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02/04/2009 - 09:03

Michelle Obama, a nova “royalty” em Londres.

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As Duas Famílias Reais na mesma Inglaterra

G20 (à distância, de New York): Michelle Obama está se tornando uma espécie de replacement (linda, inteligentérrima e elegante que é) de Lady Diana. Ontem, em Londres, o que se viu foi uma família REAL cumprimentando a outra família REAL. E os tablóides que não cobriam a porradaria na “City” (Bank, etc), comparavam ela à Jackie Kennedy, ou à nova princesa, cuja morte em Paris até hoje é envolvida em mistério.

Confesso uma coisa: não, não confesso nada. Uma convenção enorme dessas não passa de um show. O que importa lá são os pequenos encontros. O “tete a tete”. O resto é a chamada “photo-opportunity”. Não muito diferente do teatro. São aquelas fotos que a gente tira ou que tiram da gente para publicidade: nada mais constrangedor do que foto posada. “A Po(u)sada das Fotos”. Poderia haver uma po(u)sada dessas. Ninguém iria alugar um quarto lá.

Aliás, o mau teatro tem vários quartos na “Po(u)sada das Fotos”. Político não é bom ator. Alguns foram bons e tinham assinatura: Churchill, por exemplo. Outros foram os maiores canastrões da História: Hitler, Stalin, Franco, Pol Pot, etc. Por acaso, canastrão mata, trucida, tortura e tem prazer em ver a morte lenta. O melhor político de todos: Chaplin.

O Presidente Obama, ainda ontem, pediu para que os líderes mundiais focassem numa solução (falando sobre o colapso financeiro), em vez de ficarem apontando dedos ou tentando culpar esse ou aquele (Bush, Reagan, Clinton ou seja lá quem for). “É o sistema em si que está podre, os bancos deveriam nos proteger”, dizia Brown. Ora, Gordonzinho! O sistema é TODO ele baseado em ESPECULAÇÃO, darling, haven’t they told you that? Proteger? Sério?  Investimento é para proteger ou para satisfazer a “ganância daqueles que JOGAM?”

Um dia antes da chegada de Obama, Brown dizia isso. Depois desembarcou Michelle Obama e o Reino Unido se calou, os queixos caíram e Brown (ainda atordoado com os olhos azuis de Lula) desconversou diante de Obama. É, o discurso era completamente outro. Quase um Rei Claudius diante de um Polonius. Já não sei mais quem está tentando abafar as mentirinhas de quem! “UM MERCADO CONSUMIDOR FAMINTO”, falava Obama, dizendo que provavelmente não se voltaria a isso tão cedo. Confesso que… Confesso que nada! Nada.

Na verdade o pau quebrou. O G20 ainda nem havia começado (ontem) e a “Obamatrona” já estava a mil por hora. Era encontro com presidente da China, Hu Jintao, e o da Rússia (estamos em plena guerra fria de novo, negociando ‘redução de armamentos nucleares com os russos’, ai que preguiça!). Ah, sim, claro: o fatídico encontro com a minha queridíssima (bored to death) Queen Elizabeth, a rainha em Buckingham Palace. Mais entrevista coletiva, e uma caralhada de… UFA! Mas quem trinfou mesmo foi a Michelle. Só se falava nela na cidade. Só dava Michelle Obama! VIVA!

E os “street fighting men” (uma adaptação coletiva da música dos Stones mais linda que existe) tentando ser contidos pela riot police no distrito financeiro (ha, ha, o William Burdett Coutts e uma filial do Royal Bank of Scotland aos pedaços!). Uma parte da cidade em pompa e circunstância e a outra às pedradas. Ah, a minha Londres que amo! Tudo começa num clima pacifista.Fantasias carnavalescas e tal, até que um, um único joga um sapato e PUM. Vem todos para cima e a coisa explode. Meio bêbados na melhor tradição do hooliganismo ou do punk rock, o pau quebra, o sangue rola, a pedra rola e estão todos stoned!

Vamos fazer um breve exercício de memória: parem por um segundo: foram os bancos e os especuladores que causaram essa porra desse meltdown em primeiro lugar. Foram empréstimos acima da conta, dinheiro de plástico, passos mais largos que as pernas podiam dar… usando, como instrumento colateral, um instrumento complexo como… ah, deixa isso para os colunistas econômicos! Eu sou mais econômico que eles!

Não tem que ter nada de G20, porra nenhuma! Esqueçam essa besteira. Daqui a pouco cresce para G43 ou G59. Não tem a menor graça. Os grandes especuladores estão certos: agora está na mãos de 2: USA e CHINA.

Então, gente fina: é G2 !

E o resto volta para casa em classe econômica e bebe suco de uva de canudinho.

Enquanto isso, amo ver a Michelle dando banhos de elegância por onde passa! LINDA! LINDA!

Bem, hoje é dia de palestra de Zé Celso e eu no TheaterLab (ler post abaixo, por favor)

M.E.R.D.A. para nós.

E G2 para o mundo, gente intrusa! Deixe o Obama conversando com o Hu Jintao. O resto poderia ir alugar quartos na “Pousada da Foto Posada”.

 

Gerald Thomas

 

 

(Vamp na edição)

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
23/01/2009 - 19:53

O Bem e o Mal ou Nem Tudo é o Que Parece

Por: O Vampiro de Curitiba 

Não é o que vocês estão pensando. De alguma forma, é o que vocês estão pensando. De alguma forma, o que vocês estão vendo é isto. O que vocês estão vendo confirma o que vocês estão pensando.” (Gerald Thomas, “O Cão Que Insultava Mulheres – Kepler, the Dog”)

Hoje, dia 23 de Janeiro de 2009, completamos oito meses de Blog aqui no Portal IG. Pouco? O suficiente para tirarmos algumas conclusões. A primeira delas, e também a mais expressiva, é a insana reação de grande parte dos leitores. Exemplifico: No texto “O Recalque do Brasileiro” percebemos a fúria dos leitores aos lerem um texto - sim, bastante crítico, mas sincero, honesto - em que Gerald “fala” um pouco sobre o caráter de alguns nativos ressentidos. Resultado: centenas de comentários ofensivos. Pouco tempo depois Gerald escreve “Carta à Mileny” observando a vitória de Obama, da democracia, da esperança. Qual a reação dos leitores, daqueles ressentidos raivosos?  Reagiram com surpresa, óbvio. Até com certa admiração. “Afinal esse mostro yanque tem um pouco de coração.” Julgam com a maior naturalidade pessoas que mal conhecem. Se apressam em estereotipar quem quer que seja pela cartilha ideológica: “Este é do Bem, aquele do Mal!”

A relevância deste assunto se dá pelo fato deste caso não ser exclusivo dos leitores deste Blog, pelo contrário: A discussão domina as páginas de blogs, de jornais, da Imprensa como um todo.  Em outras palavras, e resumindo com ligeireza, a questão que é posta é a seguinte: Quem está torcendo contra (contra qualquer coisa) e quem torce a favor (do Bem, do  Brasil, da pátria, dos oprimidos, etc., etc… ou, em uma palavra: do Governo Lula).

Nem tudo é o que parece! Vocês já descobriram quem é o nosso Harry Potter?

Não é o  caso, aqui, em entrar nas profundezas da “coisa em sí” e no seu “fenômeno” Kantiano. Mas jogar um pouco de luz nesta caverna platônica é necessário. Desvendar as coisas, as pessoas, enfim, o Mundo sem a visão deturpada pelo véu de Maia, importado da cultura indiana por Schopenhauer, é sempre útil. 

O importante disso tudo é saber identificar o que faz pessoas julgarem outras sem ao menos conhecer minimamente como esta pessoa pensa, faz, como age. Muitos leitores julgaram Gerald Thomas como “sionista” por textos criticando a violência do Hamas, por exemplo. Sabem eles sobre o ocorrido em Porto Alegre recentemente? Óbvio que não! Se Gerald criticou o terrorismo ele é “imperialista”, “direitista”. Ponto final. Isto já basta para julgarem seu caráter. Enquanto outros por aí passam por bonzinhos vendendo a alma ao senso comum, nós somos processados por judeus e odiados por árabes. Mas somos livres!

O ponto principal desta novela toda é a tal da “intenção”. Aqueles que pensam, que criticam, que divergem são os maus. Aqueles que abaixam a cabeça, que concordam, que elogiam são os mocinhos. Eles têm, afinal, a boa intenção. Humm… sei… sei… Mas vem cá, cretino: E qual é a intenção do jornalismo chapa-branca? Quem melhora o Brasil de fato: aquele que concorda, ou finge concordar, com a tese da “marolinha” de Lula ou aquele que analisa os fatos sobriamente e emite uma opinião realista sobre a crise?    

E nós, do Blog do Gerald, somos pautados por quem? Nós não somos pautados, nós causamos! Enquanto vocês discutiam sobre John Lennon e Paul McCartney, nós estávamos curtindo Rolling Stones! Afinal, o lema do IG é “O Mundo é de quem faz” ou “O Mundo é  de quem não faz, mas tem bom coração”? Ou melhor (ou pior, dependendo do posto de vista), “O Mundo é de quem puxa o saco de quem faz”?    

É, amigo leitor, nem tudo é o que parece ser. Enquanto vamos descobrindo quem são os mocinhos e quem são os demônios, fique com ”Simpathy for the devil”, Rolling Stones: 

 
O Vampiro de Curitiba

Autor: gthomas - Categoria(s): Colaboradores Tags: , , , , , , , , , ,
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