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18/02/2009 - 15:05

O Brasil Precisa Voltar a se Enxergar

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“Cross Gender Restrooms”

 

New York – Reconhecemos que uma  sociedade é sofisticada quando ela lida com assuntos considerados “tabus” por outras. Um exemplo: Certas escolas primárias aqui já têm algo chamado “cross gender bathrooms ou restrooms”. O que vem a ser isso? Bem, isso vem a ser um banheiro, ou lugar de trocar roupa, nem para homem nem para mulher. É para aqueles que estão no meio, atrapalhados, atropelados e aprisionados em corpos que os traíram desde que nasceram. “São corpos de meninos, mas cabeças de meninas e vice- versa”. Sim, homossexualidade, mas um pouco mais complicado. Já lidando com ela desde a primeira fase da adolescência na escola, para que não levem pedrada dos colegas na hora de ir mijar ou trocar de roupa: a hora da humilhação de ter que decidir por um ícone ou outro. Aquele homenzinho estéril ou aquela mulherzinha estéril padronizada, estampada nas portas dos banheiros do mundo afora, pode ser apavorante para alguns. Geralmente aquelas figurinhas em azul.

 

Mas, enquanto não quebramos todos os tabus, tentamos lidar com alguns. Claro que os religiosos conservadores fanáticos e evangélicos (bible bashers) dos wastelands desse país afora, desde o Colorado até as Montanhas de Montana, não estão muito felizes com isso, mas, aos poucos, terão que engolir a revolução sexual que começou lá atrás, na década (qual década foi mesmo?), quando as Sufragettes se auto-flagelavam e Collette era seu expoente ou, décadas depois, quando Germaine Greer e Gloria Steinem escreviam seus manifestos e a contracultura ganhava um peso a mais que nada era Flower Power.

 

Mas por que escrevo isso?

 

Bill Clinton dava uma entrevista ontem. Longa entrevista. Não tão animado como eu imaginava. Em sua enorme biblioteca em Little Rock, Arkansas, ele falava de Hillary em sua primeira viagem como Secretária de Estado no Governo Obama. Não, não é sobre isso que quero escrever.

 

Recebo centenas de e-mails. Alguns me divertem profundamente. Alguns eu guardo para futuros estudos. Outros eu encaminho para amigos, muitos deles psicanalistas, como o João Carlos, aí no Brasil.

 

Um desses recorrentes e-mails é de alguém chamada “Lola” (como no filme “Run Lola Run”). É de uma menina alemã que conheci há uns vinte anos e que se tornou amiga, mas que hoje, infelizmente, não sabe mais distinguir um pão de um tijolo ou tijolo de areia, e escreve para amigos imaginários, já que não tem mais ninguém. O caso é meio triste. Mas, como dizemos em teatro, nenhuma tragédia é inteiramente trágica sem ser, ao mesmo tempo, cômica. E existe uma enorme verdade nisso.

 

Depois de traduzir alguns e-mails e longas cartas escritas a mão, num alemão meio gótico (como se estagnada na escuridão do pré-iluminismo), João Carlos do Espírito Santo leu tudo com atenção, e me devolveu algumas idéias interessantíssimas:

 

Medeia estéril 

“Tem mulheres que não ascendem sequer à condição de Medeia, úteros áridos e desertos que não dispõem sequer de filhos para o matricídio, são apequenadas em suas lascívias, são embrutecidas em suas toscas sexualidades, sempre na espera de que o outro as veja, as eleve, as empodere.Sim! Medeias sem filhos, sem a quem castigar, sem a quem assassinar, sem tela de projeção para as próprias  falências, para as incapacidades e as derrotas pessoais.Sem um palco, sem uma clássica tragédia para encenarem e sem expectadores, dão-se a quem em espetáculo?Mulherzinhas que se querem Cacilda, Medeias do raso cotidiano, sem serem amadas porque amargas.São Medeias que fazem do mundo representantes dos seus natimortos filhos, que assassinam ou pelo menos tentam - porque seus atos estarão sempre condenados ao fracasso - destruir tudo o que é sua antítese, não suportam a diferença. E sua antítese está na gênese, na criação, no começo, na relação, na fecundidade, na solidariedade, na alteridade, resgatada como valor, como ética.Sim, meu querido toda Medeia, toda Medeia rasa e rastejante não suporta quem inaugura, quem é marco, quem fecunda, quem move e promove a VIDA! Porque nestes gestos, nestas gestações, revela-se o NADA que são.Medeias capadas, clitóris simbólicos cortados, metafísicas lhe são impossíveis de compreensão porque acovardaram-se do necessário enfrentamento e, tendem, frustradas como são, a querer bloquear o fluxo sanguíneo que alimenta a VIDA!SIM A VIDA! É ISSO QUE ELAS NÃO SUPORTAMÉ PRECISO DIZER: A VIDA! É ISSO QUE NÃO SUPORTAM.”

 

Freud, estudante em Paris, assistindo as aulas do Professor Charcot, escreve em seu diário:  “Curioso como este homem, contrariando a medicina orgânica, se dispõe a tratar destes casos, destas mulheres que, sem nenhuma justificativa orgânica, sem nenhum problema físico não andam, não vêem, falam línguas incompreensíveis, convulsionam, se contorcem, se dão ao espetáculo. Negam a medicina e todos os estudos do corpo, da lógico-físico-química que aprendi em Viena. Que natureza é essa que se insurge contra todas as evidencias? Que corpo é esse que nega a natureza e se impõe como um enigma?”

Freud em Viena, anos depois:  Charcot tinha razão, porém a solução está na decifração da diferença entre o anatômico e o simbólico, entre o biológico e o imaginário.  

Mas o que quer uma mulher? De que desejo ela sofre? Qual  a sua queixa? Oscilam sempre entre TER e SER o Falus. A castração, de que todos sofrem. Existem homens histéricos também, levam, em alguns, a uma busca desenfreada pela reparação do que julgam ter perdido e que só o outro possui o que, por direito, acreditam ser seu, e quando chegam a isso, percebendo o equívoco e o peso de estar na posição fálica, de suportar esse peso, renunciam, gerando a constante e indefinida queixa contra a vida, sempre insatisfeitos, pois querem o que não desejam e desejam o que não querem. Precisam entender que necessidade é diferente de vontade. Não estão satisfeitos dentro de suas peles, acomodadas com os ditames de seus corpos. Os outros, para se livrarem do mesmo dilema, se sacrificam em espírito, negam o corpo e tendem a se manifestar enquanto puro espírito, mera abstração, meros rituais, dissociados de si mesmos. As minhas queridas histéricas – a quem devo minha descoberta da Psicanálise  - me dão exibição, seus corpos são para serem vistos, olhados, alvos de pena e de piedade, de atenção. Meus obsessivos negam seus corpos, sendo puramente pensamentos. 

Triste Fim. 

Continua João Carlos: 

“Começa mais um a semana de moda, mais uma Fashion Week no Rio, em São  Paulo ou em Paris. Ocupa em São Paulo o prédio da Bienal de artes que em sua ultima edição, deixou um andar inteiro vazio, ou melhor, com cinco extintores de incêndio que para muitos desavisados era a instalação de um anônimo e gastaram suas metafísicas e seus conceitos decorados posando de complexos analistas da historia da arte e da sua libertação da representação após o advento da fotografia (Susan Sontag). As passarelas montadas, a primeira fila repleta de celebridades, a musica, o conceito, a inspiração e la vamos nos.Mulheres cabides, descabeladas, desfiguradas, magérrimas, andando trôpegas, apáticas, sob as luzes dos flashes, sobre os aplausos, sob a fome negada, sob  a tirania compensada num reconhecimento patético que durara o tempo do desfile. Meninas em busca do quê?”

GT: Pois é. Pergunto-me e pergunto a todos: Em busca de quê? Lola, coitada, já deve ter cortado os pulsos em Passau, onde mora ou morava.  

No mais, ligando tudo isso ao “cross gender bathroom” e a falta de sofisticação de alguns países em relação a outros, me lembro que criticar o Brasil hoje em dia é sinônimo de anti-patriotismo, é sinônimo de Yankee go home, é a mesma coisa que o Stalinismo em seus dias mais cegos e úmbrios com as caras dele mesmo (e de Marx e de Lênin) enormes, ou a de Fidel em Cuba com aquelas bandeiras a la Rudchenko tornando uma critica construtiva numa máquina de destruição em massa: as pessoas não conseguem mais lidar com a critica. Se sentem rejeitadas. Entram em surto. Piram. Entram em pinóia. Viram uma máquina de movimentos espasmódicos e convulsivos que babam baboseiras porque sua identidade foi ameaçada.

Pergunto-me, sinceramente, se o Brasil não se tornou um país pré-Medeia. Um país (de certa forma) Medeia Estéril. Não consegue ter filhos e, quando consegue, não os mata exatamente, mas os coloca numa posição de limbo confuso, algo entre o absurdo e o a falta de vontade de vencer e ouvir. E ver! Melhor ainda, ENXERGAR!

 

Gerald Thomas

18 Fevereiro 2009

 

(Vamp na edição)

 

 

 

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
02/12/2008 - 21:17

O Samba (ou rock and roll) do Branco Doido

Os chefões das companhias automobilísticas de Detroit estão se mostrando modestos, humildes. Ou então essa dança, essa valsa demagógica da falência tomou um rumo encenado por Augusto Boal! Hoje, ao invés de voarem em seus jatinhos, os CEO’s da GM (que perdeu 41%), da Ford (perdeu 39% nesse último quarto de ano), da Chrysler e de todas as outras, retornaram de Washington DC no volante de seus carros “híbridos”, ou seja, “flex”. Ai, ai… Agora vamos esperar o diagnóstico: ou racha de vez ou se vestem com outra roupa e perdem mais dinheiro. A raiz do problema não será resolvida com mais um bailout. Prova? A British Leyland sifu, apesar das intervenções (inúmeras) do governo britânico.

Estão reclamando muito sobre Obama e Robert Gates, Secretário da Defesa. Estão reclamando muito sobre Obama e Hillary Clinton, Secretária de Estado. Estão reclamando muito sobre Obama e Obama. Presidente eleito e de FATO, e estão reclamando muito sobre uma administração  conservadora, quando a promessa era “CHANGE”. Bem, estamos nos EUA. Lembram? Aqueles que nos atacavam dizendo que “ele não tinha experiência” ou que “ele montaria uma Casa Branca liberal demais” estão todos enfiando a cara na privada, pois os EUA ainda são uma instituição PRIVADA. Ah, claro, esqueceram! Sim, política aqui ainda é BIG BUSINESS, sim, mas até certo ponto!

SPLIT SCREEN PRESIDENCY

O fato é que praticamente não se encontra mais o Bush em lugar nenhum. Não se consulta mais o cara! Até os Republicanos estão com vergonha. E num programa da ABC ele FINALMENTE confessou (WASP raramente confessa) que NÃO estava preparado para guerra em que se meteu.

Poxa, Mr. Bush, a bit too late, don’t you think?

Tarde demais. Quando querem saber de alguma coisa, perguntam para o VERDADEIRO presidente: Barack Obama. Incrível! Se estou orgulhoso? Mais que orgulhoso! Claro que estou. Óbvio que estou.

Mas receio mesmo, tenho de blogs. Nos fazem mal.

Viraram algo que nem (nós mesmos) agüentamos mais. Espero, para o bem do mundo, que o blog tenha vida curta. Que encontrem um HIV para acabar com essa baboseira toda que infesta a internet. E rápido!

Enquanto escrevo, Obama encontra com os Governadores dos vários estados daqui de dentro (como soa estranho isso…) estados dos Estados Unidos. Hummm, Obama de cara com Sarah Palin? Não, ela se mandou para Mumbai para “ajudar” as vítimas. E para AJUDAR Sarah Palin, foi o McCain. A palhaçada não acabou nem mesmo depois da eleição.

Então, vamos à palhaçada, já que blog não passa disso! Somos o entretenimento de não sei muito bem quem, mas ainda hei de descobrir!

Ah, e quanto ao mundo? Esse efeito Dow Jones… “The devil in Miss Jones”, aquele filme pornô que andava lado a lado com “DEEP THROAT” – com Linda Lovelace. Engolia  tudo. Assim estamos, me parece. Como Linda Lovelace. Engolindo tudo! Digo, a boca dela, até  a garganta. Interessante o diálogo fictício que mantive de madrugada com um comentarista, o Garganta  (Mr. Throat), sobre “moralidade”. Deve estar aí embaixo, nessa coluna de baixo.

“Deep Throat”, vocês devem lembrar, também era o informante de Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post, que acabaram com a vida de Nixon ao revelarem o escândalo de Watergate.

Ao diálogo, então! Ah sim, é sobre Gays! (pelo que me lembro e, confesso, não me lembro muito bem):

Garganta
: “Caro senhor Gerald…”

GT: Sim, Mr Throat.

Garg: “Só mais uma coisa, como este pessoal gosta de chocar a sociedade, eles vão fazer de tudo para aparecer como vitimas, já imaginaram um domingo a churrascaria Porção lotada de famílias, e duas bibas se beijando na boca, é não se enganem isto vai acontecer.”

GT: Mr. Throat. Essa churrascaria seria o aumentativo do porco? Por que o cedilha? Bem, eu vivo na mais livre das sociedades desse MUNDO redondo que Colombo (ou Kojak) colocou em pé! NY e Londres! Fico triste pelo Sr.. Triste que seu império stalinista tenha despencado, mas despencou. Foi-se. Acabou. Estilhaços. Aqui homens, mulheres, qualquer “ser” se beija em restaurante, fora dele e nada acontece. Nada demais. A vida continua. Celebs gays e não gays adotam crianças, criam elas e a vida continua linda (ou péssima, pros niilistas, mas vamos deixar esse depto. pra Schopenhauer, que tal?). Desde Rosie o’Donnel até Ellen De Generis ou outros notórios Gays, Lesbians e Simpatizantes vivem vidas normais, pedem o mesmo prato que o Mr. Garganta Stalinista gostaria de mandar pros Gulags e…

Mr Throat: “já imaginou o constrangimento das famílias e seus filhos?”

GT- Que loucura! Já pensou?? Lembra quando Johnson assinou o FIM DA SEGREGAÇÃO aqui nos EUA? Que LOUCURA!!! Negros e brancos bebendo da mesma fonte. QUE LOUCURA E…
SENTADOS LADO A LADO NOS TRANSPORTES PÚBLICOS, MR. THROAT. QUE LOUCURA, QUE LOUCURA E… QUE LOUCURA!

Mr Throat: (me parafraseando) “Para o trem que eu quero descer!!!!!!!!” e Collor 2010 acho que vou te levar pra uma sauna gay que nem o teu idolo!!!!! o Collor himself.
De la voce nao sai mais! Ah nao sai mais….Especialmente quando eles fazem o “trenzinho”
Se rolar mais preconceito aqui no Blog, eu corto!
FALEI !  GT”. Quem foi mais preconceituoso de vocês dois? Por que alguém é obrigado a ir na padaria e ver dois rapazes se beijando?”

GT- Confesso que o pãozinho que vocês chamam de francês no BR é realmente constrangedor. Muito BROMATO. Pouca farinha. Muito BROMATO DE SÓDIO!!! De onde se conclui… embromação! Constrangedor mesmo. Jamais pisaria numa padaria (ih… rimou!)

Mr Throat: “É constrangedor para as velhinhas, as moças de família, os homens trabalhadores e os indivíduos que têm uma vida regrada.”

GT- Não entendi. Homens têm menstruação  no Brasil? É o que vc quis dizer com vida regrada???? De 28 em 28 dias a “coisa” desce e… ao verem homens se beijando… a ‘coisa’ não desceria mais??? QUE HORROR, QUE HORROR, QUE HORROR, QUE HORROR! AINDA EXISTEM MÉDICOS-ESPECIALISTAS DA KGB VIVOS QUE VCS POSSAM CHAMAR PRA RESOLVER ESSA GRAVE QUESTÃO DOS HOMENS TRABALHADORES QUE MENSTRUAM??

MR THORAT: “Por incrível que pareça, a maior parte da sociedade não usa cocaína…”

GT: Eu sei. Preferem encher a cara ou usar remédios “tarja preta” mesmo! Dopamina, serotonina, pânico, ansiedade, MEDO do CAOS, etc. Depressão que não se fala, etc.

Mr Thoat: “não sai de casa depois das dez da noite…”

GT: Não disse? PCC, armas pesadas ou estão  com o estômago dilatado porque foram à padaria de manhã comer o pão  com BROMATO DE SÓDIO e TIVERAM O GRAVE PROBLEMA, AGORA , essa TPM. Essa menstruação que não vem…

MR Throat: “vai na Igreja e bebe leite antes de dormir.”

GT: O sr. diz: macumba, umbanda, candomblé e cachaça ?
Péra aí!!! O sr. é um soviético em exilio em Cuba? Me escreve de Havana? Ah, esse é o regime de Fidel. Começando a enteder.
(Esse Garganta deve ter feito parte de Sierra Maestra e agora a serra dele está… ah… )

Mr Thorat: “Por que as pessoas que tem uma vida regrada( ou alienada, como quiserem) são obrigadas a ir na padaria e se constranger com pessoas que, por assim dizer, fogem da regra heterossexual?”

GT:  Me descreva mais Havana, Mr Throat. Estou interessado en los panes del su pais. Muy interessado. Aqui, nos paises del primero mundo, felizmente tenemos PROTECCION – me entiendes? PROTECCION que defenden el indivíduo…. Mas há lugar en Miami ainda se queres vos yo tengo amigos que pueden…

Bem, o diálogo continuou noite adentro. Nada convencia o Stalinista Pol Potiano. Ele queria (porque queria!) montar um pavilhão tipo campo de trabalho ou de concentração para gays ou blogueiros, ou para ambos. Sei lá: Cuba tem lá suas manias. Cuba Downey Jr. tem lá seus problemas também. A Ford, GM e Chrysler estão num processo de entrar numa padaria e a ponto de pedir uma “média com pão e manteiga” ou ajudar o Daniel Dantas a catar papel higiênico em Bangu 2 ou Bangu 1 ou qualquer Bangu.

Em Bangu deve ter angu. Não sei se angu tem milho mais puro do que o etanol que o petróleo que fez com que Bush… ah não… CHEGA!

Gerald Thomas

(Vamp na edição)

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , ,
27/06/2008 - 19:59

Bye Bye Bill Gates e Hello Nelson Mandela!

Parece que os nomes “micro” e “soft” foram dados por uma namorada depois de uma noitada nada sexual com o Gates. Mas hoje, com tanto dinheiro, quem precisa de um “Macrohard”? Bem, tchau né?

“She rocks” – Barack Obama disse agora há pouco sobre Hillary.  Os dois fizeram sua primeira aparição em público em “Unity” (nome apropriado né?) New Hampshire.

Polo Norte derretendo, Amazônia queimando: o planeta em chamas. Nosso pior inimigo: nós mesmos. Já dizia o “Blue Print for Survival”

LINDO tributo a Nelson Mandela hoje em Hyde Park. Completou 90 anos (27 dos quais na prisão) Uma presença de MILHARES de pessoas , estrelas, Hyde Park REPLETO,

Uma coisa emocionante! Caramba. Emocionante o que esse homem representa.

GT

Autor: gthomas - Categoria(s): shot cuts Tags: , , , , , , ,
27/06/2008 - 14:25

Beijo gay, Cascata no East River, e os Eixo do Mal passa a ser o Eixo do Bem: jogos políticos infantis que matam milhares de pessoas!

A caminho de Londres – Dá pra entender? Diria o meu mestre Haroldo de Campos: “Claro que dá! Politícos não são seres humanos, são cavalos que – por acaso, falam!”

Muito bem posto, como tudo que Haroldo dizia, fazia, escrevia. Até anteontem a Coréia do Norte era “evil, axis of EVIL”, eixo do mal, berrava Bush em seus discursos imbecis do Rose Garden ou em qualquer possibilidade que tinha. Agora, de repente, porque houve uma leve “distenção”, à lá Geisel, e porque Kim Jom (fanático por filmes de Bond), explodiu seu próprio site dito nuclear, pronto. Mudou. Agora ele é amiguinho: ele é do eixo do bem.

Sempre disse que os Alemães pós-guerra não são lá essas coisas:

Passo muito tempo lá. Operas e tal. “Não, mas, Gerald, você precisa notar as diferenças”. Ora, claro que noto. Eu mesmo, numa entrevista pra Abendzeitung de Munique em, sei lá, 89, dizia que os jovens deveriam parar com essa culpa culpa culpa pelos que os seus pais haviam ou não haviam feito.

Mas sem duvidas existe uma “máscara”. Uma fortíssima MÁSCARA usada por grande parte da população. Basta tentar se erguer um monumento público gay e… a bola rasga os culhões e a testosterona dos machos da CDU, e os neonazis da ex-DDR (Alemanha Oriental que NUNCA realmente se integrou nesses quase 20 anos): vejam…é o seguinte: Enquanto o Prefeito Bloomberg elogia cascatas artificiais que
“edificam” a água, e criam MUROS em várias partes do East River e Governor’s Island, criando uma imagem conceitual e politicamente correta, usando elementos crus, reais, mas que certamente não incomodam a ninguém, em Berlim um monumento às vítimas gays do Holocausto também é alvo das feministas.

Imagem de beijo gay foi vetada ja no próprio convite. Os artistas Michael Elmgreen e Ingar Dragset terão de mudar filme exibido no memorial

Um simples bloco de concreto, em homenagem às vítimas homossexuais do Holocausto, já de pé faz mais ou menos um mês, no parque nobre da cidade, o Tiergarten (onde meu pai brincava quando criança)… prova que parte do país continua homofóbica e relutante em conflito, ou melhor, com as feridas expostas no que diz respeito ao seu passado nazista. Haja instituto Goethe no mundo pra tentar reparar essa imagem!

As feministas estão putas! “Só tem homenagem a homem gay. Não tem homenagem às lésbicas!” É dificil. Área de conflito é dificil. Se manter um blog sem receber insultos já é uma barra, imagina erguer um monumento em homenagem aos gays no holocausto, ou um ex-eixo do mal fazendo as pazes com o eixo do bem, putz!

O buraco é sempre mais embaixo não? Trata-se de atos simbólicos. Tudo passa a ser um ato simbólico. Aliás, obrigado Nelson de Sá e Lenise Pinheiro por terem postado a foto de Paulo Szot em Nietzsche Contra Wagner, porque é facil querer esquecer quando se quer esquecer. Mas a História prova que nada como um “pacto” depois do outro, assim como aquele que Me-Fist fez com Me-Faust, um cabendo dentro do outro (faust em alemão quer dizer “punho”’; Fist em inglês quer dizer “punho”) e que política e arte se cruzam quando se trata do assunto infantilóide de “hoje sou teu amigo, hoje não sou teu amigo”.

Ontem Obama e Hillary se encontraram pela primeira vez depois que ela oficialmente deixou a campanha. Bill Clinton oficialmente endossou Obama e se mandou pra Europa pra escapar de responder perguntas (desde quando a Europa é esconderijo?). Como voces podem ver, Jung está de volta, Haroldo de Campos está de volta, os que lêem entrelinhas, entredentes, entre claustros estão firmes e fortemente em voga: pena que tantos inocentes tenham que morrer por causa de joguinhos tão imbecis.

Gerald Thomas – 27 de Junho em lugar nenhum.

PS: E no Brasil nao parece ser diferente

BRASÍLIA - Ao ser levado algemado após sua primeira audiência na Justiça Militar, o sargento Laci Araújo, que assumiu publicamente no mês passado relacionamento amoroso com o então sargento Fernando Alcântara, reagiu às negativas de liberdade que recebeu. “Eu sou um judeu em um campo de concentração”, disse.

MUITO PERTINENTE

Gerald

Autor: Ana - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , ,
24/06/2008 - 12:44

“True Lies!”, sim aquele filme de 1994, a morte de George Carlin e um pau duro na mão sem um orgasmo à vista!

New York –  George Carlin está morto. Aliás ele falava muito da falcatrua sexual em tudo. Como? Não entendeu? Falcatrua no sentido do pacto/ corporativo/ orgiástico/ governamental/ religioso: sim…. trepar, em orgasmos, desde o próprio, o gozo, ou o gozo político. Gozava de tudo. E gozavamos com ele. Agora, morto, estamos todos secos. Esse tipo de obituário mórbido nenhum jornal publica. Digo, nós da (ex)contracultura que ainda berrávamos, ainda berramos, ainda tentamos ser politicamente incorretos, estamos um pouco mais amputados, amputados assim como Manhattan ficou no dia em que o Word Trade Center foi derrubado.

As torres gêmeas eram um símbolo fálico, se assim quiserem. Bin Laden derrubou aquilo que Andy Warhol chamava de “nada vezes dois” ou os prédios que eu vi crescer, e que eu chamava de arquitetura da minha era (já que eu os vi tombar da minha janela em Brooklyn), eu os comparava a “Esperando Godot”, uma peça em dois atos onde “nada acontece” (palavras do ex-crítico Walter Kerr). Mas por que tudo isso? Ah sim, porque algo nos calou. Até Carlin… até hoje….mas temos a campanha de Barack Obama.

Carlin, cara, era o MÁXIMO. Sua fase “dura-hippie-FM” começou na década de 70. Mas todo mundo ontem falou sobre isso. O programa do Larry King teve o Jerry Seinfeld e Bill Mahr e outros convidados, e a OpEd page do NYTimes de hoje traz um artigo do proprio Seifeld sobre o mais venenoso “americano-anti-americano” de todos os comediantes (“estou velho mesmo, o que eles podem fazer comigo?”, dizia ele). Morreu mais ou menos dez dias após Tim Russert, e umas três semanas depois de Bo Diddley. Em 2008 é um por semana que vai. Merda!

Querem saber? O público ria de nervoso do humor antipatriótico e agnóstico de Carlin. Mas aqui não se fala em outra coisa senão o preço da gasolina e do barril de petróleo (black gold) e dos Saudis Saudis Saudis (como se fosse uma saudacão!) e de reservas de carvão no Canadá que “viram” gasolina através de um processo químico, e da indepêndencia do Brasil e da Venezuela de petróleo estrangeiro. Ah, fala-se também do etanol e dos carros flex, e está todo mundo sem saber o que fazer com os seus enormes SUVs que “bebem” gasolina!!!! Portanto, a morte de um artista não vale nada. Melhor, vale pouco: a população quer seus carros, suas highways lotadas, suas SUVs e Hummers na estrada e? E o quê? Com o galão a mais de 4 dólares e centavos, está todo mundo com o cu na mão.

O que era lindo ontem, é um monstro hoje!

Estranho isso. Estranho uma ova. Pra quem não conhece o curso da História, tudo é estranho. Tudo é um ninho, tudo passa a ser um passáro sem asas, castrado, em seu próprio ninho, berrando em grego clássico algo como “platão platão, venha pro diálogo!” Ninguem entende nada. Reportagens mil, e o povo começa a entender quem detém o real (real de royal) poder no mundo: os arabes: os Saudis. Ou aqueles que sentam em cima dos terrenos que ainda JORRAM, ejaculam petróleo e mandam em seus preços!

Ah sim, ejaculam.

Mas quem ouviu, desde cedo, como eu ouvi que “um dia, o caseiro largou tudo, e apontou o dedo na nossa cara e nos chamou de JUDEUS, e disse que voltaria com sua turma pra se apossar da casa”, nada assusta. Isso, contava minha minha mãe, meu pai, minha avó, era 1936. Berlim.

Sim, algumas coisas assustam: a dificuldade de se chegar ao orgasmo.

Cade você Willem Reich?
Mas quando se toma antidepressivos o efeito “buffer” eh de fato, estranho. Tentar distinguir entre metáfora e realidade fica difícil. Chora-se com bobagem. A emoção fica longe, porém aqui dentro num ‘rehab’ interno, presa, querendo sair. Estranho mesmo.
Deveria ter um obituário diário para aqueles que não conseguem ter orgasmos: esses antidepressivos deprimem. Não, não é que deprimam. Te afastam da vida. Sim, melhora um pouco. Mas te deixam com o pau na mão.

“TRUE LIES”

Já o filme de 1994 de Jim Cameron, com Schwarzenegger, “True Lies”- “Verdades mentirosas” ou “mentiras verdadeiras” (tanto faz), pode ser uma maneira interessante de nos contar como chegamos até aqui. Digo até aqui, a administração Bush, e a administração do próprio Arnie, hoje governador da Califórnia, republicano com um pé no partido democrático pois é casado com Maria Shriver, uma Kennedy. Arnie está cogitado pra ser um dos membros do próximo gabinete de Obama, se eleito.

Parece mentira. Ou melhor. Parece vidência. Ou estava tudo nas entrelinhas. Já vi esse filme, escrevi sobre ele quando eu tinha coluna no Globo (está no meu livro, o “Encenador de Si Mesmo”), e outro dia ele passou no TNT. Essa “pérola” de 1994, talvez possa nos revelar porque entramos na era Bush do jeito que entramos. E mais: lembram quando Bill Clinton estava sendo investigado por Ken Starr (por causa do blow job de Monica Lewinsky), e Hillary falava de uma “right wing conspiracy” em Washington?

Pois bem. Não estou mais em Graz, Áustria. Estou escrevendo em junho de 2008, New York, e faltam 8 meses pra que Bush termine seu segundo termo. Ufa!

Muito do que a administração Bush pregou (entre o criminoso Rumsfeld e o desastroso Ashcroft) estão estampados nos fotogramas aqui. Está tudo nesse filme: desde as “ameaças” de terroristas islâmicos radicais querendo destruir “uma cidade Americana por dia seja com uma bomba, ou de outra forma”…ou através dos jargões que hoje ouvimos do Al Qaeda. Ou Jim Cameron é vidente ou…sei lá: de qualquer forma o filme é mais que um simples action movie. É genial. Uma triste e bela metáfora pros desatrosos tempos de 2008 (guerra, destruição, ameaças através de terrorismo espalhado pelo mundo usando petróleo como “refém”), só que “released” em 94, ou seja, deve ter sido concebido, produzido, filmado, etc, em 92, 93 , por aí. Hum…!

Sim, Carlin está morto, Arnie talvez componha com Obama (que loucura : cada um tem o Kissinger que merece!), e o posto de gasolina aqui perto é um símbolo fálico de que saem poucas gotas das longas mangueiras de suas bombas. Sinal dos tempos, meninos. A tendência é piorar, diz Frank Sesno, da CNN, um mega repórter. E depois, numa situação de emergência, de offshore drilling, de alternative fuel development, de não sei o que lá, depois que não restar mais uma espiga de milho pra se comer (adeus Andre Valli, Visconde de Sabugosa), porquê foi tudo pro etanol, quem sabe começaremos a gozar da vida e a gozar de novo. A ejaculação nao será mais monopólio dos poços de petróleo.

Gerald Thomas
24 Junho 08

Autor: Ana - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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