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31/03/2009 - 14:38

Zé Celso em New York

.  

Zé Celso

Ah, vai ser uma delícia recebê-lo. Há anos não nos vemos! Escrevo, emocionado e orgulhoso, de Zé Celso e de sua companhia maravilhosa de atores “reais”, nobres, engraçados, farsescos, berrantes, bacantes, na boca do lixo, na boca de cena do teatro aberto ao berro do mundo, ao grito para o mundo: esse mundo que não pára nunca de estar no caos. 

Então, eu pego os dois no aeroporto, o Zé e o Marcelo, e os trago aqui em casa para começar uma longuíssima conversa que terá prosseguimento com o testemunho do público no Theater Lab (informações aí em baixo). Zé é o grande artista do teatro, de todos os teatros, de todas as formas de teatro, dos “Sertões” até Schiller, e faz um Hamlet que eu chamei de “O maior Espetáculo da Terra”. E era mesmo. Raramente fiquei tão emocionado em teatro. EVER!!!!  

A premissa do Zé em teatro não precisa ser explicada. Como o pessoal aqui vai receber o DVD das “Bacantes”, não sei.  São entendimentos e compreensões distantes, já que a carnavalização e a antropofagia não fazem parte (culturalmente) do cotidiano cultural americano. Mas Nova York não é a América, propriamente. A Antropofagia aqui se dá em outro nível: é política. É a fagia mesmo, a do ataque bélico. Não a do ‘happening’, que Oswald de Andrade gozoso misturou na semana de 22, e nem aquela que Julian Beck despiu como se fosse o “Nu Descendo a Escada”, de Duchamp. 

Com Zé Celso quero poder enxergar o fantasma, os fantasmas ideológicos que existem em mim. Ou melhor, quero poder enxergar os denominadores comuns que nos unem. Por que falei em fantasma? Porque o pai assassinado de Hamlet era um fantasma e Zé Celso é o pai do teatro brasileiro ainda VIVO e muito vivo, o que talvez nos torne um tanto quanto… Mortos. Na verdade estamos todos imobilizados em nossas ações, como o príncipe dinamarquês. E acho que no “Q&A” (perguntas e respostas), depois da exibição do vídeo, vai rolar muito sobre quem somos, o quanto valemos além das palavras, palavras, palavras.

 

Welcome to New York, Zé Celso!

 

 

Gerald Thomas 

 

       THEATERLAB    137 West   Fourteenth   Street  – New York 

presents

The North American premiere screening of


AS BACANTES 2009

 

Zé Celso

 

     As Bacantes 2009 is a lyrcial Brazilian

 re-creation of Eurípedes’

tragi-comedy-orgy The Bacchae as told

in the context of Carneval, first staged

by Ze Celso in 1996.

April 2, 2009 beginning at 5 PM

(3 hrs 35 min w/ intermission)

with English Subtitles

FREE Admission

 

followed by a Q&A with Brazilian theater legend

Ze Celso (José Celso Martinez Corrêa)

in his first US appearance

 

Hosted by playwright & director Gerald Thomas

 

Reservations Recommended – 212-929-2545

 

 

Na edição: O Vampiro de Curitiba

Colaboração de Patrick Grant

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos, release Tags: , , , , , , , ,
04/02/2009 - 19:07

Philip Glass on Gerald Thomas


Philip GLASS on Gerald THOMAS from Patrick Grant on Vimeo.

 

Composer Philip Glass speaks about playwright, director and long time collaborator Gerald Thomas and his Dry Opera Co. Interview conducted January 2009 by Patrick Grant in New York City.

_________________________________________________________________________

Gerald Thomas

 

 

Nascido em 1954, Gerald Thomas passou a vida entre a Inglaterra, o Brasil, a Alemanha e os Estados Unidos, formando-se como professor de filosofia e começando a vida teatral no La MaMa Experimental Theater. Lá, Thomas adaptou e dirigiu 19 estréias mundiais de peças dramáticas e em prosa de Samuel Beckett. No início dos anos 80, Thomas começou a trabalhar com Beckett em Paris, adaptando novas ficções do autor. Destas, as mais notórias foram “All Strange Away” e “That Time”, estreladas pelo legendário fundador do Living Theater, Julian Beck, em seu único trabalho como ator teatral fora de sua companhia.

Em meados dos anos 80, Thomas envolveu-se com o autor alemão Heiner Müller, dirigindo suas obras nos Estados Unidos e no Brasil, e começou uma duradoura parceria com o compositor americano Philip Glass.
 

Philip Glass

 

 

Philip Glass (Baltimore, 31 de janeiro de 1937), compositor americano que está entre os compositores mais influentes do final do século XX. Sua música é normalmente chamada de minimalista, (embora não aprecie esta expressão) caracterizada pela repetição de elementos musicais mínimos. Seu trabalho é influenciado pela música oriental, pelo serialismo e pelo aleatorismo.
Glass é  um compositor muito prolífico tendo produzido inúmeros trabalhos entre óperas, sinfonias, concertos, trilhas sonoras para filmes e outros trabalhos em colaboração com outros músicos. Tem dois filhos e atualmente possui residência no estado de Nova Iorque nos Estados Unidos e na província da Nova Escócia no Canadá. É defensor da causa tibetiana.

 

(Vamp na edição)

 

Autor: gthomas - Categoria(s): Vídeo Tags: , , , , , ,
02/07/2008 - 20:31

Parte 5 da BlogNovela – a primeira novela internet

” A guerra entre a ortomolecular e a alopatia dentro do IML”


Dra. Paloma –
Cadáver é cadáver. Morto é morto. Temos que ser práticos! Eu sou da bio, assim como o Ruben, que arranca corações! Morto é morto. Não existe “meio morto”. Ruben e Gustavo: vêm me ajudar a fazer a autópsia, vêm!

Ruben – Mas Paloma….

Paloma – É, porque o pessoal de “humanas” coloca muita minhoca no meio. Leram muito Kafka, muito Marx, muito Sartre, muito Joyce. Na bio e na orto não têm dessas coisas. Não se é um “meio-morto”. Eles acham que pode-se ser um meio-morto assim como se pode ser um “meio-deprimido” ou um “meio-ambiental”, mas vida é vida, e morte é morte: vem, vamos à autópsia.

Ruben – PÁRA: voce não vê que….

Paloma – Tá duvidando de mim, Ruben? Na frente do Gerald e de todo mundo? (lágrimas). Como eu fico? (se aproxima de Ruben e sussurra) Os nossos problemas a gente….em casa, entende? Me ajuda na autópsia! Me ajuda com a faca!

Gustavo – O que é que tá rolando?

Ruben - É, Paloma! Tenta injetar esse morto com uma mega-injeção de GH mais Boro Chelado e Zinco Chelado e Saw Palmetto e Pictogenol e DMAE e DHEA e Ácido Fólico, Enzimas essenciais e Vitamina C de 3000mg, e Vitamina E de 800 Unidades, Internacionais e Nacionais. E Lactase e Lipase e Liver Support e Kyo-Dophilos e….

Paloma – PARA, RUBEN! Você está me humilhando. Vou ligar pro Drauzio Varella. Vou ligar pro Perricone. Vou ligar pro sei lá quem. Você sabe que injeção nenhuma levanta morto.

Ruben – É que voce não notou uma coisa ÓBVIA na boca da traveca.

Paloma – É ÓBVIO que notei, e já foi logo no início! Ela engoliu um BAFÔMETRO.

Guzik – Bem, gente, preciso sair. O meu elenco voltou de Cuba hoje, malnutrido. Só comeram uma única torrada, e um copo de leite contaminado, mas disseram que tudo foi lindo e que o povo é lindo, e que….

Mau- Acabo de engolir uma cartela inteira de Rivotril.

Guzik – Paloma…é verdade? Foi um Bafômetro?

Paloma – Claro, olha aqui! Olha a partezinha que o policial usa, olha, tá entalado aqui no início da garganta.

Gustavo pro Ruben – Olha, eu ia chamar a Cacá, mas ela sumiu: mas isso não te parece o tal vibrador católico?

Sandra- Ih meu deus!

Gerald – Rio Maynart querido, estou sem palavras. Estou absolutamente sem palavras. Até o Guzik está indo embora sem se despedir de mim.

Guzik – Jerry querido, eu jamais iria embora sem falar com você. Mas, me diga, onde anda o Jorge Schweitzer?

Rio Maynart – Outro dia peguei ele em movimento junto com a Valéria.

Paloma – Ninguém está prestando atenção a dissecação do cadáver! Digo, dessa cadáver.

Andrea N.- Nossa é enorme mesmo! Wow! Que gato, digo…

Rio Maynart e Lucio Jr (em uníssono) – “Uma mão sobre o sapato seria uma mão sobre uma mão sobre o cadáver”

Com essa frase de Rio e Lucio, o Vamp tem um repentino surto.
Com esse surto, Paloma larga a faca e Ruben desmaia.


Paloma –
A FACA! A FACA! Ruben? Ruben? Chamem um cardiologista!

ELENCO em UNÍSSONO: O RUBEN é o CARDIOLOGISTA!

Paloma – Meu deus , que crise dramatúrgica! Preciso ligar pra campanha do Obama! Pro Partido democrático. Guzik, você ainda não foi?

Guzik – Não encontro portas. Por isso estou quieto aqui na minha, anotando “coisas” pro meu livro Um Crítico.

Paloma – Como voce pode ser tão, tão, tão, tão…

Guzik- Egocêntrico?

Paloma- Exatamente!

Guzik – Venho das humanas, querida.

Paloma – Alguém ajude o Ruben, SENÃO TEREMOS DOIS MORTOS.

Guzik – Estranha essa tua reação, Dra. Paloma! Você está se referindo somente a dois corpos. Somente DOIS, como se fosse somente um número. É assim com o pessoal da tal “bio”? O Ruben pra você não é mais do que isso?  Se ele morrer …

Paloma – Você não tem o direito de me julgar!

Gerald – Alberto, deixa ela querido! Depois eu explico.

Fabio – Gentem! Enquanto vocês discutem quem vem das bio ou das humanas, ninguém faz nada? Nem a Odete?

PALOMA AOS PRANTOS,VAMPIRO NUM SURTO, MAU COMO UM ZUMBI, GERALD PERRRRRDIDO E ENTRA UMA TRILHA BOMBÁSTICA DE PATRICK GRANT QUE FECHA A CENA POR HOJE: Por hoje “Nada Prova Nada” – Marco Nanini faz uma breve aparição numa brecha de luz enquanto Ana Carolina Lima

Ana Peluso – Isso rima!

Carlos – Pra você tudo é lindo né, Gerald? Nesse espaço blogosférico vale tudo, até os ultraconservadores alopatas que só nos vendem e nos entopem de remédios que visam tapar os sintomas…

Gerald – sin-Thomas? Conheço os hema-Thomas!

Ellen Stewart – This is the strangest music you’ve ever used!

Gerald – I know Mama. But it’s appropriate. But Patrick is very good. Dramatic. Operatic. Theatrical. Bombastic.

Ruben pisca um olho, e Vampiro agarra alguém (na escuridão não se identifica quem)…enquanto Ana Carolina Lima puxa o pano que faz a luz cair em resistência e faz a companhia de blogueiros/atores entrar em total pânico momentâneo.

Aguardem a parte 6 da BlogNovela – a primeira novela pela Internet

Autor: Ana - Categoria(s): BlogNovela Tags: , , , , , , , , , , ,
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