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	<title>Gerald Thomas &#187; MICHAEL JACKSON</title>
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		<title>Minha &#8220;INDEPENDÊNCIA OU MORTE&#8221; -TUDO A DECLARAR – “It’s a Long Goodbye”</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 12:05:22 +0000</pubDate>
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New York &#8211; Meus queridos, cheguei num ponto crucial da minha vida. O MAIS crucial até hoje. Um asterisco. Aliás, já estou nele há algum tempo e percebo que não adianta resmungar pra cima e pra baixo. Finalmente tomei uma decisão. 
“Transformar o mundo: acordar todos os dias e transformar o mundo”, dizia a voz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center">
<p style="text-align: center"><a href="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/09/urna.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-10156 aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/09/urna.jpg" alt="" width="226" height="260" /></a></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">New York</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> &#8211; Meus queridos, cheguei num ponto crucial da minha vida. O MAIS crucial até hoje. Um asterisco. Aliás, já estou nele há algum tempo e percebo que não adianta resmungar pra cima e pra baixo. Finalmente tomei uma decisão. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">“<strong>Transformar o mundo: acordar todos os dias e transformar o mundo</strong>”, dizia a voz de Julian Beck (quem eu dirigi e com quem aprendi tanta coisa). Eu tinha uma vaga noção das coisas. Não  encontro mais nenhuma. Eu tinha uma fantasia. Não a encontro mais. Só encontro aquele auto-retrato de Rembrandt me olhando, ele aos 55, eu aos 55,  um num tempo, o outro no outro, como se um quisesse dizer pro outro: o TEU “renascentismo” acabou: Você morreu. Morri?</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">I can’t go on. And I won’t go on.</span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Beckett, que é o meu universo mais próximo, diria “<strong>but I’ll go</strong> <strong>on</strong>”. Sim, existia uma necessidade de se continuar. Mas olho em volta e me pergunto: Continuar o quê? Não há muito o que continuar.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Minha vida nos palcos acabou</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">. Acabou porque eu determinei que os tempos de hoje não refletem teatro e vice-versa. Também não estou a fim de criar o iTheatro, assim como o iPhone ou o iPod. A miniatura e o “self satistaction” cabem muito bem na decadência criativa de hoje. Mas, se formos analisar o último filme ou CD de fulano de tal, ou a última coreografia de não sei quem, veremos que tudo é uma mera repetição medíocre e menor de algo que já teve um gosto bom e novo.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Claro, minha opção dramatúrgica sempre foi escura, sempre foi dark, se assim querem. De Beckett e Kafka aos meus próprios pesadelos, que um crítico do New York Times disse que eu ”<strong>usava a platéia como meu terapeuta</strong>”. Até que coloquei Freud como sujeito principal da ópera “Tristão e Isolda” no Municipal do Rio. Acho que o resultado todo mundo conhece. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">É estranho. Até 2003, 2005 talvez, ainda fazia sentido colocar coisas em cena. Sinceramente não sei descrever o que mudou. Mas mudou.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Claro que somos seres políticos. Mas isso não quer dizer que nossa obsessão ou a nossa única atenção tenha que ser A política. Ao contrário. A arte existe, ou existia, justamente para fazer pontes, metáforas, analogias entre a condição  e fantasia do ser humano de hoje e de outras eras e horas.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Daniel Barenboim</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">, que nasceu Argentino mas é cidadão do mundo (um dos músicos mais brilhantes do mundo), e cidadão Israelense, achou uma forma de aplicar sua arte na prática. Ele tenta, desde 2004, “provocar”, através da música, a paz entre palestinos e israelenses. Fez um lindíssimo discurso ao receber o prêmio “Wolf” no Knesset Israelense dizendo que sua vida era somente validada pela música que ele conseguia construir com jovens músicos palestinos (presos, confinados – justamente na época em que Israel construía um Muro de separação) e jovens músicos israelenses. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Não sou tão  genial quanto Daniel Barenboim e construir uma peça de teatro é muito mais difícil que abrir partituras de um, digamos, Shostakovich ou Tchaicovski, e colocar a orquestra pra tocar.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">AMNÉSIA TEMPORÁRIA</span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Um trecho de uma sinopse, por exemplo, que escrevi quando os tempos ainda se mostravam propícios:</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">“E em Terra em Trânsito, uma óbvia homenagem a Glauber, uma soprano só consegue se libertar de sua clausura entrando em delírios, conversando com um cisne fálico, judeu anti-sionista, depois de ouvir pelo rádio um discurso do falecido Paulo Francis sobre o que seria a verdadeira forma de “patriotismo”. O cisne (cinismo) sempre a traz de volta a lembranças: “Ah, você me lembra os silêncios  nas peças de Harold Pinter! Não são  psicológicos. Mas é que o sistema nacional de saúde  da Grã-Bretanha está em tal estado de declínio que os médicos estão  a receitar qualquer substância, mineral ou não mineral, que as pessoas ficam lá, assim, petrificadas… cheirando umas às outras&#8230;” </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><em><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Essa “petrificação” que a sinopse descreve, acabou me pegando. </span></em><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">“Os dois espetáculos (Terra em Trânsito e Rainha Mentira), são  uma homenagem à cultura teatral e operística aos mortos pelos regimes autoritários/ditaduras”. </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></strong><em><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Serão mesmo? Homenagens?  Não, não são. Quando escrevo um espetáculo, escrevo e enceno o que tenho que encenar. Não penso em homenagens.</span></em><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">“Mais do que nunca eu acredito que somente através  da arte o ser humano voltará a ter uma consciência do que está fazendo nesse planeta e de seu ínfimo tamanho perante a esse imenso universo: ambas as peças  se encontram em “Liebestod”, a última ária de “Tristão  e Isolda”, onde o amor somente é possível através  da morte e vice-versa.  No enterro da minha mãe, ao qual eu não fui (por pura covardia) uma carta foi lida (mas ela é lida  na cena final de &#8220;Rainha Mentira&#8221;), que presta homenagem aos seres desse planeta que foram, de uma forma ou outra, desterrados, desaparecidos, torturados ou são  simplesmente o resultado de uma vida torta, psicologicamente torta, desde o início torta e curva, onde nenhuma linha reta foi, de fato, reta, onde as portas somente se fechavam  e onde tudo era sempre uma clausura e tudo era sempre proibido e sempre trancado. Então, a tal homenagem se torna real, através da ficção da vida do palco”. </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><em><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Pulo pra outro trecho, lá no fim do programa. </span></em></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">“Essa xícara esparramada nessa vitrine desse sex shop em Munique era um símbolo que Beckett não ignoraria e não esqueceria jamais. Eu também não. Sejam bem vindos a tudo aquilo que transborda. ” </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Por que coloquei esse trecho de programa ai? Não sei dizer. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Liberdade poética pura ou pura liberdade poética. Ou chateação mesmo! Talvez seja um indicador do quanto estou perdido no que QUERO DIZER e ONDE QUERO CHEGAR.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Tenho que sair por aí pra redescobrir quem eu sou.</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> Talvez nunca venha a descobrir. Posso estar vivendo uma enorme ilusão. Mas não me custa tentar. Virei escravo de um computador e virei escravo de uma agenda política imediata da qual não faço  parte. Tenho uma imensa cultura histórica. Imensa. Tão grande que a política de hoje raramente me interessa. Sim, claro, Obama. Mil vezes Obama. Mas Obama afeta o mundo inteiro. Mais eu não quero dizer.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Tenho que sair por aí pra redescobrir quem eu sou.</span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">(<em>nota rápida: acabo de ver o que resta do The Who, Daltrey e Townsend, no programa do Jools Holland: não tem jeito: nenhuma banda de hoje tem identidade MESMO! A garotada babava! E era pra babar mesmo!)</em></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Sabem? Vale sempre repetir. Fui criado na sombra do holocausto entre os pingos de Pollock e os “ready mades” de Duchamp e os rabiscos do Steinberg. Isso o <strong>Ivan Serpa</strong> e o <strong>Ziraldo</strong> me ensinaram muitíssimo cedo na vida.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">E&#8230; Haroldo de Campos</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Meu Deus! O quanto eu devo a ele! Não somente o fato dele ter sido o curador dos livros que a Editora Perspectiva lançou a meu respeito mas&#8230; a convivência! E que convivência! E a amizade. Indescritível como o mundo ficou mais chato e menos redondo no dia em que ele morreu. E ele morreu na estréia do meu “Tristão e Isolda” no Municipal do Rio. Haroldo não somente entendia a minha obra, como escrevia sobre ela, traçava paralelos com outros autores e criava, transcriava a partir do meu trabalho. A honra que isso foi não tem paralelos. Por que a honra? Porque Haroldo era meu ídolo desde a minha adolescência. O mero fato de “<strong>Eletra ComCreta”</strong> se chamar assim, era uma homenagem aos concretistas. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Mas ele só veio aparecer na minha vida na “<strong>Trilogia Kafka”</strong>, em 1987. Eu simplesmente não acreditei quando ele entrou naquele subterrâneo do Teatro Ruth Escobar.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Nem mesmo a convivência com <strong>Helio Oiticica</strong> foi uma coisa tão forte e duradoura.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Não posso e não vou nomear todas as grandes influências da minha vida. Daria mais que um catálogo telefônico. Já bato nessa tecla faz um tempo. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Philip Glass</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> dá uma graciosa e hilária entrevista a meu respeito (<a href="http://www.vimeo.com/2988089" target="_blank"><span style="color: #0066cc">http://www.vimeo.com/2988089</span></a>). Dura uns 20 minutos. Nela, ele sintetiza, como se num improviso, tudo aquilo que os scholars e os críticos não conseguem dizer ou tentam dizer com oito mil palavras por parágrafo! Essa entrevista também está no <a href="http://www.geraldthomas.com/" target="_blank"><span style="color: #0066cc">www.geraldthomas.com</span></a> ou aqui em vídeos, no blog.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Meu pai</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> me fazia ouvir Beethoven numa RCA Victor enorme que tínhamos. E eu, aos prantos, com a Pastoral (a sexta sinfonia) desenhava, desenhava essas coisas que, décadas mais tarde (na biblioteca do Museu Britânico) iam virando projetos de teatro. Hoje, com mais de 80 “coisas” montadas nos palcos do mundo, olho pra trás e o que vejo? </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Vejo pouco. Vejo um mundo nivelado por uma culturazinha de merda, por twitters que nada dizem. Vejo pessoas sem a MENOR noção do que já houve e que se empolgam por besteiras. Nem bandas ou grupos de músicas inovadoras existem: vivemos num looping dentro da cabeça de alguém. Talvez dentro de John Malcovich.  E, ao contrário de Prospero, ele não nos liberta para o novo, mas nos condena pro velho e o gasto! Até a China tem a cara do Ocidente. Ou então nos antecipamos e nós é que temos a cara da China, já que tudo aqui é “made in China”.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Sim, encontrei <strong>Samuel Beckett</strong>, montei seus textos, encontrei um monte de gente que, quem ainda não viu, não sabe ou não leu – vá no <a href="http://www.geraldthomas.com/" target="_blank"><span style="color: #0066cc">www.geraldthomas.com</span></a> e se depare com o meu universo.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">E gostaria muitíssimo que vocês entendessem o seguinte: quando comecei minha carreira teatral, a vida, a cena aqui no East Village era “efervescente”. Tínhamos o <strong>Village Voice</strong> e o <strong>SoHo News</strong> pra nos apoiar intelectualmente. A “cena” daqui era multifacetada. Eram dezenas de companhias, desde aquelas sediadas no La MaMa, ou no PS122, ou em porões, ou em Lofts ou em garagens, ou aquelas que o BAM importava, <strong>mas era tudo uma NOVA criação</strong>. <strong>Era o</strong> <strong>exercício do experimentalismo</strong>. Do risco.  E os críticos, assim como os ensaístas, nos davam páginas de apoio.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Além do mais, a minha geração não INVENTOU nada</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">. Somente levou aquilo que (frutos de Artaud, Julian e Grotowski), como Bob Wilson, <strong>Pina Bausch</strong>, Victor Garcia, <strong>Peter Brook, Peter Stein e Richard Foreman e Ellen Stewart</strong>, etc., haviam colocado em cena. Faço parte de uma geração de “colagistas” (se é que essa palavra existe). Simplesmente “levamos pra frente, com alguns toques pessoais” o que a geração anterior nos tinha dado na bandeja. Mas quem sofreu foram eles. Digo, a revolução foi de Artaud e não da minha geração..</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Portanto, minha geração não fará parte da HISTÓRIA. Óbvio que digo isso com enorme tristeza. Nada fizemos, além de tocarmos o barco e ornamentarmos ele.<strong> </strong></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Ah, hoje o Village Voice está reduzido a um jornal de sex ads. Sobre os teatros eu prefiro não falar. Quanto aos grupos, 99 por cento deles, não existem mais e nem foram trocados por outros. Só se vê pastiche. É o mesmo que no mundo da música: é o mesmo bate-estaca em tudo que é lugar.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Esse universo está menor que aquele que Kepler ou Copernico ou Galileu descobriram. O Wooster Group aqui fechou suas portas. Muitas companhias de teatro daqui e da Europa fecharam suas portas. E poucos jovens sabem quem é Peter Brook. Esse ano perdemos Pina Bausch e Merce Cunningham e Bob Wilson, o Último Guerreiro de pé, inexplicavelmente, viaja com uma peça medíocre: “<strong>Quartett” </strong>de Heiner Mueller, que eu mesmo tive o desprazer de estrear aqui nos Estados Unidos (com George Bartenieff e Crystal Field) e no Brasil com Tonia Carreiro e Sergio Britto nos anos 80. Heiner Mueller é perda de tempo.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">E Wilson está tendo enormes dificuldades em manter  seu complexo experimental em Watermill, Long Island, aqui perto, que habilitava jovens do mundo a virem montar mini espetáculos e conviver e trocar idéias com seus pares de outros países.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Sim, o tempo semi-acabou.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Mas somente parte desse tempo acabou. E o problema é meu. Como disse antes: <strong>vou tentar sair por aí pra redescobrir quem eu sou.</strong></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Mas vai ser difícil. Sou daqueles que viu a <strong>Tower Records</strong> abir a loja aqui na Broadway com Rua 4. Hoje a Tower se foi e até a <strong>Virgin,</strong> que  destruiu a Tower, também se foi e está com tapumes  cobrindo-a lá em Union Square. Parece analogia pra um 11 de Setembro? Não, não é. Falo somente de mega lojas de Cds.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Tive a sorte de seguir as carreiras de pessoas brilhantes, ver Hendrix de perto, ou Led Zeppelin, ou dirigir Richard Wagner, e estar na linha de cuspe de Michael Jackson e de assistir ao vivo o nascimento da televisão a cabo, da CNN, da internet, dos emails pra lá e pra cá. Deram-me presentes lindos como grande parte das óperas que dirigi nos melhores palcos das casas de Ópera da Europa.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">São muitas fantasias que a depressão  não deixa mais transparecer. E o que é a arte sem a fantasia, sem o artifício? É o mesmo que o samba sem o surdo e a cuíca! Fica algo torto ou levemente aleijado.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Não, não estou indo embora. Anatole Rosenfeld escreveu: </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">&#8220;<em>O teatro é  mais antigo que a literatura e não depende dela. Há teatros que não se baseiam em textos literários. Segundo etnólogos, os pigmeus possuem um teatro extraordinário, que não tem texto. Representam a agonia de um elefante com uma imitação perfeita, com verdadeira arte no desempenho. Usam algumas palavras, obedecendo à tradição oral, mas não há texto ou literatura.</em></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><em><span style="color: #444444;font-size: 14pt">No improviso também há tradição.”</span></em><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Perdi meu improviso. Sim, perdi a vontade de improvisar. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Vou fazer um enorme esforço em me ver de volta, seja via aqueles olhos de Rembrandt ou uma fatia do Tubarão de Damien Hirst. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Óbvio que – na eventual possibilidade de um acontecimento real – eu reapareço por aqui com textos, imagens, etc. Também sem acontecimentos. Pode ser que eu me encontre no meio da Tunísia, numa tenda de renda, e resolva, a la Paul Bowles escrever algo: surgirá aqui também. Então, o blog permanecerá aberto, se o IG assim o permitir. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Sei que estou no início de uma longa, quase impossível e solitária jornada. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">I’ve had the best theater and opera stages of the world, in more than 15 countries given to me. Yes,  I was given the gift of the Gods. No complaints, whatsoever. It has been a wonderful ride. Really has. Thank you all so very much. Thank you all so very very much.</span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Um breve adeus para vocês!</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">LOVE</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Gerald Thomas, </span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">7 September 2009</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt">______________________________________________________________________________________________________</p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt">
<p class="ecmsonormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 16.2pt"><span style="color: #000080">Partial translation of the beginning (English)</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 16.2pt"><span style="color: #000080"><!--StartFragment--></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="color: #000080">MY INDEPENDENCE DAY: Everything to Declare – it’s a long goodbye</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">New York- Dearest ones: I’ve come to a crucial point in my life. Actually, ‘THE’ most crucial to date. A pedestrian crossing without the white stripes, an “Empty Space” cluttered with junk, an asterisk. I’ve been in it for a while and have realized that moaning and groaning from the cradle to the grave simply doesn’t help. So, I made a decision.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">“<strong>Transform the world: Wake up every morning and change the world</strong>”, a soft voice used to whisper into my ear. It was that of Julian Beck, whom I directed in his final show and from whom I learned so much.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Yes,I used to have a vague idea or notion of things. Yet, I can’t find them anymore. Don’t seem capable of even knowing of where they are any longer. All I can see, eyes open or shut, is that self portrait by Rembrandt , hanging in Amsterdam, staring right at me; he at the age of 55 and I at the same age. Him on one side of a timezone/era as if trying to tell me, or as if WE are trying to tell <strong>one another</strong> that my Renaiscence is over, finished, and that I’m dead. Am I dead?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="color: #000080">I can’t go on. And I won’t go on.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Beckett, the one whose universe I’m so very close to, would have said: “<strong>but I will go on</strong>”. Yes, I do realize the necessity of a continuance, continuity, progression, of a forward movement. However, I look around and ask myself (in less than a subtle way…..”<strong>continue what</strong>?” <strong>if I</strong> <strong>haven’t really started anything</strong>!!!! There isn’t – on my turf (or terminology) that much to be continued.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080"><strong>My life on stage, as such, is finished</strong>. And it is so because I have determined that it has perished. I do not believe that our times reflect theater as a whole (or vice versa) and I certainly don’t have the patience to  create the iTheatre, as if it were the extention of the iPhone or the iPod and so on. These miniatures and gadgets of self satisfaction  do, indeed, fit extremely well the decadent present days of, well, self satisfaction. Pardon me for writing in loops but this is a reflection of the times. Or is it?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">But art and creativity? Not at all. If one were to analize, say, this or that person’s last movie or CD or choreography we’ll only come to realize that it has all become a mere  and smaller repetition of what once had the taste of the new and of the, say, “good”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Of course, it’s known that my dramaturgical option has always been on the dark side. From Beckett to Kafka to my own nightmares…a New York Times critic once wrote “<strong>that I used the</strong> <strong>audience as my therapist”. </strong>So, I decided to opt for putting Freud center stage right in the middle of Tristan in the Rio Opera House. I guess everyone knows what the outcome was.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">What seems strange is that, up to 2003 or, even, 2005, it made sense to put things on stage or to stage pieces. I cannot, for the world, describe with any sort of precision what has changed. But something has.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Of course, needless to say, we are political beings. But this shouldn’t mean that our obsession (as artists) should contain ONE political agenda. Au contraire. If there is something called art, it’s  there precisely to bridge the gaps left over between that which politicians can’t say (or are unable to say) and our need to find ways to survive (by destroying or constructing). Art as metaphor, art as replica, art as illustration or art as protest; art has always required analogies and fantasy between modern man and that of yesteryear.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Daniel Barenboim, who was born Argentinean (but is a citizen of the world) and carries an Israeli passport, found a  way to ‘apply’ his art to the practical, political world. He’s been trying, since 2004, to promote peace between Palestinians and Israelis through music, In his acceptance speech, during the Wolf Prize Cerimony at the Knesset, he said that his life seemed only validated if he could, somehow, liberate those who were confined (Palestinians who were beginning to be surrounded by a WALL built by Israel) and Isrealis alike.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I cannot, would not dare compare myself to Baremboim. But building a theater piece from scratch is far more difficult than opening musical scores and making or motivating an orchestra to play. What we do is ‘original stuff’.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Yeah.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">TEMPORARY LOSS OF MEMORY</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">(allow me to skip a part, please)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I just skipped a part where I quote from a text in a program book of Earth in Trance and Queen Liar. Poetic freedom? Was that it? Or pure boredom? Maybe just a gage or indicator of HOW much I need to tell everyone how LOST I am or where I need to get.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080"><strong>Perhaps I need to get lost for a while in order to find myself again</strong>, as corny as this may sound. I’ve really, seriously lost sense of who I am. No easy thing to say. Yet, I may be living in a bubble of illusion.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I’ve become a slave of this computer and, likewise,  a slave of an immediate political agenda which isn’t even close to my heart, It’s someone else’s, not my own. I do have an enormous knowledge of history. I mean, I am immensely educated in the field of History. Enough so to know that what happens now, today, hardly matters at all, unless one is talking about, say….Obama’s coming to the White House. Well, there’s something!!!!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Yes, I have to get lost in order to find myself again.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">It might be useful to remind you all: I was brought up in the shadows of the Holocaust, amidst drops of paint by Pollock and ‘ready mades’ by Marcel Duchamp….and some drawings and scribbles by Saul Steinberg. I owe this ‘education’, as it were, to two masters: Ivan Serpa and Ziraldo. Both back in Rio.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000080"><!--StartFragment--></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">And there is <strong>Haroldo de Campos</strong>, the inventor of the humans, as Harold Bloom would have put it. Campos is the founder member of the Concrete Poetry movement and my mentor ‘from a distance’ . The guy I always wanted to be. Christ only knows how much I felt when he walked into my theater in 1987 and, later on, curated two books on me, about my work, and wrote, wrote and wrote endless pages about…well…me and my work. Simply unimaginable.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">The world became so much more boring and flat the day he died. And that day happened to have been on the same day when I opened my Tristan at the Rio Opera House. A decade before that I had written one of my first plays, Eletra ComCreta – a play of words in the ‘concrete tradition’ with the myth of Electra and the island of Crete, in the hopes that the poets – Haroldo and his brother Augusto, would storm into the theater. No such luck. It took them, I mean, him (Haroldo de Campos), another year to discover me.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080"><strong>Philip Glass</strong> was kind enough,  gracious enough to grant a wonderful and hilarious interview about me and my work (<a href="http://www.vimeo.com/2988089">http://www.vimeo.com/2988089</a> ). It lasts about 20 minutes and, in it he manages to be funny and brilliant, all at once – as if in a sax solo improv – saying everything (majestically) what scholars and critics have tried but weren’t able to put together in some eight thousand paragraphs, in all these years I’ve been on stage. This Glass interview can also be seen on my site (<a href="http://www.geraldthomas.com">www.geraldthomas.com</a>).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">My father used to place me between two huge loud speakers of a RCA Victor deck  and make me listen to Beethoven. At a very very young age, I’d be in tears, listening to the Pastoral, the 6<sup>th</sup> Symphony – whilst drawing away, almost autistically, on some rough paper, things which, decades later (at the British Museum Reading Room or Library) would become…theater projects.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Today, with over 80 “things” or works having been staged all over the world, I look back and what do I see?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I see little. I see a world flattened by a shitty and mediocre and petty culture (if one can even call it that), punctuated by twitters and facebooks and myspaces and the like, which say little or nothing at all.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I see people without ANY NOTION of what was, of what has been and excited about a much ado of a ridiculously cheap plastic fast food junk overload of info. Yes, that’s what I see? Is there anything I’m missing?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Not even bands or innovative musical groups are there to be seen: it’s all just a bunch of look-alikes of the ones we’ve known for decades: from Hendrix to Zeppelin or The Who and so on.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">It’s almost as if we lived in a sort of looping inside someone else’s nightmarishes head. Contrary to that of Prospero’s head, this one does not liberate us to the ‘new’. It condemns us to the old and used. How nice! Even China looks like the West. Or is that we’ve anticipated ourselves and it’s the other way around: it is us who look like China, since everything we wear and use is made in China.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Yes, I met <strong>Samuel Beckett</strong> (yes, I had this amazing privilege!), staged his prose – some of which, world premiere – in the early eighties. Well, for those who don’t know anything about this period, I urge you to access my site (<a href="http://www.geraldthomas.com">www.geraldthomas.com</a>), and enter my ‘so called’ universe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Why would I want you to enter my universe? Why would I care? Because when I began my theatrical life, life as such, the scene itself was sparkling, glowing with ingenuity and the wonderful taste of the avantgarde. We had the Village Voice and the SoHo News (amongst others) for intellectual support (or debate) and plays were multifaceted: multimedia and so on. Everything from darkness to brand new monitors were growing on stages.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">There were dozens of theater companies, from the ones based at La MaMa, to the Public Theater, or PS122 or in lofts in SoHo or in garages or, even, imports by BAM.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="color: #000080">But it was all new, a NEW, New form of Creation.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-weight: normal"><span style="color: #000080">It was the very exercise of experimentalism, it was all about taking risks. And the critics? Oh yes, just as most scholars, they stood by us and supported what we did. And what was that, you might ask? Well, that was the ‘tradition’ left by Artaud and Brecht and others.<strong>Furthermore, I regret to say that my particular generation did not invent anything</strong>. All we did was to carry on what the previous generation had given to us on a silver platter.</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">They were the ones who suffered. They were the ones who really swallowed the bile and digested the undigestible raw material of defiance (Grotowski, for instance). Yes, I’m talking about <strong>Bob Wilson, Pina Bausch, Victor Garcia, Lee Breuer, Peter Brook, Peter Stein, Richard Foreman</strong> and the one who invented it all, <strong>Ellen</strong> <strong>Stewart</strong>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">That’s right: all we did had been done before.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I’m part of a generation of collage artists, if there is such a thing. Of course, we added a few ‘personal touches’, whatever it was that the previous generation had fed us.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Not enough, I’m afraid. Not enough.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">What does this all mean? Well, regrettably it means that my generation will not be a part of HISTORY. And I say this with an obvious amount of sadness. Sadness and reason. What a weird mixture!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Today, the Village Voice is but a bunch of sex ads. About the theaters themselves, I’d rather shut my mouth. As for the companies themselves, 99% no longer exist nor have they been exchanged for others. All we see is….</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">(I’m shutting my mouth). It’s very much like the world of music. Can’t you hear the stomping and and repetitive sound of the electronic drums hammering  away into your eardrums the robotic beat of ‘grounding’? Can’t you? Rather, its effect is ‘grinding’.</span></p>
<p><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">This universe of ours seems smaller than the one Kepler or Copernicus or Galileo described/saw/envisaged. Many of the theater companies here and around the world have closed for good. The money floating around to subsidize theater is laughable and the audiences are so small, we could take them out to dinner.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">But I will never blame an audience. It is us who are  doing the wrong thing, obviously. Few youngsters nowadays know who Peter Brook is or what he has done. This year alone we have lost Pina Bausch and Merce Cunningham. Bob Wilson, the last warrior standing (inexplicably) is traveling with a mediocre and simplistic play: “Quartett” by Heiner Mueller. I, myself directed the American and Brazilian premiere of this play with the presence of the playwright. I can now say, with a fair amount of certainty, that Heiner Mueller is a complete waste of time.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">But, as it seems, the problem is mine and ONLY mine. As I’ve said before: I’ll try going for a walk around the planet to find who I am. Or, maybe just sit here, exactly where I am now, and come to the same conclusion.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">But it’ll be hard: I’m part of that romantic generation who saw Tower Records open its doors here on Broadway and E4th Street. Today, Tower is gone and even, Virgin (which destroyed Tower) is gone. All Towers are gone.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I’m writing this one day before 9/11. Please excuse all analogies and possible comparisons.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I saw Hendrix from a yard away. I saw Led Zeppelin in their best days, live in London.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I directed the best of Richard Wagner and was with spitting distance of Michael Jackson and am grateful to have witnessed the birth of cable television, CNN, internet and the frenzy of emails flying back and forth.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I was given incredibly beautiful presents, such as some of the great operas I directed on the best stages in the world (Moses und Aron, in Austria would just be ONE example).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">It’s just….it’s just…so many fantasies that depression has obscured or overcast. I simply cannot see them anymore. And what is art without fantasy or artifice? It would be…well, you got the drift</span>.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">No, I’m not leaving. Not really leaving as such. Only leaving “in a way….”</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">Anatole Rosenfeld once wrote:</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">“ The theater is older than literature and, thus, does not depend on it. There are plays which aren’t based on literary texts. According to ethnologists, the Pygmies perform an extraordinary theater, completely void of any text. They are capable of acting the agony of an elephant with a perfect impression, as if it were a true art. They might even use a few words here and there, obeying the oral tradition. But there isn’t a formal text laid out as literature.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">In the improv theater there’s also a tradition”</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">That was Rosenfeld.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">As for me, I’ve lost my ability to improvise. Yes, I’ve lost my desire to improvise.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">I will have to make an enormous effort in….what? In seeing me as myself again as in what I used to be. Why? Because it’s not me what I see when I look in the mirror. It’s a deformity, a hardened version of a self that was,”<strong><em>an aberration of an author as an old man</em></strong>”.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">I will have to make an enormous effort when looking into Rembrandt’s eyes again or, maybe, into a slice of a shark, or the shark in its entirety, by Damien Hirst.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">It’s obvious that, in the event of a real possibility of a news fatality or a tragedy of great proportions (outside of the theater) taking place in our lives or on our planet, I’ll come back to the blog with texts, images, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">Maybe even without such tragedies. It could be that I’ll find myself in the middle of Tunisia, inside a bent tent, and decide, a la Paul Bowles, that it’s time to write. Who knows?</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">All I can say is that I’m at the beginning of a long, very long and lonely journey.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong>I’ve had the best theater and opera stages of the world, in more than 15 countries given to me. Yes,  I was given the gift of the Gods. No complaints, whatsoever. It has been a wonderful ride. Really has. Thank you all so very much. Thank you all so very very much.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong><span style="font-weight: normal">Fairwell to you all.</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong>LOVE</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong>Gerald Thomas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong>September 11, 2009</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong>(what a date!)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p><!--EndFragment--><!--EndFragment--></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quarenta Anos de Tanto Faz</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 18:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Woodstock]]></category>

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Europa, em algum lugar (não aguento mais) – Calma. Não fiquem nervosos. Não serei daqueles que participam da teoria da conspiração que diz que Neil Armstrong nunca colocou os pés na Lua porque tal missão nunca houve e que tudo não passou de um filmezinho rodado num estúdio do Texas, longe de Hollywood, dirigido, na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center">
<div>.</div>
<div style="text-align: center"><a href="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/07/lua4.jpg"><img class="size-medium wp-image-10105 aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/07/lua4.jpg" alt="" /></a></div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-size: 18px;font-family: 'Times New Roman'"><strong></strong></span></div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-size: 18px;font-family: 'Times New Roman'"><strong></strong></span></div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-size: 18px;font-family: 'Times New Roman'"><strong></strong></span></div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-size: 18px;font-family: 'Times New Roman'"><strong>.</strong></span></div>
<div style="text-align: justify"><strong></strong></div>
<div style="text-align: justify"><span style="font-size: 18px;font-family: 'Times New Roman'"><strong>Europa, em algum lugar (não aguento mais) –</strong> Calma. Não fiquem nervosos. Não serei daqueles que participam da teoria da conspiração que diz que Neil Armstrong nunca colocou os pés na Lua porque tal missão nunca houve e que tudo não passou de um filmezinho rodado num estúdio do Texas, longe de Hollywood, dirigido, na época, por um razoavelmente jovem Stanley Kubrick que, de tantas ameaças para NUNCA revelar o fato, acabou se refugiando na Inglaterra, morrendo de ódio da “pátria materna”.</span></div>
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">Claro que não: ameaças assim, se fossem verdade, acabariam virando presunto  no East River ou em San Fernando Valley.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">Não, não serei um daqueles que defenderá a tese de que aquela missão lunar era mais uma arma de propaganda na Guerra Fria contra os soviéticos na corrida do ouro pelo espaço! Não.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">Afinal, I’m a proud American e tenho que estar orgulhoso de tudo aquilo. Mas… ok. Digamos que, mesmo com as sombras enganosas no chão, vindas de várias fontes (quando o sol seria a única) e tantos outros erros… No que deu aquilo tudo? No que dá o programa da Nasa, que custa milhões e milhões de dólares? Não sou contra, sou a favor. Inclusive gostaria de ser passageiro de um desses space shuttles.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">Mas morreu Walter Cronkite. Esse, cuja voz atravessou todas as décadas. Foi a voz dele que ouvimos quando JFK foi assassinado e foi ele que chorou abertamente diante das câmeras da CBS News, assim como foi ele que repetiu as palavras de Armstrong <em>“foi um pequeno passo para o homem, mas um enorme salto para a humanidade”</em>. Cronkite, o pai dos âncoras americanos, não sobreviveu para ver esse dia, o dia da comemoração do Tanto Faz.</span></p>
<p style="text-align: center" align="justify"><a href="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/07/lua23.jpg"><img class="size-medium wp-image-10107 aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/07/lua23.jpg" alt="" width="592" height="420" /></a></p>
<p align="center"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">(Fabi Gugli, em “Luar Trovado”) </span></p>
<p align="center">
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">Sempre fomos obcecados pela Lua. Afinal, fica esse “negócio redondo” pendurado ali de noite, às vezes gigante e amarelo e misterioso e… perto. “Pierrot Lunaire”, de Arnold Schoenberg (foto acima) foi algo que montei, faz uns dois anos. Coloquei o cenário na lua, vendo a terra, assim como havia nos prometido na década de oitenta. Reagan, precisamente. Os presidentes com suas mentiras. <em>“Teremos um entreposto na lua, onde as pessoas poderão passar a noite, e um shuttle disponível para passageiros”</em>. O único progresso que tivemos na aviação foi um retrocesso: o único supersônico que voava comercialmente era o Concorde, e ele foi retirado de circulação. Estamos de volta aos vôos mais longos e desconfortáveis.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">Ah, e o que mais? Do ponto de vista sociológico: Woodstock , realizado lá pelos dias 17 de Agosto de 1969,  e mais três dias (ou seja UM MÊS após a pisada do homem na lua), representou muitíssimo mais no campo do comportamento, da conquista das nossas liberdades, etc. E custou bem menos. Ah, e aquilo aconteceu. Como eu sei? Porque peguei o último dia daquela lama deliciosa.</span></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><a href="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/07/lua33.jpg"><br />
</a></p>
<p style="text-align: center"><img class="size-medium wp-image-10110" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/07/lua34.jpg" alt="" /></p>
<p align="center"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">(Walter Cronkite, o anjo americano) </span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">Walter Cronkite dizia que a coisa mais fácil é entrar numa guerra, a mais difícil, sair dela. Tendo se aposentado e passado o posto para o “durão” Dan Rather (que também já dançou), ele virou uma espécie de ‘father figure’, uma espécie de voz da razão para a América. Ou seja, o que Johny Carson era na comédia, Cronkite era na vida política. E era um extremo crítico do governo Bush.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">Michael Jackson também não sobreviveu à data, já que ele foi o criador do “Moonwalk”.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">Tom Wolfe estava certo: o mundo (the race: a corrida) pelo espaço é tão cínico quanto a fogueira das vaidades. <em>“Quem ficou com os melhores alemães do terceiro Reich?” &#8211; </em>referindo-se aos cientistas e “rocketmaniacs”, como Werner Von Braun, pai das V2 que bombardearam parte de Londres e outras partes da Inglaterra. Passada a guerra, ninguém estava interessado em gênio cientista nazista morto: queriam eles VIVOS!</span></p>
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">A guerra fria estava em seu início. A disputa pelos “melhores alemães” estava acirrada. Os USA ficaram com Von Braun e por isso… a Lua? Talvez? Agora já estamos em Marte e temos um Hubble com tremendos problemas (mas fotos ótimas).</span></p>
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">Entendo a nossa fascinação com o Universo. Claro que entendo. Morria de medo dos programas do Carl Sagan ( we’re just a billion of a billion of a billion of all this). Sim, somos, como diria meu mestre irlandês: uma “speck of dust”. Uma poeirinha. E olhamos o céu escuro, através de nuvens escuras e nos convencemos de que existem forças superiores e que teremos outras vidas e que não estamos sozinhos. </span></p>
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">É isso. Acho que estamos em busca de irmãos. Somos os terrestres solitários. Mas se somos tão solitários, por que não somos mais solidários? Como “humanidade” não temos jeito! Não conseguimos um único dia de paz, seja em termos de terrorismo, de roubo, de sacanagem com o outro. Seja o mundo de mentira que despejamos sobre quem está em volta, ou as mentiras que recebemos de cima, criando esse iceberg que se derrete lentamente com o aquecimento Global.</span></p>
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">Então é por isso? Tentamos achar alguém aí na imensa escuridão, que não acaba,  para declarar guerra ou entendermos o que já fomos ou o que seremos? Ou para, finalmente, entendermos o quanto tempo perdemos brigando aqui nesse planeta? Coisa, aliás, que em Woodstock já havíamos descoberto em três dias de pura paz e amor.</span></p>
<div><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large">.</span></div>
<div>.
</div>
<div><br class="EC_khtml-block-placeholder" /></div>
<div><br class="EC_khtml-block-placeholder" /></div>
<p align="justify"><span style="font-style: normal;font-variant: normal;font-weight: normal;font-family: Times New Roman;font-size: large"><strong>Gerald Thomas &#8211; 20/Julho/2009</strong></span></p>
<p align="justify">.</p>
<p align="justify"><strong><span style="font-family: Times New Roman;font-size: large">.</span></strong></p>
<p align="justify"><strong></strong></p>
<p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: large">(O Vampiro de Curitiba na edição)</span></p>
<p align="justify">
]]></content:encoded>
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		<title>O Dia em Que o Mundo Parou</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 13:34:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[G20]]></category>
		<category><![CDATA[G8]]></category>
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		<description><![CDATA[
O homem que parou os ponteiros do TEMPO e quebrou os espelhos do mundo.
O “Mundo INTEIRO” diz adeus a Michael Jackson: o maior espetáculo da terra foi a sua morte.
De mais um aeroporto europeu – O funeral de Michael Jackson foi mais um dos grandes espetáculos da terra, levado por quase TODOS os canais de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[if gte mso 9]&amp;gt;  Normal 0   21   false false false  PT-BR X-NONE X-NONE              MicrosoftInternetExplorer4              &amp;lt;![endif]--><!--[if gte mso 9]&amp;gt;                                                                                                                                            &amp;lt;![endif]--></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;font-family:">O homem que parou os ponteiros do TEMPO e quebrou os espelhos do mundo.</span></strong><strong></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;font-family:">O “Mundo INTEIRO” diz adeus a Michael Jackson: o maior espetáculo da terra foi a sua morte.</span></strong><strong></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;font-family:">De mais um aeroporto europeu –</span></strong><span style="font-size: 14pt;font-family:"> O funeral de Michael Jackson foi mais um dos grandes espetáculos da terra, levado por quase TODOS os canais de televisão e praticamente ocultando o início do encontro do G-8 (que ninguém aguenta mais!!!). Ah, sim: climate change! Aquecimento global. Sorry, crianças. Tarde demais. Estaremos todos sendo FRITOS ou fritados, já que os raios ultravioletas estão nos queimando, via celular, via micro-ondas disso ou  daquilo. Não adianta os táxis dos países do primeiro mundo andarem com um “sticker” dizendo “esse carro anda com combustível CO2 Free”. Entramos na era da destruição mesmo. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Mas será que tudo isso é verdade?</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Ou será que na época dos grandes vulcões em erupção,  da era do (des) gelo a merda toda já não flutuava rio acima? Enfim, esse é um assunto delicado mais apropriado pros meninos da Greenpeace!</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Michael Jackson continua sendo a maior atração do planeta. Agora, morto, mais ainda do que vivo. Sim, porque quando vivo (e quase branco) era um véu (literalmente) de enigmas. Agora morto, e quase negro, foi reverenciado por todos os ídolos negros possíveis e imagináveis (eu só peguei mesmo a parte de Kobe Bryant e Magic Johnson, onde eles diziam que Jackson havia sido a grande, grande inspiração pra eles, como o “negro” que foi).</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">NEGRO</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Como negro, ele foi um libertador e vanguardista. Tenho visto uns vídeos dele pelo Youtube. Realmente o cara estava além, muito além do seu tempo, em TODOS OS ASPECTOS (favor ler a coluna aqui embaixo “Michael Jackson morreu por excesso de higiene”).</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Mas a intriga, a conspiração que é revelada após a morte de um gênio assim não deixa de ser assustadora, mais que Shakespeariana: os filhos dele não são dele. Os abutres como o pai, são ainda mais abutres.  E ele? Ele se escondia. Escondia-se de tudo e todos e não é à toa. Deus do céu. É só olhar o funeral estatal que recebeu. Será que era isso que queria? Justamente uma cerimônia PRODUZIDA daquele jeito, e justamente pelas pessoas das quais FUGIA a vida inteira. I don’t think so.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">O mundo parou na Terça-feira. O Staples Center em Los Angeles virou uma espécie de Muro das Lamentações de Jerusalém e com razão. O mundo perdeu o seu enorme filho.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Na cerimônia a filha de 11 anos leva a platéia às lágrimas ao dizer que o seu era &#8220;o melhor pai que se pode imaginar&#8221;. Pai? Sim, pai é aquele que cria e não um dermatologista que cuida da pele ou prove o esperma. Entre o palco, em que se revezavam músicos, amigos, e o público, estava o corpo do cantor em caixão banhado a ouro. Isso é uma loucura? Será? Não sei dar a minha opinião sobre isso. Banhar uma pessoa num metal nobre. Mas sei o que é levar uma platéia às lagrimas ou o mundo as lágrimas, pois cá estava eu, aos prantos também,  chorando a morte de Pina Bausch e de Michael Jackson, que NUNCA foi quem ele quis ser.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">E mesmo sem nunca ter sido quem ele quis ser, proporcionou uma enorme alegria e emoção para milhões de pessoas por tantas décadas, inventando, inovando, se mexendo, emocionando, quebrando corações. Frágil do jeito que era (e agora morto), Michael Jackson continua a carregar o mundo nas costas. E nós continuamos pasmos, tristes e boquiabertos com a nossa própria fragilidade e a hipocrisia dos humanos perante a morte em si e a dos outros.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Então, estão lá os G-8 ou G-20 ou G não sei das quantas resolvendo o nosso futuro, quando na verdade o nosso futuro é resolvido por emoções. E essas emoções são provocadas ou causadas por seres assim como Michael Jackson que, enquanto vivo era satirizado, sacaneado e perseguido por ser um negro quase branco, um homem quase mulher, um adulto quase criança. Agora morto, será que vão dizer que está quase vivo? Ou será que dirão que os gases letais como esses que produzem o “aquecimento global” também não poderia ter sido evitado se tivéssemos escutado nossos corações ao invés da nossa ENORME GANÂNCIA?</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify">.</p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify">.</p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify">
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify">
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:"> </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;font-family:">Gerald Thomas</span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify">.</p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify">.</p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify">
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify">
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;font-family:"> </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;font-family:"> </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">(Vamp na edição)</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin-bottom: 16pt;text-align: justify">.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Somos Todos Jacksons  ou: Quando os Urubus Não Liberam a Alma</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 11:47:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[A Dor do Mundo]]></category>
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		<description><![CDATA[.

(Jesse Jackson (esquerda) e o pai de Michael Jackson (direita)
 
Uraniastrasse (Urania Parkhaus) – Como você se sentiria  olhado, vigiado por BILHÕES de pessoas todos os dias? O Jagger, por exemplo, tem estrutura. Adolescente rebelde, mas já estudando na London School of Economics, ele se “ancorou” internamente para ser um “alvo”.
Já Michael Jackson, nasceu ali, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center">.<a href="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/06/michael_jackson_musica_247_420.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center"><img class="alignnone size-full wp-image-10073 aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/06/michael_jackson_musica_247_420.jpg" alt="" width="545" height="317" /></p>
<p style="text-align: center">(Jesse Jackson (esquerda) e o pai de Michael Jackson (direita)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><span style="font-family:"> </span></p>
<p>Uraniastrasse (Urania Parkhaus) – Como você se sentiria  olhado, vigiado por BILHÕES de pessoas todos os dias? O Jagger, por exemplo, tem estrutura. Adolescente rebelde, mas já estudando na London School of Economics, ele se “ancorou” internamente para ser um “alvo”.</p>
<p>Já Michael Jackson, nasceu ali, menino, pequeno, frágil, no meio dos irmãos. E menino ficou. O sucesso lhe “estourou” na cara. Nem a voz mudou, ou mudou pouco até quinta passada, quando nos deixou.</p>
<p>A repercussão da morte dele serviu até para desviar a atenção das demonstrações contra o Ahmadinejad, no Irã, e outras atenções. Claro, morrer aos 50 anos não é, digamos, natural.</p>
<p>E nos faz refletir um bocado sobre quem somos, o que fazemos de nossas vidas, o quanto lutamos para termos o que temos, para que, no final, o lixo todo de um “império do rancho do nunca” seja desmontado, assim como são desmontados os nossos pequenos apartamentos, nossas caixas, nossos arquivos, nossos armários e segredos que guardamos atrás de mil tabus. Em nome de quê, mesmo?</p>
<p>Na verdade é estranhíssimo. Logo antes do Michael Jackson morrer, eu ia mesmo escrever algo sobre nossas compulsões, obsessões, higiene, nossa OBSESSÃO em esticar a vida. Lembro-me do Caetano Veloso dizendo, certa vez, que Michael Jackson era uma das fontes que mais distribuía alegria pelo mundo. Eu não poderia concordar mais. Quanto a querer prolongar a vida, isso já é coisa da mitologia grega ou shakespeariana e, especialmente, iluminista (Goethe). Mas Hollywood é o símbolo desse prolongamento artificial estético.</p>
<p>É incrível como a morte de alguém tão genial acabe cavando feridas e expondo microscopicamente a sociedade dopada, dopaminada e lipoaspirada: três em cada dez comerciais de TV nos EUA são de “pílulas de promessas” de redução de peso em sete dias. Na vitrine da Barnes &amp; Noble (cadeia de lojas de livros que a Amazon.com não conseguiu matar) metade dos livros são sobre dieta, fitness, saúde, etc. ou as “últimas” promessas de vida eterna.</p>
<p>No entanto a estatística mostra que estamos morrendo como sempre morremos. Claro, em “alguns casos” estica-se a vida até os 90 e poucos. Mas sempre foi assim.</p>
<p>Minha avó também chegou aos 96. O poeta e escritor beat William Borroughs chegou perto disso, tendo sido viciado em heroína quase a vida inteira.  Tem mulheres paupérrimas no nordeste do Brasil que chegam aos 100. Qual a fórmula? Qual a fórmula?  Somente “ELE” lá em cima a tem.</p>
<p>E nós aqui podemos passar os cremes mais incríveis na cara, nos injetar de colágeno do “La Prairie” ou da “La Mer” ou de GH (Growth Hormone) ou do caralho a quatro que acaba tudo dando numa enorme EXPERIMENTAÇÃO dos médicos e laboratórios. Ninguém sabe nada. Todos se promovem à custa da nossa ignorância.</p>
<p>Somos cobaias e radicais livres numa corrida contra o tempo, contra o círculo de giz.</p>
<p>Claro: macrobiótica serve pra alguns. Ortomolecular para outros. Homeopatia ou (pros masoquistas) acupuntura é uma delicia. Mas tem aqueles que se resolvem mesmo é numa boa feijoada.</p>
<p>Agora, para assuntos mais compulsivos:</p>
<p>MAÇANETA DE PORTA DE BANHEIRO PÚBLICO</p>
<p>Algo muito estranho é maçaneta de porta de banheiro público, como o de avião, por exemplo. Depois que você fez lá o que teve que fazer, lavou as mãos, você pega na maçaneta da porta em que TODOS tocaram, um nojo! Faz sentido? Você não sabe se a pessoa anterior lavou as mãos! Não sabe se está infectada com qualquer tipo de vírus. E não houve nenhum “gênio” que ainda inventasse uma forma de NÃO se tocar naquela horrorosa maçaneta de porta!</p>
<p>PADRES-POLÍTICOS QUE SEMPRE MONOPOLIZAM SITUAÇÕES (foto acima)</p>
<p>Jesse Jackson (mesmo sobrenome, não é da família): Michael havia se convertido ao islamismo. Ninguém está tocando nesse assunto.</p>
<p>Diz o Reverendo Jackson:</p>
<p>&#8220;Quando o médico veio? O que fez? Deu uma injeção a Michael? E se deu, qual foi a substância injetada? O médico voltou muito tempo depois de ter sido chamado?&#8221;, perguntou o reverendo. &#8220;A ausência dele levanta questões importantes, às quais só ele pode responder&#8221;, prosseguiu.</p>
<p>Só que&#8230;</p>
<p>O Departamento de Polícia de Los Angeles, que investiga a morte de Michael Jackson, afirmou neste domingo que o médico do cantor, Conrad Murray, está ajudando as investigações. Na noite de sábado, Murray foi entrevistado pela polícia por cerca de três horas.</p>
<p>Segundo comunicado divulgado pela polícia, o médico, que estava com Jackson antes de o socorro ser chamado à sua casa, se apresentou voluntariamente. “O Dr. Murray foi cooperativo e deu informações que vão ajudar nas investigações”, disse o texto.</p>
<p>Também neste sábado, uma porta-voz de Murray afirmou que o médico &#8220;não é um suspeito&#8221; na morte do cantor e que ele vai &#8220;continuar a colaborar&#8221; nas atividades policiais.</p>
<p>“O Dr. Murray ajudou a esclarecer algumas circunstâncias e inconsistências na morte do ícone pop”, afirmou a porta-voz, em comunicado. “Os investigadores disseram que o médico não é um suspeito e, sim, uma testemunha da tragédia”.</p>
<p>Pronto, aí está. Jesse Jackson sempre CORRE para cena. Sempre. Por ser uma pessoa realmente importante (alguns o colocam no local da morte de Dr. Martin Luther King), acabou por se achar “justiceiro”. Mas com Barack Obama na presidência os valores dialéticos mudaram.</p>
<p>O Reverendo Al Sharpton (que monopolizou a morte de James Brown), é outro cuja voz sempre ouvimos (aos berros). Enfim, deixa pra lá. São pessoas que parecem viver de intrigas, de conchavos, escândalos (na esperança que eles nos tragam alguma revelação).</p>
<p>Então copio abaixo um trecho de um texto que adoro de Alan Viola, cujo blog está linkado a este:</p>
<p>“O ato secreto de Ninguém</p>
<p>Desde o processo de renúncia/impeachment de Collor não se parou mais com a onda de escândalos e suas revelações. Não separamos mais a política de maracutaias – espécie de extensão natural da profissão não regulamentada. Passamos pelo lodo do mensalão escandalizados com o PT, que criou-se e se fortaleceu na tese da ética na política. O partido parece que também não sabia que o jogo do poder – o poderio do jogo – poderia levá-lo para onde sempre pautou sua crítica. O PT frequenta hoje o espaço de suas críticas ferozes por décadas. Que doido. Ou era apenas um estratégia? Um discurso roteirizado para forçar a aceitação do círculo, uma contra-senha?</p>
<p>Havia, e há, uma palavra mágica que adere a antigos, e novíssimos, movimentos de atos políticos, uma aceitação generosa da agilidade e maneira peculiar de se fazer política, tradicional, e supermoderna. A palavra é: governabilidade. Ela que sustenta as línguas dobradas e os conchavos. A governabilidade, para não se romper, impedindo a suposta ação benéfica dos governos, é uma aceitação a priori do outro, com suas manias, idiossincrasias e jeito diversificado – uma ação para além do comum. A governabilidade e seu fim tem que superar essa cisma do comum, de que as coisas tem que estar submetidas a uma ética. Tem uma expressão que lhe assegura os atalhos e lhe dá a camada de importância: Em nome da governabilidade! Depois disso, portal e porteira abertos.</p>
<p>Então, expressões novas e bastantes usadas também vão se acercando de nós como o chatíssimo diferenciado, que já deveria partir sem saudades, pois quer ser um adjetivo de marketing do diferente, e já tornou tudo igual. Expressões servem para isso às vezes, nos fazem entender que nem tudo é como nos parece.”</p>
<p>(seu texto por inteiro continua lá no blog do Alan)</p>
<p>Pois é! Ali está: “Ela que sustenta as línguas dobradas e os conchavos. A governabilidade, para não se romper, impedindo a suposta ação benéfica dos governos, é uma aceitação a priori do outro, com suas manias, idiossincrasias e jeito diversificado”.</p>
<p>Leiam isso no contexto dos conchavos Elsinorianos ou Hamletianos, no caso da morte de Michael Jackson, onde reverendos e políticos (às vezes ambos) querem meter a mão  e o bedelho. Essa tragédia,  que já chamei de “Weltschmerz” (dor do mundo), ou dor de sentir a dor do mundo, é uma medida que não tem medida. Mas pessoas sensíveis a sentem: Van Gogh ouvia vozes e cortou a orelha, e não foi por amor, e por aí vai. Jackson sofria as dores do mundo, desde muito cedo.</p>
<p>Grandes estrelas se apagam e as galáxias ficam com pequenos asteróides sombrios querendo 12 minutos de fama. Nunca me esquecerei as lágrimas de crocodilo de Jesse Jackson aplaudindo a vitória de Obama em Chicago em 4 de novembro, cerrando os dentes de ódio. Ele foi, no início, um dos candidatos pelo Partido Democrata.</p>
<p>É isso. Estamos todos tristes. Não nos entendemos, não entendemos nada, e, no entanto, queremos FICAR aqui o máximo de tempo que der. Ego? Muito ego? Todos nós tentamos “prolongar” a vida. Seja ela a vida biológica ou pública, a dos factóides. É antioxidante pra lá, pílula pra cá, remédio pra isso e Omega 3, 6 e 9 pra aquilo. Os laboratórios fazem verdadeiras fortunas e as clínicas lipoaspiram, botoxam, siliconam as pessoas, tudo pra que se ESTACIONE num tempo! Num túnel do tempo.</p>
<p>Num pacto com Mephisto. Numa troca de sangue.</p>
<p>Numa troca dos três poderes, três mãos, minas de sal, estátuas de sal, coisa que jamais será possível.</p>
<p>E mesmo assim os mais poderosos acabam sendo os mais sensíveis e levam nas costas essa merda dessa coisa chamada “WELTSCHMERZ”, ou Dor do Mundo, que vem da compreensão de que está tudo torto, de que está tudo errado, desde a maçaneta da porta do mictório até as mais altas esferas políticas, até o microcosmo das famílias disfuncionais! Não há jeito.</p>
<p>Nascemos com parafusos a menos!</p>
<p>Gerald Thomas</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>(O Vampiro de Curitiba na edição)</p>
<p>.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 0pt"><strong></strong><strong></strong></p>
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		<title>MICHAEL JACKSON MORREU POR EXCESSO DE HIGIENE</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 14:37:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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New York – Caramba! Mal coloco os pés em casa e vem a BOMBA!!!! Michael Jackson está morto! 
Na minha peça, “Circo de Rins e Fígados”, Marco Nanini dizia (numa entrevista fictícia sobre o astro Peter Pan que acaba de morrer): “Não é homem nem mulher, não é branco nem negro, não é adulto nem criança”. De fato, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right">.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/06/26jackson2_600.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-10070 aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/06/26jackson2_600.jpg" alt="" width="564" height="325" /></a></p>
<p style="text-align: right">.</p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt;font-family:">New York</span></strong><span style="font-size: 14pt;font-family:"> – Caramba! Mal coloco os pés em casa e vem a BOMBA!!!! Michael Jackson está morto! </span></p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Na minha peça, “<strong>Circo de Rins e Fígados</strong>”, Marco Nanini dizia (numa entrevista fictícia sobre o astro Peter Pan que acaba de morrer): “<strong>Não é homem nem mulher, não é branco nem negro, não é adulto nem criança</strong>”. De fato, MJ transcendeu a figura humana. Poucos fizeram isso na nossa história recente.</span></p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Estávamos em 2005 e Jackson se encontrava em mais um desses escândalos de moléstia, mais crianças encontradas em seu LaLaLand e o ídolo escondido (guarda-chuvas, chapéu entrerrado na cara, lenço para se esconder) dançava no topo de uma limousine na frente do tribunal em Los Angeles. Imagino o que Greta Garbo acharia dessa cena.</span></p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Pode ser que a autópsia revele que ele tenha morrido por excesso de anti-depressivos, ou cocktail de “prescription drugs”, ou seja, drogas tarja preta. Na minha opinião, Michael Jackson já estava num processo de morrer há muito tempo, se isolando em bolhas de oxigênio, não querendo respirar o mesmo ar que o resto de nós.</span></p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Morreu por excesso de higiene!</span></p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Será?</span></p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">O que se pode dizer dele? Genial? Certamente.</span></p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Eu o vi, junto com a minha ex-sogra, Sir. Fernanda Montenegro e toda a minha trupe em Lausanne, Suíça, em 1992. Surgia de um buraco feito no palco como se fosse um boneco inflado e parado ficava.  O público ria de nervoso porque o impacto da subida era forte demais para um ser humano. Pois é! Forte demais para um ser humano. E por um minuto e meio ele não se mexia depois de “subido”, lá plantado.</span></p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">De repente, ao leve som de um instrumento, move-se um braço. O povo delira, vai abaixo.</span></p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Bem, o resto é história.</span></p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">Uma bela, triste história, como poucos, poucos verdadeiros ídolos mágicos do nosso imaginário podem provocar. Não importa a causa da morte, na verdade. Importa, sim, que morreu um poeta excêntrico, um menino do Jackson 5 que morria de medo do seu próprio império e que queria que o tempo parasse! E fazer o tempo parar é uma equação impossível, assim como é impossível achar a fonte da eternidade (“Fausto” de Goethe ou Marlowe), assim como é impossível se superar como Michael Jackson se superou virando monstros, bichos, virando um thriller ele mesmo. E ao virar isso tudo, ele acabou por dar a volta no Universo. Esse Universo tão grande e tão escuro em que ontem, uma estrela, Michael Jackson, se apagou, deixando legiões de planetas, satélites, asteróides, enfim, uma galáxia inteira totalmente desolada.</span></p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: right">.</p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"> </p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;font-family:">Gerald Thomas</span></strong></p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: right">.</p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"> </p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"> </p>
<p style="margin-bottom: 15pt;text-align: justify"><span style="font-size: 14pt;font-family:">(Vamp na edição)</span></p>
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