20/01/2009 - 11:04





“Ba-ROCK Obama”
Carta para Mileny (8 anos)
Amor da minha vida,
Quando o ponteiro do relógio da sala da tua casa aí no Rio (ironicamente ela fica na Avenida Dr. Martin Luther King Jr.) apontar 3 da tarde, aqui em Washington DC estará sendo meio dia, o homem mais inteligente e glorioso deste planeta estará se transformando no nosso 44 presidente. O presidente dos Estados Unidos da América. Quem poderia pensar que isso aconteceria, mesmo há quatro meses atrás? Você , Mileny, está vendo (pela televisão) as filhas dele? Parecidas com você (só que você é mais linda, óbvio!) sempre de mãos dadas com a mamãe Michelle ou papai Barack? Bem, trata-se de uma longa história que começou com alguém que teve um sonho. E desde o sonho foi assassinado. Muitos foram assassinados, Mileny, para que esse dia de hoje chegasse e meus olhos não parassem de chorar e de pensar em você e no mundo em que você estará vivendo e no qual eu já serei uma espécie de passado.
Mileny: aos quase oito anos de idade você tem a linda sorte de se enxergar pequena, linda e negra, exibir esses cabelos de trancinhas e notar que todos olham pra você com enorme ternura e carinho. Mas, quando você estiver com seus 18 anos, talvez lerá essa carta em outra perspectiva e terá uma conversa em perspectiva comigo. No que você terá se transformado? Numa linda bailarina? Numa cientista? Numa médica ou filósofa? Nao importa. Ou melhor, importa sim, porque a mensagem que começou, essencialmente em 1963 quando um dos discursos mais COMOVENTES e mais ouvidos e mais imitados e mais INSPIRADORES da história da humanidade, “I had a Dream”, de Martin Luther King, nos foi “entregue” aqui nessa capital e nessas escadarias onde hoje bandas tocarão, pessoas tocarão… para comemorar seus quase 41 anos de seu… sim, assasinato.
Sim, Mileny: segregação racial. Ônibus para brancos e para negros. Bebedouros para brancos e para negros (que eu ainda peguei quando criança no mesmo Tennessee de Dr King). Ainda bem que você, meu amor, não sabe o que vem a ser isso.
Mas você certamente não notou, como tua mãe e tua avó notaram quando, naquela tarde de feijoada no último andar do Ceazar Park Hotel, no Rio no meio de dezembro passado, enquanto éramos cercados por olhares de brancos curiosos, como era estranho que “não cabíamos lá”. E realmente, como a tua mãe falou: “não cabíamos lá”. Por que será? O racismo camuflado no Brasil não deixaria revelar jamais um Dr Martin Luther King Jr? Será? Quero crer que sim. Mas, se isso não for possível e será difícil que surja, como surgiu, aqui, um Barack Obama. Mestrado pela Columbia e Harvard Universities, assim como sua mulher Michelle, a nova geração, a garotada afro americana ou simplemente ‘the black kids’ como a Oprah quer voltar a chamar e parar com essa coisa de Afro, agora vira uma página FUNDAMENTAL em sua história: percebe que não precisa mais se espelhar em atletas, como Michael Jordan ou Magic Johnson ou mesmo os músicos, como James Brown, Ray Charles, Stevie Wonder ou os milhares de rap ou hip hop que surgiram nas últimas décadas.
Agora o mais novo símbolo de “cool” é SER O MAIS inteligente e letrado e genial e culto político negro do mundo: e por quê? Porque entenderam that YES WE CAN. Sim, Mileny, A Gente Consegue!, Conseguimos se lutamos muito até conquistar a presidência dos Estados Unidos Unidos da América.
AMERICA IS BLACK AND IT’S PROUD.
AMERICA IS THE NEW BLACK
Mas chega de ufanismos!
Mas precisamos desse momento. E como!!!!!
Até a nossa cultura pop precisa.
Ah, Mileny, ontem foi feriado nacional: dia de Dr. Martin Luther King Jr. Sim, a nação inteira parou e se PREPAROU para hoje. E hoje? A nação acordou pra realizar, concretizar seu sonho de 45 anos atrás: ” I have a dream” se torna I AM HERE NOW !
Um dia, talvez, por interesse ou por pura preguiça, você me pergunte por que o Dr King escreveu uma carta da prisão de Birmingham e que ficou tão famosa (“Letter from a Birmigham Jail”). Talvez eu te conte, talvez os eventos avassaladores do tempo que nos atropelam me obriguem a te contar coisas de outros períodos. Por quê? Porque até lá, Barack Obama já terá (se deus quiser), dois termos inteiros de administração na Casa Branca e terá sido o mais revolucionário Presidente Americano desde Abraham Lincoln (que aboliu a escravidão em 1862). Quem sabe, daqui a dez anos, quando você estiver com seus 18, as palavras do sonho de Dr King, visto e ouvido por 250 mil pessoas aos pés do Lincoln Memorial, em 1963 com aquela estátua de dar arrepios Constitucionais e Democráticos dizia cantando de levantar cabelos:
“EU TENHO UM SONHO que um dia essa nação se elevará e viverá o verdadeiro significado do seu credo: que todos os seres são criados iguais.
E deixa a Liberdade tocar, soar. E quando ela tocar – e quando nos deixarmos que isso aconteça!- ela vai tocar em todas os vilarejos, em cada casebre, virá o som de cada estado e de cada cidade e seremos capazes de ACELERAR esse dia quando todas as crianças de deus – negros, brancos, judeus e góis, protestantes e católicos – e nos daremos as mãos e cantaremos as palavras daquele antigo ‘negro spiritual’: FREE AT LAST ! FINALMENTE LIVRES. OBRIGADO SENHOR, Thank God Almighty WE ARE FREE AT LAST”
Então Mileny, te escrevo isso na manhã do dia em que multidões esperam O MOMENTO mais IMPORTANTE da HISTÓRIA deste País. Te escrevo isso num momento em que duas milhões de pessoas se aglomeram na cidade para assistir a posse de um novo ídolo e presidente negro americano. E quero que você saiba quantas vidas isso custou, quanto de escravos ainda existe no mundo, de adultos e de crianças e quanta miséria humana acontece enquanto te escrevo com lágrimas nos olhos porque uma coisa eu sei: VENDO ISSO AQUI PERCEBO QUE NÃO HOUVE PASSO MAIOR dado desde que Neil Armstrong pisou na Lua e (pra te dizer a verdade), aquele passo pra mim nada quer dizer frente aos passos dados no campo da liberdade civil ou da conquista política.
Faltam algumas horas para que Barack Obama assuma sua posição de líder dessa nação. Vamos voltar a ter uma CARA e ALMA digna para o mundo! Espero que a nojeira da administração anterior passe logo.
E, quem sabe…? Daqui a dez anos, se alguém ai em cima der uma forcinha, você olhar a cor da tua pele e olhar tudo isso, as vidas perdidas e as guerras santas e essa loucura toda por causa de pigmentação de pele me olhará na cara e dirá: “será que você escreveu isso loucaço?”
E eu vou te responder, Mileny: não. Washington não era somente uma cidade aquele dia. Era também o espírito do primeiro presidente Americano, depois da Revolução, depois da expulsão dos Ingleses. E agora, como então, o clima está EUFÓRICO, e, pela primeira vez em muito tempo, nós aqui estamos nos abraçando, nos olhando nos olhos, nos dizendo GOOD MORNING, seja lá qual etnia, seja lá qual sotaque, seja qual vestimenta, pois essa é a verdadeira cara dessa imensa US of A. A cara de T.U.D.O e portanto nela cabe o que você otimizar de melhor.
(faltam 3 horas)
Gerald Thomas
(O Vampiro de Curitiba na edição)
Autor: gthomas - Categoria(s): artigos
Tags: Estados Unidos da América do Norte, James Brown, Magic Johnson, Martin Luther King, Michael Jordan, Michele Obama, Mileny, Neil Armstrong, Obama, Posse de Obama, Ray Charles, Stevie Wonder, Tennessee, Washington
18/01/2009 - 13:27



New York- Queridos: esse blog está em contagem regressiva. Em 1 de Fevereiro ele “completaria” 5 anos de existência (juntando com os 4 anos e pouco de UOL). A contagem do “Sitemeter” dos dois juntos, sei lá onde estaria hoje: 2 milhões, possivelmente? Somos desesperadamente ligados em números, em comentários, em SUCESSO, em “quantos”, “de onde” e QUAL? E por quê? Sim, esse Blog no IG é um tremendo sucesso. Mas está em contagem regressiva.

O Presidente Obama assume seu posto depois de amanhã, nas escadarias do Capitólio, aqui perto, em Washigton DC. O clima nos EUA é de tremenda EUFORIA, sem precedentes: ontem, Obama fez aquela viagem de trem histórica, de Filadelfia até Baltimore, a mesma que Abraham Lincoln, (também de Illinois), fez há século e meio.
Está sendo uma vibração – POP como nem em concerto de ROCK não se vê há anos. ANOS. Euforia é pouco! Tremo enquanto escrevo. O povo esperava horas numa temperatura de 16 graus negatvos pra vê-lo, com Michelle (no dia do aniversario dela) na última parte do vagão histórico.
E terça-feira ao meio dia, Obama está colocando sua mão sobre a bíblia e estará se transformando no 44º presidente Norte Americano. E ainda tem gente que nos olha e diz que somos…o que mesmo? Que somos um país que nada fazemos além de… (ah, deixa pra lá). Eu não sou repórter. Não escreverei de Washington, mas estarei lá. O convite veio, amarelo e ouro, enorme. Saio daqui de NY cedo e atravesso, literalmente um milhão de pessoas desde a minha chegada em Union Station, em DC.
Agora, os deixo com dois textos, o do Pacheco (maravilhoso comentador desse blog) , é referente ao meu artigo desastrado ou exuberante (típico de um encenador ou de um “judeuzinho ou americaninho de Merda…como tantos de vcs escreveram).
O outro, é de Samuel Bueno, alguém que conheci recentemente através das mais estranhas e misteriosas circunstâncias mas um instantâneo amigo: um pensador, um instigante e maravihoso batalhador.
Fiquem bem.
Não sei como volto ou se volto.
Ou pelo menos aqui.
Amei, como sempre. Essa relação se tornou um pouco ‘demasiada’ , eu diria. Tenho muitos projetos pra tocar, desde teatro e opera, até filmes e livros pra escrever.
Vaia em teatro é extremamente ruidoso e acaba numa “demonstração obcena” mas (como diz o Philip Glass numa entrevista a meu respeito “era questão de freedom of speech”). Aqui, ultimamente, são insultos sobre insultos. E mais insultos. Vocês lêem os comentários publicados. Nao lêem o que o Vamp e eu jogamos no lixo.
Esse blog, salvo tantos de vocês que amo de paixão, esta linkado a quase 500 outros. Virou uma Blogmania. Eu sou somente UM.
Obama entra em campo na terça-feira. Temos vivido dias de emoções fortes aqui: o avião que pousou aqui no Hudson sem fatalidades (e alguns comentaristas IMEDIATAMENTE tiveram que apontar o piloto americano do Legacy como responsável pela morte dos passageiros da GOL; não enxergam e não querem enxergar o BURACO NEGRO da falha na própria área que vem a ser aquela região inteira em cima da Floresta Amazônica e, OBVIO, não mencionaram o Acidente HORRENDO da TAM em Congonhas.)
Enfim: essas discussoes não são mais FRUTIFERAS. Aqui, nós estamos entrando em OUTRA ERA.
E como não quero me alongar mais em constantes picuinhas existências irresolviveis, estou em contagem regressiva.
Um enorme beijo.
Aos textos:

Por Jose Pacheco Filho
Amigos (as).
Ontem em lan house teclei dois comentários rapidamente e sai do blog.
Ao anoitecer compareci a uma festividade. Festa de aniversário da esposa do dentista Mauricio que é de Santos como eu era. Eu era digo porque agora estou méis cá do que lá.O Mauricio ainda vive entre o cá e o lá em alternâncias de quinze dias.Quem é de Santos deve conhecer a clinica OdontoRiso.São duas,uma cá e outra lá.
Desconfio que o Mauricio vá terminar trazendo tudo pra cá.
Porque aqui é lindo.
Porque aqui crianças andam pelas ruas tranquilamente.
Porque aqui não tem pedintes nas ruas.
Porque aqui tem tudo que tem em Santos exceto violência.
Ninguém se sente inferior a ninguém e nem mesmo existe racismo.
Se houvesse seria inverso, pois por cá a maioria são negros.
Negros brasileiros. negros baianos.
O único defeito que eu noto em Belmonte é a enorme quantidade de dependentes de bolsas do governo.
Não sei quantos são, mas pelas filas que vejo nos dias de pagamentos são muitos.
Estão certos?
Sei lá.
Já relatei aqui no blog que assisti bolsistas que saem com o dinheiro e correm tomar cervejas. Verdade que para alguns é um auxilio.Verdade também que para outros é acomodação.
E também é verdade que existem uns que precisam, mas por questão de honra não se submetem a condição de dependentes.
E todos vivem. Ou sobrevivem.
Completamente felizes com o pouco que tem. Pouco em bens materiais e muito em bens naturais.
São donos da brisa e do sol. Do mar e das areias.Do produto do que pescam e retiram das águas e dos mangues.Dos frutos que são abundantes e na maioria dados nas épocas entre vizinhos.
Então eu vivo sim em uma Pachecolândia. Diferente da que nos disse o Fabio PIPIPI atribuída e relatada em comentário ao Gepeto-Stromboli. Só que as casas não são de chocolate.Mas tem o sabor e o cheiro.Pois Belmonte alem de tudo já foi exportador de cacau.E ainda aqui é fácil e barato comprar bombom de chocolate com pimenta.A cinco mangos o quilo.Camarão limpo e descascado a dez e peixe robalo a oito.Está vendo Fábio como existe sim uma Pachecolândia.Procure a ache a tua.Pode estar a teu lado e você preocupado em defender o indefensável(o Lula) não percebe que a felicidade está ao teu alcance.Está na tua mente.Crie um mundo e o encontre.è fácil.Eu encontrei o meu.O Mauricio citado acima está encontrando e minha filha Ana já decidiu mudar para cá.Esteve com meus netos estes dias passados por aqui durante a virada de ano e não se conforma em viver mais por lá(Santos).Decidiu e vai mudar para cá.E talvez volte a escrever neste blog do qual tem estado ausente.Não por falta de vontade mas por falta de computador.Não entrarei em detalhes mas os motivos são familiares.O Gerald sabe quais são e a Glorinha também.E mais um monte de freqüentadores deste blog poderia saber se prestassem mais atenção no que aqui é escrito.
Aqui se escreve e se Le o que se quer.
Por isto mesmo é que estou a falar de Belmonte.
Deveria estar falando do destaque que o Gerald gentilmente deu aos meus comentários de ontem, mas segurei.
Claro que estou feliz e orgulhoso por ter sido premiado. Eu considero um premio.Algo como um “blog Oscar”.Trabalho ou comentário reconhecido.
Mas me preocupa um detalhe. O Gerald disse que eu o entendo e explico ele melhor que ele!
Caramba!Logo eu?Eu que tenho duvidas em me explicar.
Quem sabe o Gerald um dia explique algo me explicando.
Deve ser isto que ando buscando.
E não sei se estarei preparado para começar a ouvir ou ler critica (já existem e está ai por cima). Se forem de bom gosto eu assim as receberei.
Se forem ofensivas farei como o Vampiro fez um dia: Estarei cagando e andando para as criticas. Sendo critico de arte e não entendendo porra nenhuma de arte farei consideração iguais aos meus possíveis críticos.Imaginarei que não sabem quem é o Pacheco e por isto criticam.
Mais não digo por que estou próximo da soberba. Não será uma gentileza do Gerald que irá me subir a cabeça.
Mas que é uma sensação boa.
Eu que pouco sei estou próximo ao Tene Cheba. Quase entendendo o Tarquínio e gostando mais do Anino e do Fabio entre outros excelentes bloguistas.Enumerar os que aprecio seria chover no molhado.São fáceis de serem identificados.Virtualmente sabemos quem somos.
Mesmo aqueles que só destilam seus venenos são perfeitamente reconhecíveis.
E ficarei na expectativa de comentários futuros.
Espero que o Gerald não tenha me feito um Bait man.
De vinho só conheço o Sangue do Boi e o argentino Toro Viejo. O primeiro devido ser distribuído para consumo em festas Natalinas na Marinha e o segundo porque é bom e barato comprado na importadora em Porto Seguro.
Também não sei desfilar e não compro Armani.
Serei um falso Bait Man.
Pura isca.
Morda quem puder.
O que vier é peixe.
Obrigado.
Jose Pacheco.

Por Samuel Bueno
Luciano Yishai Bueno é certamente um primo distante meu, pois, em algum momento da história, ancestrais nossos foram ao menos parentes. Como você provavelmente já ouviu, as pessoas de sobrenome Bueno – a não ser que os respectivos antepassados ou elas próprias hajam simplesmente adotado esse patronímico – são originárias de um mesmo tronco familiar que, no passado remoto, era de judeus sefaradim (ou sefarditas – isto é, judeus espanhóis, em grande maioria obrigados a se converterem ao catolicismo por decreto real na Espanha em 1492 e em Portugal em 1497). Isso inclui também a verdadeira legião de brasileiros chamados Bueno que, atualmente, nem sabem dessa peculiaridade de sua genealogia, podendo mesmo terem aversão ao Judaismo e se considerarem quiçá até anti-semitas e adeptos do nazismo. São as tais curiosidades históricas: muito descendentes de judeus, conscientemente ou não, acabaram por desempenhar papel de algozes daqueles com quem partilhavam a mesma ancestralidade. Alguns eram convictos cristãos, muçulmanos ou adeptos de outras confissões religiosas; outros, estavam tomados de fervor político-deológico das mais variadas correntes – embora, como lembrei na mensagem anterior, comunismo e outras vertentes de socialismo, em geral, tenham sido a esmagadora preferência judaica desde o final do século XIX. Pelo menos quinze mil judeus, a maioria mestiços, mas alguns de pai e mãe, combateram nas forças armadas de Hitler, alguns para salvar a pele, outros porque não sabiam muito sobre seus ancestrais, outros enfim porque eram nazistas… Parece incrível, não é? Assim, porém, caminha a Humanidade… Nem sempre as pessoas têm conhecimento de suas próprias raízes ou, quando têm, gostam do que sabem, sobretudo se as respectivas não estiverem “na moda”: é sobejamente sabido que muitos judeus colaboraram com os nazistas nos guetos, onde existia até mesmo uma “polícia judaica” para arrebanhar os irmãos para entregá-los às SS, enquanto nos campos de concentração os famosos “kapos” mantinham a “lei e a ordem”, encaminhando os que eram selecionados para serem punidos ou recambiados para os locais de extermínio. Ah, o ser humano…
Por uma circunstância digamos “cósmica”, Luciano e eu temos uma consciência clara de nossa condição judaica, mas, concretamente, encontramo-nos pessoalmente apenas uma ou duas vezes e conversamos muito brevemente, mas trocamos por vezes e-mails. Ele é religioso observante e tem seus laivos de direitismo, eu sou laico e anti-religões obscurantistas, em geral, além de me posicionar politicamente como esquerdista, com formação familiar marxista e um enfoque que no passado foi leninista, mas está mais moderado hoje. Acho que o Luciano quis me provocar ao me retransmitir seu e-mail e comentário, sabia que eu não deixaria de replicar, queria me botar no fogo, fez o papel do que chamávamos antigamente um “agent provocateur”…
Samuel Bueno
Autor: gthomas - Categoria(s): artigos
Tags: blog, comentaristas, José Pacheco, Posse de Obama, Samuel Bueno