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	<title>Gerald Thomas &#187; Ghost Writer</title>
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		<title>Confidências e Inconfidências na Vida de Um Blog (Atualizado)</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 16:14:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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New York – Gente, acontece o seguinte: chegamos a uma espécie de “deadlock”, ou impasse aqui no Blog. Vários são os motivos.
Um deles, certamente, está ligado ao contrato (que só fui ler ontem: “escrever sobre assuntos culturais e, eventualmente, política mundial&#8230;&#8221;). Mas o que está pegando mesmo é o stress! Stress não tem cura, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--></p>
<p><span><strong> </strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span><strong>New York </strong>– Gente, acontece o seguinte: chegamos a uma espécie de “deadlock”, ou impasse aqui no Blog. Vários são os motivos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Um deles, certamente, está ligado ao contrato (que só fui ler ontem: “escrever sobre assuntos culturais e, eventualmente, política mundial&#8230;&#8221;). Mas o que está pegando mesmo é o stress! Stress não tem cura, não tem remédio, não tem solução!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Recebi um comunicado (ou orientação, como preferirem) da direção do IG, anteontem, pra que eu focasse o Blog em “assuntos culturais”. Era, na verdade, a idéia desde o início. Falo, sim, sobre Presidente Obama (e não &#8220;Barack Hussein&#8221;, como quer e insiste denegrir um amigo meu, blogueiro que amo, mas que não se conforma que meu presidente foi de fato eleito), mas procuro encaixar meu Presidente em assuntos relacionados a algum fato cultural. Sei lá como encontro conexões, mas encontro. Seja via Rembrandt (ultimamente), seja via junkies nas ruas de Amsterdam ou uma severa brincadeira com o &#8220;Esquadrão da Morte Suíço&#8221;, que, ora bolas, não existe (e muitos levaram a sério).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Houve um sério problema pessoal aqui. Vocês devem ter notado que o Vamp postou uma excelente matéria, “O RETRATO DO PODER”, que ficou em destaque por um tempo enorme e rendeu 14 mil acessos, etc .,e ficou um dia e meio no ar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Bem, ocorre que havia morrido Merce Cunningham. Já no domingo eu sabia disso e fiquei me segurando por que não queria interromper a matéria do Vamp.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Mas quando chegamos na Terça, não pude mais segurar. A Folha estava com a matéria na capa, assim como todos os jornais do mundo (o NYTimes estava com a matéria online no mesmo dia, domingo mesmo), e eu “interrompi” o fluxo de quase 700 comentários (UFA) do artigo do Vamp, e postei a tal matéria sobre o maior gênio da coreografia, da dança teatro, que morreu menos de um mês após a Pina Bausch, também aqui registrado (escrevi pra Folha e re-publiquei aqui).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>O que quero dizer com tudo isso?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Blog não pode ser precisosista! É como papel higiênico.<span> </span>Vocês todos conhecem outros blogs e sabem muito bem que uma matéria está em cima agora de manhã e, à noite ela já está lá embaixo ou até já  desapareceu! Aqui, por algum motivo, se convencionou “manter” (com unhas e dentes) uma matéria por dias e dias, talvez<span> </span>por eu não ser ‘blogueiro’, por eu não ter esse pique de escrever o dia inteiro. Justamente pelo fato de ter óperas, peças de teatro e um filme pra dirigir. E não está fácil!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Então, o impasse: como sugere o IG. Menos matérias. Talvez uma por semana. Se surgir algum fato INACREDITÁVEL, talvez duas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>A minha identidade está toda ali, exposta. Esse é realmente meu nome, etc. Minha cidadania mista não me permite, de fato, falar ou escrever sobre assuntos políticos internos brasileiros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Como ficamos nos comentários? Não sei. Bela pergunta. Do jeito que está, não está . Ontem à noite cheguei em casa por volta das 9 da noite (horário daqui, uma hora a menos que no BR) e haviam 21 comentários na moderação. Às vezes acordo e tem uns 17 na moderação. Juro, juro e juro que não agüento fazer esse tipo de trabalho. Espero que entendam. O IG sugeriu “coluna” sem comentários e eu disse que não, que manteríamos os comentários. Esse é justamente o “charme” do blog. Mas como fazer?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>O Vamp acabou de deixar um comentário no post de baixo que prefiro nao comentar. Se eu fosse comentar, meu sangue subiria e eu teria que vomitar uma série de coisas aqui. Não quero. Prefiro simplesmente dizer o seguinte:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Está tudo muito difícil. Muito difícil. Estou a um passo de “entregar” o blog. São 5 anos e meio, juntando com o do UOL.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>O teatro está muito difícil. O &#8220;Ghost Writer&#8221; está muito difícil. As Óperas estão extremamente difíceis. O Blog, que deveria ser um prazer, por motivos que prefiro não expor, se torna um enorme peso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Então, antes de fechá-lo, prefiro agir com calma e&#8230; simplesmente, como diz o “Bruno” (Sasha Baron Cohen), colocar um pé na frente do outro pra ver se consigo equilibrar o passo e o compasso. Nem sempre um artigo vem a ser poético. Nem sempre se termina com uma frase retumbante. Às vezes é o coração que bate forte,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span>Hoje, esse é o caso.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span>Gerald Thomas</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong>Comentário do Vamp:</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #333399">Fiquei revoltado. Mas a revolta, como já dizia o maior de todos, é um valor dos escravos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #333399">Não sou contratado do IG, mas do Gerald Thomas. E isto responde à pergunta se voltarei a escrever ou não. Se o Gerald achar conveniente que eu escreva, eu escrevo, se achar que não, não escrevo. Simples assim. E aproveito para salientar que o Gerald sempre me deu total liberade para escrever sobre qualquer assunto ou pessoa, mesmo tendo, muitas vezes, opinião contrária à minha e mesmo já tendo enfrentado grandes problemas em consequência de um texto que escrevi sobre uma empresa do Governo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #333399">O real motivo do atrito ocorrido entre eu e Gerald, acreditem,  foi uma falha de comunicação e um tremendo mal entendido, tudo potencializado pela vaidade, de minha parte e pelo stress, por parte do Gerald.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #333399">O meu comentário sobre a &#8220;facada nas costas&#8221; não tinha como alvo o Gerald. Achei que isso ficaria óbvio. Mas admito que, dentro do contexto dos comentários, acabou ofendendo-o, sim. E por isso venho publicamente pedir desculpas ao mestre Gerald Thomas, o que já fiz por telefone e celular.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #333399">Também gostaria de agradecer a todos que se manisfestaram em meu apoio e dizer que, independentemente do que vier acontecer com o blog daqui pra frente, espero sempre contar com a amizade tanto do mestre Gerald como de boa parte dos leitores deste blog.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #333399">Para aqueles que me odeiam, ainda não foi dessa vez.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #333399">O Vampiro de Curitiba</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p><!--EndFragment--></p>
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		<title>Independência ou Morte Súbita!</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 12:15:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

(Refugiados negros pintados de branco tocando &#8220;Kashmir&#8221; do Led Zeppelin em Zurique‏)
Independence Day, 4th of JULY
Domicilio: Lugar Nenhum!
Alpes Suíços- Essa terá sido uma das poucas vezes em que não passo o 4 de julho em Nova York, vendo os fogos de artifício da Macy’s estourando bem próximo à minha janela no East River.
Nao sei porquê. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--StartFragment--><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-10082 aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/07/foto-post1.jpg" alt="" width="405" height="276" /><br />
(Refugiados negros pintados de branco tocando &#8220;Kashmir&#8221; do Led Zeppelin em Zurique‏)</p>
<p><strong>Independence Day, 4th of JULY</strong></p>
<p>Domicilio: Lugar Nenhum!</p>
<p>Alpes Suíços- Essa terá sido uma das poucas vezes em que não passo o 4 de julho em Nova York, vendo os fogos de artifício da Macy’s estourando bem próximo à minha janela no East River.</p>
<p>Nao sei porquê. Algumas coisas simples não têm explicação. Outras, complexas, também não.</p>
<p>Vim dar uma estudada em projetos futuros aqui na Europa. Aliás, as últimas peças e óperas (de 1996 até as mais recentes) já estão disponíveis online no www.geraldthomas.com, clicando em “vídeos”. Especialmente o “Moses und Aron” de Schoenberg (1998, Áustria) me deixa besta! Sorry pela modéstia. Mas “Ventriloquist” ou “Nietzsche Contra Wagner” ou mesmo “Narzissus” estão lá.</p>
<p>E, revendo tudo isso, estou aqui, nesse Independence Day, lutando pela minha própria independência, notando mais um ENORME GAP entre JUSTIÇA e injustiça.</p>
<p>Num tribunal federal de Manhattan o juiz de primeira instância Denny Chin sentenciou Bernard Madoff a 150 anos de prisão. Era o máximo que a lei permitia para as 11 acusações nas quais o empresário admitiu ser culpado. Madoff foi condenado por perpetrar uma fraude avaliada em cerca de US$ 65 bilhões.</p>
<p>Ótimo! Se fosse por mim, pegaria paredão! O que esse filho da puta fez com milhares de vidas não está no gibi! Não deixa de ser um assassino.</p>
<p>Aqui na Suíça inventou-se algo interessante: africanos, (nigerianos, kenianos, etc.), de saco cheio de serem “repatriados”, inventaram uma fórmula interessante de ingressar no país e FICAR.</p>
<p>Dizem: “Não sei de onde sou”. E, com uma resposta dessas (e sem passaporte na mão), a imigração Suíça não pode devolvê-los a lugar algum. Era o que chamávamos (quando eu trabalhava na Amnesty International em Londres, anos 70) de “desterrados”. Então o que acontece? Dão a eles uma graninha curta e moradia simples em lugares distantes dos grandes centros como Zurique, Basel, Bern, etc., e uma hora específica para estarem de volta, e assim levam a vida de exilados DE LUGAR NENHUM.</p>
<p>ISSO JUSTAMENTE QUANDO O LULA sancionou uma lei que permitirá normalizar a permanência de cerca de 50 mil estrangeiros que vivem de maneira irregular em solo brasileiro. A decisão vai em sentido oposto ao endurecimento que marca a política de imigração de países ricos. O caso mais recente e deplorável é o da Itália, que tem no primeiro-ministro Silvio Berlusconi um incentivador do racismo, como atestam suas estapafúrdias declarações -a mais recente delas, durante as eleições regionais realizadas no mês passado, lamentando que Milão parecesse &#8220;uma cidade africana&#8221;. É verdade que no Brasil o cenário difere daquele que se observa no mundo economicamente mais avançado.</p>
<p>Não me diga! Quer dizer que o Brasil não faz parte do primeiro mundo ainda? Que tremenda decepção. Logo esse Brasil que mora dentro do meu coração e que vai ser o tema do meu filme, &#8220;Ghost Writer&#8221;.</p>
<p>Embora seja em sua história um país aberto a fluxos migratórios, entre nós a presença de estrangeiros caiu nos últimos dez anos &#8211; ao passo que aumenta a saída de cidadãos para o exterior, o Brasil&#8230;  ah, o Brasil! Que terra linda! Que país lindo!</p>
<p>Bem diferente é o quadro nas nações ricas, que atraem quantidades crescentes de migrantes de regiões menos favorecidas em busca de melhores condições de vida.</p>
<p>Mas o Brasil tem futebol, tem praia e tem feriados, muitos feriados. Nao é somente o de Julho, que tem o dia em que os USA lutaram até o último fio de cabelo contra a colonização Inglesa. Não, o Brasil tem o chopp mais gelado do mundo e a bolsa família e NÀO PRENDE SEUS CORRUPTOS, NÃO PRENDE SEUS VILÕES. Já NOS EUA, Martha Stewart, Leona Helmsley e Madoff levam CANA mesmo.</p>
<p>Mas existem soluções. O Comandante (ou piloto) Peter Lessmann (27 anos de Varig e 5 de ETHIAD, Emirados Árabes) tem algumas sugestões para um Brasil fora do campo do Futebol:</p>
<p>1) &#8220;Montar um banco de dados em um site com tudo como, por exemplo, o currículo pessoal de políticos, os processos contra eles em andamento ou condenações, se for o caso, aquela declaração de renda/bens, que se diz, são obrigados a fazer antes de assumir certos cargos, etc., enfim, tudo que possa interessar sobre o perfil de políticos, ex-políticos ou candidatos. Junto com isso pode-se associar imagens, textos, filmes, documentários, qualquer coisa que ajude um eleitor a tomar a sua decisão de voto.</p>
<p>2) Outro banco de dados acumularia tudo que há de informações disponíveis sobre o governo em todas as esferas possíveis nos 3 poderes, se possível acompanhado de comparações entre governos aqui e fora do país. Sei que hoje há como levantar isso se você for persistente e tiver muito tempo para pesquisar, mas desconheço se há um site onde estas informações ou o caminho para chegar nelas esteja disponível.”</p>
<p>Pois é! A vida é um sonho, já dizia Calderon De La Barca, o clássico autor espanhol.</p>
<p>Alguns países conseguiram atingir esse sonho segundos antes de acordar. Outros ainda vivem num sono profundo. Outros vivem num tremendo pesadelo. Os Africanos de Lugar Nenhum estão entre um e outro ou em nenhum e noutro, já que não retornarão e ficar onde estão me parece uma vida perdida.</p>
<p>INDEPENDÊNCIA é uma prioridade absoluta na vida de uma nação, a auto-estima, a alta auto-estima de uma nação, o orgulho de um povo, a proliferação de uma cultura. Mas, antes de mais nada, a gente deveria tentar entender o que &#8220;independência&#8221; significa. E, se ela tocar nas raízes da ignorância ou alguém lucrar com ela, nada feito. De volta a estaca ZERO. É uma linha quase invisível. Como aquela que o bandeirinha indica que o cara estava no impedimento depois que a torcida berrava GOOOOOOLLLLLLL !</p>
<p>Tenham um ótimo fim de semana!</p>
<p>Gerald Thomas</p>
<p>(Vamp na edição)</strong></p>
<p><!--EndFragment--></p>
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