“O Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum.”
“Eu não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã. Não tem número, não tem prova. Por enquanto, é apenas, sabe, uma coisa entre flamenguistas e vascaínos.”
(Lula, o Cândido de Garanhuns, defendendo seus aliados)
Os Lobos da Estepe
Antes de abordar o tema propriamente dito, algumas considerações: Os textos por mim escritos são de minha inteira responsabilidade. O Gerald só tem conhecimento destes textos após a publicação dos mesmos. Que fique bem claro: as opiniões expressas por mim não refletem a concordância de mais ninguém, nem a do Gerald e nem a do IG.
É que pra muita gente acostumada com os blogs chapas-brancas pode parecer estranho haver discordâncias num mesmo blog. Eles estão acostumados com o pensamento único, com o instinto de manada. Aqui, no mundo livre, isso não existe. Ninguém pede autorização ao Ministro da Propaganda Lulista nem passa no Diretório do PT antes de escrever um post. Cada um é cada um. Com os leitores do blog se dá o mesmo. Somos livres. Somos indivíduos, não rebanho. Particularmente, não freqüento reuniões, tenho verdadeiro pavor de aglomerações, tenho fobia de “classes”, “grupos”, da “massa”. O síndico do meu edifício não me conhece… Somos, enfim, lobos da estepe, andamos sós, quando muito aos pares, cada qual com sua fêmea..
Os Porcos
Já falamos de nós, agora vamos a eles. Chega de lobos, falemos de porcos. George Orwell, mais que qualquer político, mais que qualquer filósofo ou sociólogo, foi quem melhor traduziu o pensamento de esquerda e nos mostrou como surgem as ditaduras e como os porcos tratam os demais animais após tomarem o poder. Animal Farm, traduzido para o Português como A Revolução dos Bichos (45), e 1984 (48) são verdadeiras obras de artes do pensamento livre. Pensávamos que nos referíamos a estes livros como sendo parte de um passado já distante. Depois da queda do Muro de Berlim não haveria mais lugar para esse debate. No entanto, percebemos que aqueles que se dizem “progressistas” ainda sonham com aquele passado, com 1917, para ser mais exato. Chaves e Ahmadinejad, entre outros, nos oferecem museus de grandes novidades (by Cazuza).
“Ah, Vamp, dessa vez você exagerou, não existe alguém tão reacionário assim.” É mesmo? E aquele bando de vagabundos que invadiu a USP, queria o quê? Qualidade de ensino? Professores mais qualificados? Não, eles querem lutar contra o “Imperialismo Ianque”. Ainda por cima não gostaram quando a PM cumpriu uma ordem judicial que permitiria àqueles que querem estudar o sagrado direito de ir e vir. Polícia “democrática” para eles é aquela do Irã, aquela mesma que cortou o pescoço da estudante Neda Agha-Soltan, uma estudante de filosofia que ousou exigir liberdade nas eleições daquele país.
Lula, ao escolher seus aliados, revela a sua verdadeira face. E, ao defendê-los, não quis dizer exatamente que devemos poupá-los por não serem comuns. O que ele realmente quer dizer é que “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.” (George Orwell)
O que eles querem? Querem transformar o mundo inteiro em uma imensa Teerã? Num imenso Maranhão? Caracas!
O fato, amigo leitor, é que porcos não caem do céu, não vieram de Marte. Foram eleitos por você! Onde você estava com sua mente quando os elegeu?
China ou Chinatown- Sim, Hollywood existe! “A diferença entre insanidade e genialidade só pode ser medida por sucesso”. Um dia explico tudo! Mas foi com a frase “Sim, Hollywood existe” que terminei meu último post. Mas agora… agora, tendo chegado aqui, sem saber quem sou, sem identidade, tento ler os jornais daqui, mas não entendo o Mandarim. Imploro ás pessoas nas calçadas para que falem comigo. Ninguém pára. Poucas pessoas falam Inglês e mesmo assim, ficam cabreiríssimas. Menos gente ainda fala alemão. Ninguém (óbvio) fala Português. A revolução cultural de Mao uniu 16 nações através de um idioma: e eu não entendo uma única palavra: quero saber se os jornais daqui estão dando algo sobre o Irã.
Claro, a maior revolução do século XX. Será? Claro que não! E a revolução Bolchevique, meninos? Não conta? O que é o Irã com o seu extremismo islâmico (1979), contra o “perigo vermelho” de 1917?
Mas não vejo nenhuma foto do Ahmadinejad nos jornais locais, somente uma MOSCA que o Obama matou a tapa!! Também quero saber se falam algo sobre o país vizinho aqui, a Coréia do Norte. Quero saber o que acham do nosso Obama, festejando gloriosos SEIS meses no poder sem um único tropeção!!! Ainda matou uma mosca com um peteleco certeiro!
Mais ou menos com o mesmo poder e já com algum tédio, Barack Obama trucidou com certeiro golpe e destra mão um exemplar da espécie, que teve também seu momento de glória. Não precisou usar seu assombroso arsenal militar, seus porta-aviões que sozinhos são capazes de dominar a Terra, suas ogivas nucleares, os serviços do FBI e da CIA. Com um peteleco e uma expressão de quem é hábil em matar moscas, deu um único golpe e matou a mosca e a questão.
Bem, aí mais da metade da população do Oriente Médio ficou assim:
Aos berros, ou aos mantras, ou aos prantos:
“Barack, Barack, Barack, nosso Pai”, como na foto aí em cima.
O Oriente Médio, como sabemos, é infestado de moscas. Se Ahmadinejad não tivesse roubado as eleições no Irã, seria uma mosca a menos. Mas, descontando o Irã, mesmo assim, são muitas moscas.
Num telhado qualquer, de um país qualquer onde se secam tâmaras, damascos ou figos, a quantidade de moscas é simplesmente incrível: e Obama demonstrou o que uma cultura milenar não soube ainda conquistar.
13 mortos, pelo menos, no Irã. E nós com isso? O mundo INTEIRO só fala do Irã. O foco do mundo está ali. Como o Lula deve estar com inveja, nossa!
Olha só: Uma das figuras mais poderosas do Irã (o ex-braço direito do pai da revolução islâmica, o Aiatolá Khomeini), o Sr. Rafnanjani, era um crítico de Ahmadinejad e um grande aliado de Moussavi. Ou seja, no fundo nada prova nada. Não importa quem está na presidência. Importam os Aiatolás. Não importa muito quem está na presidência: se ele diz ou não que houve ou não houve o Holocausto: são os palhaços perigosos da vez, mas não passam de palhaços!
O Presidente Obama nao terá que se preocupar muito em dizer se apóia esse ou apóia aquele (o mundo fica lhe cobrando uma posição. Olhem a foto: todos de quatro). Os Republicanos estão perdidos, sem líder. Em seis meses, Obama fez mais que qualquer outro presidente em anos. Até mosca matou. Ao invés de olhar o “adversário islâmico” como inimigo, procura um diálogo. Nada mais lógico.
Os Americanos querem guerra? Sim, no passado acredito que sim. Mas a economia está em frangalhos e esse presidente vem de um background bastante diferente para não repetir as merdas históricas.
Num artigo recente no Washington Post, dois líderes dessa administração (Larry Summers e Tim Geithner) escreveram um pouco, assim como se fosse um trailler, do plano econômico dessa presidência. Não, não vou reproduzir aqui no blog o texto do Washington Post e nem vou me irritar com partidos perdidos ou países ditatoriais onde a religião é usada como instrumento de manipulação das massas! Não vou.
Olho em volta e vejo cobras e lagartos pendurados em vitrines. Congestionamentos enorrrrmes! Deus do céu! Seis meses de Obama ! Viva! E quem se atrever a criticar o cadarço de seu sapato, vai virar uma mosca morta, com um simples peteleco!!!!
De um AEROPORTO qualquer ai pelo mundo – Gente, é o seguinte: estou num stress terrível. A torcida extremista gay do Flamengo não me deixa mais dormir. O goleiro Ahmadinejad levou um “frango”, mas está deitando e rolando na grama da corrupção e a galera está furiosa. Mas eu queria dizer que, POR FAVOR, não descontem em gays, lésbicas ou nos gatos. Gatos, na Itália, são considerados diabólicos! Já vi gato sendo torturado na Toscana! Aqui na China gato é comida de primeira classe, mas a torcida do Flamengo preserva o gato pra…
Não sei mais o que escrevo. Estou muitíssimo perturbado. Noto que, segundo um artigo que leio online, “Relações homossexuais são quase universais no reino animal e podem ser agentes importantes de mudança evolutiva”, afirma uma dupla de pesquisadores dos EUA. No entanto, eles alertam que os zoólogos podem estar rotulando de “homossexualismo” uma série de comportamentos diferentes. O estudo, publicado hoje no periódico “Trends in Ecology and Evolution”, é uma revisão das pesquisas já feitas sobre relações homossexuais animais. Essa área ganhou grande atenção do público após 1999, quando o zoólogo Bruce Baghemil publicou o livro “Biological Exuberance”, documentando homossexualismo em mais de 400 espécies. Há milhares de exemplos na literatura. Que machos gostem de fazer sexo com machos e fêmeas com fêmeas é um enigma evolutivo. Afinal, um gene gay (ou vários genes) seria eliminado, pois à primeira vista ele não ajuda a espécie a se perpetuar. “A grande questão é como explicar qual é o sentido evolutivo”, diz César Ades, etólogo (especialista em comportamento animal) da USP (Universidade de São Paulo). Qual é, então, a vantagem da homossexualidade para os animais? Os autores do novo estudo, Nathan Bailey e Marlene Zuk, da Universidade da Califórnia em Riverside, dão um exemplo. Veja as fêmeas do albatroz-de-laysan (Phoebastria immutabilis), do Havaí. ”Essas aves se unem em casais lésbicos que às vezes duram a vida inteira para criar os filhotes, especialmente quando há escassez de machos. Até um terço dos casais da espécie são formados por fêmeas. O resultado é que elas têm mais sucesso do que fêmeas “solteiras” na criação dos filhotes. O comportamento homossexual, portanto, muda a dinâmica da população -e pode ter consequências evolutivas importantes.”
Vago pelo mundo como se fosse uma nau qualquer sem rumo. Um dia, quem sabe, voltarei a ser eu mesmo. Mas quem sou eu? Não sei.
Por que digo isso? Caiu aqui na data de Thanksgiving. A maior parte de nossos “serviços” como telefonia, servidor de internet e coisas assim são feitas via Índia, via Mumbai: “Hello, my name is Paul and how can I help you today?”, uma voz carregada com sotaque indiano me atende todas as vezes que tenho problemas com a Verizon DSL ou com a Time Warner Cable ou com qualquer outra questãoresolvível por telefone. Não, o nome dele não é “Paul”, coisíssima nenhuma! Deve ser “Sanjay”, e é justamente aí que começam os problemas.
O ataque horrendo aos hotéis e ao Centro Judaico e aos restaurantes de Mumbai não são os primeiros na Índia. Ano passado e em 2006 foram estações de trem e trens em movimento. Isso sem contar com a guerra contra o Paquistão, a libertação de Kashmir, um sectário contra o outro, a luta contra os colonizadores (os ingleses) e a incrível batalha para estabelecer uma identidade própria e um parlamento.
Mas ataques com essa precisão e com essa formalidade, digo, com esse tipo de alvo: QUEREMOS PESSOAS DE NACIONALIDADE AMERICANA OU INGLESA…
Bem, a Índia, assim como tantos países europeus, tem um número enorme de muçulmanos. Claro que os governos não acham uma forma clara de diálogo com eles, mas…
Mas… quem é que disse realmente quese trata de uma facção chamada “Deccan of Mujad Adeen”? Por que as agências de notícias nos dão essa informação?
Posso estar aqui dando um tiro no próprio pé, mas posso também “aventurar” um palpite:
Justamente alguns dias depois da FALÊNCIA prematura das 3 grandes fábricas da indústria automobilística em Detroit, acho que bateu fundo no coração americano a questão do OUTSOURCING.
Sim, Mumbai , e não a China, é o centro da concorrência do Outsourcing. Na Índia a segurança é fraca (na China não se entra. No país, militarizado e comunista, ninguém entra: pena de morte!)
Sim, Mumbai. Falar…. com quem falar?
Dia de Thanksgiving. Milhares de americanos desempregados e indo comer seu thanksgiving dinner em soup kitchens. O que é isso? Uma coisa linda, linda e triste. Mas tem que se viver aqui pra saber o que é.
A Índia e o Paquistão são potências NUCLEARES: estão a TRÊS minutos (eu disse TRÊS MINUTOS) de distância de apertar um botão que destruiria Nova Dehli ou Calcutta ou Puhna ou Islamabad ou…
Tudo por causa de Kashmir? Óbvio que não! Tudo por causa de um possível interesse num Afeganistão caindo aos pedaços porque a política de Bush não deu certo (a tática de derrubar o Taliban está se provando um total fracasso: forças divididas entre o Iraque, onde não deveríamos estar em primeiro lugar!).
De volta aos ataques!
Resolver o quê? Como?
O Paquistão é uma questão irresolvível. Mataram o Bhutto, o Zia era um cafajeste. Pula um, dois, o Musharaff era gillete e agora, o marido da Benazir (que todos nós tentamos amar) está lá sentado, depois de assaltar os cofres públicos e possuir as mansões/castelos mais fantásticos da Grã-Bretanha que existem. Não é lindo? E o “IRA” foi matar/explodir o Lord Mountbatten na década de 70, um dos que entediam do asssunto. Se não me engano, o homem nasceu em uma das ex-colônias. Sim, nasceu na Índia.
O PREÇO.
Esse é o preço do capitalismo? Esse é o preço que se paga?
E quem disse que os ataques param aqui?
Não, acho que não param. Esse é o preço que pagamos pelo tal “expansionismo”. Esse foi o 11 de Setembro, ou o Julho, em Londres, em 2005. A Espanha paga essse preço até hoje por uma (des)união por causa de Franco. Seja o ETA, seja a cabeça dura de alguns bascos separatistas.
Deixe os espanhóis e a Guernica pra lá!
A crise em Mumbai – terceiro dia.
- 143 mortos. E, pra quê? Para que os investidores americanos tenham MEDO de ir para lá? E os INGLESES e ALEMÃES também? Óbvio.
Foi um espetáculo horrendo escolhido a dedo para ser “tocado” na tv enquanto a classe média americana, horrorizada, dava seu Thanks e devorava seu peru recheado de coisicas. Era um espetáculo feito para ser televisionado e para que nós pensássemos!
Assim como aquilo que me traumatiza até hoje porque eu estava aqui, vendo da minha janela, os ataques que derrubaram as torres gêmeas – mas algo de estranho ainda me aflige a respeito! Inexplicável… estranho… 11 de setembro de 2001 até hoje não… Deixa pra lá!
Cinco reféns ainda estão nas mãos de não se sabe quem. E o impacto? Sei… o impacto! Talvez seja bom para a Bolsa de Valores de NY na Segunda-feira. Guerra é good business. Que horror! Terror é good business. Que horror! Pelo menos para mostrar, talvez, quem sabe, que, nesse dia de ontem, um velho e falido George W. Bushestava em seu rancho, como sempre está… telefonando para as tropas no Iraque… e para mostrar como ainda ESTAMOS SEGUROS AQUI EM CASA!
Mais explosões chacoalharam o “Nariman House”, lar dos JudeusOrthodoxos, parte doChabad Lubavitch, onde o Exército Indiano passou parte do dia lutando e matando os terroristas. Deverão matá-los todos. No final deverão dizer que são “estrangeiros” ligados a uma “nova facção disso ou daquilo”. Quem somos nós para duvidar? Quem somos nós para acreditar?
COMO SEGURANÇA CUSTA CARO!!!!
Só nos damos conta disso quando vemos o mundo em chamas ou quando descobrimos ou abrimos as portas de campos onde reina um Arbeit Mach Frei e o povo que se diz ignorante de tudo isso, abre a boca e, diante do horror e do terror, diz que não sabia o que estava acontecendo.
Agora sabemos. E sabemos em tempo real. Mas a conspiração continua tão bem escondida que pouca diferença faz quem são os jogadores/perdedores/ganhadores, uma vez que a questão do TEMPO nos mostra que, historicamente… historicamente essa coisa de atacar e lucrar e querer lucrar com a morte dos outros não é somente um crime, mas uma enorme ILUSÂO. Melhor ainda, um PESADELO. Um pesadelo entre entidades corporativas que se chama… (odeio isso) Movimentos Obsessivos e Redundantes entre Políticos, Deuses, Causas e EMPREGOS. Não há sigla para isso. Não há teatro e não há arte que acompanhe tamanha desgraça. Até o berro silencioso de Munch está aos gritos e eu aos prantos.
Medo! Petróleo sobe. Viagra desce! Parece estar tudo numa montanha russa. Não, russa não, americana. Não, americana não, globalizada!
Ivestidores com tremores de medo e com ele na reta porque o pessoal aqui em Washington está demorando para mostrar um plano detalhado de como será o MAIOR RESGATE GOVERNAMENTAL DA HISTÓRIA. Como assunto mais que batido da semana passada, essa é a mera continuação do tal “bailout” que o Fed e o Governo estão fazendo. Mas a incerteza deixou os ivestidores inseguros e esse “abalo”, esse, digamos assim, SUSTO (coisa de bruxaria, parece vudu) deixou todo mundo cabisbaixo como num filme “noir” ou com a cara no ar! E… pimba! O Dow Jones cai 372 pontos e o barril de petróleo sobe pra 16 dólares e esse blog não fala em outra coisa, mas logo, logo, volta a se falar em cultura.
“Ah… o que eu posso dizer? Todos os mercados estão fora de controle agora” diz Tom Bentz, analista da BNP Paribas. Ah… o teatro também está fora de controle, digo eu, e vem aí INTERVENTION (não é estranho?) no SESC da Av Paulista, assim que eu chegar ao Brasil.
“A primeira panacéia de uma nação mal governada é a inflação monetária; a segunda é a guerra. Ambas trazem uma prosperidade temporária; ambas trazem uma ruína permanente. Ambas são o refúgio de políticos e economistas oportunistas” (Ernest Hemingway, 1932)
É esse o grande terremoto? O arraso, digo colapso financeiro que alguns previam nos últimos dois anos? Bom, eu não sou nenhum “expert”, mas quando o governo americano investe ou simplesmente “entrega” 85 bilhões de dolares para praticamente nacionalizar a maior companhia de seguros do mundo (AIG), então mudanças fundamentais estão vindo.
Os fornecedores do capitalismo e do “choque e espanto”, os conquistadores de Bagdá, os destruidores de Nova Orleans, aqueles que são os “condutores do nosso Senhor” (através de “W”. Bush, através de quem Deus fala), abraçaram o socialismo! Pelo menos para os ricos.
Longe de ser um ignorante sobre finanças, McCain estava correto quando disse que a economia é basicamente saudavel. Nosso sistema de bancos, firmas de seguro e empresas funciona para proteger os que estão no poder. São geridos pela elite do país (o Fed não é um banco estatal). É um sistema fechado onde os lucros (quando os tempos estão bons e a grande bolha está crescendo) são privatizados e as perdas socializadas. Os apostadores da bolsa americanos e os jogadores da ciranda financeira de Wall Street que causaram o arraso são os primeiros a passar a bola para a frente. Nós, filhos e netos, estaremos pagando esse fiasco deles por anos e anos. O que significa menos dinheiro para a educação, saúde, para reconstruir nossas cidades decadentes nem para nada que melhore nossas vidas.
E será isso que a elite irá chamar de um doce acordo!
(tradução de Lucio Jr.)
Capitalismo Para os Pobres
O Vampiro de Curitiba
Não, a crise não quebrou o Mundo Civilizado! As bolsas do mundo inteiro se recuperam e a Economia dá sinais de que a normalidade está próxima.
A Al Qaeda se precipitou na comemoração. Ainda não podemos eleger Irã, Cuba ou Venezuela como paraísos na Terra. Teremos que conviver, por mais uns séculos, com a democracia e a liberdade. Parece que estamos mesmo fadados a sermos livres. Acostumem-se!
Analisando, agora, sem radicalismos, os últimos acontecimentos nos Estados Unidos e, por conseqüência, no mundo, pergunto? Quem foram os responsáveis pelo início da quebradeira (que não aconteceu)? Eu mesmo respondo: Aqueles que não honraram suas dívidas levando uma desconfiança generalizada ao mercado financeiro. Ou seja: Aqueles que não pagaram suas hipotecas. Melhor ainda: Os mais pobres. E quem evitou a quebradeira geral? Bush, claro. Mas com o dinheiro de quem? Daqueles que pagam seus impostos e não dão calotes em financeiras: os mais ricos.
Eu sou contra a intervenção do Governo na Economia. Agora, chamar esta intervenção de “Socialismo” ou coisa que o valha, me desculpem, mas me parece delírio. Tirar dinheiro público que poderia estar sendo usado na guerra contra o Terror para salvar milhões de empregos em todo o mundo não é, definitivamente, socializar prejuízos.
Ahh, por falar em Guerra, sou a favor. De todas. Afinal, não se evita uma guerra, apenas adia-se o seu início. Seria muito bom se não existisse Hitler, Saddam, Osama (eu disse Osama!), mas enquanto existirem vermes como estes torcendo pelo fim do mundo livre, nada melhor que uma guerra para nos tirar do tédio.
John, sinceramente, eu não consigo entender: Se Bush socorre o sistema, está “socializando o prejuízo”. Se não socorre, é insensível, não se preocupa com milhares de empregos que desapareceriam de uma hora para outra… Realmente, é uma “estranha tribo”.
PS.: Reinaldo Azevedo, morra de inveja! Enquanto você fica batendo boca com mascates e anões morais do submundo, eu estou aqui, discutindo com Gerald Thomas e John Hemingway. A vida é mesmo injusta para alguns, né?