18/05/2009 - 07:52



Londres- A BBC mostra uma reportagem sobre o Exército Iraniano que luta contra os traficantes do Afeganistão, que trazem heroína através dessa fronteira. Parece ser essa a maior guerra contra o narcotráfico no mundo! Será? Mais uma vez estou diante de fatos produzidos ou reproduzidos pela mídia (parte do artigo anterior, aqui embaixo). Será essa guerra “contra as drogas” maior do que a da… (bem, vocês sabem o que estou pensando. E se não sabem, deveriam saber)?
Recessão: Um dos mais revolucionários e inovadores de todos os tempos, EVER, John Cage, tem uma peça para piano que se chama “SILENCE”. E, nessa peça, um pianista (o original, David Tudor) sentava ao “piano temperado” (uma invenção de Cage, se não me engano), e NADA fazia, por 14 minutos.
Bem, recessão econômica pode ser vista dessa maneira. Algo acontece, sim. Mas nada acontece. Digo, algo acontece, sim. Existe o instrumento, existe um músico e até uma partitura. Existe até uma expectativa enorme de música no ar, mas o que se ouve nada mais é do que um enorme RUÍDO do que habitualmente chamamos de silêncio. Cage compôs isso na década de 50, depois de várias recessões econômicas e artísticas. Depois de uma falência múltipla de órgãos ou valores ideológicos. Fim da Segunda Grande Guerra. Início do Sonho Americano, início de um grande fim. Qual fim?
Aquele que, ao mesmo tempo, Beckett descrevia em seu deserto em “Esperando Godot”. Uma entidade que não vinha. Uma promessa que não chegava.
Até hoje nos sentimos incomodados com a partitura de Cage. Até hoje nos sentimos incomodados com a “partitura dramática” de Beckett com as montagens recentes da Broadway e daqui, do West End. É visível o quanto o “grande público” ainda não está preparado pra “entender” Beckett. Então, “Esperando Godot” é aplaudido por uma platéia que, na verdade, se incomodou com os silêncios RUIDOSOS deixados nas entrelinhas não ditas ou malditas entre Didi e Estragon, ou nos geniais monólogos de Lucky.
Não queremos entender o vazio. Não estamos preparados pra ele. Portanto, a mídia nos enche de ervilhas. Essa reportagem da BBC, assim como ver a foto do jogador Ronaldo em plena capa do respeitoso jornal paulistano em pleno sábado (não é mais só a foto do GOL nas segundas, agora tem jogador na capa, também aos sábados, brasileiros!!!), me deixa um tanto quanto receoso quanto a tentar explicar o inexplicável: “um dia não terei mais nada a declarar”. Sim, um dia, nós não teremos mais nada a declarar.
Estaremos MUDOS diante das conflitantes e concomitantes notícias: nada prova nada. Jura? O exército iraniano? Mas justamente esse Irã que tanto ostracisam???? Caramba! “Sim”, diz um oficial da armada contra as drogas iraniano, “o mundo ocidental nos deve muito, já que um saco desses, nas ruas de NY ou de Londres, custa 80 mil dólares! Mas não nos dão um tostão porque acham que estarão armando o Exercito Iraniano”. Pois é. Está posto o dilema!
Está estabelecido o conflito, como dizia um personagem a outro em “Electra Com Creta!” Ah, os tempos! Como passam…
NADA A DECLARAR:
Temos o instrumento. Temos a partitura. Vemos o que vemos. Mas o que enxergamos? As guerras – apesar de serem aristotelicamente explicáveis e perfeitamente lógicas (se justificadas por um lado ou pelo outro) – não passam de encenações sangrentas e que devoram milhões de almas. Milhões. Não fazem NENHUM SENTIDO. NENHUM.
Me perdoem por não fazer sentido nesse texto. Mas é como estou hoje. Sinto-me como uma massa, como uma pasta, irregular, inexplicável, triste, vazia, ruidosa, sem nada a declarar e, no entanto, querendo dizer tanta, mas tanta coisa e… sem conseguir dizê-lo.
Mas não sou John Cage: não consigo (ainda) criar um espetáculo no qual alguém senta e NADA toca por 14 minutos. Meu recorde foi em M.O.R.T.E. (Movimentos Obsessivos e Redundantes pra Tanta Estética) em que eu coloquei os atores em posição de total estática, rígidos como estátuas de sal e acendi as luzes da platéia, por 7 minutos. Mas isso foi em 1990. Quarenta anos depois de Cage.
Estou morto.
Me perdoem, não tenho nada a declarar.
Gerald Thomas
(Na edição: O Vampiro de Curitiba)
Autor: gthomas - Categoria(s): artigos
Tags: Afeganistão, BBC, Beckett, Brodway, DAVID TUDOR, drogas, Electra Com Creta, Esperando Godot, EXÉRCITO IRANIANO, Gerald Thomas, John Cage, Londres, M.O.R.T.E., midia, MONÓLOGOS DE LUCKY, NARCOTRÁFICO, recessão, SEGUNDA GUERRA, SILENCE, SONHO AMERICANO, TRÁFICO, West End
26/09/2008 - 11:48
Samba Final
(Estou cego de verdade)
Miami- South Beach.
Quando quero dar um pulo para fora de mim mesmo e ver o mundo de fora, venho para cá. Por quê? Porque Miami não existe! Amo essa milha e meia do Ocean Drive, aqui no Art Deco District.
Amo essa total liberdade de TUDO num dos estados mais conservadores. E fiz questão de fazê-lo, a poucas semanas das eleições, justamente na noite ou no dia em que, AFINAL, teremos o tal debate entre McCain e Obama, do qual o primeiro tentou escapar.
Ontem, na Casa Branca, McCain deferia qualquer pergunta a seu financial advisor. Obama foi lá, convocado por Bush, o que eu também acho um absurdo. Mas á essas alturas o que eu não acho um absurdo? Só falta o Hugo Chavez aparecer aqui em Miami e dirigir um táxi! Enfim, Obama laid out. Como se fala? COLOCOU seu plano durante 40 mintutos.
McCain Calado.
A CNN capitalizou: eles levarão o debate para as TVs do mundo e não mais somente à ABC.
SINFONIA dos DES-DITOS 3
Capa do New York Times de hoje, vista de Miami, é muito engraçada. Aqui, do meio de las putchas, do meio desse caos fantástico que amo, mi-amo, e onde a mansão de Versace virou um private hotel (o que será um “private hotel”? Hummmm…), a foto de Obama e McCain andando PARECEM meia ABBEY Road, ou seja, Half Beatles.
Já que só restam dois deles mesmo, será que a semiologia está implícita?
Paul MacCartney
Ringo
John (McCain)
Barack
Eles não estão andando numa “zebra Crossing” e nem estão em West Hampstead ou em Kilburn ou sequer estão no mesmo lugar. Mas me faz pensar.
Me faz pensar que há 20 anos atrás, quando meus nervos não estavam tão a flor da pele ainda, mas a pele recebia mais flores do que hoje… eu escrevi e montei um espetáculo chamado “Movimentos Obsessivos e Redundantes para Tanta Estética”: M.O.R.T.E.
Bete Coelho, Damasceno e Edílson Botelho, e um enorme elenco de brasileiros, levaram ele para o mundo. Até para Taormina fomos, Zurich e o escambau, fomos.
Ele era uma homenagem àquele que amarra e sufoca TUDO, embrulha tudo como se fosse um PACOTE, o artista Christo. E, dentro da peça, o personagem principal ouvia um relógio tic- tac dentro de um outro ser grávido. Era um homem- bomba quando ainda não tínhamos homens-bomba, que horror! Esse personagem principal (na primeira versão, Bete Coelho, segunda, Edi Botelho), era um escultor que não conseguia esculpir. Por quê? Porque as pedras em que tinham que esculpir já estavam embrulhadas por pano pelo CHRISTO, o embrulhador.
Paralelo com a política, total!
Paralelo com Hamlet, total: todos os personagens eram Hamlet, Ofélia, etc.
Aqui vai, de MIAMI (lembrado por Marina Salomon), o trecho final, o SAMBA FINAL que encerrava o espetáculo:
“Quem faria isso comigo?
Olhe fundo nos meus olhos e diga!
Aqui? Um universo?
Os de cima, os de baixo?
Os menores erros… EU DISSE
Os menores erros EU DISSE
EU DISSE!
LUZ!
SOM!
Palavras!
Mas do que valem?
Nossos poetas estão mortos
Nossa musica não tem heroísmo
Nos não temos corpos, somos fracos, somos rasos
Nossos casos, moribundos.
Julgamentos: cada caso, um acaso.
Nossa obra, uma obra do acaso total.
CLAMO!
EU DISSE
CLAMO!
Que me acordem se eu estiver dormindo
Minha angustia, meu espírito!
CONVOCO!
EU DISSE!
CONVOCO!
Uma NOVA geração de criadores!
Que se afunilem
E que se intoxiquem
E ouçam os lamentos das cidades!
Que se estrangulem, mas achem a geometria das cidades!
CONVOCO!
EU Disse. Convoco. Um novo Parangolé Brasileiro!
E Que chova sobre a NOSSA POESIA!”
.
Não faço mais teatro. Faço ópera. Ópera seca. Há anos digo isso e há anos faço isso. Só que agora mais do que nunca.
Estou constrangido pela falta de pensadores no mundo. Constrangido pela falta de loucos, obcecados, visionários. Parece que só existem os políticos e os que entretém os políticos com shows ou com consentimento. O nojo nacional é, antes de mais nada, um nojo cultural. E não adianta centralizar informação e distribuir verba. Isso vira FBI sangrento e burocrático e, para minha infelicidade, não parece mais ópera.
M.O.R.T.E.
(Movimentos Obsessivos e Redundantes pra Tanta Estética), há mais ou menos vinte anos.
Desabafo – espetáculo de Gerald Thomas com a Cia. de Ópera Seca de 1990, endossado em South Beach em Sept 2008.
(Na edição, O Vampiro de Curitiba)
PRATICAMENTE ACABOU O DEBATE: DEPOIS COMENTO: TÉCNICAS BÁSICAS DE DEBATE: McCAIN: EU ESTIVE MAIS TEMPO AQUI. EU CONHEÇO AS TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS MELHOR MEU FILHO, GAROTO, “O QUE O GAROTO (OBAMA) NAO PARECE QUERER ENTENTER (what the Senator doesn’t seem to be able to understand) over and over and over.
ESSA É A TATICA
NÃO OLHAR NUNCA NOS OLHOS DE OBAMA
RIR SEMPRE NA HORA DA RESPOSTA DO OUTRO
É ISSO
SERÁ ISSO
E PROVAVELMENTE SERÁ ELEITO
FALO DE McCAIN, o Quarto Beatle. Não falou dos Weapons For Mass Destructions no Iraq que não existiam, não falou do massive tax break pra elite, não falou que o Irã era mais enfraquecido com a presença de Saddam Hussein.
SÓ TEM UM PROBLEMA: MCCAIN ESTÁ AQUI HÁ MAIS TEMPO, SIM!
MCCAIN ASSINOU MAIS ACORDOS SIM!
E JUSTAMENTE POR ISSO
JUSTAMENTE PORQUE FEZ ISSO E AQUILO
JUSTAMENTE PORQUE CONHECE AS ENTRANHAS DOS MECANISMOS
É QUE ESTAMOS NA MERDA EM QUE ESTAMOS!
É QUE ESTAMOS NA MERDA EM QUE ESTAMOS!
É QUE ESTAMOS NA MERDA EM QUE ESTAMOS!
Mas é assim!
Chega!
GT
Do New York Times de sábado:
The two men met for 90 minutes against the backdrop of the nation’s worst financial crisis since the Great Depression and intensive negotiations in Congress over a $700 billion bailout plan for Wall Street.
Despite repeated prodding, Mr. McCain and Mr. Obama refused to point to any major adjustments they would need to make to their governing agendas — like scaling back promised tax reductions or spending programs — to accommodate what both men said could be very tough economic times for the next president.
For the first 40 minutes, Mr. Obama repeatedly sought to link Mr. McCain to President Bush, and suggested that it was policies of excessive deregulation that led to the financial crisis and mounting economic problems the nation faces now.
“We also have to recognize that this is a final verdict on eight years of failed economic policies promoted by George Bush, supported by Senator McCain — the theory that basically says that we can shred regulations and consumer protections and give more and more to the most and somehow prosperity will trickle down,” Mr. Obama said. “It hasn’t worked and I think that the fundamentals of the economy have to be measured by whether or not the middle class is getting a fair shake.”
Mr. McCain became more animated during the second part of the debate, when it shifted to the advertised topic: foreign policy and national security. The two men offered strong and fundamentally different arguments about the wisdom of going to war against Iraq — which Mr. McCain supported and Mr. Obama opposed — as well as how to deal with Iran.
More than anything, Mr. McCain seemed intent on presenting Mr. Obama as green and inexperienced, a risky choice during a difficult time. Again and again, sounding almost like a professor talking down to a new student, he talked about having to explain foreign policy to Mr. Obama and repeatedly invoked his 30 years of history on national security (even though Mr. McCain, in the kind of misstep that no doubt would have been used by Republicans against Mr. Obama, mangled the name of the Iranian president, Mahmoud Ahmadinejad, and he stumbled over the name of Pakistan’s newly inaugurated president, calling him “Qadari.” His name is actually Asif Ali Zardari.).
PS. do Vamp: Sobre o ocorrido: Um vagabundo entrou com nicks de outras pessoas e postou comentários em nome das mesmas. Todos sabemos quem é o vagabundo. Aqueles que deram o e-mail para o vagabundo terão que mandar um e-mail diferente para o Gerald e só comentar aqui no Blog com o e-mail novo. É o preço a pagar por não saberem escolher amizades. Quanto ao vagabundo: Eu sei quem é ele. Ele sabe que eu sei. Eu sei onde encontrá-lo. Ele não imagina quem eu seja. O mundo dá voltas, mas é na reta que resolvemos nossas diferenças. Não hoje, não amanhã, mas resolvemos!
Autor: gthomas - Categoria(s): artigos
Tags: "Movimentos Obsessivos e Redundantes pra Tanta Estética, "Sinfonia dos Des-Ditos, Beatles, Bete Coelho, Casa Branca Sout Beach, Christo, Cia Opera Seca, CNN, Damasceno, Desabafo-espetáculo, Edi Botelho, EUA, FBI, Gerald Thomas, Hamlet, homens-bomba, M.O.R.T.E., Marina Salomon, McCain, Miami, New York Times, Obama, Ofélia, Poesia, teatro, Versace, West Hampsted
15/07/2008 - 16:33
BlogNovela – parte 10 TRAGÉDIA!
Alguém entra no quarto. O autor não presta atenção, mas a porta abre lentamente. Uma sombra de figura aparece e pára na Franca Rame da porta. O que foi que eu disse? Franca Rame? Moldura, óbvio. Que bobagem. Moldura da porta. A porta não passa de uma pintura híper realista.
Nesse momento acontece algo inédito. Não, inédito não. Autor e narrador se confundem, ou melhor se fundem e viram uma só pessoa. Assim como no parágrafo acima, o narrador se “entrega” e diz “O que foi que EU disse?”
Pronto. A BlogNovela chega a um ponto crucial. Narrador e personagem jamais podem ser vistos juntos assim como Clarke Kent e Superman ou Lula e o autista, digo, artista da esquina. Assim, ao abrir da porta, o autor se dá conta de que, além do enorme clarão de luz, um ser muitíssimo estranho estava lá de pé. Digo estranho e de pé. Plantado lá, e ainda assim, e de pé. O autor no chão, como numa câmara de tortura, dias sem luz e água, num chão de cimento, incomunicado e incomunicável no pior estilo Guantanamo, e já sendo procurado pelos seus blogueiros e pela Amnesty International, Human Rights Watch e Red Cross International, a figura de pé finalmente diz alguma coisa.
F - Era que…
Autor – Como?
F - Era que….
Autor – Desculpa, mas…..está escuro, molhado, digo….úmido, digo, húmido, quente, essa fumaça e eu não esperava…
F – Eu queria te dizer que vim aqui assinar…
Autor – Assassinar?
F- Assinar. Papel. Soltura. Habeas Corpus. Estou aqui para…
Autor – Vem, deita aqui do meu lado. Tô carente, nu, molhado….vem.
F- Sou Juiz dos Céus!. Pára com isso! Os papéis estão aqui (faz sinal de comando pros guardas)
O autor é carregado pra fora da cela. Dão um rápido banho nele. Devolvem-lhe o terno, gravatas de Sobel, e ainda ganha um sapato da Prada.
Autor – Foi a Franca Rame? Foi O Dario Fo?
F- Não, foi o Supremo. Foi o Reino Supremo de Deus. Aqui não queremos prender ninguém. Você é poderoso. Têm as costas e os membros duros e quentes. Sabe muita coisa. Sabe quem é Franca Rame e Dario Fo, Pirandello e outros italianos que escrevem ou escreviam. Pronto, aqui estão os teus papéis querido: pega o primeiro avião. Estás solto. Não tem mais problema. Ninguém mais te põe a mão.
Autor – Mas e essa investigação, esse sofrimento, há quatro anos? Eu morria de medo, entende? Por isso me meti na tal. Não, Natal não, na tal da BlogNovela…pra tentar desaparecer..
F – Não se preocupe. Aqui é assim. Preferimos Hamlet ou melhor, Fortimbras, o braço forte de Shakespeare, seu contraregra, seu ítalo/brasileiro, BRAS, isso lá em 1500 e caquerada…e o resto é silencio! Se, por acaso alguém te ameaçar de novo, tem problema não (tosse!)
Autor – Saúde!
F- Sei lá, preciso cuidar da saúde. Mantive uma curiosa relação com um transex….Esquece. Demos um jeito naquilo, naquela também. Introduzi os bombons de licor!
Autor – Aquela traveca com o bafômetro foi o Senhor?
F – Temos as nossas Listerines, não é?. Vá. Vá pra casa e defenda os seus opportunities meu filho.
Autor e F se despedem. Assim, como no pior estilo de um filme pulp, o autor atravessa uma longa pista de aerporto coberta de fog. Ainda olha pra trás pra ver se Ingrid Bergman o está seguindo para chamá-lo de volta. Mas percebe que a cena está invertida. O jatinho hoje é moderno e não estão em Casablanca. O triste tema “A Dream is just is just a dream” não lhe sai da cabeça enquanto pensa “eu sou livre” e “He’s looking at you kid”. Mas livre do quê? E todos os meus amigos? Todos aqueles amigos do Blog com quem eu queria montar M.O.R.T.E. versão 3?
Ainda do alto da escada no jatinho, o autor acena para o juiz e percebe que terá o restos de seus dias SOZINHO, mesmo que em liberdade.
O avião decola. Algumas pessoas assistem e notam um logo estranho, novo na cauda do avião: “DantasAir/ Devine Comedy”
Minutos apos a decolagem, ouve-se uma enorme explosão. FLASH and CRASH!!!!
No rádio e na TV os rumores são de que o autor, finalmente, conseguiu montar seu M.O.R.T.E. finalmente na mais santa impunidade e seguindo a regra sagrada do país que ama, onde roubar ainda é uma arte sagrada quando se faz parte de uma elite intocável.
Ensaio de FIM
Autor: gthomas - Categoria(s): BlogNovela
Tags: Bafômetro, BlogNovela, Bras, Casablanca, Clarke Kent, Dario Fo, FLASH and CRASH, Franca Rame, habeas corpus, Hamlet, M.O.R.T.E., Shakespeare, STF, Supremo Tribunal Federal