24/09/2009 - 05:21
TIREM A ONU DA MINHA FRENTE! SAI, ONU, SAI!
New York – Sim, óbvio que estou puto. E aparecendo aqui em “situação extraordinária”, assim como eu havia prometido no meu post “It’s a Long Goodbye – MINHA INDEPENDÊNCIA ou MORTE.”
De que adianta eu ir montar uma “tenda de renda na Tunísia” para repensar a vida, se a Tenda ambulante do (imbecil) khadafi vem parar aqui, bem na porta da minha casa? Ah, claro, não sem antes com pequenos obstáculos de percalço: 20 homens libios, posando como holandeses, tentaram achar um quarto de hotel pra esse imbecil neo-terrorista. Não conseguiram. Então o jeito era acampar mesmo. Primeiro quis acampar no Central Park. Depois foi parar em New Jersey. Enfim, foi expulso de todas as regiões.
E ainda tem os outros palhaços que vem aqui, uma vez por ano, ornamentar esse CIRCO, como o Ahmadinejad, falando suas habituais baboseiras. Mas, dessa vez, ninguém foi mais “genial” do que o biscoito do khadafi. Num discurso que durou NOVENTA E SEIS MINUTOS (quando 15 é o esperado) ele chegou ao ponto de “pedir uma investigação mais profunda na morte de John Kennedy e Dr. Martin Luther King”. Nossa! Como ele está sendo moderno.
Que tal a bomba que ele mandou colocar no voo da Panam e que caiu sobre Lockerbee?
O homem jogava papeis pra todos os lados e representantes de outros países (sempre OFENDIDÉRRIMOS) se levantam e deixam a sala.
Sempre é assim. Todos os anos. Mas esse ano está pior!!!!
A CIDADE FICA UM CAOS!!!! Nada se MOVE.
Literalmente nada se move. Os congestionamentos são de dar stress a um poodle. E por quê? Por causa desses palhaços? E com o MEU dinheiro do imposto de renda?
Porra! Que TIREM essa merda de ONU da 1 Avenida e a coloquem perto do aeroporto (JFK, La Guardia ou Newark ou numa ilha qualquer do Caribe!). Por que a cada ano que passa, EU e 9 milhões de inocentes, temos que pagar o pato pra que o CIRCO da RETÓRICA política aconteça aqui na 1 com 42? E nada acontece mesmo. Quando algo acontece, é sempre atrás de portas seladas, amarradas, amordaçadas!
Essa plataforma está morta. Por mim, destruiriam até o prédio de Le Corbusier, certamente o prédio mais feio dessa cidade linda.
Tentei atravessar a cidade pro lançamento do livro dos meus amigos poloneses Andrzej e Magda Dudzinski (amigos desde os tempos em que éramos colegas na ilustração da OpEd page do New York Times, década de 80), e tudo se movia (ou seja, NADA se movia) assim como não se move há dias (bem que o Presidente Obama avisou no programa do David Letterman, já na segunda, e pediu desculpas), num passo INACREDITAVELMENTE lento.
O livro dos Dudzinskis é uma graça: estou adicionando o site dele ao blog para que vocês possam ver. É uma retrospectiva da vida deles desde quando saíram da Polônia stalinista e escaparam para cá. Aqui moraram por mais de 20 anos. Durante esse tempo, o movimento Solidarienosk venceu e Lech Walensa se tornou presidente e tirou a Polônia das ruínas soviéticas.
Eu mesmo passei uns 6 meses em Cracovia ensaiando a ópera inacabada de Mozart (Zaide) lá com o agora defunto pretensioso compositor italiano Luciano Berio: era tudo barato na Polônia e estreamos no Maggio Musicale em Firenze. Único problema: eu tinha uma coluna no jornal O Globo onde eu narrava como Berio era um idiota, não mandava a música que faltava, não dava notícia, sem saber que tinha uma filha que morava no bairro de Santa Tereza no Rio.
Ele havia recebido por fax a coluna na madrugada da estréia e o clima… bem o clima…
Lá pelo ano 2000 Magda e Andrzej voltaram pra Varsóvia. “ALFABET” conta a história dos amigos, detalhe por detalhe, assim como se fosse uma ONU de verdade, de amigos, mas uma ONU que presta porque presta atenção em tudo: na época eu era casado com Daniela (Thomas) Alves Pinto. As fotos são uma graça. Eles guardaram toda a correspondência, todos os postais que mandávamos da Europa, foram testemunhas dos encontros com Beckett, Roland Topor e tantas outras coisas. Fotos nostálgicas, mas lindas.
E cabe uma pergunta que não quer calar. E ela me veio desde que li o artigo de Fernando Rodrigues na Folha: o que vem a ser (realmente) democracia?
“Democracia desorganizada”
O presidente Lula recebeu um prêmio em Nova York. Disse que o “Brasil é país de instituições sólidas e democráticas”. Sobre democracia, não se discute. Já solidez das instituições é um conceito relativo, sobretudo no aspecto organizacional.
Enquanto Lula continua nos EUA, um documento da Presidência foi divulgado na Câmara, em Brasília. Informa, de novo, que o Planalto guarda as imagens do seu circuito interno de segurança apenas por um prazo médio não superior a 30 dias. A história vai para o lixo porque falta memória no disco rígido do sistema.
Trata-se ainda do episódio do final do ano passado entre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a então secretária da Receita Federal, Lina Vieira. Sem imagens, ficou a palavra de uma contra a da outra sobre a existência da reunião na qual o governo teria pedido para “agilizar” um processo a respeito de empresas da família Sarney.
A indigência gerencial nos órgãos públicos é de dar dó. No documento de ontem, o Planalto informava como registra os carros no principal edifício da administração federal: “Os veículos que transportam autoridades, após reconhecidos, não têm suas placas anotadas”.
Como é característico nessa cultura da desídia, nenhuma medida foi anunciada para corrigir tamanha esculhambação. O desmazelo não é de hoje, é verdade. Mas a atual gestão já teve tempo suficiente para adotar as ações necessárias. Não custaria nada obrigar todos os órgãos federais a registrar quem entra e sai de prédios públicos.
Outro exemplo é a decisão do Supremo Tribunal Federal, há um mês, determinando a liberação de notas fiscais usadas por deputados para justificar o uso de verbas indenizatórias. A Câmara desdenha do STF. Não cumpre a decisão. Se essas são instituições sólidas, como disse Lula, há um novíssimo conceito sobre solidez na praça.
Fernando Rodrigues
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Voltando à ONU: TIREM ESSA PEDRA DO NOSSO CAMINHO. A POPULAÇÃO INTEIRA DE NOVA YORK AGRADECE. Honduras também!
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Gerald Thomas
24 September 2009
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(Vamp na edição)
Autor: gthomas - Categoria(s): artigos
Tags: "Alfabet", "Zaide", Ahmadinejad, Andrzej Dudzinski, Central Park, Daniela Thomas Alves Pinto, Fernando Rodrigues, John Kennedy, khadafi, Lech Walensa, Magda Dudzinski, Martin Luther King, Mozart, ONU, Polônia
29/12/2008 - 20:11

New York -“Segui o Che pela cordilheira Alpina atrás de queijo suíço . Só deu buraco!” Essa frase caía bem na boca do GRANDE (Maior) ATOR, Marco Nanini, na peça “Circo de Rins e Fígados” que eu tenho rodado aqui no Blog nessa última semana.
Ela deveria representar uma espécie de besteirol e deveria compilar (e compila!) a falta de compreensão total do homem moderno em relação ao tempo em que vive. Assim somos, não é? Quando observo essa ridícula e triste REPETICÃO em Gaza entre as mesmas “equipes” (não se trata mais de alianças: entendam meu ponto de vista: o jogo se entende como esporte, a multidão que o assiste se mata e acaba sendo assassinada e os esportistas, os estrategistas raramente ficam feridos. Mas berram. E como!)
Vejo o vergonhoso caso Madoff: 50 bilhões de dólares e como ele (e tantos outros que ainda não conhecemos!!!!!) conseguiram ROUBAR e ROUBAR e ROUBAR por ter sido mais um mestre nesse jogo: qual a natureza desse jogo?
Esse que vejo sendo jogado no dia a dia pela mídia. Existem diferenças, claro. Mas poucas. Não pensem nem por um segundo que o iReport da CNN é um veiculo democrático ou a “Minha Notícia” desse portal ou de outros são, igualmente, democráticos: ao contrário. São formas demoníacas de fazer com que o leitor, internauta ou participante se sinta “parte do time” por um dia, dois dias ou por alguns minutos. É Andy Warhol diluído. É o filme “Network” de Lumet sendo “pacificado” pra que a gente nao saia abrindo janelas berrando “this is bullshit and I’m not going to take it anymore!”
A Faixa de Gaza ou o West Bank que em português se chama Cisjordânia (tenho antipatia por essa palavra em português, e não me perguntem por quê): por quanto tempo? Por mais 5000 anos? Ou desde 48 e até…….2048 pra que 100 anos de sangue rimem com 100 anos de solidão, e RETIREM o Nobel de Garcia Márquez ou de Saramago….e de Harold Pinter (que aliás, apoiava Slobodan Milosovec, um tremendo carrasco e filho da puta…). Mas sou incurável mesmo. Nao tenho jeito: Pinter está morto e mesmo assim: no vídeo que roda aqui no Blog (de aceitação do prêmio Nobel) o “silenciador” explica a formula de como “monta” uma peca sua! Ora! Que piada. Pior que isso! Diz que dá nome ou letras aos seus personagens: A, B, C ou D. EXATAMENTE, ESCARRADAMENTE, cópia total de Beckett.
Sua devoção ao mestre Sam era tal que, já com câncer terminal – quase sem poder falar – em 2006, ele entra no palco como ator e faz um espetáculo de Beckett , “Krapp’s Last Tape”. Pra quê? Pra colocar sua estúpida fragilidade Slobodomiana à vista? Sei!
Invasão, guerras, Hamas, Hessbolah, Al Qaeda, terrorismo, Exércitos e armas…..desde que existimos aqui….desde que olhamos pro outro ou pra outra, ou o pé do outro da outra ou pro outra do outro, a guerra esta declarada:
“A agressividade não foi criada pela propriedade. Reinou quase sem limites nos tempos primitivos, quando a propriedade ainda era muito escassa, e já se apresenta no quarto das crianças, quase antes que a propriedade tenha abandonado sua forma anal e primária; constitui a base de toda relação de afeto e amor entre as pessoas. Se eliminamos os direitos pessoais sobre a riqueza material, ainda permanecem, no campo das relações sexuais, prerrogativas fadadas a se tornarem a fonte da mais intensa antipatia e da mais violenta hostilidade entre homens que, sob outros aspectos, se encontram em pé de igualdade”.
Seria isso uma citação de Freud? Parece que sim. Copiei dos comentários enviados ao Blog.
E tem mais: “O sentimento de culpa seria o mal-estar da cultura, o preço de vivermos em sociedade, reprimindo a sexualidade e a agressividade. Sob esta ótica, o mal-estar é estrutural, próprio dos processos de organização do psiquismo do homem, do fato de ele existir, de ser, pois ele só pode ser e existir como homem dentro da civilização. A existência humana é problematizada por não mais ser natural. Em relação a ela, as leis da natureza são substituidas pelas leis da cultura. Por esta razão, se – por um lado – a civilização em si, provoca um mal-estar, por outro lado, sem civilização não haveria humanidade, seríamos apenas outros primatas regidos pela natureza. A primeira e maior lei cultural, aquela que nos separa definitivamente dos outros animais, é o tabu do incesto, a regulamentação das relações sexuais, com a consequente organização das relações de parentesco, presentes em qualquer sociedade humana, mesmo naquelas ditas primitivas.” Obrigado, Nina, por ter enviado o Freud. Amo quando me enviam Freud. “Freude” em alemão é felicidade. Um mero “e” faz a diferença!
Mas e a tristeza? E a Tristeza do Mundo, hein, Ekram? “Israelenses e Palestinos sabem disso e até poderiam chegar a um termo se não houvesse tantos “bem intencionados” aliados em ambos os lados. Os EUA, por exemplo, estão apoiando esse ataque massivo dos F-16 sobre Gaza. A Rússia e a França condenaram e jogaram a responsa para a ONU, que todos sabem que não significa nada. A ONU é o espantalho no milharal.” Pois é. Sou incurável mesmo e acho que a merda da ONU só serve mesmo pra congestionar o trânsito aqui na primeira avenida. Mas, Sandra, por exemplo, responde…”Quanto a comparar fanatismo religioso com narcotráfico, depende. Se alguém quiser jejuar durante um dia inteiro ajoelhado no milho, tudo bem. Mas terrorismo? Pior: funciona? Veja o que funcionou, e quem fez diferença: Martin Luther King, Ghandi,… O Hamas não fala em nome dos mulçumanos, assim como o narcotráfico não fala em nome dos morros. Você daria a guarda de seus filhos a alguém que convence crianças a amarrar explosivos no corpo? Acha que eles vão parar se Israel não responder aos ataques? Foi o que aconteceu com todas as outras organizações terroristas? Quando pararam de brigar com Israel, brigaram entre si, e tornaram um inferno a vida das pessoas que diziam proteger.
Nina, uma criança que mata um bicho não necessariamente o fará depois de adulto, mas, se o fizer, se, para ela, a crueldade continuar sendo uma coisa normal, ela deve deixar o convívio da sociedade. Não somos obrigados a sofrer nas mãos de pessoas assim.”
Ótimo. Todos os argumentos são ótimos. Justamente por isso, homens, mulheres e crianças brigam, lutam e se matam: o esporte que nao cessa nunca: OLIMPÍADA. A Tocha que não se apaga! Lindo nao é?
Não vamos fazer o jogo aqui dessa hipocrisia! “ai que horror! Ai que coisa triste! E tal” Sabemos exatamente o ser VIOLENTO que temos dentro de nós. Como? Não ouvi direito! Você não entendeu essa última frase? Então seja mais um tolo e pegue toda a sua fortuna e entre no coro dos imbecis e berre: “que horror! Que coisa de louco (silêncio –pausa de 5 segundos , coisa de Harold Pinter)…..e jogue seu dinheiro ou sua arma predileta nos patifes como Bernard Maddof.
E FELIZ ANO VELHO como já disse um amigo meu, que hoje está…
Gerald Thomas
Autor: gthomas - Categoria(s): Sem categoria
Tags: AL QAEDA, Andy Warhol, Beckett, Bernard Maddof, CNN, Faixa de Gaza, França, Freud, Garcia Marquez, Ghandi, Hamas, Harold Pinter, Hesbolah, Israel, José Saramago, Marco Nanini, Martin Luther King, Nobel, olimpíadas, ONU, Rússia, Slobodan Milosvec, terrorismo