29/01/2009 - 07:20
Por: O Vampiro de Curitiba
Terrorista do PAC
É ÓBVIO, desconfiado leitor, que não falarei sobre o PAC da nossa Ministra Dilma, o seu “Programa de Aceleração do Crescimento”. Por que falaria? Quero me referir ao terrorista italiano Cesare Battisti e seu “Proletários Armados pelo Comunismo”. Só porque ele andou explodindo os miolos de alguns de seus conterrâneos, vejam só!, o Governo Italiano quer sua extradição. Tarso Genro, Ministro da Justiça do Brasil e grande poeta, sujeito macho, como todo bom gaúcho, peitou toda a opinião pública italiana e ainda deu uma lição de moral nos juristas daquele país. Esses italianos! Só porque conseguiram desarticular toda a máfia daquele país, com a famosa operação “Mãos Limpas”, acham que podem se comparar ao Governo brasileiro. Não, não é bem assim! Primeiro devem aprender com a nossa justiça como punir criminosos, principalmente os de colarinho branco. Battisti e seu advogado, o petista Luiz Eduardo Greenhalgh - um dos advogados de Daniel Dantas - podem ficar tranquilos: Daqui Battisti não sai, daqui ninguém o tira!
Depois, tem outra: Como Cesare Battisti poderia ser extraditado para uma prisão italiana? Nem pensar! Prisões devem ser como as brasileiras. As do Pará, da Governadora Ana Julia, também petista, por coincidência, são as melhores. E não adianta a direita deletéria inventar que numa dessas prisões uma menina, de menor idade, era sistematicamente estuprada em troca de comida. Não, para a Itália não! Se a Itália fosse tão civilizada como dizem, nosso presidente Lula teria pedido cidadania italiana, e não cubana, como fez. Por outro lado, se o Brasil fosse tão ruim, como alegam os italianos, a familia de Celso Daniel, prefeito assassinado, do mesmo partido dos nosso presidente, teria pedido asilo politico, sei lá onde. Na França, talvez. Além do mais, Tarso Genro, esse humanista, sabe o que faz. Que o digam os boxeadores cubanos, aqueles cruéis traidores! As relações exteriores do Brasil com o resto do mundo, diga-se de passagem, nunca estiveram tão em evidência como neste Governo petista. Os tiranos israelenses e norte-americanos e os democratas do Sudão e do Hamas sabem muito bem disso. Já provaram todo o discernimento do nosso grande presidente.
Eu não consigo entender tanta má vontade com o Lula por parte de setores da Imprensa. Aquele colunista da Veja, não o tal de DiEgo, aquele outro, sim, o do chapéu, esse mesmo: Por que tanto ódio ao nosso presidente? Oras, todos sabemos que Lula sempre foi um trabalhador modelo. De vez em quando perdia um dedo no torno mecânico, mas, convenhamos, isso até que é normal, acontece sempre… O importante é que tanto Lula como seus familiares continuam vivendo modestamente, como antes de chegarem ao poder. Um dos filhos do presidente, me corrijam se eu estiver enganado, continua trabalhando como zelador num Zoológico. Se fosse um oportunista já estaria milhonário. Mas o colunista não se cansa em criticar. Vive inventado calúnias. Só falta, agora, inventar que o nosso presidente bebe em demasia. Essas pessoas, esses pseudo-jornalistas, têm o terrível hábito de chamar todo aquele que rouba de ladrão. Todo aquele que mata, para eles, é assassino. Não entendo o porquê de tanta rigidez axiomática. Nós, os brasileiros, somos um povo de gingado, temos os nossos valores, como o Samba, o Futebol, o Carnaval, a cachaça. Aprendemos a ver a coisa sempre em seu contexto. Sabemos relativizar nossos conceitos. Além do mais, ninguém acredita mais nessa conversa de “mensalão”, “caixa-dois”, etc. Nós, povo da Banâni… (ops!), digo, povo do Brasil, somos espertos o bastante para não acreditar nessa mídia golpista, É ÓBVIO!
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Um internauta me mandou uma ficha que rola na Internet. Não entendí muito bem. Só me enviou a ficha com os seguintes dizeres: “Terrorista do PAC”. Por desencargo de consciência, publico abaixo a tal ficha. Mas já adianto que não acredito se tratar de Cesare Battisti. Vejam que estranho:

Brasil, um país de todos
Já que o Brasil dará asilo a Cesare Battisti - inclusive recomendo que lhe seja concedido uma indenização, uma bolsa-ditadura – e já que também demos asilo político ao Padre Medina, terrorista das FARC - com direito a emprego para sua mulher (isso que é padre revolucionário: é padre, mas gosta de mulher, que ninguém é de ferro) - quem sabe, amistoso leitor, se não poderíamos ajudar Obama com os presos de Guantánamo? Não, apenas isso, não! Seria muito pouco diante da grandeza humanista de Tarso Genro. Por que já não aproveitamos e resolvemos também o problema no Oriente Médio? Claro, deslumbrado leitor! Os Palestinos precisam de um Estado, não precisam? Então! Criamos um Estado dentro de Banân… (putz, que mania, essa minha!), digo, criamos um Estado dentro do Brasil e damos abrigo não só aos prisioneiros de Guantánamo, mas também aos libertários do Hamas, do Taleban, do IRA… Cesare Battisti poderia ser o, digamos, prefeito desse Estado. Filia-se ao PT, paga 10% ao partido e está tudo certo! Nunca antes nestemundo…
Participe deste momento histórico:
Que país do turismo sexual, que nada! Agora seremos também o país dos companheiros! Vamos escolher onde será localizado o Estado dos Companheiros:
(a) Em São Paulo, bem pertinho do PCC
(b) Em Foz do Iguaçu, bem pertinho da Tríplice Fronteira
(c) No Rio de Janeiro, bem pertinho do Comando Vermelho
(d) Em Brasília, bem pertinho do PAC
Obs: Não, engraçadinho leitor, em Curitiba NÃO VALE!!!
O Vampiro de Curitiba
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PS do Vamp: Petralhas, aprendam a ler! Não foi Gerald Thomas quem escreveu o artigo acima!!!!
PS2 do Vamp: Pessoal, é preciso estar sempre “atualizando” manualmente a página do Blog, pois ela não está atualizando automaticamente. Mesmo se fechada e aberta novamente. Portanto, se você está entrando neste momento, antes de fazer o comentário, atualize a página.
PS3 do Vamp: Viva a Sexta-feira!
Autor: gthomas - Categoria(s): Colaboradores
Tags: Brasília, Cesare Battisti, esquerda, FEBEAPÁ, Hamas, O Vampiro de Curitiba, Padre Medina, Pará, PT, Rio de Janeiro, São Pulo, Sergio Porto, Taleban, Veja
08/01/2009 - 16:50

(Foto de Gerald Thomas, do celular)
Há cerca de um mês estava tudo tranquilo. Quer dizer, tranquilo…Nunca nada, ever, está tranquilo. Mas Ellen Stewart, a fundadora do La MaMa ETC (Experimental Theater Club, que cunhou esse termo, ‘teatro experimental’), estava em seu apartamento, no 5 andar acima do teatro onde comecei minha carreira ‘oficial’ com as peças de, bem, vocês sabem de quem. De um irlandês famoso, o mais genial: Sam Beckett. E, até semana passada, nosso presidente Barack Obama ainda estava no Havaí de férias e o bombardeio entre Israel e o Hamas ainda não havia começado. Não era Natal ainda. Jesus ainda não havia nascido.
Bem. Os dois Baraks, ou Baracks, saíram de seus refúgios e Ellen Stewart entrou, em estado grave, para o hospital, para o refúgio de uma UTI. Algum paralelo? Talvez. Ontem, ao visitar a minha mamma, a pessoa a qual devo toda minha vida teatral, ela me dizia: “temos dois Baraks, dois Baracks, você precisa escrever sobre isso. E precisa escrever sobre como os judeus sefaradins são perseguidos por vocês!”
Eu, Mamma? Eu não persigo….
“Você, é maneira de dizer… vocês ashkenazis”
Ela se referia aos milhões de judeus Yemenitas, Etíopes e Somalianos ou Egipcios ou Iraquianos e aqueles nascidos em solo “palestino” de cor escura. “São tratados como nós, negros, éramos, ou ainda somos, pelos brancos, aqui e no mundo”.
Sim, Ellen sabe tudo sobre racismo. Vinda de Chicago para New York nos anos cinqüenta pra trabalhar como estilista na loja Sack’s Fifth Avenue, ela tinha que entrar pela porta dos fundos. Era a única estilista negra. Lutou, berrou, esperneou e ralou até que chegou onde chegou: Fundadora do mais reconhecido teatro experimental do mundo, aquele que trouxe (da Polônia) Jersy Grotowsy e Tadeuz Kantor ou, do mundo, Peter Brook, Kazuo Ono, ou de paises confinados, ou reduzidos a trapos, dezenas de artistas do palco pra cena do East Village e deu ‘voz’ pra companhias como o ‘Mabou Mines” (de onde surgiu Philip Glass), e tantas milhares de outros, como Sam Sheppard ou até Robert de Niro e Bob Wilson….Ellen é, como diz Harvey Firestein (autor de “Torch Song Trilogy”), “Ellen é responsável por 80 por cento do que está nas telas e nos palcos americanos” (entrevista a Vanity Fair de anos atrás).
Estamos confinados.
Até semanas atrás, Ehud Barak, ministro da defesa de Israel e ex- Primeiro Ministro (deposto em 2000 ou 2001, não me lembro), era considerado um homem praticamente morto na vida política israelense. Ele é membro do mesmo partido trabalhista (o de Golda Meir e Ben Gurion, o fundador do Estado de Israel)…. ah, e, by the way, Barak é sefaradim , portanto não muito popular entre os “brancos” como Benjamin Netanyahu, também ex-primeiro ministro, educado aqui nos States, um perfeito sotaque inglês americano, um cara que era visto jogging em Central Park, digo, o Natanyahu.
Bem, ninguém está mais falando assim de Ehud Barak agora, nesse momento. Essa guerra contra o Hamas ou contra os palestinos, depende de como vocês queiram ler, é uma guerra ‘tida como pessoal’. Paralelos com George W Bush e o Iraque? Sim, já que o Pai, George Bush “Senior”, dono da guerra Desert Storm deixou o ditador Saddam Hussein, intacto? “W” foi lá e, crau! Estamos onde estamos. E a dívida? E a dívida humana?
Paralelos? Ontem, conversando pausadamente com a Ellen (nome da minha mãe biológica também), no hospital – (e não riam) – “Beth Israel”, ao sair para comprar uma barra de chocolate pra ela, perguntei pra alguns médicos judeus orthodoxos o que achavam do atual conflito: “DISGUSTING ! “Em tantos anos de intelligence gathering, deveria se achar uma outra maneira de desmantelar um grupo terrorista como o Hamas”. Já outro me dizia…”Crush them all” (massacrem, amassem todos!).
Barak está todo prosa: vestido com seu casaco de couro ele está respeitadíssimo entre seus pares no Knesset (parlamento) Israelense. Barack Obama está morando provisoriamente num hotel em DC. Faltam 12 dias para sua inauguração. Todo prosa, e com razão, ele está com seu terno e gravata tentando dar um jeito na economia americana que está um trapo: parece uma dessas fotos que se vê saindo de Gaza. Me desculpem pela péssima analogia, mas era evidente que um paralelo gráfico teria que ser feito.
Ellen Stewart apertava minha mão. Dificuldade em respirar. Mão enfaixada pelas injeções de insulina, etc. Ás vezes encostava a cabeça no meu ombro. Essa cena me é comum há três décadas, afinal, essa é a pessoa que me deu a vida no palco e comemora NOVENTA anos de idade. E me diz….”genocídio de crianças eh imperdoável…sob qualquer circunstancia….e a perseguição entre vocês….”. A enfermeira interrompeu. Era hora dos procedimentos médicos. Saí do quarto. Fiquei em pé no corredor pensando nessa mulher que passou metade de sua vida profissional amando Israel, montando um teatro lá.
Hoje, com o ataque do Hesbollah, ela já está em casa, sempre com a televisão ligada. “Gerald, escreve o que você tem que escrever, mas escreve para o palco. Não entendo isso de Blog que você fala”.
Essa é uma homenagem a Ellen Stewart. Essa é uma homenagem a todos os que têm uma opinião, seja ela qual for. Mas cuidado: para se ter opinião mesmo, deve se saber onde, porquê e quando. E não arrotar ou reciclar bobagens.
Gerald Thomas
PS: Este artigo só faz sentido se lerem antes “Israel Sexy”, no post abaixo, com seus quase 700 comentários.
(Vamp na edição)
Autor: gthomas - Categoria(s): artigos
Tags: Barack Obama, Ben Gurion, Bob Wilson, Bush, Chivago, East Vilage, Edu Barak, Ellen Stewart, Golda Meir, Hamas, Harvey Firestein, Israel, Jersy Grotowsy, judeus, Kazuo Ono, La MaMa ETC, New York, Palestinos, Peter Brook, Philip Glass, Robert de Niro, Sam Sheppard, Samuel Beckett, Tadeuz Kantor
29/12/2008 - 20:11

New York -“Segui o Che pela cordilheira Alpina atrás de queijo suíço . Só deu buraco!” Essa frase caía bem na boca do GRANDE (Maior) ATOR, Marco Nanini, na peça “Circo de Rins e Fígados” que eu tenho rodado aqui no Blog nessa última semana.
Ela deveria representar uma espécie de besteirol e deveria compilar (e compila!) a falta de compreensão total do homem moderno em relação ao tempo em que vive. Assim somos, não é? Quando observo essa ridícula e triste REPETICÃO em Gaza entre as mesmas “equipes” (não se trata mais de alianças: entendam meu ponto de vista: o jogo se entende como esporte, a multidão que o assiste se mata e acaba sendo assassinada e os esportistas, os estrategistas raramente ficam feridos. Mas berram. E como!)
Vejo o vergonhoso caso Madoff: 50 bilhões de dólares e como ele (e tantos outros que ainda não conhecemos!!!!!) conseguiram ROUBAR e ROUBAR e ROUBAR por ter sido mais um mestre nesse jogo: qual a natureza desse jogo?
Esse que vejo sendo jogado no dia a dia pela mídia. Existem diferenças, claro. Mas poucas. Não pensem nem por um segundo que o iReport da CNN é um veiculo democrático ou a “Minha Notícia” desse portal ou de outros são, igualmente, democráticos: ao contrário. São formas demoníacas de fazer com que o leitor, internauta ou participante se sinta “parte do time” por um dia, dois dias ou por alguns minutos. É Andy Warhol diluído. É o filme “Network” de Lumet sendo “pacificado” pra que a gente nao saia abrindo janelas berrando “this is bullshit and I’m not going to take it anymore!”
A Faixa de Gaza ou o West Bank que em português se chama Cisjordânia (tenho antipatia por essa palavra em português, e não me perguntem por quê): por quanto tempo? Por mais 5000 anos? Ou desde 48 e até…….2048 pra que 100 anos de sangue rimem com 100 anos de solidão, e RETIREM o Nobel de Garcia Márquez ou de Saramago….e de Harold Pinter (que aliás, apoiava Slobodan Milosovec, um tremendo carrasco e filho da puta…). Mas sou incurável mesmo. Nao tenho jeito: Pinter está morto e mesmo assim: no vídeo que roda aqui no Blog (de aceitação do prêmio Nobel) o “silenciador” explica a formula de como “monta” uma peca sua! Ora! Que piada. Pior que isso! Diz que dá nome ou letras aos seus personagens: A, B, C ou D. EXATAMENTE, ESCARRADAMENTE, cópia total de Beckett.
Sua devoção ao mestre Sam era tal que, já com câncer terminal – quase sem poder falar – em 2006, ele entra no palco como ator e faz um espetáculo de Beckett , “Krapp’s Last Tape”. Pra quê? Pra colocar sua estúpida fragilidade Slobodomiana à vista? Sei!
Invasão, guerras, Hamas, Hessbolah, Al Qaeda, terrorismo, Exércitos e armas…..desde que existimos aqui….desde que olhamos pro outro ou pra outra, ou o pé do outro da outra ou pro outra do outro, a guerra esta declarada:
“A agressividade não foi criada pela propriedade. Reinou quase sem limites nos tempos primitivos, quando a propriedade ainda era muito escassa, e já se apresenta no quarto das crianças, quase antes que a propriedade tenha abandonado sua forma anal e primária; constitui a base de toda relação de afeto e amor entre as pessoas. Se eliminamos os direitos pessoais sobre a riqueza material, ainda permanecem, no campo das relações sexuais, prerrogativas fadadas a se tornarem a fonte da mais intensa antipatia e da mais violenta hostilidade entre homens que, sob outros aspectos, se encontram em pé de igualdade”.
Seria isso uma citação de Freud? Parece que sim. Copiei dos comentários enviados ao Blog.
E tem mais: “O sentimento de culpa seria o mal-estar da cultura, o preço de vivermos em sociedade, reprimindo a sexualidade e a agressividade. Sob esta ótica, o mal-estar é estrutural, próprio dos processos de organização do psiquismo do homem, do fato de ele existir, de ser, pois ele só pode ser e existir como homem dentro da civilização. A existência humana é problematizada por não mais ser natural. Em relação a ela, as leis da natureza são substituidas pelas leis da cultura. Por esta razão, se – por um lado – a civilização em si, provoca um mal-estar, por outro lado, sem civilização não haveria humanidade, seríamos apenas outros primatas regidos pela natureza. A primeira e maior lei cultural, aquela que nos separa definitivamente dos outros animais, é o tabu do incesto, a regulamentação das relações sexuais, com a consequente organização das relações de parentesco, presentes em qualquer sociedade humana, mesmo naquelas ditas primitivas.” Obrigado, Nina, por ter enviado o Freud. Amo quando me enviam Freud. “Freude” em alemão é felicidade. Um mero “e” faz a diferença!
Mas e a tristeza? E a Tristeza do Mundo, hein, Ekram? “Israelenses e Palestinos sabem disso e até poderiam chegar a um termo se não houvesse tantos “bem intencionados” aliados em ambos os lados. Os EUA, por exemplo, estão apoiando esse ataque massivo dos F-16 sobre Gaza. A Rússia e a França condenaram e jogaram a responsa para a ONU, que todos sabem que não significa nada. A ONU é o espantalho no milharal.” Pois é. Sou incurável mesmo e acho que a merda da ONU só serve mesmo pra congestionar o trânsito aqui na primeira avenida. Mas, Sandra, por exemplo, responde…”Quanto a comparar fanatismo religioso com narcotráfico, depende. Se alguém quiser jejuar durante um dia inteiro ajoelhado no milho, tudo bem. Mas terrorismo? Pior: funciona? Veja o que funcionou, e quem fez diferença: Martin Luther King, Ghandi,… O Hamas não fala em nome dos mulçumanos, assim como o narcotráfico não fala em nome dos morros. Você daria a guarda de seus filhos a alguém que convence crianças a amarrar explosivos no corpo? Acha que eles vão parar se Israel não responder aos ataques? Foi o que aconteceu com todas as outras organizações terroristas? Quando pararam de brigar com Israel, brigaram entre si, e tornaram um inferno a vida das pessoas que diziam proteger.
Nina, uma criança que mata um bicho não necessariamente o fará depois de adulto, mas, se o fizer, se, para ela, a crueldade continuar sendo uma coisa normal, ela deve deixar o convívio da sociedade. Não somos obrigados a sofrer nas mãos de pessoas assim.”
Ótimo. Todos os argumentos são ótimos. Justamente por isso, homens, mulheres e crianças brigam, lutam e se matam: o esporte que nao cessa nunca: OLIMPÍADA. A Tocha que não se apaga! Lindo nao é?
Não vamos fazer o jogo aqui dessa hipocrisia! “ai que horror! Ai que coisa triste! E tal” Sabemos exatamente o ser VIOLENTO que temos dentro de nós. Como? Não ouvi direito! Você não entendeu essa última frase? Então seja mais um tolo e pegue toda a sua fortuna e entre no coro dos imbecis e berre: “que horror! Que coisa de louco (silêncio –pausa de 5 segundos , coisa de Harold Pinter)…..e jogue seu dinheiro ou sua arma predileta nos patifes como Bernard Maddof.
E FELIZ ANO VELHO como já disse um amigo meu, que hoje está…
Gerald Thomas
Autor: gthomas - Categoria(s): Sem categoria
Tags: AL QAEDA, Andy Warhol, Beckett, Bernard Maddof, CNN, Faixa de Gaza, França, Freud, Garcia Marquez, Ghandi, Hamas, Harold Pinter, Hesbolah, Israel, José Saramago, Marco Nanini, Martin Luther King, Nobel, olimpíadas, ONU, Rússia, Slobodan Milosvec, terrorismo
25/06/2008 - 13:24
Cena 1 – Aeroporto Ben-Gurion, Israel — Um policial israelense, plantado num topo de um prédio a cem metros do presidente Sarkozy e do primeiro ministro Olmert, olha em volta, cospe no chão, limpa a sua arma pela última vez, dá uma olhada para o céu claro do oriente médio e acaba disparando um tiro em si mesmo. Digo, em sua própria cabeça. Os guarda-costas, rapidamente, se jogam pra cima de Sarkozy e, o que se vê, é Carla Bruni subindo rapidamente as escadas do avião presidencial, e Sarkozy, meio perdido, ainda querendo apertar as mãos de todos os guarda-costas, soldados, etc, porque, sim, à essas alturas, o Olmert e Simon Peres já tinham desaparecido. Levaram “os homem” em outra direção.
Estranho: num país tão preocupado com terrorismo, segurança, e ainda existe essa babaquice de cerimônia de despedida aberta em aeroporto: por quê os presidentes não embarcam em gates, ao invés de ao ar livre? Bem, Carla Bruni mostrou que deixaria seu marido pra trás na primeira ocasião.
E o policial? Deu mesmo um tiro em si mesmo? Ali, naquele lugar? Suicídio? Tudo bem, a gente se acostumou a “comprar” o que a mídia nos vende mas……na boa! Um soldado israelense se suicida ao ser “detail” de segurança na patrulha de despedida de Sarkozy, depois do presidente da França passar 3 dias em solo israelense. Tá ótimo. Vamos nessa!
Óbvio que o porta voz da polícia, Micky Rosenfeld, negou que houvesse qualquer tentativa de assassinato, ou sequer plano de assassinar o Sarkozy (o que me faz pensar: tanta, mas tanta segurança é normal? Digo, os telhados repletos de policiais, a Mossad em tudo que é lugar, gente à paisana espalhada em tudo que é parte e, de repente, BUM! A banda toca alto, um soldado se mata e cai na pista do aeroporto, e um lençol o cobre).
Nelson Rodrigues? Vlacav Havel? “Clear and Present Danger?”
Um filme de Polanski? Não, genial demais pra isso. De John Frankenheimer? Não, esse era ótimo! Vamos ver…ah, deixa pra lá.
Na verdade eu não entendo bem o que Presidentes ocidentais vão fazer em Israel, fora o ôba-ôba e reforçar o tal “êpa, eu sou neutro: eu gosto de vocês, mas AMO os islâmicos, palestinos, os extremistas também, porque lá em casa tem uma caralhada deles e eles queimam meus carros, fazem uma zona ducaralho nos subúrbios de Paris”. Sim, ele foi fazer o que todos vão fazer. Falou no Knesset (parlamento), “advertiu seriamente” a política externa isralense (tem que fazer isso pelo número de islâmicos que habitam a França hoje). Ai meu santo. Dá um cansaço! De repente, vê-se a protocolar foto do presidente francês com o líder palestino Mahmoud Abbas (que não é nem de longe tão divertido quanto o exótico Arafat) (não se fazem mais líderes como antigamente: ah, o De Gaulle com aquele narigão… Esse sim escapou de Hitler (quase se rendeu) e do assassino Chacal). Ah, la belle époque. Sim, Sarkozy foi “apertar” os parafusos soltos entre a França e Israel, tudo bem. As visitas presidenciais devem mesmo servir pra isso. Enquanto isso, o povo baba olhando a Carla Bruni.
“Em nome da França, gostaria de dizer que nos Amamos Israel e Vive la France!”, disse um empolgado Sarkozy, que, as vezes parece um menino de ginásio que não cresceu direito.
Mas – pra que essa preocupação toda? Um policial se matou ali na frente dele e jamais saberemos porquê! O que terá sido?
Cena 2 – A Argentina está à beira de um colapso e eu amo aquele país. Amo. Não sou o Sarkozy e não preciso dizer em nome de ninguém que estou apavorado com uma (possível) nova crise argentina. Será que deveríamos mandar o Sarkozy pra lá, pra ele dizer que o povo da França também “verdadeiramente ama os argentinos?” Sarkozy é parcialmente judeu, por parte de pai e nada tem de argentino. Pena. Um dia ainda teremos um presidente Francês verdadeiramente argentino. Já é tempo! Os argentinos dominam a cena cultural de Paris há tempos. Não vou entrar em detalhes. Leiam um “Manual para Manuel”, de Cortázar. Não é sobre argentinos mas é de um argentino.
Cena 3 – O Hamas, ontem mesmo, quebrou com qualquer possibilidade de paz: mandou ver. Três mísseis mandados por eles foram cair na fronteira israelense.
Mas também, dias antes, a força aérea de Israel, voava a centímetros do espaço aéreo do Iran. Como vocês vêem, esse é um espetáculo que não tem fim. Ele começou bem antes de 1948 e vai continuar até que o último soldado de ambos os lados, plantados em telhados, se dêem um tiro na cabeça, perplexos com o que vêem.
E eu, perplexo com a morte de Da. Ruth Cardoso, continuo a afirmar, que 2008 está engolindo mais gente do que a década inteira de 1990.
Gerald Thomas
Autor: Ana - Categoria(s): artigos
Tags: Argentina, Carla Bruni, Cortázar, França, geopolítica, Hamas, Iran, Israel, Olmert, Palestina, Política, Ruth Cardoso, Sarkozy, Simon Peres, terrorismo
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