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03/07/2008 - 23:12

Parte 6 da BlogNovela – a primeira novela pela internet

Telefônica em Sampa interrompe comunicação e cria confusão entre o elenco e autor/diretor.Elenco dividido fica perdido entre pedir desistência ou ir prá Flip, e assistir os Fractados Fragmentos Beckettianos de Peter Brook.

Existem ainda aqueles que insistem em dar um pulo em Bogotá pra abraçar a Ingrid Betancour.

Gerald – Loucura tudo isso.

Lucio Jr – Numa hora dessas é preciso manter ….

Helen – Quero ir ver o Tom Stoppard em Paraty!

Gerald – Pois é, uma das melhores peças dele ninguém menciona: “Every Good Boy Deserves Favour”

Rio Maynard – Teu inglês não tá errado? Não é “A” favor”?

Gerald – Ai, meu saco! Não, não está. Com Beckett é “All Strange Away” ou “Imagination Dead Imagine” ou “For To End Yet Again”. Mas não vou entrar…

Vamp – Que nome estranho esse teu, Rio. Nada feminine.

Rio – Mas nessa escuridão, quer me apalpar? Se você conseguir me achar, eu deixo.

Vamp – Meu negócio é o pescoço!

Rio – Sabia. O negócio é patológico.

Gerald – Stoppard espalhou atores no meio de uma orquestra no meio do Royal Festival Hall, era Every boy deserves favour, com “u” que é como se soletra na Inglaterra.

Patrick Grant – Let the boys go see Brook doing the old Beckett tricks. It won’t hurt. (switching para português….. parte do elenco concorda: “Queremos ir ver o Peter Brook encenando os Fragmentos fragmentados de Beckett em sua simpliciade única, a última consequência e levados à secura e essência quase que como no   ? Nu descendo a escada” de Duchamp”

Gerald – Nossa!

Lilian – Acho o orgasmo uma mentira!

Carlos – (a voz vem de algum lugar, provavelmente do PA) “Estarei me comunicando por ondas curtas, ou seja, mensagens perdidas no rádio e cheias de chiado. Postei uma mensagem invisível no blog antigo e extinto do UOL agora mesmo. A página aceitou a mensagem normalmente e portanto comprova a existência de mais um limbo na Terra.

Valéria – Fuck! Eu não fui pra South Beach! Eu não fui pra South Bitch! Como junkie da história, ofereço uma bebidinha pro Vamp. Aí a gente tranca ele no camarim. Agora só vai faltar um ganso. Se não arrumarem um ganso, o Fábio compra uma galinha e alguém faz o bico de papel machê.

Gustavo – Êpa! Esse texto é meu. Vim de longe. Esse texto é meu.

Gerald – Ih meu deus! Acho que vou ter que dar um “restart” no meu computador. Voltamos a um capítulo anterior.

Vamp – Não, não voltamos. É que você está esquecendo do defunto aqui. Não está deixando a Dra. Paloma fazer a autópsia porque a Ana Carolina duvida que…. bem, ela acha que, bem…ela diz que “morreu, morreu, pra que precisa de autópsia?”.

Paloma – Verdade Vamp. Não haveriam Médicos Legistas, não haveria o tal chamado “Medical Examiner” ou “Coroner” e nem aquela série antiga Quincy com o Klugman, aquele do “Odd Couple”, junto com o Tony Randall, baseado naquele…

Vamp – Quincy Jones, claro! Era casado com aquela “gata”, a Natasha Kinsky!

Sandra – Cruzes! Ela “fazia” sexo com o próprio pai, o Klaus.

Gerald – Taí, um assunto que me interessa.

Sandra – Perverso! Também vou pra Paraty.

Gerald – Mas isso aqui é uma investigação profunda sobre o ser humano: volto ao que Grotowski disse: Tem que se ter um pé na merda e outro na lama.

Sandra – Nojo! Minha amiga voltou do Rio cheia de furos de balas perdidas. Um horror. Ainda tenho que aguentar isso que você diz.

Gerald – Sandra, mas o teatro é isso…

Sandra – não fala comigo agora, estou sensi…

Vamp – Ouve o Gerald querida, ele sabe o que…

Sandra – Me deixa, eu não sou Miami! Presta atenção na morta. Raiz(50%)vivo+raiz(50%)=morto. Pronto

Fabio – Nossa Sandra quântica! Não quer saber de se aprofundar no ser humano! Eu acho isso ÓTIMO Odete. Você deve estar horrorizada, né? Não tem coragem de sair do seu escondenrijum! Eu vou é animar aquela Colômbia com a Festa que taum dando pra Ingridi Betancour.

Andrea N. – Eu vou é pro deserto, dar um tempo! Chega de teatro. Entrou um tal de Plinio mal educado. Ih, recalcado…tadinho.

Helen – Acho que eu atraio esse tipo de gente com as minhas orações!

Ruben – Gerald, esse texto tá muito muito grande! Pombas!

Gerald – É uma versão enxugada de Guerra e Paz, não, desculpa, é de Crime e Castigo. Você achou grande? Peraí. O Guzik sumiu. Patrick are you still with us?

Patrick – I am, indeed.

Gerald – And Ellen, are you there?

Patrick – I think (if I’m not mistaken) that she had better things to do, dude. Sorry to have to tell you that.

Gerald – Fuck! It’s just fine Patrick, just FINE. Tomorrow is Independence Day right? I Love this date….and being that we live at…never mind… And Gustavo, e você?

Gustavo – Paciente né? Como um bom ator.

Gerald – Paloma, é o seguinte: por favor, com muita calma, muita calma mesmo, comece a fazer a autópsia do defunto. Daqui a pouco, quando a luz voltar, eu ligo a câmera e faço uma conexão com o Tas, e com a Flip, e a gente faz a primeira AUTÓPSIA pós-moderna, iconoclástica, ao vivo, de uma traveca…

….Elenco murmura “nossa que mudernu..que antrupufagicu…qui antroposoficu quicumanicu.”

Gerald – ….e transmite ao vivo pro Stoppard ver. Logo pra ele que não nos conhece, mas que escreveu “Dirty Linen” e “Jumpers” e tantas outras coisas geniais….vai ver um BAFÔMETRO sendo extraído pouco a pouco.

Lilian – Pouco a pouco, isso vem, vem…. Pouco a pouco, ooops. Sorry!

Gerald – Pouco a pouco surgindo de um morto ou morta. Isso, sim, será um triunfo do teatro pós-pós-pós-pós moderno, mais que (nomes me faltam) mais que (palavras me faltam).

Ruben – Tchecov?

Gerald – Porra, nao me sacaneia.

Vamp – Durrenmat?

Gerald – Pombas!

Gustavo – Uma leitura de Heiner Mueller sobre Janete Clair, lida pelo Chico Anysio! Chamem a Olivia Benson da Law & Order SVU! O Gerald vai cometer um estupro aqui na morta!

Gerald – Saco, vocês! Ah, já sei. Mais pós-moderno que a Pina (Bausch) provando que o Tanztheater não existe mais na Kulturwelt, e que Adorno está de fato um trapo dentro das…

Elenco – Pára com isso, G! Voce não vê que a Paloma já cortou metade do corpo, e encontrou uma carta endereçada a VOCÊ?

(Gerald, a luz de uma única vela – um lux – se aproxima da carta e do cheiro inácreditavel de morte, e lê as seguintes palavras….”You are trapped”. Depois percebe que adiante tem um “S” isolado que, colocado na frente da palavra piora ainda as coisas. “You are Strapped”)

Gerald (acordando numa cama de hospital numa Ilha do Caribe, com o elenco em volta) – Who am I? Who are you? What am I doing here?

Gerald – Fabi? Ana Carolina? Cacá? Pancho? Cláudia? André? Fabi? Ana Américo? FDR? FDR Drive? Rosemarie? Frau Schneider? Raul? Holcer? Hey! Hello? Hello?

O Pesadelo começa de verdade. Tudo até então era mentirinha. Estamos em Trinidad e Tobago, num hospital de…Pânico momentâneo e caribenho. Muitos morcegos sobrevoam o hospital berrando “Frase da semana” “Farsa da semana” “Frase da semana” Gerald tapa os ouvidos. Entra em semi-coma.Não percam a parte 7 da BlogNovela, a primeira novela da internet.

Autor: Ana - Categoria(s): BlogNovela Tags: , , , , , , , , , , ,
01/07/2008 - 13:15

Interlúdio Comercial entre BlogNovelas – pelo Vampiro de Curitiba

Pelo jeito o blog, agora no IG, caiu mesmo no gosto popular. Quero dizer: A audiência tem sido excelente. Não necessariamente popular. Sim, são coisas completamente distintas. Nestes tempos de esquerdismo deslumbrado é sempre bom não deixar margem para dúvidas. Oscar Wilde já nos lembrava: “A arte nunca deve tentar ser popular. O público é que deve tentar ser artístico.” Parece tão óbvio, não? Não aqui na Banânia! Aqui é o rabo que insiste em querer abanar o cão. São os estudantes que ao invés de, vejam só!, estudar, querem eleger o reitor. Logo, logo, serão os pacientes enfermos que se acharão no direito de eleger a diretoria do hospital. Sobre a “autoridade do povo”, Oscar Wilde escreveu: “ É uma coisa ao mesmo tempo cega, surda, hedionda, grotesca, trágica, engraçada, séria e obscena. Para o artista é impossível viver com o povo. Todos os déspotas corrompem, mas o povo corrompe e brutaliza.” Corrompe e brutaliza! A tal de “sabedoria popular”, para Wilde, não deveria ser levada muito a sério. Criticando Émile Zola, escreveu: “Na literatura, buscamos distinção, charme, beleza e poder imaginativo. E não ser atormentados com a descrição dos feitos das classes baixas.” “Quer dizer, nobre Vampiro, que a arte é só para a burguesia?” Não, estúpido! Estou dizendo que a arte deve ser superior à mediocridade das massas.

Os leitores que vivem no Brasil devem lembrar-se das telenovelas de tempos atrás. Dias Gomes, Janete Clair, etc… Eram obras de arte. E hoje? Hoje o roteiro é modificado quase que diariamente para agradar ao gosto popular. O vilão, a única personagem com algum encanto, precisou se tornar bonzinho, ficar com a mocinha e assim viverem felizes para sempre. Como é mesmo? Ahh, a “voz do povo é a voz de Deus.” Perfeito! Só esqueceu-se de avisar às massas que este Deus morreu. E foi morto justamente pelo povo, por sua feiúra. Este Deus que via tudo, também o homem, era uma testemunha que precisava morrer. O povo não suporta que tal testemunha de sua feiúra continue viva.

Será que alguém brilhante aprendeu algo com o povo, com a “sabedoria popular”? Stendhal? Proust? Goethe? Kierkgaard, talvez? Ou Schopenhauer? Dostoievski, é verdade, foi testemunha dos vícios e das misérias populares. Isto o fez algo mais brilhante? Não, óbvio. Isto fez apenas com que ele tivesse uma morte miserável depois de perder tudo o que tinha no jogo de cartas. Thomas de Quincey, o escritor mais refinado que conheci, mesmo no vício fazia questão de se diferenciar do populacho. Não confundia “a divina luxúria do ópio” com os “prazeres grosseiros e mortais do álcool.” ‘Ahh, Vampirão, agora te peguei! Quer dizer que ópio tudo bem, mas álcool não pode?” Pegou porra nenhuma, cretino! E não quero dizer nada. Já estou dizendo: Continue bebendo aquela mistura de pinga com “Tang” enquanto se emociona com a paixão do “Ferraço” pela “Maria Louca”.

P.S: Naquele meu texto anterior, surgiram umas rusgas, uma rivalidade entre curitibanos e paulistas. Gente, por favor!, este é o blog de um cidadão do Mundo. Não há lugar, aqui, para bairrismos e congêneres. Além do mais, o que importa mesmo é que nós, curitibanos, somos mais loiros que vocês, paulistas. Vejam, por exemplo, a Fabiana Gugli. Aposto que esta atriz maravilhosa é curitibana!

Como diz o mestre Thomas: Joguem pedras, meus amores!

Vampiro de Curitiba

Autor: Ana - Categoria(s): Colaboradores Tags: , , , , , , , , , , , , ,
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