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06/10/2008 - 13:01

FAUSTO SILVA, VOCÊ VENCEU, PARABÉNS!

Fausto Silva, Chacrinha e… o grande circo.

New York – Pronto. Agora pensei o seguinte sobre a matéria da Judith postada no sábado: quase ninguém teve o que dizer ‘fundamentalmente’ sobre o que ela falou. Digo, sobre a vida que ela leva, levou e a mensagem que ela trasmite para o mundo. Quando penso nos programas dominicais do Faustão ou do falecido Chacrinha (absolutos vanguardistas no que fizeram), penso no que o mundo virou, ao contrário do que Judith Malina prega. Por quê? Difícil explicar. Mas tentarei.

Pensem naquela “melange” de gente no palco falando, berrando ao mesmo tempo. Pense naquelas meninas dançando e na confusão geral que se dá durante a tarde de domingo.

Agora, pensem nos Blogs, eles berrando, cada blog uma aberração, uma berração, um berro, uma verdade. Uma sinfonia pra lá de atonal, uma cacofonia pra lá de qualquer coisa que  o ouvido humano possa suportar. A mobilização urbana está insuportável. A mobilização política puxa a sardinha para o lado demagógico que quer e que lhe mais convém.

Um apoiador de McCain pode agora usar o jargão de Obama “CHANGE” da mesma maneira como um sucessor de Pinochet, no Chile, pode falar em liberdade de imprensa. Assim como os irmãos Castro, em Cuba, podem se considerar o Triunfo da Vontade exibindo o filme-mor do Terceiro Reich, de Leni Riefenstahl. Nada realmente faz sentido nessa moral perversa desse milênio que entrou. Nada.

ESTAMOS AGENDADOS.

ESTAMOD IBOPE-Ados.  Quem ganhou? O mundo cão! Viva o Faustão! Viva o Abelardo Barbosa!

Ontem, após o “60 Minutes”, na CBS, deixei sem querer a TV ligada. Pra quê? Entrou no ar “THE AMAZING RACE”.  O grupo de idiotas (acho que tudo pré-scripted) acontecia no Brasil, entre Salvador e Fortaleza.

Os Brasileiros eram mostrados como perfeitos imbecis, desdentados, táxis péssimos (até certo ponto verdade) e os americanos competidores eram mostrados como outro bando de imbecis que pronunciavam a capital do Ceará… “Furrleteeza”! Claro, ninguém tem a obrigação de saber onde está.

Se eu despachasse um bando de brasileiros pro Iemem do Norte, ninguém saberia pronunciar a capital: um horror: Mas a televisão é isso. As gravíssimas acusações engraçadas de Andy Rooney sobre o que é essa porra da AIG ou Goldman Sachs, e o que fazem com o “dinheiro dele”, e o que é essa merda de “bailout” são seguidas por um bando de imbecis tentando pegar táxis em aeroportos no norte/nordeste brasileiro.

Viva Faustão!

E Num Law & Order Criminal Intent na TNT ou A&E ou sei lá qual, um tal de vilão chamado Dupont estava com uma namorada brasileira, pronto para dar o golpe dos golpes e embarcar para o Brasil.

Quantas vezes já vimos esse filme? E o quanto dele está certo?

Eu poderia escrever algo mais sério, como a demonstração dos cegos aqui na Rua 23, que me impediram de ver o “BLINDNESS”, do Meirelles. Mas não vou. Retribuo generosidade com generosidade e mesquinharia com mesquinharia.

Ontem, comemorei quatro anos sem fumar! Oba!

Ontem, comemorei um ano desde que voltamos do festival de Córdoba e estávamos nos preparando (ensaiando) no hotel Staybridge em Sampa para abrir o evento “Satyrianas” na Praça Roosevelt, amarrando Alberto Guzik e um outro que desapareceu da minha vida por livre e espontânea opção, depois de aprontar aqui em NY. Nunca falei disso publicamente, mas um dia… Um dia, nada. Que um dia porra nenhuma! Viva o Alberto que está escrevendo magnificamente “Um Crítico”.

Quanto ao mundo? Ah, sim, ele. Hoje foi a Europa que se fudeu. Efeito Dow Jones. “The devil in Miss Jones”, aquele filme pornô que andava lado a lado com DEEP THROAT – com Linda Lovelace. Engolir tudo. Assim estamos, me parece. Como Linda Lovelace. Engolindo tudo!

Deep Throat também era o informante de Bob Woodward e Carl Bernstein do Washington Post e que acabaram com a vida de Nixon ao revelarem o escândalo de Watergate.

Hoje? Não tem mais GATES. So tem o Bill Gates dando uma ótima entrevista a tarde para um paquistanês cujo nome não me lembro… CNN dominical. Ótima. Micro and soft. Deve ter sido a mulher dele que deu o nome, depois que o Bill se despiu e ela viu o dito cujo.

Viva o Faustão! Você é a encarnação de “Fausto”, de Goethe. Já te disse isso na Churrascaria Rodeio de São Paulo e te direi sempre. Você está nas Vanguardas das Vanguardas porque o barulho que você provococa quando não deixa ninguém ser ouvido, quando fala é exatamente igual aquele que acabo de ouvir agora do lado de fora do meu banco, aqui na primeira Avenida, quando um policial da NYPD era verbalmente abusado por um camelô que dizia: “You motherfucker, se você me multar, eu vou lá e mato toda a tua família, teus sobrinhos, tua lua e teu sol. Yor son and yor SUN“.

O que ele quis dizer com isso, Faustão?

O que ele quis dizer com isso, Abelardo?

Mas funcionou! O policial se mandou.

O Brasil é humilhado por esses “game shows”. Mas não se preocupem: os particpantes são mais humilhados ainda.

Um humilhando o outro. Mundo cão! Mas tudo de mentirinha até que a primeira bala seja realmente MORTAL.

Gerald Thomas

Inicio de outubro. The Race is ON!

PS: Ih, esqueci de comentar o melhor do 60 Minutes: um soldado da DELTA FORCE que tentava catar o Bin Laden la nas montanhas em Tora Bora! mas nao conseguia porque, na medida em que…bem, deixa pra la. Quem viu, viu. Fica pro proximo post!

  

(O Vampiro de Curitiba, na edição)

 

Autor: gthomas - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
26/07/2008 - 10:16

Censura ou simplesmente “subjetivismo” daqueles que não querem que a gente veja ou tenha acesso à noticia: o caso dos que ORGANIZAM nossas vidas à nossa revelia!

O Caso do fotógrafo que foi barrado no Iraque

Um freelance, ou, como brasileiro prefere dizer, “frilancer”, foi banido depois que colocou várias fotos de Marines (quem não souber quem são os Marines, saiam do artigo já!) na internet. Ah, detalhe: muitos dos Marines, nas fotos, estavam mortos.

Entra-se, aqui, num território perigoso e sensível sobre jornalista que cobre guerra, invasão, etc.: a que ponto ele/ela tem sua autonomia ou são submetidos às Autoridades Militares para controle de imagem e informação?

Sim, assunto de extrema sensibilidade em estados que se dizem “democráticos” e que dispõe do FIRST Amendment. Essa “emenda”, na Constituição dos US, conserva o direito de livre expressão. Mas até que ponto? Quando vemos um jornalista “embedded” (o vemos dentro dos tanques, nas trincheiras, etc.) junto com as tropas, o quanto sabemos sobre suas atividades ou cumplicidades com elas, as tropas? O quanto sabemos sobre  a Rede de TV que está nos trazendo àquela notícia? Isenção? Não, não existe! Existem os anunciantes. Isso, sim, existe! Ah, e os ‘Nielsen’ ratings… o Mr. Ibope!

Pois então!

No caso específico de Zoriah Miller, o tal fotógrafo: Se os militares conseguirem, de fato, barrá-lo (como querem) de tirar mais fotos em território Iraquiano, a palavra real seria Censura!

Mas por quantas não passamos todos os dias sem sequer sentirmos mais o seu odor? Na convenção de blogueiros e blogueiras se estabeleceu que nem os blogs estão livres de censura, pois os patrocinadores não gostam de certos “temas” e se irritam com certos assuntos.

Esse século 21 está transformando, manipulando a mídia – mais que nunca – num brinquedo Orwelliano (pior que Orwell jamais pôde pensar, ou Kafka jamais descreveu em seus “Processos”, “Castelos”, etc.), e por quê? E por que você pergunta?

Porque o ataque, a censura, não vem diretamente. O inimigo não tem visibilidade e as conversas com editores nunca são francas, transparentes ou abertas. Nesse mundo “tão redondo que não se sabe onde começa ou acaba” (Colombo não previa isso, seu ovo tão pouco), os assuntos nos vêm através de FILTROS.

E através deles vivemos. Achamos que estamos descobrindo coisas; a geração que realmente entendia a fusão das raças e das tribos que compõe as terras Árabes de hoje, a Europa e suas fronteiras provisórias, as emboscadas étnicas (ou essa Europa do Euro, como ela se encontra depois da queda do MURO hoje, etc.), essas pessoas estão desaparecendo. Difícil explicar para um jovem que o Irã não é um país Árabe. Difícil explicar que a Turquia também NÃO é árabe!!!!!! A geopolítica do ódio tende a transformar a cara do “inimigo numa coisa só”. Por isso, muitas vezes, Buenos Aires ainda é a capital do Brazzzzilllll e Rio de Jeneeeirooo fica na Argent’aina’, com suas lindas mulatas dançando el tango! Eta! Não, eta são os separatistas bascos!

No mais, o resto virou gelatina sem memória e filtrada de forma não-orwelliana, não ostensiva. No caso do tal fotógrafo, ele receberá um grande e sonoro NÃO, provavelmente. Mas no nosso, o acesso à informação ainda (e sempre) será completamente subjetiva, mesmo quando o repórter se diz independente, trabalhando pra uma agência de notícias “neutra ou imparcial” (piada maior não poderia existir).

Ora, meu senhores! Este artigo não pretende ser uma longa tese aprofundada sobre os  “direitos” ou liberdade de expressão. Longe disso. Numa sociedade onde qualquer um entra anonimamente na vida do outro e câmeras CCTV  te pegam em elevadores ou podem estar instaladas em quartos do teu hotel (sorria, você  está sendo filmado!) , onde os yellow cabs e livery cabs novayorkinos nos filmam enquanto as mini-tvs que o prefeito Bloomberg instalou nos táxis não desligam  nem quando se clica OFF (o Al Roker continua falando, falando, falando!), e os provedores sabem onde estamos através de nosso IP ou sabem de onde estamos falando por causa do GPS instalado em nosso celular, o  “ataque da mídia como um todo” parece ser um inferno mesmo.

Não se sabe até hoje 0 dia da convenção de blogueiros, três dias após a convenção de teatrólogos, cinco dias após a convenção dos ecologistas. 8 dias após a convenção dos pedófilos, 10 dias após a convenção de Genebra, 13 dias após a convenção dos Alcoólatras Anônimos (que querem introduzir um décimo terceiro “passo” porque doze não estão mais dando), e 24 dias após a convenção dos ex-amigos de Marilia Gabi Gabriela,  e 46 dias após a convenção dos que organizam convenções, sempre irei lembrar-me de uma frase gloriosa de Marcelo Tas: “Blog é uma coisa que se faz quando se vai ao banheiro de manhã, antes de puxar a descarga”.

Eu, modestamente, estenderia isso ao resto da mídia, como um todo.

Ah, Reinaldo (Azevedo), MIL E TRÊS perdões por ontem. Fiquei super mal. Erro meu. Mas, me deixe sofrer. Não me tire esse direito, já que sei que errei, errei, errei (o eco se ouve nas montanhas enquanto as auto-chibatas já acumulam 80 mil)

Gerald Thomas

obrigado Vamp mais uma vez pela edicao!

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , ,
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