27/04/2009 - 13:07
New York – Depois das aves assassinas (SARS ou Avian Flu) e das Vacas Loucas (Mad Cow Disease), finalmente temos os Suínos Gripados que já mataram algumas dezenas de pessoas. E depois dos porcos? Qual será o próximo animal? O gato da tua casa? O cachorro de estimação? Quem será o próximo inimigo do homem?
Em minha opinião, somos os nossos piores inimigos. Isso, nós mesmos! Não precisamos dos animais.
Claro que, de vez em quando, uma vaca louca ou uma ave louca ou um porco louco ajudam a dispersar o fato que SOMOS LOUCOS, nós, os seres humanos!
Vamos combinar? Esses porcos trazem duas coisas que não gostamos! Ih… não posso falar. Ah, não posso falar que lá vem comentarista meter o pau me chamando disso e daquilo e mais aquilo outro! Vou falar sim: Não gostamos dos mexicanos! Pronto, falei! Êita povinho sem graça!
Mas a C.I.A. bem que podia mandar esses suínos pro Paquistão, que a cada dia que passa se vê mais infestado pelo Talibã. Esses suínos gripados poderiam ser treinados como agentes secretos e… Ihhhh… Não. Nada feito. Muçulmano e judeu não comem carne de porco. Povo sábio! Aliás, quem deve estar dando pulos de alegria são os vegetarianos, os veganos, etc. Pergunto-me como ficaria a Alemanha num caso de total “outbreak” de suínos contaminados, sendo que um menu no país tedesco contém as várias partes do porco, desde o Eisbein (joelho) e, ah, sei lá…
Os mexicanos também defecam sobre a nossa alface e sobre o nosso espinafre, na colheita, na Califórnia, nos dando a deliciosa bactéria e.coli. É uma delícia. Uma delícia!
Já no México, onde o surto é mais forte, ao menos 22 pessoas morreram comprovadamente por causa da doença. Desde 13 de abril, houve mais de 1.600 casos suspeitos e 103 mortes cuja causa provável foi a gripe suína.
O governo mexicano ordenou o fechamento de escolas no Distrito Federal e nos Estados de México e San Luis Potosí até no mínimo dia 6 de maio. Membros do Exército foram às ruas da Cidade do México ontem para distribuir máscaras de respiração a transeuntes.
O que será uma máscara de respiração mexicana? Será uma máscara do carnaval da morte? Ou algo celebrando o massacre dos Astecas?
Segundo John Brennan, assistente do presidente Barack Obama para segurança doméstica e contra-terrorismo, “nossa prioridade agora é garantir que a comunicação seja robusta e que os esforços de vigilância médica estejam totalmente ativados.”
Já ouviram tanta baboseira? Eu não! Quem nos livra das baboseiras do próprio homem? Um mexilhão contaminado? Uma barbatana de tubarão afiada? Um atum cheio de mercúrio?
Sempre haverá um BICHO jogando contra nós, nessa ANIMAL FARM Orwelliana, já que nós resolvemos injetá-los com hormônios, tratá-los como… “maquinas de produzir carne”. Nojo!
Eles, esses bichos de criação em massa, são nossa invenção! É mais que justo que se revoltem contra nós!
P.S. Muitíssimo obrigado pelos quase 1.000 comentários do post anterior!
Gerald Thomas-27/Abril/2009
(Vamp na edição)
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Autor: gthomas - Categoria(s): artigos
Tags: "Animal Farm", Alemanha, Califórnia, CIA, doença da "Vaca Louca", gripe aviária, gripe suína, judeus, máquinas de produzir carne, mexicanos, Mexico, muçulmanos, Paquistão, povo alemão, SARS, Talibã
13/04/2009 - 08:56
New York – Acordo no meio da madrugada. Agora é assim. Não consigo dormir mais que 3 horas. Deve ser a quantidade de coisas pela frente. O senso de urgência ou cobrança me sufoca. Então, caminho pelo apartamento e olho o East River, alguns poucos barcos passando (serão os piratas de Manhattan?), pego um copo de Rice Milk na geladeira, coloco açaí desidratado dentro e como o meu “mix antioxidante” (só revelo minha fórmula sob suborno!), e fico putíssimo com a perda de tempo em ter visto um filme sobre Francis Bacon, ou que eu achava ser sobre o meu pintor preferido e… nada. Era sobre o chato do amante dele, o George. All about George. Muito chato. Bacon gostava de levar uma surra, um cigarro queimado na pele. Mas isso já sabíamos das entrevistas com o David Sylvester.
Será que as mulheres do Afeganistão também gostam de serem estupradas? Não, acho que não. Pois o parlamento de Kabul aprovou uma lei em que o marido pode currá-las (mesmo que não queiram) quatro ou mais vezes por semana. Um grande amigo no Rio me sugere Frank Zappa, o mestre dos mestres. Imagine se estivesse vivo: “OUTRAGEOUS! RAPE YOUR OWN WIVES!!!!”. Viraria mais uma estoriazinha contada por Gregory Pegory, aquele porquinho que vivia entre o sul do Texas e o norte do Peru. Ah, Zappa! Você não sabe o que está perdendo nessa era da cartelização! Nos tapeiam, estapeiam, nos contam mentiras ROXAS e nós aqui, veados, putos e vagabundos que somos, defendemos os detritos, ou os ícones, que achamos que devemos defender.
Mantenho minha “Obama-memorabilia” visível de onde escrevo: daqui desse escritório, mesmo sendo meio da madrugada, dá pra ver os Tug Boats (rebocadores), flutuando levemente corrente acima (riverrun: Finnegan’s Wake) desse meu amado Thames de NY, o East River.
Aliás, o Bacon e David Sylvester são publicados pela Thames and Hudson. Sempre achei lindo esse nome para uma editora. Os dois rios das duas cidades que se amam e só não se casam por que… existe uma Los Angeles para atrapalhar!
Ando muito impaciente com a incompetência. Qual? Todas.
Ando tão impaciente como o Freeman Dyson! Esse, então… Não acredita em Aquecimento Global e ainda acredita que dióxido de carbono ajuda a qualquer tipo de planta crescer! O Dyson enfurece a comunidade científica, óbvio. Mas olhem suas credencias! É um dos “7 ases”, junto com Stephen Jay Gould, Steven Toulmin, Oliver Sacks e Rupert Sheldrake. Houve uma época em que eu não pensava em outra coisa senão nesses SEVEN ASSES, sorry, seven ases! Dyson é o mentor de Star Wars. Sim, aquilo que Lucas filmou. Oliver Sacks e Dyson são amigos e ambos ingleses morando aqui: casos de Thames e Hudson. Sacks defende Dyson dizendo que sua mente é extraordinariamente flexível, o que o torna muito mais que um mero “negador de mudanças climáticas”.
Calma. Deixa eu dar um gole no meu leite de arroz com baunilha e açaí. Ah… que loucura! Sinto-me como um desses piratas de sonos alheios. Insônia é uma coisa horrível. Pior ainda que jornalismo C passando por jornalismo A:
““A indústria brasileira perdeu R$ 24,7 bilhões de riqueza nos últimos seis meses em razão da crise, segundo projeções do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).
O carro que deixou de ser montado, a máquina de lavar que não foi fabricada, o alto-forno da siderúrgica desligado, por exemplo, provocaram uma contração da ordem de 15% no ritmo de produção e um recuo no Produto Interno Bruto (PIB) industrial.
O baque sofrido pela indústria em seis meses foi tão grande que, mesmo com a recuperação esboçada no ritmo das fábricas em janeiro e fevereiro, economistas preveem que a produção industrial encolha entre 4% e 5% este ano na comparação com 2008.”
Mas nem tudo está perdido! A Marinha americana resgatou ontem o capitão Richard Phillips, comandante de navio mercante mantido refém desde a última Quarta por piratas somalis em um barco salva-vidas, e matou três dos seus captores. Eu tenho verdadeiros gozos ecumênicos quando vejo isso na CNN, especialmente depois de um filme ruim como aquele que “não era sobre o Bacon” (que pela overacting performance do Derek Jacoby também poderia se chamar Hamm ou Rack of Lamb: canastra!).
Um dos bandidos, que negociava o resgate a bordo do destróier USS Bainbridge no momento da ofensiva, foi preso. A libertação de Phillips, 53, mobilizou aparato de guerra e envolveu uma delicada negociação, acompanhada atentamente pela população dos EUA.
Só faltou o Johnny Depp nessa hora, para entrar com seu “Piratas no Caribe”. Pois estamos na era cartelizada e pirateada e quem ainda me vier com globalização vai ter que me mandar caixas e caixas de Leite de Arroz da WholeFoods (365 é a marca), sabor baunilha, já que dormir é impossível.
Visto como herói nacional, o capitão veterano mandou que os homens sob seu comando se trancassem em uma cabine e se ofereceu como refém, segundo relatos de tripulantes. A coragem de Phillips é um modelo para os americanos, afirmou o presidente Barack Obama, que autorizou o resgate. O cargueiro Maersk Alabama tinha acabado de passar pelo golfo do Áden, o chamado “beco dos piratas”, quando foi atacado.
Os piratas somalis mantêm reféns cerca de 200 tripulantes de embarcações atacadas, a maioria cidadãos de países pobres, como Bangladesh, Paquistão e Filipinas.
Artistas são atacados por piratas o tempo todo. A indústria de Cds pirateada vindas da China e da Índia, Paraguai e México é inacreditável. A quantidade de fitas de filmes em camelôs que se pode comprar aqui em Union Square é simplesmente incrível.
Então, agora, ensaio alguns passos de volta para cozinha, ignoro os mais de mil e-mails pra responder, ignoro as dores no corpo e os poros de suor e lágrimas. Muitos se foram. Tantos jamais voltarão.
Nessa luta indomável pela vida, alguns índios náufragos pegaram um pedaço de gelo enorme, um iceberg, mas ele derreteu. E flutuando como uma canoa desgarrada, esse gelo já minguado atracou-se em Honduras. Mas isso é pra outro dia, outra coluna. Estou sendo pirata de mim mesmo porque me seqüestrei da cama, me trouxe aqui para o escritório e escrevi pros meus amigos do BLOG. Mas o que vocês não sabem é que atrás de mim tem três bandidos somalis com metrancas apontadas em minha direção, falando algo que não entendo.
Vou dar mais umas horinhas e ligar pro Oliver Sacks.
Gerald Thomas, 13/Abril/2009
(O Vampiro de Curitiba na edição)
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Autor: gthomas - Categoria(s): artigos
Tags: Afeganistão, Aquecimento Global, Bangladesh, cargueiro Maersk Alabama, china, CNN, David Sylvester, Derek Jacoby, East River, Filipinas, Francis Bacon, Frank Zappa, Freeman Dyson, Gregory Pegory, Honduras, India, Johnny Depp, Kabul, Los Angeles, Manhattan, Mexico, Obama, Oliver Sacks, Paquistão, Paraguai, Peru, pirataria, Piratas do Caribe, piratas somalis, Richard Phillips, Rupert Sheldrake, Star Wars, Stephen Jay Gould, Steven Toulmin, Texas, Thames and Hudson