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28/11/2008 - 15:02

TERRORISMO ESCOLHIDO A DEDO E OS DEZ MANDAMENTOS, COM GEORGE CARLIN

TERRORISMO ESCOLHIDO A DEDO

Por que digo isso? Caiu aqui na data de Thanksgiving. A maior parte de nossos “serviços” como telefonia, servidor de internet e coisas assim são feitas via Índia, via Mumbai: “Hello, my name is Paul and how can I help you today?”, uma voz carregada com sotaque indiano me atende todas as vezes que tenho problemas com a Verizon DSL ou com a Time Warner Cable ou com qualquer outra questão  resolvível por telefone. Não, o nome dele não é “Paul”, coisíssima nenhuma! Deve ser “Sanjay”, e é justamente aí que começam os problemas.

O ataque horrendo aos hotéis e ao Centro Judaico e aos restaurantes de Mumbai não são os primeiros na Índia. Ano passado e em 2006 foram estações de trem e trens em movimento. Isso sem contar com a guerra contra o Paquistão, a libertação de Kashmir, um sectário contra o outro, a luta contra os colonizadores (os ingleses) e a incrível batalha para estabelecer uma identidade própria e um parlamento.

Mas ataques com essa precisão e com essa formalidade, digo, com esse tipo de alvo: QUEREMOS PESSOAS DE NACIONALIDADE AMERICANA OU INGLESA…

Bem, a Índia, assim como tantos países europeus, tem um número enorme de muçulmanos. Claro que os governos não acham uma forma clara de diálogo com eles, mas…

Mas… quem é que disse realmente que  se trata de uma facção chamada “Deccan of Mujad Adeen”? Por que as agências de notícias nos dão essa informação?

Posso estar aqui dando um tiro no próprio pé, mas posso também “aventurar” um palpite:

Justamente alguns dias depois da FALÊNCIA prematura das 3 grandes fábricas da indústria automobilística em Detroit, acho que bateu fundo no coração americano a questão do OUTSOURCING.

Sim, Mumbai , e não a China, é o centro da concorrência do Outsourcing. Na Índia a segurança é fraca (na China não se entra. No país, militarizado e comunista, ninguém entra: pena de morte!)

Sim, Mumbai. Falar…. com quem falar?

Dia de Thanksgiving. Milhares de americanos desempregados e indo comer seu thanksgiving dinner em soup kitchens. O que é isso? Uma coisa linda, linda e triste. Mas tem que se viver aqui pra saber o que é.

A Índia e o Paquistão são potências NUCLEARES: estão a TRÊS minutos (eu disse TRÊS MINUTOS) de distância de apertar um botão que destruiria Nova Dehli ou Calcutta ou Puhna ou Islamabad ou…

Tudo por causa de Kashmir? Óbvio que não! Tudo por causa de um possível interesse num Afeganistão caindo aos pedaços porque a política de Bush não deu certo (a tática de derrubar o Taliban está se provando um total fracasso: forças divididas entre o Iraque, onde não deveríamos estar em primeiro lugar!).

De volta aos ataques!

Resolver o quê? Como?

O Paquistão é uma questão irresolvível. Mataram o Bhutto, o Zia era um cafajeste. Pula um, dois, o Musharaff era gillete e agora, o marido da Benazir (que todos nós tentamos amar) está lá sentado, depois de assaltar os cofres públicos e possuir as mansões/castelos mais fantásticos da Grã-Bretanha que existem. Não é lindo? E o “IRA” foi matar/explodir o Lord Mountbatten na década de 70, um dos que entediam do asssunto. Se não me engano, o homem nasceu em uma das ex-colônias. Sim, nasceu na Índia.

O PREÇO.

Esse é o preço do capitalismo? Esse é o preço que se paga?

E quem disse que os ataques param aqui?

Não, acho que não param. Esse é o preço que pagamos pelo tal “expansionismo”. Esse foi o 11 de Setembro, ou o Julho, em Londres, em 2005. A Espanha paga essse preço até hoje por uma (des)união por causa de Franco. Seja o ETA, seja a cabeça dura de alguns bascos separatistas.

Deixe os espanhóis e a Guernica pra lá!

 

A crise em Mumbai – terceiro dia.

- 143 mortos. E, pra quê? Para que os investidores americanos tenham MEDO de ir para lá? E os INGLESES e ALEMÃES também? Óbvio.

Foi um espetáculo horrendo escolhido a dedo para ser “tocado” na tv enquanto a classe média americana, horrorizada, dava seu Thanks e devorava seu peru recheado de coisicas. Era um espetáculo feito para ser televisionado e para que nós pensássemos!

Assim como aquilo que me traumatiza até hoje porque eu estava aqui, vendo da minha janela, os ataques que derrubaram as torres gêmeas – mas algo de estranho ainda me aflige a respeito! Inexplicável… estranho… 11 de setembro de 2001 até hoje não… Deixa pra lá!

Cinco reféns ainda estão nas mãos de não se sabe quem. E o impacto? Sei… o impacto! Talvez seja bom para a Bolsa de Valores de NY na Segunda-feira. Guerra é good business. Que horror! Terror é good business. Que horror! Pelo menos para mostrar, talvez, quem sabe, que, nesse dia de ontem, um velho e falido George W. Bush  estava em seu rancho, como sempre está… telefonando para as tropas no Iraque… e para mostrar como ainda ESTAMOS SEGUROS AQUI EM CASA!

Mais explosões chacoalharam o “Nariman House”, lar dos Judeus  Orthodoxos, parte do  Chabad Lubavitch, onde o Exército Indiano passou parte do dia lutando e matando os terroristas. Deverão matá-los todos. No final deverão dizer que são “estrangeiros” ligados a uma “nova facção disso ou daquilo”. Quem somos nós para duvidar? Quem somos nós para acreditar?

COMO SEGURANÇA CUSTA CARO!!!!

Só nos damos conta disso quando vemos o mundo em chamas ou quando descobrimos ou abrimos as portas de campos onde reina um Arbeit Mach Frei e o povo que se diz ignorante de tudo isso, abre a boca e, diante do horror e do terror, diz que não sabia o que estava acontecendo.

Agora sabemos. E sabemos em tempo real. Mas a conspiração continua tão bem escondida que pouca diferença faz quem são os jogadores/perdedores/ganhadores, uma vez que a questão do TEMPO nos mostra que, historicamente… historicamente essa coisa de atacar e lucrar e querer lucrar com a morte dos outros não é somente um crime, mas uma enorme ILUSÂO. Melhor ainda, um PESADELO. Um pesadelo entre entidades corporativas que se chama… (odeio isso) Movimentos Obsessivos e Redundantes entre Políticos, Deuses, Causas e EMPREGOS. Não há sigla para isso. Não há teatro e não há arte que acompanhe tamanha desgraça. Até o berro silencioso de Munch está aos gritos e eu aos prantos.

Gerald Thomas.

(Vamp na edição)

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
18/08/2008 - 23:34

PEQUENAS FERIDAS E A GRANDE FERIDA, pelo Vampiro de Curitiba

 

O Vampiro de Curitiba 

                           o cérebro mistico

Joguem pedras, meus amores!” Lembram dessa famosa expressão do Gerald? Então! Alguns leitores quiseram me transformar na “Geni” do Blog. Por quê? Porque, em suas cabecinhas, represento a opressão, a censura, esse papo de sempre…

 

Não, o motivo da fúria desses leitores, nesses últimos dias, não teve nada a ver com a “censura” imposta por este moderador. Mas teve, sim!, a ver com o tema “liberdade de expressão”. A patrulha petralha não gostou nada de ler Gerald Thomas exaltando os valores da democracia norte-americana. Ou seja: todos querem ter a liberdade de se expressar, mas nem todos estão sempre dispostos a ouvir a expressão do outro. Não foi por outro motivo, aliás, que alguns leitores deixaram (ou ameaçaram deixar) de frequentar o blog. Todos são muito respeitosos, muito bem articulados… desde que o conteúdo do texto coincida com seus valores. Têm suas opiniões formadas, pré-noções solidificadas por décadas de adestramento ideológico. Quando alguém expõe um pensamento divergente, esse mesmo alguém é logo tachado de… preconceituoso!

 

Muitas vezes, antes de postar algum comentário, tenho a impressão de que deveria começar a escrever pedindo desculpas aos demais leitores. Como se o simples fato de expressar minha opinião fosse ofender, fosse ferir alguns desses leitores. Algo assim como ocorrerá com o John McCain se vier a vencer as eleições no EUA: em seu primeiro discurso como presidente eleito, o coitado deverá começar pedindo desculpas à boa parte do povo americano por ter frustrado suas ilusões, seus ideais de “mudanças” representados por Obama. Quando na realidade é justamente McCain quem representa o ideal do Novo Mundo, enquanto Obama parece agradar mais à Velha Europa com seus ideais ultrapassados. (Calma, Gerald!)

 

E aí, Vamp, não vai pedir desculpas? Vai evitar os tabus?”  Óbvio que não, estúpido! Pelo contrário. Eu vou mesmo é meter o dedo na ferida. Quero discutir o maior tabu da história, a grande ferida da Humanidade: deus.

 

Reparei que há uma imensa preocupação em “respeitar” a “crença das pessoas”. Por quê? Podemos discutir qualquer assunto, por mais importância que ele signifique para essas mesmas pessoas. Mas não podemos opinar a respeito de algo que sequer existe?

 

                                           Vamp X Religião                 

Devemos respeitar a religião do outro, mas só no mesmo sentido e na mesma proporção com que respeitamos sua teoria de que sua mulher é linda e que seus filhos são inteligentes”. (H. L. Mencken)

 

Não estou criticando apenas aqueles chatos fanáticos, adoradores daquele deus com seus cabelos brancos, chicote na mão, que simultaneamente manipula e castiga seus “filhos”, simples marionetes nas mãos de um desvairado. Estou criticando e “desrespeitando” todos aqueles que acreditam em qualquer poder superior ao Homem. “Energia”? Oras, um pedaço de carvão produz energia. “Leis Naturais”? Claro, elas existem. Porém, como bem disse Carl Sagan, não há muito sentido em rezar para a lei da gravidade.

 futuros fanáticos

Quando uma pessoa sofre de um delírio, isso se chama insanidade. Quando muitas pessoas sofrem de um delírio, isso se chama Religião.” (Robert M.Pirsig)

 

Temo ter desagradado meus últimos defensores nesse Blog. Mas não percam seus preciosos tempos me rogando pragas. Afinal, se vocês estiverem certos, eu irei mesmo apodrecer nos quintos dos infernos! Não joguem pedras, meus amores!

 

 

 

Autor: gthomas - Categoria(s): Colaboradores Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
06/08/2008 - 08:11

FUNDAMENTALISMO: Eu e você, quem já não foi vítima desse preconceito???

FUNDAMENTALISMO e seus galhos!

Na capa do Guardian de hoje, duas chamadas interessantes: “Scolari: ainda farei com que as pessoas amem o Chelsea!” e outra do lado “Por que será que um parente de Hitler teria se convertido ao judaísmo?”

ATT:—Disclaimer: Antes de mais nada, volto a um tema nada agradável e recorrente: depois dos comentários e a introdução da “moderação”, me deparei com um clone de ‘gthomas’. Isso já havia acontecido há uns anos, no Orkut. Entrei – por curiosidade – pois ODEIO esses ‘sites/ninhos de encontros de solitários’, e me deparei com um cara que posava de Gerald Thomas. Tinha uma foto minha, dava conselho pra atores, etc. Tentei processar essa merda de Orkut e precisei de ajuda de amigos que tem seus “perfis” lá dentro. Depois de exposto no outro blog, ou seja, no blog do UOL, esse vigarista pediu mil desculpas e acabou se retratando como sendo um fanzoca!

VOLTO a REPETIR: não possuo NENHUM e-mail que termine em “Hotmail” ou “Yahoo”. O do Gmail não tem meu nome. Se quiserem me contactar, eu tenho meu site oficial, é fácil: www.geraldthomas.com. É isso. Por favor, não caiam mais nesse conto! Chatíssimo isso.

Voltemos ao assunto mais chato ainda: Fundamentalismo!

Pelas chamadas do Guardian, fico pensando: Por que sou “acusado” de estar em Londres, se sempre estive aqui? Igual reação eu não tenho quando escrevo de Nova York, onde moro. Será que o Felipão também recebe iguais acusações xenofóbicas? O que vem a ser xenofobia? E quando um parente de Hitler se converte ao judaísmo, o que será que lhe passa pela cabeça? Tudo bem, aceita-se tudo. Eu, particularmente eu, perdi oito membros de minha família em campos de concentração. E Ruy Castro escreveu em “Ela é Carioca” (primeira edição), que minha avó era amante de Hitler e Goebbles. Foi quando minha mãe, que amanhã completará justamente 2 anos desde que morreu, teve seu primeiro grande ataque – o derradeiro, aquele de desgosto e que provevalmente a levou lentamente a não ver mais a luz.

Xenofobia, fundamentalismo: Coisas estranhas e difíceis de aceitar e de ouvir! Um comentário ontem de uma tal de “MONIQUE”: “Gerald, não volte nunca mais pro Brasil.”

Eu ouvia, quando era adolescente aqui em Londres, o pessoal berrando pros indianos e paquistaneses e jamaicanos: “Go Back to where you came from you Wog!”. Era época de Paki-bashing (dar porrada em paquistaneses). Olhando Londres hoje, fora os FUNDAMENTALISTAS ISLÂMICOS do norte da cidade, aqueles que pregam a “lei de sharia” e que se tornam homens-bomba, não conheço sociedade mais bem integrada racialmente! Mas depende de como você olha a sociedade. “VOLTE PRA ONDE”: Estou acostumado a ouvir isso desde pequeno. No Colégio Pedro II no Humaitá, no Rio, ou no Brasileiro de Almeida… eu ficava envergonhado porque éramos… ESTRANGEIROS!!!!!! Que horror!

Eu venho de uma família e uma geração onde tudo pode. Liberdade era pouco! Então, quando brincam com meu nome e me chamam de Geraldo, me pergunto se o William Bonner ou o William Waak ou o Boris Kasoy também tem esse tipo de reação contra seus… Enfim, entenderam, não? Por mim, podem me chamar de Agnaldo ou Vera se quiserem!

Eu disse que aqui a sociedade, ao contrário das décadas que sucederam a reconstrução da Grã-Bretanha pós-guerra (em que Churchill recrutou cheap labour das colônias na expectativa de que eles levantassem os prédios bombardeados pelas V2 de Hitler e Von Braun, e depois voltassem…), bem, Churchil sifu! Eles ficaram. Enoch Powell (o cara do “enemy within” e a National Front”) ganharam enorme peso! Todos queriam ver uma Inglaterra branca! E ainda haviam os irlandeses infernizando a vida, com as bombas do IRA nos Pubs, cinemas, etc.

Até o Lord Mountbatten explodiram em seu barco, perto da ilha de Man.

Sim, os irlandeses, especialistas em “exilio”, peça de Joyce quase nunca montada: Exílio é uma forma de Não – Fundamentalismo.

Karazic está sendo julgado em Haia nesse momento em que escrevo; mais um MONSTRO SÉRVIO da LIMPEZA ÉTNICA! A palavra sempre volta de tempos em tempos: limpeza étnica. Limpar a raça. Mas limpá-la de quê? Não somos todos nômades? Não viemos todos de algum outro lugar? Alguém aqui de nós está ou tem parentesco unicamente com índios xirobofofos??? Não. Foram todos dizimados também pela infeliz colonização portuguesa ou espanhola. Convenhamos: Ninguém aqui nasceu ontem. Todos sabem o que rola quando um povo ataca o outro, né? Sangue, estupro, etc. Não? “Imperilaismo Americano”, vocês berram enquanto bebem suas coca-colas e martelam em seus laptops HP ou seja qual marca americana made in China! Vocês, eu, minha avó, sua avós, TODOS NÓS e ESPINOSA (sim, o filósofo português, judeu). Todos fomos VÍTIMAS de algum tipo de PRECONCEITO oriundo de algum defeito de fabricação da MASSA. E a massa sempre vem com um carimbo: FUNDAMENTALIMO!!!!!! Que merda, não?

Pois quando eu dizia que aqui o gerente do meu banco, o NatWest, é negro e dá ordens em jovens brancos ingleses e que o gerente geral de uma enorme cadeia de supermercados (TESCO) é indiano e quando digo que o dono da Easyjet.com e Easycar.com é um jovem grego – coisa de Fucking foreigner há duas décadas- agora a coisa é diferente.

Ao mesmo tempo temos as e os “meter maids”! Um inferno! Quase todos importados de uma tribo de Ghana. Eles não te perdoam nem se você ultrapassaou por 1 minuto o tempo no parquímetro. O preço de se estacionar o carro em espaço público aqui já é um absurdo: dependendo da região, paga-se 2 libras por 30 minutos no pay-and-display. No meu bairro, parte do Borough of Camden (área CA-B) o custo passa a ser uma libra por hora. E ainda vem a tal “clamping unit” (grapeiam a tua roda: custo total pode ser 280 libras como o carro removido pra um car pound da policia (terceirizado). UM INFERNO!!!! E ainda tem a CONGESTION CHARGE. Não, mas isso nada tem a ver com fundamentalismo. O que tem a ver são os caras de Ghana e Nigéria que pegaram pra sofrer o pato!

Então, já se criou uma turminha de velhos e simpáticos irlandeses! “Ele acabou de fazer seu turno e foi nessa direção”, apontando com o dedo indicador. “Eu olho o seu carro enquanto você vai no banco”. Tudo num clima rápido e de paranóia. As câmeras de CCTV em cima da gente, porque Londres é assim e pronto! E na volta, cigarro na boca: “it’s alright mate! Ele não voltou” . Eu aperto uma nota de 5 libras na mão dele e o agradecimento é enorme: parte do cigarro do dia esta pago. Ofereço carona. Conversamos: “O clima aqui em Londres não está nada bom, há quanto tempo você está fora?”, ele me pergunta. “Esses estrangeiros estragaram tudo!”

Ah, veio! Tardou mas veio.

A indústria britânica paralisou. Ficaram preguiçosos. Os maiores filósofos, cientistas, como Darwin, como Newton… nativos daqui, estão em estado de dormência. Não existe mais a British Leyland. Até parte dos ônibus são Mercedes Benz. Só tem carro alemão nas ruas: o Mini Cooper, grande orgulho inglês, é feito hoje pela BMW! Que vergonha! Digo isso com tristeza. O resto, é um imenso desfile de Merecedes, BMW, Audis, Porsches, Ferraris, Masserattis, e coisas que não existem. Ah, o Jaguar é da BMW também!

Quando a gente anda no meio de uma massa de gente que se move”, diz Elias Canetti, “a gente personifica a massa e perde a noção de si mesmo para se integrar ao todo e formar a massa mórfica que constitui algo semelhante a um grande pânico ambulante”.

Nas grandes cidades do mundo a sensação é mesmo essa: A de que estamos chegando a um ponto de não-retorno: o “teatro terrível” de Canetti está tão atual e tão “agora” que 1984 de Orwell parece uma piada televisiva.

É que sempre achei Canetti “enorme” demais, genial demais. Mas Londres, hoje até mais que Nova York, é um ‘melting pot’ inacreditável de credos, vestimentas, nacionalidades e tribos. E as lutas entre elas, as tribos, continuam em restaurantes como o Punjab aqui em Covent Garden, na Neal Street onde um indiano seek briga com um hindi e os dois não deixam o islâmico entrar. Mas todos se uniriam – na hora! - contra um paquistanês, mesmo esse sendo islâmico (obviamente) por causa da disputa sobre Kashmir! A Xenofobia, o fundamentalismo de BABEL, não têm fronteiras!

Brecht, o Bertold, assim como Chaplin, foram perseguidos pelo macartismo. Foram investigados por Hoover e foram blacklisted e perseguidos pela bruxaria. Ta,bém milhares de escritores, cineastas, atores, etc. Muitos colaboraram, como sempre colaboram e entregam os outros pra se SAFAREM.

O Governo Bush está, de certo ponto, tentando isso com o seu “Patriot Act” mas as liberdades civis Americanas são muito fortes. Já aqui, ainda está vigorando o Official Secrets Act, o que é uma loucura!!!!! Ah, e Alexander Solzhenitsyn morreu no domingo passado. Não era exatamente um grande escritor. Mas ficou mundialmente famoso porque expôs os Gulags de Stalin: Sim, se falamos das vitimas de Hitler, temos que falar dos 13 milhões que morreram debaixo de Stalin. Perseguição política, por crença religiosa ou porque pregam a capoeira ou o Ultimate Fighting dos Gracies, tudo isso só faz lembrar que somos carnívoros, que somos os “Tristes Trópicos” de Levi-Strauss personalizados. Tristes nós! Uns contra os outros e por quê?  Colocamos os outros em jaulas por causa de PIG-mentação de pele, por causa de nomadismo, porque não gostamos de como comem ou bebem! JULGAMOS o outro, mas com que direito? Estou preparando, e nao é à toa, uma versao modernizada do “Tribunal de Nurenberg” com a troupe Brasileira: E Kepler no meio! Sim, o astrônomo do século XVI!

Disputa. Não, não digo. Diz. Não. Puta! Bem, eu disse!

Bem, e nesse ano (ainda pacífico, com algumas bombas como em 2007) se misturar gregos, cipriotas, turcos, romanos e senegaleses e toda a commonwealth (leia-se todas as ex-colônias britânicas que aqui vem por direito), e a arabada toda, mais o dinheiro do Euro e a latrinoamérica… o que temos?

Os chineses dos cantões… nao, chega!

Canetti, Arthur Koestler e… Paulo Coelho e… ah, sim…. Deus! Terrorismo. Digo, fundamentalismo.

O CORVO, o que mais posso lhe responder? Fundamentalismo?

Nos dias em que o Paulo Coelho convivia (em plena harmonia) com a minha Cia. de Ópera Seca e eu o entrevistei pro meu TV UOL (podem ir lá conferir), conversamos única e exclusivamente sobre terrorismo.

O World Trade Center ainda não tinha caído bem na frente da minha janela em Brookyn. Era o ano 2000. Ele estudava o fundamentalismo, esses doidos que se dedicam a odiar o outro, a explodir o outro porque o deus deles” é melhor que o deus do outro. Falávamos muito da olimpíada de Munique de 72.

Óbvio que nem podíamos imaginar o que iria acontecer em 11 de setembro e 7 de Julho e na estação de Madri e a invasão Horrorosa e SEM motivos do Iraque e toda merda que deu! Paulo Coelho e eu discutíamos que o mundo estava entrando no milênio de forma radical: caramba! E como!

DEUS é o MAIOR problema!

RELIGIÃO mata mais que POLÍTICA!

RELIGIÃO mata mais que CORRUPÇÃO e AIDS!

Vaticano? Teceiro Reich? Stalin? Inquisições? Israel X Hessbolah? Qual eh o Deus que fala mais alto?

São as mulheres silenciosas que tem que andar cobertas (sÓ com os olhos pra fora), o resto delas, um enorme embrulho , um véu, assim como os judeus hassidicos, os pingüins, raspam as cabeças de suas mulheres, as fazem ficar horrendas e lhes plantam uma peruca na cabeça! O HOMEM não presta.

E o Homem é a imagem de Deus. Não é isso que se diz ali no santo sepulcro, logo na entrada? Hein?

Ou os evangélicos doidos plantados com uma bíblia na mão surtando… Não, já fui longe demais. Isso aqui não é uma tese e sim um blog.

Agora, contraste isso tudo com o “Gentlemen’s club”, esse novo evento… ‘Bell Girls’… na Londres de Mary Quant ou da Bibba da High Street Kensignton da década de 70, a glória!

As “Bell Girls” são as novas prostitutas russas e asiáticas que saem de casinhas em…

Chega, Gerald Thomas! Volta pra onde você nunca deveria ter saído. “Aquelas ruínas onde você brincava em menino, onde é que foi aquilo?” (Beckett, em ‘Aquela Vez’)

Gerald Thomas na cidade de Londres (O CORVO pediu, e aqui está!)

Obs.: Obrigado leitores: estamos longe de completar dois meses de vida desse Blog e já ultrapassamos a barreira dos 100.000 acessos!!!

(Vamp na edição)

comentario da Valeria!

07/08/2008 – 05:34Enviado por: ValériaMaravilhoso o texto, Gerald! Mas antes que me esqueça: na Argentina até cachorro lê jornal e sabe mais inglês do que eu, minha impressão. Não sei, mas essa maneira de a gente pensar o terrorismo, fundamentalismo, xenofobia etc já generalizando em : os judeus são assim, os paquistaneses, os brasileiros são desse jeito e patati-patatá. Essas generalizações, ainda mais num assunto de xenofobia e cia é um pouco pesado pra mim a esta hora da madrugada. O exílio é em casa também. Somos estrangeiros com a gente, com a família, com o corpo, com vizinhos, com muita coisa. Que uniformidade é esta? A gente tá mais pra fratura que pra atadura. Somos em exílio. não sou uma coisa preenchida e embalada pra viagem. Ok, é maneira de dizer, mas a forma de dizer diz também, né? Como dizer então? E eu sei lá! Eu nasci no Brasil, meu país natal, mas isso não me deixa pasteurizada em “os brasileiros são ….”, os cariocas são… Os judeus são… conheço judeu de tudo quanto é tipo, o próprio Gerald é às avessas do judeu assim ou assíduo Esse ímpeto à adequação, à Enformação é coisa de quem vive pra moda, de quem vive pra se padronizar. Eu quero é mais. Devia ter escolar pra deseducar pessoas, talvez por isso goste da arte, ele tem mais é que despadronizar, deseducar. A mistura é fundamental. Quer uma prova? A receita do açaí do Gerald. Suspiros. V.

comentario

07/08/2008 – 12:56Enviado por: aninomyousLegal, isso me lembrou mais uma coisa, eu até gostaria que me elucidassem mais essa ‘verdade’ ou ‘farsa’.
É dito que na Alemanha o Albert Einstein não é tido como o Gênio do Seculo! explico: Dizem que por lá ele era um aluno mediocre, que tentou um concurso para professor Secundarista e não obteve colocação (para prof. de matemática do 2º grau?), mas que os ‘judeus’ tem também este papo de leis de patentes, e que como judeu ele trabalhava de CONTÍNUO em um escritório de patentes, onde 2 cientistas alemães (não nazistas diga-se de passagem) levaram projetos referentes à pesquisa de energia inesgotável extraida dos átomos …(continua na tripa de comentarios)

Sandra retribui -

07/08/2008 – 14:09Enviado por: Sandra

Aninomyous, Einstein era gênio. Ninguém dá à luz uma Teoria da Relatividade sem ser gênio, e essa ele não roubou de ninguém, pois uma pessoa pode até roubar uma invenção, mas não uma teoria. É muito evidente quando alguém tenta exibir conhecimento sem tê-lo, e não era, com certeza, o caso de Einstein, senão ele não teria os fantásticos debates que teve com Bohr sobre mecânica quântica, por exemplo. Quantos às notas dele, já li que era um mau aluno, já li que isso era lenda urbana, e que ele era excelente, então não sei dizer, mas é possível que fossem baixas sim. Há crianças que falam e andam tardiamente e, repentinamente, tocam sinfonias ao piano. O que não adianta é dizer: se minhas notas são baixas, sou um gênio …(continua na tripa dos comentarios)

e de 06/08/2008 – 14:09Enviado por: Ricardo Miranda

Acho engraçado nomear os EUA como pai de Israel, depois que os Judeus fazem um esforço sobre-humano de sair de campos de morte (e não de concentração) e muitos caminhando, outros resgatados, caminhando cegamente para um região onde o que sabiam é que um dia foi deles, mas que haviam sido expulsos (a última expulsão havia sido pelo imperador romano Adriano). Acho que as pessoas não conseguem montar esta imagem na cabeça, um povo que já não tinha mais nada caminhando para o oriente médio, onde sabia-se existirem alguns colonos judeus, sob a pressão constante da inglaterra que não os queria lá, se você não tem para onde ir, você vai de qualquer jeito, você já está morto, você vaga como um maldito, e depois de todas as pressões e vitórias milagrosas (lembrando que muitos judeus foram muito bem recebidos por palestinos, e após uma articulação de poderes, inclusive a Syria, começou a onda de violência comtra Israel), vocês vão dizer que foi os EUA que colocou os judeus na palestina, ou, em Israel, ou sendo histórico, na Judéia?!?!? …(continua na tripa dos comentarios)

06/08/2008 – 15:01Enviado por: João Magro

Gerald, você tem toda a razão ao falar sobre o polêmico tema… Deus. É polêmico demais porque enquanto o homem não souber lidar com as dúvidas e as perguntas não respondidas ele preferirá manter-se preso na santa ignorância da explicação divina. Não adianta cara, algumas pessoas não querem pensar, tudo é Deus, e “o meu Deu é melhor que o seu”, tudo uma bobagem. Desde as pirâmides do Egito nada mudou, pelo menos naquela época eram Deuses, vários, era mais democrático. Agora é um único e soberano Deus, um ditadorzinho responsável por tudo, ele fez o mundo e etc e tal. Somos crianças..(continua na tripa dos comentarios)

07/08/2008 – 12:42Enviado por: FHorylka.GThomas.

Como deve ser do seu conhecimento, existia um grupo de estudos sobre noções de psicanálise. Funcionava no Museu do Inconsciente, no Hospital Pedro II, Rio de Janeiro, fundado e coordenado pela psicanalista Nise da Silveira.

No país a ditadura militar baixava o cacete em quem ousasse discordar de seus métodos. Naquela época era comum estarmos em uma conferência e chegarem os homens dando uma geral em todos, alguns eram presos até prova em contrário. Isso acontecia até nos cinemas, você lá entretido com o beijo do galã na mocinha, a sessão era interrompida, e ouvia-se uma voz autoritária: TODOS COM DOCUMENTO NA MÃO!.Éramos todos COMUNISTAS… Pelo simples fato de irmos ao cinema, todos suspeitos….(continua na tripa dos comentarios)

PS 1 estou fazendo uma pausa pra ler todos

LOVE

Gerald

07/08/2008 – 14:09Enviado por: André M.Prezado Corvo

Desculpe a minha ignorância, não entendo de Hanah Arendt e a versão dele para o totalitarismo. Eu tenho (agora vão tacar pedra nimim, eu sei) aquela visão mais Gramsciniana de hegemonia pela coerção, ou então, usando Althusser, a questão da luta pelo controle da cultura, e, por conseqüência, dos meios de reprodução do poder, aquela coisa dos aparelhos ideológicos do estado, então, totalitarismo, para mim, não passa de choque de opiniões contrárias, num regime aonde os jogadores não admitem concorrência…(continua na tripa dos comentarios) (mas nao consigo encontrar o email do CORVO que motivou esse, o do Andre M.)… (calma….) (…)

07/08/2008 – 15:27 Enviado por: O CORVOAndré, podemos ser céticos, não ter lido a autora citada tudo bem, eu estou muito longe de ser um intelectual, sou apenas relativamente informado, mas não tem como não acreditar em cultura não é uma questão de fé – onde tem qualquer tipo de agrupamento humano ate os mais primitivos, tem CULTURA.
Já falei no assunto – não confundir cultura com escolaridade -
“CULTURA SÃO AS REALIZAÇÕES ESPIRITUAIS E MATERIAIS DE UM DETERMINADO POVO EM UM DETERMINADO TEMPO’

PS 2 – Sem duvidas, Sandra: o melhor debate ate agora. Nesse novo blog pelo menos!

enviado por Contrera (essa eh a parte final)…

vcs acaso dizem que nunca vivenciaram algum deles na pele? estejam então á vontade, porque são privilegiados. vcs acabam com isso vendo a história passar à sua frente sem se sentirem tão afetados assim por ela. porque a história toda conduz-se na medida em que tais fundamentalismos e preconceitos são manipulados, revividos e reanimados. o que fazem todos esses homens-bomba? ou atentados massacrantes? ? ? ? dizem eles: não agüento mais, e é esta minha via: a da morte. isso é triste. mas é também legítimo. sim, é legítimo. mas acaso é também legítimo lidar com a morte dos outros, também? pode ser questionável, mas é uma opção. uma opção radical, realmente, mas uma opção. nem compartilho com ela, mas coaduno com o sofrimento que ela implica. chega a ser nobre? dificilmente. mas é honesto. ninguém se mata por aquilo que não valoriza mais do que a si próprio. pensemos se nós, em nossos lugares, nos mataríamos por algum valor qualquer. difícil, não é? pois é. a gente às vezes morre por amor. romantismo, essa invenção tão ocidental…
não culpo a religião. o homem criou a religião para encontrar uma saída a seus dilemas. o próprio homem fez da religião a justificativa para a criação de mais dilemas. o ser humano não gosta muito do ser humano. ele preferiria viver sozinho, às vezes. mas, vivendo em rebanho, mal consegue controlar suas paixões, e precisa, afinal, do poder. para nada, ele sabe. mas precisa. aqui, no brasil, quem opta por política muitas vezes se deixa vilipendiar pela falta de compostura encalacrada em ganância. pelo menos não monta partido para matar os outros por justificativa qualquer. com um motivo religioso. pois no máximo religião aqui é forma de roubar com certa legitimidade. mas a religião, para o povo, é outra coisa: é crença, compartilhamento do mundo com deus. e isso é louvável. não me venham com que a religião é o problema. o problema é o uso que os seres humanos fazem de tudo que tocam. eu sou religioso, sim, e daí? não por isso me meto a julgar os outros pelas minhas lentes. muitos ateus por aí adoram fazer isto, não é mesmo? cada um acredita naquilo que quer. mas, secularmente, precisa, sim obedecer à razão pública e à lei dos homens. se quer misturar as bolas é porque quer tirar proveito de alguma situação.
corvo, querido, não escrevo claro e coerente por algum outro motivo senão o de que tenho amor. escrevo para o entendimento como se pudesse desarmar os espíritos para trazer algo novo à baila. mas posso assim fazer porque também sei como bater com um ippon. infelizmente, os seres humanos são assim. só consegue trazer a paz quem sabe fazer e terminar qualquer guerra.
beijos
contrera

  1. 07/08/2008 – 17:03Enviado por: Rodrigo AguiarÉ engraçado, as vezes as pessoas se perdem eu seu próprio pensamento, e acham que apenas “elas são donas da razão”, daí surge o prazeroso sentimento de se sentir melhor do que as outras pessoas. O pensamento do Gerald é preconceituoso, talvez nem ele se deu conta, mais começou falando de liberdade, e terminou descendo “a lenha” em todo mundo. Ainda bem que Gerald, não é um político. Acho que falou muito, e não disse nada ! Cadê a solução ?”PS do Gerald: Rodrigo: Nao “desci a lenha” em ninguem: vejo o mundo/humanidade como um circo, entende? Leis vem e se vao: ora tem uma coisa, ora outra. Lei Seca, Muro de Berlin….Milhares de pessoas mortas por causa de uma lei: e, de repente…acaba a lei. E vc se pergunta…”por que milhares de pessoas tiveram que morrer tentando escapar ou pular essa porra desse muro?”

    SOLUCAO? como assim. Teve uma, digo Hitler teve a FINAL SOLUCAO

    ja eu prefiro ficar com DUCHAMP, marcel DUCHAMP (”adoro problemas, odeio solucoes)

    LOVE

    G

Autor: gthomas - Categoria(s): Sem categoria, artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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