, dessa cadáver.<strong> </strong></p>
<p><strong>Andrea N.- </strong>Nossa é enorme mesmo! Wow! Que gato, digo…<strong> </strong></p>
<p><strong>Rio Maynart </strong>e<strong> Lucio Jr </strong>(em uníssono) – “Uma mão sobre o sapato seria uma mão sobre uma mão sobre o cadáver”<strong></p>
<p></strong>Com essa frase de<strong> Rio </strong>e<strong> Lucio</strong>, o<strong> Vamp</strong> tem um repentino surto.<br />
Com esse surto, <strong>Paloma</strong> larga a faca e <strong>Ruben</strong> desmaia.<strong> </strong></p>
<p><strong><br />
Paloma &#8211; </strong>A FACA! A FACA! Ruben? Ruben? Chamem um cardiologista!<strong> </strong></p>
<p><strong>ELENCO </strong>em UNÍSSONO:<strong> </strong><strong>O RUBEN é o CARDIOLOGISTA!</strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Paloma – </strong>Meu deus , que crise dramatúrgica! Preciso ligar pra campanha do Obama! Pro Partido democrático. Guzik, você ainda não foi?<strong> </strong></p>
<p><strong>Guzik – </strong>Não encontro portas. Por isso estou quieto aqui na minha, anotando “coisas” pro meu livro <em>Um Crítico</em>.<strong> </strong></p>
<p><strong>Paloma – </strong>Como voce pode ser tão, tão, tão, tão&#8230;<strong> </strong></p>
<p><strong>Guzik- </strong>Egocêntrico?<strong> </strong></p>
<p><strong>Paloma- </strong>Exatamente!<strong> </strong></p>
<p><strong>Guzik – </strong>Venho das humanas, querida.<strong> </strong></p>
<p><strong>Paloma – </strong>Alguém ajude o Ruben, SENÃO TEREMOS DOIS MORTOS.<strong> </strong></p>
<p><strong>Guzik – </strong>Estranha essa tua reação, Dra. Paloma! Você está se referindo somente a dois corpos. Somente DOIS, como se fosse somente um número. É assim com o pessoal da tal “bio”? O Ruben pra você não é mais do que isso?  Se ele morrer …</p>
<p><strong>Paloma – </strong>Você não tem o direito de me julgar!</p>
<p><strong>Gerald – </strong>Alberto, deixa ela querido! Depois eu explico.</p>
<p><strong>Fabio – </strong>Gentem! Enquanto vocês discutem quem vem das bio ou das humanas, ninguém faz nada? Nem a Odete?</p>
<p><strong>PALOMA</strong> AOS PRANTOS,<strong>VAMPIRO</strong> NUM SURTO,<strong> MAU </strong>COMO UM ZUMBI, <strong>GERALD</strong> PERRRRRDIDO E ENTRA UMA TRILHA BOMBÁSTICA DE <strong>PATRICK GRANT </strong>QUE FECHA A CENA POR HOJE: Por hoje “Nada Prova Nada” – <strong>Marco Nanini</strong> faz uma breve aparição numa brecha de luz enquanto<strong> Ana Carolina Lima </strong></p>
<p><strong>Ana Peluso –</strong> Isso rima!</p>
<p><strong>Carlos – </strong>Pra você tudo é lindo né, Gerald? Nesse espaço blogosférico vale tudo, até os ultraconservadores alopatas que só nos vendem e nos entopem de remédios que visam tapar os sintomas…<strong> </strong></p>
<p><strong>Gerald – </strong>sin-Thomas? Conheço os hema-Thomas!</p>
<p><strong>Ellen Stewart –</strong> This is the strangest music you’ve ever used!</p>
<p><strong>Gerald – </strong>I know Mama. But it’s appropriate. But Patrick is very good. Dramatic. Operatic. Theatrical. Bombastic.</p>
<p><strong>Ruben </strong>pisca um olho, e<strong> Vampiro </strong>agarra alguém (na escuridão não se identifica quem)…enquanto<strong> Ana Carolina Lima </strong>puxa o pano que <strong>faz a luz cair em resistência</strong> e faz a companhia de blogueiros/atores entrar em <strong>total pânico momentâneo. </strong></p>
<p><strong>Aguardem a parte 6 da BlogNovela – a primeira novela pela Internet</p>
<p></strong></p>
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