Welcome to Rio, Woody Allen: But “Bullets Over Broadway?” In Rio it will be “Bullets Over My Head”. The Beautiful City is actually one of the most dangerous cities in the world. No matter what they try to tell you!
Sete dias no Rio (Seven days in Rio)
(Reportagem da Folha de São Paulo, eu, Gerald, em azul)
Em sete dias, o tráfico abateu o helicóptero da polícia no Rio de Janeiro, matando três policiais, carbonizados. A cena chocou a todos, correu o mundo, tornou-se logo o emblema trágico de uma situação social que vinha enquadrar a fantasia olímpica no país real.
Sete dias depois, impressiona como a imagem envelheceu. Na terça-feira, o que escandalizava era o cadáver acomodado dentro de um carrinho de supermercado, nos arredores do morro dos Macacos. Resposta do tráfico ao cerco policial? Acerto de contas? Até ontem à noite, não se sabia ainda nem a identidade da vítima, no IML à espera de reconhecimento. Numa semana de mortes por atacado, o defunto anônimo do varejo do crime também ficou no passado. A divulgação das imagens do assassinato do coordenador do Afro Reggae, Evandro João da Silva, ocorrido no centro do Rio, no domingo à noite, estarrece, ate agora, o país.
Dear Mr. Allen: I will not, cannot, translate this catastrophe in its entirety. But I’ll do in parts, as in parts of bodies, hoping that you’ll get the idea. Seven Days in Rio: It has been a week or so that the druglords or traffickers have shot down a police helicopter, killing and charring the three cops inside the chopper. The scene seemed to shock everyone and the photos were published world over (I hope you saw them, Mr. Allen, wherever you are): they became the very symbol of a tragic social reality which only came
to break the dream of an Olympic fantasy or spell Brazil had been
living under. But Brazil has always lived a dream which never really came true.
And with the current president – Lula – corrupting and distorting all the facts… from A to Z, is nothing but a temporary populist. I hope that you will understand that the country (with an enormously high rate of illiteracy and famish) is far closer to a Stalinist regime, than one tends to see reported in the world media.
But the chopper falling, the buses burning and all that, are old news. On the following Tuesday, only 4 days after the tragic weekend (featuring something around 35 deaths), what really (REALLY) scandalized the media and population alike (or so it seemed), was the finding of a dead body crumpled and stashed into a supermarket cart, left behind or abandoned around one of the most violent favelas (slums). Might it have been payback from the cops? The police killing a civilian for the losses suffered over the weekend? No matter. No problem. Also images of the past. A few days ago, a PACIFIST, from a well known group named AfroReggae (devoted to getting minors out of drug dealing and into rehab programs through music), Evandro Joao da Silva was mugged, shot p
oint blank, in the very center, downtown of Rio.
Enough? Of course not. The police was called, came and RELEASED the assailants….and , AND (with his heart still beating) the cops ran away with his expensive sneakers and some piece of the equipment of the “nearly dead”. Now, these are scenes you might expect to see in a late night Reality Show in the US or in a documentary about Africa, right? Or in a parody about violence by Quentin Tarantino. But they are actual fact which (amazingly) they hid from your sister as she visited the City some weeks ago. I’ll continue in Portuguese.
Os policiais passam pelo local instantes depois do assalto e ignoram o corpo que agoniza no chão; a seguir, roubam o que os ladrões haviam levado da vítima, deixando-os ir. Basta assistir à sequência: seria difícil imaginar algo mais chocante. Não, não ha nada mais chocante. Nem o que eu via pela TV acontecendo em Soweto, África do Sul.
Vitimada pelo tráfico no sábado, a polícia no domingo atuava como bandido do bandido. Caso isolado? Gostaríamos que sim, mas é obvio que não. Um dos elementos de farda era responsável pela SUPERVISÃO do policiamento da área. Atende por capitão Denis Bizarro (o nome do animal não poderia ser mais apropriado). Evandro não era uma pessoa comum. Vítima da tragédia consumada em parceria entre criminosos e agentes do Estado, ele vem sendo descrito pelos jornais como um “mediador de conflitos do tráfico em favelas”. Entender o que seja essa figura socialmente emblemática é parte do problema. Também em vida, Evandro não deixava de ser um sintoma da falência do Estado. Um estado (Brasileiro) beirando ao Stalinismo: delirante, mentiroso e corrupto.
Lula, o delirante, nada diz com nada.
“Seis corpos foram encontrados ontem-sétimo dia consecutivo de conflitos urbanos no Rio- na favela do Fumacê, em Realengo, zona oeste do Rio. Os cadáveres estavam sobre uma carroça num matagal da favela. Segundo a Polícia Militar, eles foram jogados no local durante a madrugada.
Em cinco ações policiais deflagradas nas zonas oeste e norte, 12 pessoas foram presas e dois menores, apreendidos. Houve também apreensão de armas e drogas. Na Penha (zona norte), um confronto entre a polícia e traficantes da facção CV (Comando Vermelho) nas favelas Merindiba, Quatro Bicas e Vila Cruzeiro feriu ao menos três moradores e causou um incêndio em um apartamento. Os três moradores foram baleados na Vila Cruzeiro e hospitalizados. O caso mais grave é de Severino dos Santos, que levou um tiro no rosto. Ele tem uma bala alojada na nuca e respira com ajuda de aparelhos. Brunio de Barros, 86, foi alvejado no tórax e prossegue internado. Expedito Rodrigues, 57, atingido por um tiro de raspão na perna direita, já deixou o hospital. Incêndio Já o incêndio, que não feriu ninguém, foi causado pela explosão de algum tipo de munição e queimou…..
Dear Mr. Allen: I’m writing from Paris. If only we could go back to that scene in your own movie (I think it was shot at the Whitney or at the Guggenheim, not quite sure), where you and a girl are standing in front of a Pollock painting: all you want is to seduce her into a fuck but she goes ranting off into the theory of semantics and quantum physics of the layers of ‘meanings’ of what Pollock meant to say. Rio is, in many ways, a jaw breaker. A Pollock gone bad.
It’s quite troubling and sort of disturbing to know that you were offered 15 MILLION USD to shoot a movie in Rio to make the City look ‘good’ for the 2016 Olympic Games. Knowing your work as I do, I find that troubling. In Annie Hall you go through the trouble of taking “the real” Marshall MacLuhan from behind a cardboard cutting of himself only to to prove to an arguing couple (the guy trying to impress the gal with false intellectual pretenses), that what the young jerk standing in line was wrong. I think, Mr. Allen, that you’ve always been on the side of JUSTICE. From Stardhust Memories to Radio Days, Husbands and Wives, Manhattan, Take the Money and Run, Cassandra’s Dream (with music by my collaborator and friend Philip Glass (http://www.vimeo.com/2988089), and all of your outstanding work, one thing does stand out: the quest for justice.
I beg you to use an automatic translator to go through this text, or simply google “recent outbreak of violence in Rio”. There has been plenty of reporting in the New York Times and in the Guardian as well as any and every paper in the world. You are, without any doubt, a GENIUS. And by being one I feel terrible when I see or feel that they’re trying to TRAP you. What I’m writing to you here is, somewhat based or inspired in your initial scene of CELEBRITY, when the low flying plane writes HELP in the skies.
You are one of the only auteurs-filmmakers in this world and you, as well as Kubrick saw a reason to leave the US and film (or/and) live abroad. But please do not buy into this trap, unless, of course, you’re fully aware of what you’re getting yourself into (with the usual humor, deprecating self, etc). The rest is up for grabs.
LOVE
Gerald Thomas
www.geraldthomas.com
Continua em português:
Coordenador ainda estava vivo, diz o José Junior. Pois é, isso é o mais trágico desse MUNDO CÃO!
Anderson afirma que chegou ao local 50 minutos após o crime e que o coração da vítima ainda batia; “PM me disse que isso era normal” José Júnior, do Afro Reggae, chamou PMS acusados de abandonar vítima sem socorro de “marginais, criminosos fardados”
- É pouco, Junior. Esses caras não são mais seres humanos. Não têm mais do que chamá-los. Na hora em que aconteceu, eu estava online e liguei pro Zuenir. Uma loucura.
A Polícia Militar vai investigar a participação de outros policiais suspeitos de omitir socorro ao coordenador do Afro Reggae,
- Aha! Claro que vai. E, como qualquer investigação no Brasil? Onde dá? Onde? Que horror de piada!
Evandro João da Silva, morto depois de ser baleado no centro do Rio de Janeiro, no final de semana passado. Segundo o músico Anderson Elias dos Santos, amigo da vítima que chegou ao local 50 minutos depois do crime, o coração do coordenador ainda batia. “Um PM me falou que isso era normal e que ele já estava morto, mas não sei se o militar verificou”.
- Super normal. Depois que a gente morre, o coração continua batendo, os braços se mexendo e a boca falando. Os olhos piscam, o cu caga, o pau mija, ou seja, tudo continua igual. Nem o teatro do absurdo teria chegado a esse ponto.
Actually, Mr Allen, maybe you do have a point after all, given that you do accept the offer. Rio is the city of the absurd. Whatever it is that Adamov, Ionesco (let’s leave Beckett out of this) weren’t able to stage, Rio is outdoing them all. So, if you do go ahead with this offer and DO NOT end up with a bullet in your skull, all I can wish you is….Good Luck
GT
PS: Please, Mr. Allen, don’t get me wrong. I LOVE Rio. I LOVE Brazil. What I don’t love or endorse is the current state of affairs or regime. Whoever Lula endorses (most likely) will be voted in, since voting in Brazil is obligatory. Strange, isn’t it? He, Lula, trades food baskets for votes. In the meantime, these Drug Lords are holding the population as hostages making ground beef of them all.
(Obs: Nem Gerald Thomas nem o IG, necessariamente, partilham das idéias expostas no texto.)
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O PT acabou?
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Antes de quaisquer outras questões, uma se faz imprescindível: afinal, o PT acabou ou não? Sim, acabou! Quando? Logo que Lula assumiu seu primeiro mandato. Mais precisamente com a transformação do “Fome Zero” em bolsa-esmola. Ali foi o início do fim. O, digamos, fim do fim, foi o episódio do assassinato do prefeito Celso Daniel. Um prefeito do PT morre e os cães petistas ficam calados? Ninguém acusou a Direita? Ninguém acusou a “mídia golpista”? Ninguém acusou a C.I.A.? Não, ninguém acusou ninguém. Por quê? A resposta a esta pergunta confirma a morte não apenas de um prefeito, mas a de um partido. Quando as TV’s nos mostraram aquelas imagens patéticas de petistas chorando em pleno Congresso Nacional, no caso do “Mensalão”, naquele momento o PT já não mais existia.
É óbvio que existe e existirá uma legenda chamada “PT” que elegerá alguns vereadores ou prefeitos nos grotões do Norte e Nordeste do país. Mas será apenas mais uma sigla, como são “PC do B”, “UNE”, etc.. São siglas que trocaram as lutas do passado por algumas moedas do presente, que vivem das migalhas do poder, dos restos do PMDB ou da venda de carteirinhas de estudantes.
Então o PT não venceu? É evidente que não. Se houvesse vencido eu não estaria escrevendo este texto. Ou teria escrito, mas vocês não poderiam lê-lo. O PT queria o Socialismo, e isso significa que tudo seria do Estado. E o Estado seria do… Partido! Sem ter vencido já não está muito fácilescrever sobre política “nestepaíz”, imagine, caro leitor, se tivessem ganho, como seria. Quem venceu foi o Lulismo, o PT simplesmente desapareceu. O PT nem candidato à presidência terá em 2010. A Dilma nunca foi petista. E nunca será. E a Marina Silva?
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Dilma ou Marina?
Nos partidos idealistas, sejam eles de Esquerda ou Direita (quando no poder são idênticos), há dois tipos de políticos: os idealistas e os corruptos. Os corruptos são os menos perigosos, querem apenas viver à custa dos otários que os elegeram e que os sustentam trabalhando metade de suas vidas para pagar impostos. Já os idealistas são os fanáticos que se auto-proclamam salvadores da humanidade. Consideram-se superiores, iluminados, têm o direito divino de falar e agir pelo restante da população. São capazes de morrer por uma idéia. Nunca morrem, mas matam aos milhões. Estes já deixaram o PT.
A Senadora Marina Silva não me parece corrupta. Pelo contrário, traz consigo até uma tendência à santidade. Com aquele visual meio Madre Tereza, meio noivinha de Jesus, prega o ensino do Criacionismo nas escolas. Com ela na presidência da República chegaremos ao Século XVlll.
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A Metamorfose e O Processo
Ser petista é viver eternamente num enredo kafkaniano. Imagine, caro leitor, o que é acordar, depois de uma noite mal dormida, no corpo de uma barata! Imagine, então, acordar no corpo do Renan Calheiros! Do Collor de Melo! Credo, que horror! Isto sem falar naquele sujeito que sempre teve uma vida honesta. Sim, de vez em quando faltava ao serviço, pra fazer uma grevezinha aqui, uma passeata acolá, que ninguém é de ferro. Mas sempre teve uma vida pacata, vivendo de sonhos, de utopias. De repente, não mais que de repente, encontra-se envolvido com narcoterroristas, com mensaleiros, com empreiteiras, com o Bispo Macedo… Convenhamos: nem Kafka foi tão criativo.
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O Vampiro de Curitiba
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PS.: O Vampiro de Curitiba é leitor e colaborador do Blog do Gerald
DESVENDADO O SEGREDO DO SUCESSO DO PRESIDENTE LULA
(Lula 2002)
Existe alguma outra frase que possa expressar com tamanha clareza a natureza do nosso sistema político? Desse covil que ainda tem o poder de nos surpreender, de nos indignar? José Sarney, presidente do Senado, tenta nos fazer esquecer seus antigos pecados utilizando-se, para isso, e a cada dia, pecados novos. Quando estamos nos esquecendo das proezas de algum de seus filhos, aparece sua neta para nos lembrar que ainda estamos muito distantes da idéia de sermos um país sério.
O país acostumou-se a viver num eterno escândalo. Políticos são vistos pela sociedade como seres desprezíveis, desnecessários mesmo. Todos eles. De qualquer partido. Menos um! Sim, um deles resiste bravamente. Justamente o principal político do Brasil: seu presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Lula será analisado pela História como o político que mais traiu seus eleitores, mais frustrou as esperanças de seu povo. No entanto, no presente, sai imune a todos estes escândalos e alcança altos índices de aprovação. Qual seu segredo?
Da mesma maneira com que Basil Hallward pintou o retrato de Dorian Gray, no romance de Oscar Wilde, Lula foi pintado pela Imprensa, na realidade brasileira. Lula e seu PT surgiram como o novo, os donos absolutos da verdade, da ética, da pureza. Ele estava acima de qualquer análise, de qualquer crítica. Não era como um de nós, que trazemos em nosso interior tanto o Céu como o Inferno. Lula era o oprimido que assumiria o poder e transformaria a política nacional. Como faria isso? Não importava. Ele representava a beleza do sonho em que o operário chega ao poder. E, como sabemos, a beleza não necessita de explicações.
Como Dorian Gray percebeu que seus excessos e seus vícios não afetavam sua aparência – pois se mantinha sempre belo, enquanto era seu retrato que adquiria as imperfeições resultantes de noites sem dormir, de bebedeiras, de toda sorte de perversões – seguiu sua vida certo de que assim seria eternamente. O mesmo ocorre com Lula: como todos os escândalos de corrupção, de “mensalão”, de caixa-dois que marcaram seu governo não afetavam sua popularidade, Lula sentiu-se livre para todo tipo de “acordo” com todo e qualquer tipo de gente. Hoje vemos nosso operário-presidente abraçado hora com Ahmadinejad, hora com Collor, hora com Sarney, com Renan Calheiros…
Não há limites para Lula, como não houve para Dorian Gray. O retrato para Dorian, assim como a Imprensa para Lula, impede que a cada pecado cometido haja em seguida o respectivo castigo. E no castigo há a purificação. Como não há castigo, Lula segue em sua trajetória de autodestruição.
Mas, então, qual a verdadeira face de Lula? Quem representa a imagem do retrato que envelhece e se deteriora?
Enquanto oposição, os feios e estúpidos do PT eram imbatíveis. Não queriam nem saber. Na dúvida, detonavam qualquer figura política que não lhes fosse simpática. E hoje, no governo, o que faz o PT?
É o Partido dos Trabalhadores quem sofre os desgastes das depravações ideológicas de Lula. Na verdade, Lula já destruiu o PT. Olhem nas fisionomias do Mercadante, do Suplicy, daqueles que abandonaram o partido fundando o PSOL ou seguindo para o PSTU. São seres apáticos, envergonhados, constrangidos. Olhem a UNE, transformada em chapa-branca. Olhem os sindicatos, hoje bajuladores e dependentes do governo. Lula não acabou apenas com o PT, acabou com toda a esquerda, de maneira geral.
Pois é! Assim como um artista, a Imprensa tem o poder de fabricar seus ídolos. Criaram um Lula acima do Bem e do Mal. Lula tem hoje o poder de salvar ou destruir a reputação de quem quer que seja. No passado destruiu a reputação de muitos. No presente salva políticos que mereceriam estar nas páginas policiais, não nas de Política. Mas será que salva mesmo? Será que Sarney, por exemplo, está sendo salvo? Ou Sarney terá o mesmo destino do PT?
O Partido dos Trabalhadores é o verdadeiro retrato do Lula. O PT ficou a cara do Sarney! E o Brasil ficou a cara do Maranhão!
E a imprensa?
Basil Hallward, apesar de considerar o retrato de Dorian Gray sua mais bela obra, nunca o expôs. Dizia que o retrato tinha muito de si mesmo. Lula, esse semideus criado pela Imprensa, também tem muito dela. Cuidado, B(r)asil! Dorian vai lhe enfiar uma faca na cabeça!
(Lula 2009)
Obs: O Vampiro de Curitiba é leitor e colaborador do Blog do Gerald
A foto acima é a de um soldado suíço assassinando um ponteiro de segundos do relógio do parque público de nudismo, à beira do lago de Zurique, num domingo ensolarado. Um escândalo!
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E isso tudo porque o relógio (ou melhor, o ponteiro) estava atrasado somente… três segundos.
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Pergunto-me se não bastava ir um técnico, um engenheiro ir lá e acertar a coisa. Não. O nível de violência nesses países de primeiro mundo chegou a tal ponto que assassinam até ponteiros de relógios, na frente de centenas de criancinhas nuas, se divertindo na água, num dia tórrido.
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Não bastasse isso, a cena se deu a metros de distância de uma estátua que se autodestrói do vanguardista Jean Tinguely – um dos pioneiros, parceiros daqueles que criaram o “ready made” (pós-Duchamp), um pós-dadaísta, enfim, um iconoclasta! A escultura se autodestruía, assim como as fitas em “Missão Impossível”.
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O soldado se levantou, com ambos os ponteiros defuntos na mão, tirou o capacete, colocou a arma no ombro e marchou em direção à sua bicicleta. Realmente o primeiro mundo está fodido! O tal soldado mal cabe na bicicleta, tamanha é a “armadura” em torno de seu corpo. Claro, até certo ponto não lhes tiro (epa!) a razão! Eles têm que lidar com tipos como aquela mulher brasileira que se automutilou e colocou a culpa nos neonazistas e fez com que o Celso Amorim e o consulado inteiro aqui disparassem atrocidades contra esse país. Sim, lá isso é verdade.
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Mas nada justifica um esquadrão da morte contra relógios por causa de atraso de segundos.
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Imaginem Portugal! A merda da TAP, por exemplo, segura passageiros em conexão, numa porra de um ônibus, por uma hora inteira na pista, sem banheiro ou uma única explicação! Sim, passageiros que teriam conexões internacionais e com hora marcada em outros vôos! E por quê? Porque não conseguiam retirar um sujeito que precisava de cadeira de rodas de dentro do avião!!! Essa operação (que é mais que rotineira em qualquer aeroporto do mundo), em Lisboa mobilizou dezenas de funcionários e paralisou todas as operações. Mas – bem no estilo de um país que conhecemos bem- NINGUÉM fornecia explicação, fora aquele conhecido “um minutinho”. Algo que era pra durar 15 minutos (enquanto escrevo ainda não parece ter tido solução: e já lá se vão 3 horas e meia: inacreditável!).
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Imaginem o Esquadrão da Morte Suíço em Portugal. SOU A FAVOR!!! Não restaria uma só alma.
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Lula desembarcou em Paris para um fim de semana de descanso ao lado da família, que beleza, antes de seguir para a Itália, para participar da cúpula do G8+G5+G3+GT+G90+G171+GB+GH, o Hormônio de Crescimento (este ano com o acréscimo do Egito, convidado dos italianos, convite pessoal de Silvio Berlusconi: que lindo!).
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Eu amo quando os líderes ficam íntimos e se amam, se convidam. Especialmente um fascista e comprovadamente corrupto como o Berlusconi. Ah, já sei. Deve ser pra tratar daquele mafioso que está no Brasil como exilado! Já que o Brasil é o paraíso da bandidagem, quem sabe o Berlusconi nao estaria “barganhando” seu futuro com o Lula?
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Ah, deixa o Lula, Berlusconi, e todos os “G” e GT pra lá!
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Alguns países conseguiram atingir o sonho do GRANDE PODER EM QUESTÃO DE SÉCULOS. Outros levaram décadas. Agora, com mídia forte, precisa-se somente de alguns anos. Ou alguns segundos antes de acordar. Outros ainda vivem num sono profundo. Outros vivem num tremendo pesadelo. (Pesadelo, em alemão, é “Alptraum”, ou seja: sonho dos Alpes. Não exatamente, mas sim foneticamente. Tem dia em que se apela pra tudo.) A questão do Esquadrão da Morte da Suíça é que ele consegue dar um fim àqueles que conseguem subir ao poder através do voto comprado, da bolsa famiGLIA, da corrupção e do “jeitinho” do “minutinho” e do voto obrigatório dos analfabetos e mantidos na margem da inércia e da desinformação.
Ih, o telefone toca. Não vou atender, não. Pode ser um soldado do Esquadrão… Ou um funcionário da TAP. Pior ainda, pode ser um ex-aluno de Jean Tinguely querendo que eu pose pra uma dessas esculturas que se autodestroem. Hummm, nesse caso eu até toparia!
Ah, ia quase me esquecendo:
LONDRES (Inglaterra) – O suíço Roger Federer conquistou o hexacampeonato de Wimbledon na tarde deste domingo. Com o triunfo sobre o norte-americano Andy Roddick na decisão, o tenista supera o também norte-americano Pete Sampras e se torna o maior vencedor de Grand Slams da história, além de retomar a liderança do ranking mundial.
Longe de Wimbledon desde que foi eliminado na segunda rodada da edição de 2002, Sampras voltou para acompanhar o 15º título de Grand Slam de Roger Federer. Superado apenas pelos sete títulos do norte-americano, o suíço é o segundo maior vencedor do torneio na era profissional. Após sete decisões consecutivas, Roger Federer estabelece um recorde em Wimbledon de 48 vitórias nas últimas 49 partidas disputadas na competição. Em 20 finais de torneios do Grand Slam, o espanhol Rafael Nadal foi o único capaz de vencer o tenista suíço. Superado pelo jovem rival na decisão do ano passado, Federer desbanca o adversário e retoma a liderança do ranking mundial. Desta forma, o suíço inicia sua 238ª semana no topo da lista da ATP e parte em busca do recorde de 286 semanas estabelecido por Pete Sampras. Mas vocês sabem muito bem por que o Federer TEM QUE VENCER SEMPRE EM WIMBLEDON, NÃO É?
PORQUE SE NÃO GANHAR, LEVA CHUMBO!
O Esquadrão da Morte Suíço não perdoa erros! Ao mesmo tempo NINGUEM aqui se manifestou com sua vitória. Nenhum piu se ouviu! Ninguém berrou. Ninguém celebrou. Era esperado. Era EXIGIDO!!!!! Tem que ser assim! Ora, bolas!
Perdesse pediria ASILO AO BERLUSCONI OU AO LULA, ou se enforcaria lá perto mesmo, Wimbledon, Richmond, Roehampton, Putney. Belos e nostálgicos bairros da minha adolescência.
“O Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum.”
“Eu não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã. Não tem número, não tem prova. Por enquanto, é apenas, sabe, uma coisa entre flamenguistas e vascaínos.”
(Lula, o Cândido de Garanhuns, defendendo seus aliados)
Os Lobos da Estepe
Antes de abordar o tema propriamente dito, algumas considerações: Os textos por mim escritos são de minha inteira responsabilidade. O Gerald só tem conhecimento destes textos após a publicação dos mesmos. Que fique bem claro: as opiniões expressas por mim não refletem a concordância de mais ninguém, nem a do Gerald e nem a do IG.
É que pra muita gente acostumada com os blogs chapas-brancas pode parecer estranho haver discordâncias num mesmo blog. Eles estão acostumados com o pensamento único, com o instinto de manada. Aqui, no mundo livre, isso não existe. Ninguém pede autorização ao Ministro da Propaganda Lulista nem passa no Diretório do PT antes de escrever um post. Cada um é cada um. Com os leitores do blog se dá o mesmo. Somos livres. Somos indivíduos, não rebanho. Particularmente, não freqüento reuniões, tenho verdadeiro pavor de aglomerações, tenho fobia de “classes”, “grupos”, da “massa”. O síndico do meu edifício não me conhece… Somos, enfim, lobos da estepe, andamos sós, quando muito aos pares, cada qual com sua fêmea..
Os Porcos
Já falamos de nós, agora vamos a eles. Chega de lobos, falemos de porcos. George Orwell, mais que qualquer político, mais que qualquer filósofo ou sociólogo, foi quem melhor traduziu o pensamento de esquerda e nos mostrou como surgem as ditaduras e como os porcos tratam os demais animais após tomarem o poder. Animal Farm, traduzido para o Português como A Revolução dos Bichos (45), e 1984 (48) são verdadeiras obras de artes do pensamento livre. Pensávamos que nos referíamos a estes livros como sendo parte de um passado já distante. Depois da queda do Muro de Berlim não haveria mais lugar para esse debate. No entanto, percebemos que aqueles que se dizem “progressistas” ainda sonham com aquele passado, com 1917, para ser mais exato. Chaves e Ahmadinejad, entre outros, nos oferecem museus de grandes novidades (by Cazuza).
“Ah, Vamp, dessa vez você exagerou, não existe alguém tão reacionário assim.” É mesmo? E aquele bando de vagabundos que invadiu a USP, queria o quê? Qualidade de ensino? Professores mais qualificados? Não, eles querem lutar contra o “Imperialismo Ianque”. Ainda por cima não gostaram quando a PM cumpriu uma ordem judicial que permitiria àqueles que querem estudar o sagrado direito de ir e vir. Polícia “democrática” para eles é aquela do Irã, aquela mesma que cortou o pescoço da estudante Neda Agha-Soltan, uma estudante de filosofia que ousou exigir liberdade nas eleições daquele país.
Lula, ao escolher seus aliados, revela a sua verdadeira face. E, ao defendê-los, não quis dizer exatamente que devemos poupá-los por não serem comuns. O que ele realmente quer dizer é que “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.” (George Orwell)
O que eles querem? Querem transformar o mundo inteiro em uma imensa Teerã? Num imenso Maranhão? Caracas!
O fato, amigo leitor, é que porcos não caem do céu, não vieram de Marte. Foram eleitos por você! Onde você estava com sua mente quando os elegeu?
Opost anterior, no qual Gerald Thomas comenta sobre o falecimento do teatrólogo Augusto Boal (ver abaixo), suscitou um debate aqui no Blog. Houve certa confusão sobre o que se habituou chamar de “Teatro do Oprimido”. Na realidade o próprio conceito de “oprimido” escapou daquilo que originariamente Boal tinha em seu ideário.
Tem muita gente misturando conceitos e realidades diversas. Uma coisa é a busca da conscientização e expressão de setores marginalizados da Sociedade. Outra, totalmente distinta, é achar que toda e qualquer pessoa possa ser ator ou diretor de teatro. Aliás, é preciso salientar algumas diferenças: Arte é Arte, panfleto é panfleto. Teatro é Teatro, circo é circo. Ator é ator, platéia é platéia. Confesso que me sinto constrangido quando vou assistir uma peça de teatro e o ingresso custa menos que o estacionamento. Acho que o ingresso deveria ter um valor muito maior do que se é cobrado. Agora, eu quero pagar um valor justo para ver um Nanini, uma Fabiana Gugli atuando. Mas não, atualmente todo mundo é ator. Tem mais gente no palco do que na platéia.
Essa questão de tornar tudo “popular” não é, infelizmente, algo que ocorre somente no meio artístico. Nas escolas, por exemplo, são os professores que são influenciados pelos alunos. Ao invés de o professor ensinar matemática, ele quer “entender” a realidade do aluno. Deu no que deu: a educação pública no Brasil é uma das piores do Mundo. A balbúrdia chegou até ao Supremo Tribunal Federal (STF). Dia desses, num total descontrole, o ministro Joaquim Barbosa começou um bate-boca com seus colegas numa sessão que chocou os telespectadores que assistiam a TV Justiça. Joaquinzão, ministro do Supremo escolhido por Lula, se ofendeu com o corretivo dado pelo presidente do Supremo e resolveu prolongar a baixaria. Disse que Gilmar Mendes deveria “ir ás ruas”. O que é isso, gente? Joaquinzão, pelamordedeus!, é o Supremo quem deve levar seus valores aos cidadãos, não o contrário. O povão quer mais é o linchamento, a pena de morte, o olho-por-olho, etc. Um ministro do Supremo deve aprender na Academia, não nas ruas!
Agora, a baixaria mesmo se dá é na Internet. É uma característica mundial a perda de leitores da mídia impressa para a Internet. O que faz com que todo mundo tenha blogs, twitter e o escambau. Jornalistas que levaram um pé-na-bunda da grande Imprensa têm na rede um local para publicar suas “opiniões” (na maioria das vezes opiniões do Governo de plantão), seus “serviços”. Os conceitos e valores mudam conforme seus negócios. A Privatização, por exemplo, que era demonizada por esses setores demagógicos, passa a ser vista como exemplar. Claro, isto com o devido patrocínio da empresa privatizada. E lá vai a manada de (e)leitores tentar se adequar ao novo “contexto”.
Pensa que essa vulgarização de tudo é privilégio da República das Bananas, caro leitor? Não, a imbecilização se dá no Mundo todo. Na Inglaterra chegou-se ao cúmulo de “enfeiar” uma cantora, Susan Boyle, para torná-la mais “popular” e assim conquistar o grande público. Sabe como é, né? É “gente como a gente”. Aqui o que difere é que a coisa fugiu do controle. Essa aberração chegou não apenas ao Teatro, à Escola, à Internet ou ao STF. Alcançou o Planalto. Óbvio, quem nada de braçada nesse mar de idiotice é o Grande Guia dos pobres e oprimidos, o Rei das Metáforas Pobres, o Bananão da Silva. A Saúde é um caos? A Educação é um lixo? Ah, não se apeguem a detalhes! Ele é “gente como a gente”. Ninguém sabe por que, mas amamos nosso presidente. Eu amo tanto que até lhe ofereço um sucesso bem, digamos, popular:
Povão oprimido:Você não vale nada,
Mas eu gosto de você!
Você não vale nada,
Mas eu gosto de você!
Tudo que eu queria
era saber por quê.
Tudo que eu queria
era saber por quê.
Você brincou comigo,
bagunçou a minha vida.
E esse meu sofrimento
não tem explicação.
Já fiz de quase tudo tentando te esquecer.
Vendo a hora morrer
não posso me acabar na mão.
Seu sangue é de barata,
a Boca é de vampiro.
Um dia eu lhe tiro
de vez meu coração.
Aí não mais te quero
Amor não dê ouvidos
Por favor, me perdoa
Tô morrendo de paixão…
Bananão da Silva: Eu quero ver você sofrer
Só pra deixar de ser ruim
Eu vou fazer você chorar, se humilhar
Ficar correndo atrás de mim…
New York- Até hoje os brasileiros comemoram, como se fosse algo palpável e não retórico, as três palavras de Obama sobre Lula, ou para Lula, que em português foi traduzido “esse é o cara!”. Provincianos como vocês são, estamparam isso na capa de TODOS os jornais. TODOS. O endosso de Obama, portanto, passa a ser “a coisa”. Fico um pouco com pena de uma nação tão rica, tão linda, mas tão insegura, que ainda precisa de endossos, seja lá de quem for, mesmo que seja do mais lindo Obama.
Já aqui, quando Obama esteve na França, logo após Londres (G20) e Sarkozy disse para ele “Je t’aime, man!”, com o “man” vindo da gíria pop, mas oriunda da slang negra americana, o presidente orelhudo francês foi o maior alvo de chacotas da imprensa americana. Bem, Obama não precisa mais de endosso retórico. Ele agora precisa derrubar os conservadores Republicanos no Congresso.
Brasileiro se impressiona muitíssimo com “palavras, palavras, palavras”, aquelas que Shakespeare colocou na boca de Hamlet. Hamlet, aquele que não ia para a ação por causa de tanta palavra. Às vezes me vejo amando o Brasil, mas o vejo numa situação hamletiana. Não indo nunca para a ação. CPIs que nunca dão em nada… Nada que nunca prova nada e tudo num estado de falso encantamento por si mesmo que é suprido por “palavras”. Bem, tudo bem. Monto minhas peças ou óperas aqui em NY ou pelo mundo e as palavras também me encantam, às vezes justamente pela negação que representam.
Bo, THE DOG
Mas imagino se Portugal agora está ou não numa situação de delírio nacional. Por quê? Afinal, BO, o cão da família real Obama, é português! Se os periódicos portugueses forem tão ufanistas quanto os brasileiros, imagino que na capa do O Publico ou do Expresso ou do Diário de Noticias deve estar estampado assim: “PORTUGAL REINA DENTRO DA CASABRANCA”, ou mesmo “Lisboa toma conta de Washington”. Ou até “O IMPÉRIO PORTUGUÊS CONQUISTA E DERRUBA OS EUA COM UM MERO CÃOZINHO: ESTA É A FORÇA PORTUGUESA”
Lula não falou nada no G20 de importância. Não entrou na reunião (de portas fechadas) daqueles que resolveram problemas. “Hey, you’re my man”, disse Obama a Lula, numa confraternizaçãozinha. Mas como Lula não sabe falar inglês, não houve nenhuma resposta. Uma possível resposta: “Yes, you’re my womantoo!” Lindo. Lindinhos! Imagine que Obama deva ter dito coisas semelhantes ao presidente da Ucrânia, da Jeranonia, da Cracalonia e do Cerimonial. Em Elsinore, o Castelo dinamarquês onde Hamlet vive seu pesadelo, as palavras paralisam a ação! E nós, espectadores, somos paralisados pelas palavras dos protagonistas.
Lindo. No final, tudo é silêncio e todos aplaudem de boca aberta e queixo caído, queijo nas mãos, como se lideres políticos fossem heróis, mentirosos atores que são!
Os artistas também se elogiam uns aos outros. Caetano diz que Chico Buarque “é o Cara” (em outras palavras, claro). Harold Pinter elogiava Beckett (de quem sugava tudo) e os pintores abstratos expressionistas da década de 50 se defendiam uns dos outros e não uns aos outros. Dessa forma, o mundo cria pequenos grupos, como G20, como o G220, como o G2220, ou como o Expresso 2222, que se auto-protegem ou auto Protógenes. Indignados com a estagnação ou com a auto-consciência do que está por vir (o mistério do envelhecimento), o Protógenes Sofoclógenes Platógenes criou um monstro Freudológenes que não aponta mais para o futuro e sim para o passado. Estamos em plena era da revisitação. Notaram? Estamos correndoatrás do tempo perdido, correndo dos erros dos bancos e do sistema. Qual sistema? Do imaginário das palavras. Estamos correndo atrás de uma depressão econômica.
Ah, menos em Portugal, onde o cão ainda é um puppy de seis meses, presente do Senador Ted Kennedy, e aquele país de velhos envelhecidos finalmente poderá levar seus poucos jovens para as ruas do Bairro Alto, ou de Alcântara ou de Alfama e berrar: O MUNDO é LOSER, quer dizer, o MUNDO É LUSO!
New York – Todo mundo gosta de enfrentar um entrevistador elogioso. Nada de perguntas “sensíveis”, nada de controvérsias, nada de perguntas sobre a corrupção interna e os escândalos que vêm acompanhando seu mandato. Aqui o presidente Luis Inácio Lula da Silva foi entrevistado como o líder de uma nação “potente”, “o país do futuro”, etc.
Olha, até que fiquei impressionado. Fora algumas datas que ele errou (tudo bem), Lula falava em deus o tempo todo e disse ter dado muitos conselhos a Obama. Por que deus? Será que Lula se sente um iluminado? Um escolhido? Bem, o aspecto “proletário” dele foi um fato bastante explorado. Sim, o metalúrgico que subiu ao poder e tal…”Sim, eu conheço a pobreza. Na minha casa haviam inundações de um metro e meio. Flutuavam ratos e baratas quando isso acontecia então… sei muito bem o que é ser pobre!” - dizia um deslumbrado Lula a um deslumbrado Zakaria (que me parece ser paquistanês, não sei ao certo). Ambos deslumbrados, Lula completava: “às vezes me pergunto o que estou fazendo no meio desses líderes mundiais todos.” Os dois se olhavam deslumbrados. Acho que Zakaria também nunca imaginou que teria um programa na CNN.
Em nenhum minuto o presidente brasileiro foi questionado sobre a violência interna em seu país. Quando Musharaff foi entrevistado (já depois de deposto como presidente do Paquistão), as perguntas eram muito mais agressivas, óbvio. Era Al Qaeda pra lá, Al Qaeda pra cá, e como pequenos grupos seletos protegiam os terroristas em vilarejos na fronteira com o Afeganistão. E assim foi com outros líderes políticos que já deram seu depoimento a Zakaria.
Já na sua intro, o apresentador deixou muito claro: “aqui estará sentado um presidente de um país dos mais importantes e sobre o qual você sabe menos”.
Acho impressionante como Fareed Zakaria conseguiu apresentar o Lula como o líder mais “popular do mundo” (com 80 por cento de aprovação), sem entrar em detalhes de como esses dados são colhidos. Não se falou em voto obrigatório. Não se falou em mensalão e outros escândalos.
Acho de uma irresponsabilidade ÚNICA um canal como a CNN apresentar um presidente de um país como o Brasil sem que se mostre antes uma reportagem sobre a “realidade do país” que esse líder governa.
Lula falou muito nas alianças entre países de terceiro mundo, como Índia e China. Foi cauteloso quando falava na China, parecia não ter muitos dados. Falou com cautela também sobre Hugo Chavez e, aí sim, foi interrompido algumas vezes. Mas disse que a Venezuela é parceira econômica do Brasil, e que não se sentia livre para falar criticamente de seu companheiro, o ditador Hugo Chavez, e seus métodos nada ortodoxos de se manter no poder. Lula falou que “deve-se respeitar a cultura de cada país”. Bem, se formos seguir esse raciocínio, é melhor deixar o genocídio do Congo e em Darfur prosseguir, porque, afinal, deve ser algo tribal e, portanto, cultural. Enfim, sem comentários.
Bem… ao mesmo tempo, digo o seguinte: Lula não se saiu mal. Se todos os entrevistadores do mundo fossem tão “amáveis” quanto Fareed Zakaria (cuja única pergunta realmente sensível foi: “O senhor disse a Obama para levantar o embargo a Cuba?”), seria sempre fácil.
Primeiro Lula procurou desconversar. Depois se confundiu com as datas. Mas acertou que a revolução de Sierra Maestra foi em 59 e disse que não fazia nenhum sentido “manter um embargo quando na verdade o Obama foi eleito, em grande parte, por cubanos residentes aqui”. O que o Lula talvez não saiba é que esses cubanos residentes aqui são EXILADOS FORAGIDOS, pessoas que remaram, que nadaram, que quase foram comidas por tubarões para chegarem à costa da Flórida e que ODEIAM Fidel.
Mas se Zakaria não interrompe, do que adianta ficar desse lado da tela, ficar esperneando?
Ps.: A fala do presidente foi dublada para o Inglês por um intérprete com a voz idêntica a do Lula.
Gerald Thomas, 29/Março/2009.
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PS. do Vamp: Pessoal, é preciso sempre atualizar a página ( F5,”atualizar” ou “refresh”), pois a mesma nem sempre atualiza automaticamente.
A pérola acima nem precisa ter creditada a autoria, né? Quem mais falaria algo parecido? O constrangimento do Primeiro Ministro inglês Gordon Brown, que assistia a tudo boquiaberto, só não foi maior porque, afinal, não se chama Gordon White.
Essa história de racismo às avessas praticado pelo Governo Lula não é de hoje. Tempos atrás a Ministra da Igualdade(?) Racial, Matilde Ribeiro, havia incentivado essa estranha forma de “igualdade” quando disse considerar normal o racismo de negros contra brancos. Depois disso foi pega, como todo bom petista, pagando despesas pessoais com o cartão corporativo e teve que ir pregar suas idéias bizarras fora do Governo.
A Patrulha Petralha, formada pela Polícia Política Petista e alguns magistrados justiceiros, entendeu o recado do presidente Lula e começou a caça às bruxas. Eliana Tranchesi, proprietária da Daslu, mesmo não sendo tão loura assim, foi presa e condenada a noventa e oito anos de cana! Noventa e oito anos por sonegação de impostos. O mensalão? O mulato Zé Dirceu anda livre, leve e solto. Foi encarregado pelo próprio presidente da República para ser o articulador da campanha de Dilma à presidência. O crioulo Delúbio Soares promete ser o tesoureiro.
Preconceito Seletivo
Falando em “PPP” (Polícia Política Petista), a PF desencadeou mais uma pirotecnia, digo, mais uma de suas operações. A “Castelo de Areia” acusa a empreiteira Camargo Corrêa de, entre outros crimes, favorecer ilegalmente políticos de vários partidos. “Por dentro”, quem mais recebeu dinheiro da empreiteira foi Gleisi Hoffmann, canditada à prefeitura da minha Curitiba. Loura e de olhos azuis, a petista é esposa do Ministro do Planejamento do Governo, Paulo Bernardo. A esposa–candidata recebeu R$500.000,00 da Camargo Corrêa para sua candidatura. Não adiantou. Levou uma surra do PSDB nas eleições. Perdeu a prefeitura e seis das nove vagas na câmara de vereadores. A Camargo Corrêa recebeu desde 2003 R$354,9 milhões em verbas federais. Do PAC, a empresa receberá do BNDES, dinheiro público, a modesta quantia de R$7,2 bilhões.
Como vemos, esse preconceito do presidente contra essa gente loura e de olhos azuis é um tanto quanto seletivo. Mas não é apenas a loura Gleisi que tem a simpatia do presidente Lula. A sua “galega”, convenhamos, não chega a ser nenhuma “afro-descendente” (sic). Aliás, a Primeira Dama está cada vez mais parecida com outra loura petista, a eterna candidata a qualquer cargo, Marta Suplicy, também conhecida como Marta Frave, ou, se preferirem, Marta Wermus. Marta também não é nenhuma Benedita Silva…
Vamos ver se a ministra Dilma vai adotar, agora que prepara um novo visual para a campanha, um visual “afro”. Já imaginaram a ministra com penteado Black Power?
De qualquer maneira, diante de todo o racismo e preconceito que nós, louros de olhos azuis, sofremos, só nos resta exigir cotas nas universidades e no funcionalismo público para “euro-descendentes”. Óbvio, tenho que pensar no meu futuro. Lula já pediu cidadania em Angola (será que lá também os banqueiros são brancos de olhos azuis?), eu tenho que me virar por aqui mesmo.
Essa gente branca e de olhos azuis
Já que o petismo escolheu o branco de olhos azuis como o novo judeu do mundo e já que não podemos mais culpar “Jórgi Buxi” por todos os males do Universo e o Obama não é exatamente, digamos, louro e de olhos azuis, precisamos escolher alguém em que possamos descarregar toda a nossa raiva contida. Quem você escolhe para ser o culpado do nosso fracasso? Quem merece ser o “louro-expiatório” de todo o nosso ressentimento?
a) ( ) Larry Rohter, jornalista NY Times. É acusado de insinuar que todas as asneiras rosnadas pelo nosso presidente são causadas pelo abuso de álcool.
b) ( ) Ana Carolina do BBB9. Embora Pedro Bial torça abertamente pela morena Priscila e o Boninho ameace arrancar seus braços, Ana insiste em ser “individualista” e a querer ganhar o prêmio de um milhão. Os demais concorrentes querem apenas salvar a humanidade.
c) ( ) Daniel Dantas. Acusado de ser o “criminoso-geral da República”. Tudo é culpa dele. Se o seu filho, leitor, que é zelador de algum zoológico, aparecer com R$15.000.000,00 culpe logo o Dantas. Se você, caro jornalista, usar o jornal em que trabalhe para achacar políticos e autoridades e, por isso, levar um pé-na-bunda de seu patrão, não tenha dúvidas: culpe o Dantas.
d) ( ) O Vampiro de Curitiba. Esse espécime da raça ariana (embora se diga judeu) é acusado de afirmar o absurdo de que julgar o caráter das pessoas pela cor da pele ou dos olhos, como fez o presidente Lula, é racismo, é crime inafiançável. É acusado de, juntamente com o delegado Protógenes Queiroz e com Paulo Henrique Amorim, tramar o impeachement do Lula.