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	<title>Gerald Thomas &#187; João Carlos</title>
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		<title>Surtos De Individualismo</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 18:55:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ 
“Não, não&#8230; não é o que vocês estão pensando. Não, não é isso. De certa forma&#8230; quero dizer, de alguma forma, é  o que vocês estão pensando, sim. Não posso negar. De alguma forma, o que vocês estão vendo agora, confirma exatamente isso (o que está no palco, vida, política, jornais, etc), e confirma também o que vocês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">“</span></strong><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Não, não&#8230; não é o que vocês estão pensando. Não, não é isso. De certa forma&#8230; quero dizer, de alguma forma, é  o que vocês estão pensando, sim. Não posso negar. De alguma forma, o que vocês estão vendo agora, confirma exatamente isso (o que está no palco, vida, política, jornais, etc), e confirma também o que vocês estão pensando.</span></em></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Engraçado. Triste. O desmoronamento. Várias obras de arte têm essa cara. Melhor, o PODER tem essa cara também. </span></em></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #000000">O Poder e a Arte tem a cara da destruição!&#8221;</span></em></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">E por aí vai a narração inicial de “O CÃO QUE INSULTAVA MULHERES, Kepler, the dog” que estreou semana passada (apresentação única) em Sampa e pelo IG.</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Muita coisa pessoal aconteceu na minha vida desde que comecei a ensaiar o espetáculo. Muita coisa aconteceu desde que ela foi ao ar.</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><span style="font-size: 14pt;color: #000000"> </span><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Às vezes devemos dar uma parada em tudo. Zerar. Lubrificar o corpo. Postar a alma diante do espelho como o mais angelical dos seres ou o mais diabólico deles e perguntar: “</span></strong><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #000000">o que estamos fazendo aqui? Pra quem e pra quê? Quem são nossos amigos? Quem são os oportunistas? Quem são nossos inimigos?</span></em></strong><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">”</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><span style="font-size: 14pt;color: #000000"> </span><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">As respostas podem vir na hora. Outras podem demorar algum tempo. De uma forma ou de outra, quem vive uma ‘vida pública’  assim como eu,  já deve dormir com um olho aberto. Quem se aproxima&#8230; hummm, deve se aproximar porque deve querer alguma coisa.</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">INÍCIOS DE TUDO </span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Vejo uma geração (aliás, duas) inteira de pessoas fingindo que estão acontecendo coisas. Uma, a mais velha, FINGE que há um NOVO INÍCIO de TUDO, como se os tempos de hoje fossem a nova Gênese. Bosta. Não tem nada de novo acontecendo além do fingimento oportunista desses alguns que querem estar desesperadamente correndo em busca de um tempo perdido. </span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">E tem de fato a geração de hoje, a nova, que não sabe porra nenhuma mesmo e que olha qualquer negócio com aquele olhar bestial de novidade. Dá preguiça? Não sei. Dá pena. Mas sempre foi assim. Schoenberg já escrevia sobre isso. Outras dezenas também. E sei lá quem escrevia que o “</span></strong><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #000000">tempo contemporâneo traz memórias pra serem preenchidas”</span></em></strong><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">. Ah, tem cara de ser Wittgenstein, mas posso estar chutando. </span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">“Hedonismo perverso”</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Mesmo assim, exausto da estréia do Cão que insultava e insulta, fui ver o espetáculo que Jô Soares montou no &#8220;Teatro Vivo&#8221; com o Wilker e cia. E o quê? Me surpreendi como  o Wilker está ÓTIMO, como o Jô deixou o texto de Albee de pé, sem pretensões de querer cultuar um manifesto em torno de si mesmo. Ah sim, nem tudo é perfeito, mas&#8230; quem sou eu para estar escrevendo sobre perfeição ou cultos sobre o diretor, etc.?</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Encontrei no camarim um Jô Soares tão doce, tão simpático e tão aberto a tudo que, complementar ao texto do Albee e a interpretação inesperada de Wilker, deixa em aberto se não devemos nos olhar mais no espelho todos os dias um pouco menos. Vou repetir. Olhar MAIS no espelho um pouco MENOS (essa frase é melhor em alemão). Olhar menos no espelho e testar nossas idioTsincrasias e daqueles que consideramos amigos, inimigos ou da tchurma ou da antiTchurma ou de pessoas que consideramos hostis ou da nova FASHION Actor ou Fashion ACTRESS ou do Pink is the new Black. E por quantos anos olharemos para fora ao invés de para dentro para constatar uma coisa, uma única e só coisa?</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Sylvia, a cabra, é uma paixão impossível porque ela não existe. </span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">A questão mais profunda e mais dolorosa entre nós da humanidade seria: temos realmente alma suficiente para amar ou entregar, para colocar nosso coração à disposição de alguma outra pessoa em qualquer momento de nossas vidas? Ou o MOTTO do “Kepler the dog” está mesmo certo: ”Não, nao é o que vocês estão pensando. Sim, é o que vocês estão pensando, sim. O que está colocado na frente de vocês e na minha frente agora é isso! E se está colocado na sua frente, tem que ser comido, atacado, digerido, possuído e depois&#8230; CAGADO FORA!</span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><strong><span style="font-family: Calibri"><span><span style="font-size: 14pt;color: #000000">XEQUE-MATE!</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><span style="font-family: Calibri"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000">Gerald Thomas,</span></strong><strong></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #000000"><span style="font-family: Calibri">Depois de uma longa conversa sobre &#8220;amizades da oportunidade” com João Carlos do Espírito Santo.</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 15pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<h3 style="text-align: justify">(O Vampiro de Curitiba na Edição)</h3>
<p style="text-align: justify"> </p>
<p style="text-align: justify"><strong>PS: &#8220;O CÃO QUE INSULTAVA MULHERES, KEPLER, THE DOG&#8221;, AO</strong><strong> QUAL O TEXTO SE REFERE, PODE SER VISTO AQUI:</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: 24pt;font-family: Georgia"><span style="font-size: 24pt;font-family: Georgia"><span style="font-size: small"><span style="font-family: Georgia"><span style="font-family: Georgia"><span style="font-size: small"><br />
</span></span></span></span></span></span></p>
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</object></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
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		<title>Desencapados e Desterrados</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 10:51:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[ 
Miami- South Beach
Depois de dias com um post aqui em baixo, que atingiu mais de seis mil hits, sobre pedófilos, me senti na obrigação de relatar um pouco do que tenho assistido numa conferência que aborda assuntos como exilados, desterrados,  aqueles que buscam trabalho porque se sentem reféns em seus próprios países. Sei, pela minha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 18pt;color: #444444">Miami- South Beach</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Depois de dias com um post aqui em baixo, que atingiu mais de seis mil hits, sobre pedófilos, me senti na obrigação de relatar um pouco do que tenho assistido numa conferência que aborda assuntos como <em>exilados, desterrados,</em>  aqueles que buscam trabalho porque se sentem reféns em seus próprios países. Sei, pela minha família, o que é isso. Digo, ser refém.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Bem, esse assunto também não é exatamente novo para mim, não. Na década de 70 eu trabalhava como voluntário no Secretariado Internacional da Amnesty International em Londres, a favor dos presos políticos, exilados, torturados, desaparecidos, etc., no Brasil. Eram 24 horas sobre 24 horas de trabalho. Trabalhávamos com telex! Urgent Action! Os telegramas para que as torturas sobre A, B ou C cessassem tinham que estar na mesa do Almirante Helio Leite ou Julio de Sá Bierrenbach no Superior Tribunal Militar, em Brasília, em questão de horas e&#8230; assinados por chefes de Estados de democracias cristãs européias ou monarquistas! Bem, não vou aqui repetir essa história. Quem sabe, sabe, e quem não sabe, não precisa!</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Nunca acreditei que o Estado devesse ter/pudesse ter qualquer tipo de PODER sobre o cidadão! Por que isso? Porque metade da minha família virou carvão em Auschwitz justamente por causa de ABUSO de poder!</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Mas, de volta á essa conferência: haitianos, cubanos, mexicanos que cavam túneis ou são trazidos pelos coyotes, <span> </span>ou hondurenhos e mesmo paquistaneses que nada têm a ver com a Al Qaeda, mas tentam a entrada pela costa da Flórida ou Louisiana (via Jamaica ou Trinidad) depositam todas as suas vidas e esperanças para poder entrar aqui. São pessoas ou famílias inteiras que se arriscam a barquinho (<em>aquilo com que brinco nas BlogNovelas e agora estou completamente arrasado pois os vi de frente</em>) e que, às vezes, são interceptados pela Coast Guard Americana e mandados de volta para os tubarões. </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Como o Gustavo, um peruano. Uma vez aqui dentro, trabalha como carregador de navios de turistas, como a Carneval Cruises. Não está legalizado e leva insultos de pessoas nessa cidade onde é permitido andar de moto sem capacete. Por que os insultos? Porque não fala uma palavra de inglês. “Mas tudo bem”, digo eu.</span></strong><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444"><br />
“Ninguém em Miami fala inglês: espanhol é a língua oficial”. <em>“No, boss! Los grandes hablan en russingles!”</em> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Ah&#8230;</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Miami onde tudo é possível. Onde o “concierge” do hotel consegue tudo. Entendem? TUDO (deixem suas fantasias irem longe e os dólares voarem)! <span> </span>Miami, aonde a crise da Wall Street não chegou e onde a Collins Avenue ou a Lincoln Road são  povoadas por tijuanos e  dependem do serviço de imigrantes ilegais, esse assunto ainda é, continua sendo, o mais controverso. </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">McCain é, há mais de duas décadas, o senador do estado do Arizona. Quando estive em Tucson, conversei com os motoristas de táxi que vão para caça à noite com night vision. Cada cabeça trazida lhes vale 100 dólares. “<em>Mas não é pelo dinheiro</em>”, brincava um (enquanto eu, entre o espanto e quase lágrimas, me encolhia no assento de seu táxi). “<em>É pelo esporte mesmo</em>!”.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Ontem eu estava numa tal depressão, mas tal depressão que recebi esse e-mail do meu fiel e real amigo, um verdadeiro psicanalista, João Carlos do Espírito Santo. Acho que o conteúdo do e-mail diz tudo. Sobre o meu estado após a convenção, lhe escrevi e ele respondeu:</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">“&#8230; Este era meu medo ao sabê-lo ouvindo os depoimentos: os ecos que despertariam.</span></em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Sim! O desejo de quem minimamente está vivo, é este, anular-se ou explodir toda esta perversão diária. Quando pensamos que chegamos ao final do poço, descobrimos que tem mais um pouco, que alguém escavou mais. Só não tem escada para subir, sair do que os cínicos aprofundam sentados em suas indiferenças, em suas armadilhas em que a palavra dissociou-se da coisa, da referência, e foi à deriva do mau-caratismo.</span></em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Sim Gerald  e não há sequer consolo pensar que isso está circunscrito a países periféricos, esta é a tônica da contemporaneidade: A ABJETA, sórdida relação com toda a alteridade.</span></em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Esta é a herança dos nossos tempos, de nossos territórios: deturpação, esvaziamento da ética, implosão da moral em discurso pervertido, em bestialogias diárias, em sórdidos sorrisos chamados mercados. Reduzem-nos a isso, mercadoria para troca ou para o descarte, o refugo, o lixo.</span></em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Mas, previne-te, que nestes ataques intensos às sensibilidades reside o maior ardil, Derrubam, se nos vencem, os últimos resistentes, os que colocam o dedo na ferida, os que nomeiam o que eles negam. Sobrevivemos para ver campos de concentração sem muros, para viver torpor social, ausência de solidariedade. Atravessamos o século XX para entregar, jogar a toalha? De jeito nenhum, vamos a resistência, pois o silêncio é o que esperam para enfim, arquitetar a destruição final. Aqui vale recordar os mortos &#8211; todos os que valem a pena prantear &#8211; e elevar-se a condição superior do anacrônico e dizes:</span></em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">NÃO!</span></em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">NÃO! AINDA NÃO CHEGAMOS AO FINAL, SE SOMOS PONTO É PARA INÍCIO DE PARÁGRAFO.</span></em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">NÃO! Um seco não, um claro e inequívoco não em nome do SIM, que dás a tantos anos, que teimo em resgatar em meus pacientes, pois do contrário, cederemos às cinzas, ruiremos em nossas vidas com o que ainda espera, com o horizonte do viável.</span></em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Recobra-te, em silêncio chora o que está, mas não te renda ao que querem que seja. </span></em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Só há um caminho: SEGUIR SEMPRE!</span></em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Se ainda houver tempo hoje, responda-me, pois sinto os estragos do dia de hoje em seu mais íntimo ser.</span></em></strong><strong><em></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><em><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Um grande, solidário, triste e querido abraço.”</span></em></strong><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 18pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">João Carlos</span></strong><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></strong><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Sim, seguindo em frente sempre! Às vezes me pergunto&#8230;</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">COMO?</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Gerald Thomas</span></strong><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">Ainda em Setembro, último dia do mês, 2008.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt;color: #444444">(O Vampiro de Curitiba, na edição)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;text-align: justify"><strong><span style="font-size: 14pt"><span style="font-family: Calibri"> </span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify"> </p>
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