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27/07/2009 - 08:12

O Retrato do Poder

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Texto de: O Vampiro de Curitiba

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DESVENDADO O SEGREDO DO SUCESSO DO PRESIDENTE LULA

(Lula 2002)

Existe alguma outra frase que possa expressar com tamanha clareza a natureza do nosso sistema político? Desse covil que ainda tem o poder de nos surpreender, de nos indignar? José Sarney, presidente do Senado, tenta nos fazer esquecer seus antigos pecados utilizando-se, para isso, e a cada dia, pecados novos. Quando estamos nos esquecendo das proezas de algum de seus filhos, aparece sua neta para nos lembrar que ainda estamos muito distantes da idéia de sermos um país sério.

O país acostumou-se a viver num eterno escândalo. Políticos são vistos pela sociedade como seres desprezíveis, desnecessários mesmo. Todos eles. De qualquer partido. Menos um! Sim, um deles resiste bravamente. Justamente o principal político do Brasil: seu presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Lula será analisado pela História como o político que mais traiu seus eleitores, mais frustrou as esperanças de seu povo. No entanto, no presente, sai imune a todos estes escândalos e alcança altos índices de aprovação. Qual seu segredo?

Da mesma maneira com que Basil Hallward pintou o retrato de Dorian Gray, no romance de Oscar Wilde, Lula foi pintado pela Imprensa, na realidade brasileira. Lula e seu PT surgiram como o novo, os donos absolutos da verdade, da ética, da pureza. Ele estava acima de qualquer análise, de qualquer crítica. Não era como um de nós, que trazemos em nosso interior tanto o Céu como o Inferno. Lula era o oprimido que assumiria o poder e transformaria a política nacional. Como faria isso? Não importava. Ele representava a beleza do sonho em que o operário chega ao poder. E, como sabemos, a beleza não necessita de explicações.

Como Dorian Gray percebeu que seus excessos e seus vícios não afetavam sua aparência – pois se mantinha sempre belo, enquanto era seu retrato que adquiria as imperfeições resultantes de noites sem dormir, de bebedeiras, de toda sorte de perversões – seguiu sua vida certo de que assim seria eternamente. O mesmo ocorre com Lula: como todos os escândalos de corrupção, de “mensalão”, de caixa-dois que marcaram seu governo não afetavam sua popularidade, Lula sentiu-se livre para todo tipo de “acordo” com todo e qualquer tipo de gente. Hoje vemos nosso operário-presidente abraçado hora com Ahmadinejad, hora com Collor, hora com Sarney, com Renan Calheiros…

Não há limites para Lula, como não houve para Dorian Gray. O retrato para Dorian, assim como a Imprensa para Lula, impede que a cada pecado cometido haja em seguida o respectivo castigo. E no castigo há a purificação. Como não há castigo, Lula segue em sua trajetória de autodestruição.

Mas, então, qual a verdadeira face de Lula? Quem representa a imagem do retrato que envelhece e se deteriora?

Enquanto oposição, os feios e estúpidos do PT eram imbatíveis. Não queriam nem saber. Na dúvida, detonavam qualquer figura política que não lhes fosse simpática. E hoje, no governo, o que faz o PT?

É o Partido dos Trabalhadores quem sofre os desgastes das depravações ideológicas de Lula. Na verdade, Lula já destruiu o PT. Olhem nas fisionomias do Mercadante, do Suplicy, daqueles que abandonaram o partido fundando o PSOL ou seguindo para o PSTU. São seres apáticos, envergonhados, constrangidos. Olhem a UNE, transformada em chapa-branca. Olhem os sindicatos, hoje bajuladores e dependentes do governo. Lula não acabou apenas com o PT, acabou com toda a esquerda, de maneira geral.

Pois é! Assim como um artista, a Imprensa tem o poder de fabricar seus ídolos. Criaram um Lula acima do Bem e do Mal. Lula tem hoje o poder de salvar ou destruir a reputação de quem quer que seja. No passado destruiu a reputação de muitos. No presente salva políticos que mereceriam estar nas páginas policiais, não nas de Política. Mas será que salva mesmo? Será que Sarney, por exemplo, está sendo salvo? Ou Sarney terá o mesmo destino do PT?

O Partido dos Trabalhadores é o verdadeiro retrato do Lula. O PT ficou a cara do Sarney! E o Brasil ficou a cara do Maranhão!

E a imprensa?

Basil Hallward, apesar de considerar o retrato de Dorian Gray sua mais bela obra, nunca o expôs. Dizia que o retrato tinha muito de si mesmo. Lula, esse semideus criado pela Imprensa, também tem muito dela. Cuidado, B(r)asil! Dorian vai lhe enfiar uma faca na cabeça!

(Lula 2009)

Obs: O Vampiro de Curitiba é leitor e colaborador do Blog do Gerald

Autor: gthomas - Categoria(s): Colaboradores, artigos Tags: , , , , , , , , , , , , ,

01/07/2008 - 13:15

Interlúdio Comercial entre BlogNovelas – pelo Vampiro de Curitiba

Pelo jeito o blog, agora no IG, caiu mesmo no gosto popular. Quero dizer: A audiência tem sido excelente. Não necessariamente popular. Sim, são coisas completamente distintas. Nestes tempos de esquerdismo deslumbrado é sempre bom não deixar margem para dúvidas. Oscar Wilde já nos lembrava: “A arte nunca deve tentar ser popular. O público é que deve tentar ser artístico.” Parece tão óbvio, não? Não aqui na Banânia! Aqui é o rabo que insiste em querer abanar o cão. São os estudantes que ao invés de, vejam só!, estudar, querem eleger o reitor. Logo, logo, serão os pacientes enfermos que se acharão no direito de eleger a diretoria do hospital. Sobre a “autoridade do povo”, Oscar Wilde escreveu: “ É uma coisa ao mesmo tempo cega, surda, hedionda, grotesca, trágica, engraçada, séria e obscena. Para o artista é impossível viver com o povo. Todos os déspotas corrompem, mas o povo corrompe e brutaliza.” Corrompe e brutaliza! A tal de “sabedoria popular”, para Wilde, não deveria ser levada muito a sério. Criticando Émile Zola, escreveu: “Na literatura, buscamos distinção, charme, beleza e poder imaginativo. E não ser atormentados com a descrição dos feitos das classes baixas.” “Quer dizer, nobre Vampiro, que a arte é só para a burguesia?” Não, estúpido! Estou dizendo que a arte deve ser superior à mediocridade das massas.

Os leitores que vivem no Brasil devem lembrar-se das telenovelas de tempos atrás. Dias Gomes, Janete Clair, etc… Eram obras de arte. E hoje? Hoje o roteiro é modificado quase que diariamente para agradar ao gosto popular. O vilão, a única personagem com algum encanto, precisou se tornar bonzinho, ficar com a mocinha e assim viverem felizes para sempre. Como é mesmo? Ahh, a “voz do povo é a voz de Deus.” Perfeito! Só esqueceu-se de avisar às massas que este Deus morreu. E foi morto justamente pelo povo, por sua feiúra. Este Deus que via tudo, também o homem, era uma testemunha que precisava morrer. O povo não suporta que tal testemunha de sua feiúra continue viva.

Será que alguém brilhante aprendeu algo com o povo, com a “sabedoria popular”? Stendhal? Proust? Goethe? Kierkgaard, talvez? Ou Schopenhauer? Dostoievski, é verdade, foi testemunha dos vícios e das misérias populares. Isto o fez algo mais brilhante? Não, óbvio. Isto fez apenas com que ele tivesse uma morte miserável depois de perder tudo o que tinha no jogo de cartas. Thomas de Quincey, o escritor mais refinado que conheci, mesmo no vício fazia questão de se diferenciar do populacho. Não confundia “a divina luxúria do ópio” com os “prazeres grosseiros e mortais do álcool.” ‘Ahh, Vampirão, agora te peguei! Quer dizer que ópio tudo bem, mas álcool não pode?” Pegou porra nenhuma, cretino! E não quero dizer nada. Já estou dizendo: Continue bebendo aquela mistura de pinga com “Tang” enquanto se emociona com a paixão do “Ferraço” pela “Maria Louca”.

P.S: Naquele meu texto anterior, surgiram umas rusgas, uma rivalidade entre curitibanos e paulistas. Gente, por favor!, este é o blog de um cidadão do Mundo. Não há lugar, aqui, para bairrismos e congêneres. Além do mais, o que importa mesmo é que nós, curitibanos, somos mais loiros que vocês, paulistas. Vejam, por exemplo, a Fabiana Gugli. Aposto que esta atriz maravilhosa é curitibana!

Como diz o mestre Thomas: Joguem pedras, meus amores!

Vampiro de Curitiba

Autor: Ana - Categoria(s): Colaboradores Tags: , , , , , , , , , , , , ,
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