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	<title>Gerald Thomas &#187; pobreza cultural</title>
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		<title>Um Ano de Blog no IG</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 14:30:11 +0000</pubDate>
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 .          (Antes do Blog, em Paris)                                      (Depois do Blog)
 


New York – Miami: Cinco anos e meio de Blog corrente, de conta corrente que não se esgota, graças a vocês! Hoje, exatamente hoje, esse Blog comemora um ano aqui no IG.
E, no entanto, os espelhos!  Estejam lá onde estiverem (os espelhos), são somente humanos. Retratam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: right"><span style="font-size: 13pt;color: #444444"> .</span></p>
<h5> .<a href="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/05/em-paris.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-10030" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/05/em-paris.jpg" alt="" width="310" height="224" /></a><a href="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/05/trincheira-copy.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-10029" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/05/trincheira-copy.jpg" alt="" width="317" height="224" /></a>          (Antes do Blog, em Paris)                                      (Depois do Blog)</h5>
<h4 class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt"> </h4>
<div></div>
<p><span style="font-size: 13pt;color: #444444"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">New York – Miami</span></strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">: Cinco anos e meio de Blog corrente, de conta corrente que não se esgota, graças a vocês! Hoje, exatamente hoje, esse Blog comemora um ano aqui no IG.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">E, no entanto, os espelhos!  Estejam lá onde estiverem (os espelhos), são somente humanos. Retratam nossa dor. Retratam nosso humor. Retratam nossa estima. Meu medo? Quem estaria ou estará atrás desses espelhos! Quem nos vê da maneira que ninguém mais nos vê. Ou seja: Quem enxerga MESMO, de verdade, nossa alma?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Alma, aquilo que poucos conseguiram até hoje retratar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Esse ano passou como uma flecha! Foi um ano devotado, praticamente todo ele, á eleição de Barack Obama. Foi, de minha parte, uma tensão doida!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Tem um corpo morto no chão, aqui do meu lado, enquanto escrevo. Sou eu mesmo. Não me reconheço mais. Parte de mim se foi. E não estou tentando brincar com palavras, não estou tentando fazer joguinho com as parolas. Sim, morri de várias formas. Fui traído por vários amigos. Ainda não sei muito bem por quê. Talvez um dia saiba.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Blog traz dessas coisas: em teatro temos um mundo muito EXPLOSIVO. Ele se mostra na hora. O aplauso ou a vaia são ali mesmo, no final, quando cai o pano! Sabemos dos cochichos, sabemos do veneno, mas “sabemos”. Nossos inimigos, por assim dizer, se tornam nossos maiores amigos assim, da noite pro dia, como se nada jamais tivesse acontecido. E aceitamos isso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">A <strong>Decadência</strong> dos tempos de hoje, com tanto artista legal fazendo tanta bobagem, me choca! Deixa-me triste! Meu corpo morto aqui do lado ainda não foi achado pelo time de “Law &amp; Order Special Victims Unit”. No momento em que encontrarem esse meu corpo em decomposição, constatarão que ele foi molestado, espancado, torturado por tanta, mas tanta burrice, tanta besteira e tanta pobreza cultural que ele leu nesse último ano. E o médico legista não terá um diagnóstico! Aliás, não há! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">É de se questionar tudo mesmo: em que ponto de nossa cultura estamos? Como nos vemos? Quem nos vê? Como somos enxergados? Se Richard Wagner nos visse hoje (seu aniversário, by the way), como ele nos veria? </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Obama tenta imprimir nessa linda terra nossa uma proposta de um NOVO SISTEMA LEGAL em que terroristas  poderiam ser presos ou detidos por um <strong>tempo prolongado</strong> DENTRO dos USA (sem julgamento em vista). Qual a diferença entre isso e Guantánamo? É que aqui dentro eles teriam acesso ao sistema judicial<em>. “Ou se prova que são culpados, ou deixa-os andar”.</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">A Arábia Saudita está conduzindo um programa de reabilitação de ex-membros do Al Qaeda. Entre erros e acertos, a margem é de 80 por cento. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Meu corpo morto aqui do lado, infestado de Kafkas, de Becketts, de Orwells, de uma literatura praticamente obsoleta quando olho essas estantes (retornei pra casa ontem e ainda olho tudo numa ressaca terrível), vejo esses volumes de Joyce, de Gertrude Stein, de sei lá quem. Não nasci com um nome bom. Quem dera. Deram-me um nome vulgar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Sim, agradeço muitíssimo aos meus mestres! E como! Eles têm nomes sonoros. Mas na autópsia desse corpo não sairão sons. Nunca sai som, a não ser o som do vento armazenado nas entranhas, nos intestinos, o som dos gases, o som gutural do tempo perdido de Proust, o som de certa amargura por não ter sido entendido por A, B ou C.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Escreve o leitor “José Augusto Barnabé”:</span><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">“O Gerald, chegou a hora definitiva de a arte e a criação representar pelos seus meios, o futuro.</span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Acho que Da Vinci foi o último, nos seus escritos e desenhos, que geram até hoje controvérsias e discussões.</span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Não há mais espaço para Inquisições, que se mostrou uma fraude política.</span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">O Artista tem que achar forças para se desvincular do Sistema, ser um pouco Iluminatti, escancarando até essas próprias sociedades secretas, também fraudulentas, e criar.</span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Na imaginação está o nosso gene, e o artista que tem o dom da sensibilidade, a aplica melhor.</span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">O Planeta está mudando rapidamente, e não é coisa para 500 anos como na época do Da Vinci. É coisa para já.</span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Se os artistas não perceberem, vão deixar de existir e continuar sendo os BOBOS DA CÔRTE.</span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Ficção? não sei. E o Sistema não o é?</span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Você não tem nada para comentar, porém tem muita coisa a fazer, se não desocupa a moita, meu caro”.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Difícil, muitíssimo difícil responder qualquer coisa que coloque Leonardo Da Vinci no meio. Até Shakespeare, em sua última peça, “A Tempestade” (praticamente autobiográfica), se viu num espelho e enxergou um futuro não sangrento. Foi a única tragédia desse magnífico gênio não sangrenta: Prospero, o personagem principal, era um Leonardo. Mas era também um Duque deposto. Era um ILHADO, era alguém que tinha o poder da mágica reduzido aos confins do palco.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Tudo é sempre uma metáfora.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Há um ano, nesse blog, escrevo parte em metáforas, citando meus mestres, citando minhas angústias. Criei um enorme e lindo círculo de amigos. Vocês, os leitores.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Mas as metáforas estão fadadas a ter um limite, a esbarrar na moldura do espelho ou refletirem a luz que vem de fora e, portanto, ofuscarem a imagem real que o espelho deveria estar mostrando. Sim, escapismo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Escreve o “Capitão Roberto Nascimento”:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Gerald Thomas meu querido cabeludo, que beleza esse texto rapaz! Não é um texto de moleque, de fanfarrão!!É UM TEXTO PARA QUEM USA FARDA PRETA E COLETE; MAS É PARA SE REFLETIR SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO.Eu penso: no BOPE, a gente não pode pensar muito NA HORA; mas devemos pensar antes, no treinamento, para que a ação seja EFICAZ COMO O SILÊNCIO DO FUNDO DO MAR.Nossa missão é subir o morro e deixar corpo de narcotraficante no chão. Pode parecer nazismo, mas, para mim, NAZISMO É DEIXAR OS NAROTRAFICANTES DOMINAREM O MORRO, OPRIMINDO CENTENAS DE MILHARES DE POBRES FAVELADOS.O teu silêncio, Gerald, chega como um abraço. </span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">O teu silêncio é o silêncio do preto da minha farda, do frio do meu fuzil, antes da ação.E nós agimos em silêncio Gerald. Quem faz festa é bandido. Quem solta rojão é traficante.A lei é fria e silenciosa. </span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">COMO O TSUNAMI QUE NASCE NO</span></em><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> <span>FUNDO DO MAR.”</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Tudo é sempre uma metáfora. Nem tudo sempre é uma metáfora. Muitos de vocês, leitores, lidam com a vida REAL. E isso, muitas vezes, me assusta. Por quê? Não sei.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Ontem, ainda em Miami, a caminho daqui, um velho, obviamente cubano, enrolado na bandeira americana, trazia, trêmulo, a sua bandeja com um croissant, café, um ovo, etc. Sua cara marcada pelo tempo e sua elegância deixavam claro não tratar-se de um “daqueles” milhões de cubanos que povoam Miami (pra onde eu vou 3 vezes ao ano). Tive uma enorme vontade de cobrir-lhe de perguntas. Muitos milhares de perguntas. Ele me olhava. Eu o olhava. Estamos em pleno feriado de “Memorial Day”, dia dos caídos em combate, em guerras passadas. Os USA em guerra constante!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Mas pensei e pensei. Não, melhor não. De repente, assim como já foi com tantos outros seres interessantes, ele vai vir com uma dessas “verdades universais” ou com a “ordem do universo” e despejar tudo isso sobre a minha bandeja. Isso me aconteceu no Arizona com indígenas que “ouviam deus” ou na Chapada da Diamantina e mesmo na Cornualia.  São seres simples e que tremem, elegantes. Mas que quando perguntados, são verdadeiras “torneiras da verdade”. E eu não suporto mais a quantidade de verdades que existem por aí.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Tive medo de fazer perguntas a um simples ser que poderia ter me contado a sua história de vida. Mas tive medo. Arreguei.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Como pode ser isso? Medo de seres místicos? Eu? Medo de ouvir sobre Eric Von Denicken e os deuses que eram astronautas? Logo eu? Quem te viu e quem te vê, Gerald!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Já ouvi que a minha cara era o mapa de Hiroshima. Então, do que ter medo?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Exaustão chama-se isso. Falta de espaço aqui dentro. E isso me preocupa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Sim, assim como no texto anterior: “<strong>Sinto-me como uma massa, como uma pasta, irregular, inexplicável, triste, vazia, ruidosa, sem nada a declarar e, no entanto, querendo dizer tanta, mas tanta coisa e… sem conseguir dizê-lo.”</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Nem tudo sempre é uma metáfora. Às vezes esse corpo morto aqui do meu lado tentou atravessar o espelho vezes demais ou tentou atravessar espelhos espessos demais.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Faz parte da minha profissão: o risco. Como me sinto? Esgotado. Acabado. Esse (que ainda vive) olha praquele que está morto e pensa: será esse o meu futuro? Caramba!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Parece mesmo um conto de Poe! Ou um Borges mal escrito. Somos tantos e não somos porra nenhuma. No texto anterior, “NADA A DECLARAR”, fiz uma declaração de amor a tudo que sinto, de verdade, ao vazio, ao TUDO a Declarar, como o Pacheco detectou.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Mas e agora, José? Um ano e não sei quantos artigos. A partir de hoje estamos sem contrato. Como diria meu mestre Samuel Beckett: “<strong>Não Posso Continuar: Hei de Continuar!”</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Em inglês soa melhor:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">I Can’t Go On. I’ll Go ON!</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Muito Obrigado por tudo!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Coberto de emoção e lágrimas vendo o mundo numa relativa paz e, no entanto, atravessando o maior período de mediocridade em décadas, se desmanchando num milk shake insosso e azedo, esperando um Moisés que ainda nem subiu o Monte Sinai, porque lá nada existe!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">O deserto está realmente repleto de areia mesmo. E ela está em nossos sapatos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">LOVE</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Gerald </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Gerald Thomas, 23/Maio/2009</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></strong><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;color: #444444">(O Vampiro de Curitiba na edição)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"> </p>
<div></div>
<p><span style="color: #444444"></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"> </p>
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