“O Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum.”
“Eu não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã. Não tem número, não tem prova. Por enquanto, é apenas, sabe, uma coisa entre flamenguistas e vascaínos.”
(Lula, o Cândido de Garanhuns, defendendo seus aliados)
Os Lobos da Estepe
Antes de abordar o tema propriamente dito, algumas considerações: Os textos por mim escritos são de minha inteira responsabilidade. O Gerald só tem conhecimento destes textos após a publicação dos mesmos. Que fique bem claro: as opiniões expressas por mim não refletem a concordância de mais ninguém, nem a do Gerald e nem a do IG.
É que pra muita gente acostumada com os blogs chapas-brancas pode parecer estranho haver discordâncias num mesmo blog. Eles estão acostumados com o pensamento único, com o instinto de manada. Aqui, no mundo livre, isso não existe. Ninguém pede autorização ao Ministro da Propaganda Lulista nem passa no Diretório do PT antes de escrever um post. Cada um é cada um. Com os leitores do blog se dá o mesmo. Somos livres. Somos indivíduos, não rebanho. Particularmente, não freqüento reuniões, tenho verdadeiro pavor de aglomerações, tenho fobia de “classes”, “grupos”, da “massa”. O síndico do meu edifício não me conhece… Somos, enfim, lobos da estepe, andamos sós, quando muito aos pares, cada qual com sua fêmea..
Os Porcos
Já falamos de nós, agora vamos a eles. Chega de lobos, falemos de porcos. George Orwell, mais que qualquer político, mais que qualquer filósofo ou sociólogo, foi quem melhor traduziu o pensamento de esquerda e nos mostrou como surgem as ditaduras e como os porcos tratam os demais animais após tomarem o poder. Animal Farm, traduzido para o Português como A Revolução dos Bichos (45), e 1984 (48) são verdadeiras obras de artes do pensamento livre. Pensávamos que nos referíamos a estes livros como sendo parte de um passado já distante. Depois da queda do Muro de Berlim não haveria mais lugar para esse debate. No entanto, percebemos que aqueles que se dizem “progressistas” ainda sonham com aquele passado, com 1917, para ser mais exato. Chaves e Ahmadinejad, entre outros, nos oferecem museus de grandes novidades (by Cazuza).
“Ah, Vamp, dessa vez você exagerou, não existe alguém tão reacionário assim.” É mesmo? E aquele bando de vagabundos que invadiu a USP, queria o quê? Qualidade de ensino? Professores mais qualificados? Não, eles querem lutar contra o “Imperialismo Ianque”. Ainda por cima não gostaram quando a PM cumpriu uma ordem judicial que permitiria àqueles que querem estudar o sagrado direito de ir e vir. Polícia “democrática” para eles é aquela do Irã, aquela mesma que cortou o pescoço da estudante Neda Agha-Soltan, uma estudante de filosofia que ousou exigir liberdade nas eleições daquele país.
Lula, ao escolher seus aliados, revela a sua verdadeira face. E, ao defendê-los, não quis dizer exatamente que devemos poupá-los por não serem comuns. O que ele realmente quer dizer é que “todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros.” (George Orwell)
O que eles querem? Querem transformar o mundo inteiro em uma imensa Teerã? Num imenso Maranhão? Caracas!
O fato, amigo leitor, é que porcos não caem do céu, não vieram de Marte. Foram eleitos por você! Onde você estava com sua mente quando os elegeu?
É ÓBVIO, desconfiado leitor, que não falarei sobre o PAC da nossa Ministra Dilma, o seu “Programa de Aceleração do Crescimento”. Por que falaria? Quero me referir ao terrorista italiano Cesare Battisti e seu “Proletários Armados pelo Comunismo”. Só porque ele andou explodindo os miolos de alguns de seus conterrâneos, vejam só!, o Governo Italiano quer sua extradição. Tarso Genro, Ministro da Justiça do Brasil e grande poeta, sujeito macho, como todo bom gaúcho, peitou toda a opinião pública italiana e ainda deu uma lição de moral nos juristas daquele país. Esses italianos! Só porque conseguiram desarticular toda a máfia daquele país, com a famosa operação “Mãos Limpas”, acham que podem se comparar ao Governo brasileiro. Não, não é bem assim! Primeiro devem aprender com a nossa justiça como punir criminosos, principalmente os de colarinho branco. Battisti e seu advogado, o petista Luiz Eduardo Greenhalgh - um dos advogados de Daniel Dantas - podem ficar tranquilos: Daqui Battisti não sai, daqui ninguém o tira!
Depois, tem outra: Como Cesare Battisti poderia ser extraditado para uma prisão italiana? Nem pensar! Prisões devem ser como as brasileiras. As do Pará, da Governadora Ana Julia, também petista, por coincidência, são as melhores. E não adianta a direita deletéria inventar que numa dessas prisões uma menina, de menor idade, era sistematicamente estuprada em troca de comida. Não, para a Itália não! Se a Itália fosse tão civilizada como dizem, nosso presidente Lula teria pedido cidadania italiana, e não cubana, como fez. Por outro lado, se o Brasil fosse tão ruim, como alegam os italianos, a familia de Celso Daniel, prefeito assassinado, do mesmo partido dos nosso presidente, teria pedido asilo politico, sei lá onde. Na França, talvez. Além do mais, Tarso Genro, esse humanista, sabe o que faz. Que o digam os boxeadores cubanos, aqueles cruéis traidores! As relações exteriores do Brasil com o resto do mundo, diga-se de passagem, nunca estiveram tão em evidência como neste Governo petista. Os tiranos israelenses e norte-americanos e os democratas do Sudão e do Hamas sabem muito bem disso. Já provaram todo o discernimento do nosso grande presidente.
Eu não consigo entender tanta má vontade com o Lula por parte de setores da Imprensa. Aquele colunista da Veja, não o tal de DiEgo, aquele outro, sim, o do chapéu, esse mesmo: Por que tanto ódio ao nosso presidente? Oras, todos sabemos que Lula sempre foi um trabalhador modelo. De vez em quando perdia um dedo no torno mecânico, mas, convenhamos, isso até que é normal, acontece sempre… O importante é que tanto Lula como seus familiares continuam vivendo modestamente, como antes de chegarem ao poder. Um dos filhos do presidente, me corrijam se eu estiver enganado, continua trabalhando como zelador num Zoológico. Se fosse um oportunista já estaria milhonário. Mas o colunista não se cansa em criticar. Vive inventado calúnias. Só falta, agora, inventar que o nosso presidente bebe em demasia. Essas pessoas, esses pseudo-jornalistas, têm o terrível hábito de chamar todo aquele que rouba de ladrão. Todo aquele que mata, para eles, é assassino. Não entendo o porquê de tanta rigidez axiomática. Nós, os brasileiros, somos um povo de gingado, temos os nossos valores, como o Samba, o Futebol, o Carnaval, a cachaça. Aprendemos a ver a coisa sempre em seu contexto. Sabemos relativizar nossos conceitos. Além do mais, ninguém acredita mais nessa conversa de “mensalão”, “caixa-dois”, etc. Nós, povo da Banâni… (ops!), digo, povo do Brasil, somos espertos o bastante para não acreditar nessa mídia golpista, É ÓBVIO!
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Um internauta me mandou uma ficha que rola na Internet. Não entendí muito bem. Só me enviou a ficha com os seguintes dizeres: “Terrorista do PAC”. Por desencargo de consciência, publico abaixo a tal ficha. Mas já adianto que não acredito se tratar de Cesare Battisti. Vejam que estranho:
Brasil, um país de todos
Já que oBrasil dará asilo a Cesare Battisti - inclusive recomendo que lhe seja concedido uma indenização, uma bolsa-ditadura – e já que também demos asilo político ao Padre Medina, terrorista das FARC - com direito a emprego para sua mulher (isso que é padre revolucionário: é padre, mas gosta de mulher, que ninguém é de ferro) - quem sabe, amistoso leitor, se não poderíamos ajudar Obama com os presos de Guantánamo? Não, apenas isso, não! Seria muito pouco diante da grandeza humanista de Tarso Genro. Por que já não aproveitamos e resolvemos também o problema no Oriente Médio? Claro, deslumbrado leitor! Os Palestinos precisam de um Estado, não precisam? Então! Criamos um Estado dentro de Banân… (putz, que mania, essa minha!), digo, criamos um Estado dentro do Brasil e damos abrigo não só aos prisioneiros de Guantánamo, mas também aos libertários do Hamas, do Taleban, do IRA… Cesare Battisti poderia ser o, digamos, prefeito desse Estado. Filia-se ao PT, paga 10% ao partido e está tudo certo! Nunca antes nestemundo…
Participe deste momento histórico:
Que país do turismo sexual, que nada! Agora seremos também o país dos companheiros! Vamos escolher onde será localizado o Estado dos Companheiros:
(a) Em São Paulo, bem pertinho do PCC
(b) Em Foz do Iguaçu, bem pertinho da Tríplice Fronteira
(c) No Rio de Janeiro, bem pertinho do Comando Vermelho
(d) Em Brasília, bem pertinho do PAC
Obs: Não, engraçadinho leitor, em Curitiba NÃO VALE!!!
O Vampiro de Curitiba
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PS do Vamp: Petralhas, aprendam a ler! Não foi Gerald Thomas quem escreveu o artigo acima!!!!
PS2 do Vamp: Pessoal, é preciso estar sempre “atualizando” manualmente a página do Blog, pois ela não está atualizando automaticamente. Mesmo se fechada e aberta novamente. Portanto, se você está entrando neste momento, antes de fazer o comentário, atualize a página.
Banânia está em festa! E qual o motivo de tanta comemoração? Atingimos, por acaso, a perfeição em nosso sistema de Saúde Pública? Estamos oferecendo às nossas crianças uma educação de Primeiro Mundo? Não, saúde e educação, no Brasil, são supérfluas. Não interessa à esquerda um povo educado. Educação não rima com bolsa-esmola. O motivo de tanta agitação é a aprovação recorde do Grande Líder, do grande herói, Luis Inácio Lula da Silva.
Para entender como chegamos a essa situação bizarra em que, depois de tanta corrupção, tanto mensalão, tanto desleixo com a coisa pública, enfim, tanto desgoverno, a aprovação do Presidente da República só tem aumentado, precisamos fazer uma breve retrospectiva:
Uma mistura de catolicismo tropical – com aquele papo de que “é mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino do Céu”- com o submarxismo ensinado nas Universidades, gerou, na América Latina, uma cultura do “pobrismo”, do vitimismo. Acrescentando a essa cultura um toque de “jeitinho brasileiro”, formou-se o senso comum do Brasil. Um paradoxo de ufanismo e falta de segurança, onde tudo que é nacional é melhor, mas sempre é preciso a aprovação do exterior. Ninguém dá muita bola para, por exemplo, a capoeira. Mas se aparece uma TV estrangeira filmando nossos bravos capoeiristas, logo dizemos que este esporte é maravilhoso; surgem teorias as mais exóticas explicando como a capoeira levanta a auto-estima do povo, etc., etc. Síndrome de vira-lata. Vira-lata ufanista.
O senso comum brasileiro, confuso por natureza, foi um ambiente propício para o desenvolvimento dessa Esquerda católica e pseudo-marxista que é o PT (e o PSDB). Na oposição o esquerdista era um Dom Quixote, aquele herói lunático que pretendia salvar o Mundo das forças do Mal (no caso, ”das elites”), lutando contra moinhos de vento, imaginando que venceria gigantes. Não, o Capitalismo não era um gigante a ser vencido! Os males que atormentam o povo brasileiro não foram causados pelo Capitalismo, mas pela falta dele. Agora, na situação, viraram Dom Quixote às avessas. Olham para a crise (ver post baixo, escrito por Gerald Thomas) que se aproxima, mas, covardes que são, recusam-se a encará-la. Agora que o sangue que escorre pelo chão é verdadeiro, fingem que se trata de vinho tinto: “É apenas uma marolinha”. Ou então: “Não, isso não é mensalão, é apenas caixa-dois”.
Uma parte da imprensa bem que tenta mostrar a realidade a esse Dom Quixote dos trópicos em que se transformou nosso senso comum, mostrando as loucuras que são cometidas pelo devaneio esquerdista. Em contra-partida o Governo até ameaçou criar um conselho nacional de jornalistas com o objetivo de controlar, fiscalizar a mídia, mas nem foi preciso: o “jeitinho brasileiro” se deu mesmo com publicidade estatal. O cala-boca é pago com dinheiro do próprio gigante adormecido, óbvio. E a Imprensa acabou assumindo o papel do fiel escudeiro Sancho Pança. Ela sempre desconfia da porra-louquice do Cavaleiro Andante, mas sempre lhe faz as vontades à espera de um pedaço do governo, ou, simplesmente, de uma boa merenda. Quando alguém ousa chamar a atenção do senso quixotesco, Sancho sempre aparece para salvá-lo: “Não, meu senhor, cavaleiros só travam batalhas com outros cavaleiros. Este que aí está a desafiá-lo não é um cavaleiro, é um “direitista”, não dê atenção a ele.”
A festa continua. Nosso Dom Quixote, embriagado pelo sucesso (ou literalmente) não cansa de destilar (ops!) suas asneiras. Para 70% da população ele é um herói. Eu faço parte da minoria que o considera apenas um idiota.
COMO PODE????? Onde??? O povo não fala nem a Língua Portuguesa!!
Espanha homenageia Lula por difusão da Língua Espanhola no Brasil
Em seu discurso de agradecimento, Lula afirmou que recebia o prêmio “como um reconhecimento de um trabalho de aproximação dos povos, das culturas e dos idiomas”.
O presidente se mostrou feliz por dividir a premiação com o escritor mexicano Carlos Fuentes, que também foi homenageado por seu fomento ao espaço cultural de La Mancha com seu trabalho como pensador, ensaísta e romancista.
Para Lula, no mundo globalizado de hoje, “a cultura fortalece a soberania e as identidades nacionais, mas ao mesmo tempo é portadora de universalismo”.
“Por isso, apostamos com força pelo impulso do ensino do espanhol no Brasil”, acrescentou, ao tempo em que disse que a Língua Portuguesa também deve ser divulgada no mundo hispano.
O chefe de Estado brasileiro lembrou que em 2005 o Congresso aprovou por aclamação uma lei que tornou obrigatório o ensino do espanhol nas escolas de ensino médio.
Segundo Lula, a meta é chegar aos 12 milhões de jovens estudantes de espanhol antes de 2010, para o que serão necessários pelo menos 30 mil professores capacitados para a tarefa.
“Quem sabe, em um futuro próximo, talvez tenhamos mais autoridades, à parte de vossa majestade o rei da Espanha, falando português com fluência e menos autoridades brasileiras falando portunhol”, brincou.
Para o presidente, Dom Quixote é sinônimo de coragem e idealismo.
“Temos o direito de sonhar com novas conquistas, com um futuro melhor para todos nós”, destacou o presidente.
“Haverá um dia em que todos os espanhóis, ou todos os que falam espanhol, estarão lendo Machado de Assis. E haverá um dia em que todos os que falam português lerão Cervantes. E a integração já não será ficção nem desejo, mas realidade”, completou Lula.
Os prêmios, concedidos pelo Governo da Comunidade Autônoma espanhola de Castilla-La Mancha e pela Fundação Santillana, foram entregues na cidade de Toledo.
Fonte: Portal G1
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Comentário do Vamp: Ver nosso Brancaleone do Agreste representando a Língua Portuguesa, ensinando sobre Machado de Assis, não tem preço.
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PS: Os comentários não estão entrando na ordem cronológica. Portanto, antes de xingar o Vamp, verifique se o seu comentário não está lá em cima.
Desde o meu post anterior, o da Sexta-feira passada, este blog teve mais de 50.000 acessos. O texto do Gerald comemorando a vitória de Barack Obama, teve, somente ele, mais de 15.000, com seus mais de 400 comentários. Em 24 horas. Isto sem contar o sem número de comentários racistas que foram para o seu devido lugar: a lata do lixo. Desde o início, aqui no IG, já ultrapassamos a incrível barreira dos 300.000 acessos.
O assunto que se destacou, como não poderia ser diferente, foi a eleição norte-americana. A eleição acabou, mas a polêmica não. Pelo contrário. Todo mundo quer tirar uma casquinha da vitória (histórica, sim!) do candidato Democrata. Lula e Chaves, por exemplo, são Obama desde criancinhas. O presidente do Irã, Ahmadinejad, esse símbolo de modernidade, elogiou Obama por sua vitória, chegando, inclusive, a lhe dar uns conselhos (sic)… Até o coma andante Fidel levantou de seu túmulo para expressar sua admiração por Obama. Todos eles pregando a evolução da civilização e tal. Concordo. Mas pergunto: Evolução de que civilização, canalhas? Respondo: Da civilização judaico-cristã-ocidental. Traduzo: Do Capitalismo e da Democracia. A vitória do negro Barack Obama é fruto e evolução da sociedade norte-americana. Ou um negro seria presidente de Cuba? Do Irã? Jamais! Em que país a imprensa teria tanta liberdade para apoiar um candidato da oposição? Na Venezuela? Na China? Nos Estados Unidos da América um negro pode chegar, como chegou, à Casa Branca. Em Cuba o máximo que um negro pode conseguir é um balaço na testa por tentar fugir da Ilha particular dos irmãos Castro.
A FRASE DA SEMANA
Foi deste contexto que extraí a Frase da Semana. É uma frase curta, simples, mas infinita nas possibilidades que encerra em seu conteúdo. E, veja só, querido leitor, a coincidência: É uma frase de minha própria autoria. Sim, é deste Vamp a frase escolhida. Apreciem: “Obama é meu!”
Antes que o leitor comece a questionar a minha sexualidade, transcrevo o comentário in totum:
Em que país um negro foi eleito presidente? Em Cuba? No Irã? Na Venezuela? Na Banânia? Não, foi nos Estados Unidos da América!
Eu torcia para o McCain, mas o povo americano, de forma soberana e democrática, elegeu Obama. Então Viva Obama! Viva os EUA!
Eu defendí Bush contra todos e contra tudo, agora defendo Obama da mesma forma!
Obama não é da esquerda, é da democracia, é da liberdade! Obama é meu!!!
É, caro leitor, a Esquerda não vai conseguir seqüestrar Obama, não!
O VÍDEO DA SEMANA
Gerald Thomas, apoiando desde sempre o seu candidato (como todos nós leitores do blog testemunhamos), apenas sendo ele mesmo, conseguiu desagradar tanto à esquerda (que quer seqüestrar Obama) como à direita (pró McCain) do espectro político. Mau sinal? Óbvio que não. Independência, isto sim! Gerald não acompanha rebanhos, acompanha sua consciência. Não é um cordeiro, é um Lobo da estepe. O Vídeo da Semana é justamente isto: The Steppenwolf, Born to be wild (que, vocês lembram, foi título de um post desta semana).
O jornalista e blogueiro Reinaldo Azevedo concedeu uma entrevista a Edney Silvestre, do programa “Espaço Aberto”, da Globo News.
Reinaldo Azevedo fala sobre o seu mais recente livro “O País dos Petralhas” que, mesmo tendo sido lançado há poucos dias, já é sucesso de vendas.
Entre outros assuntos, Reinaldo expõe sua visão sobre Cultura, Política, Poesia, Literatura, “primitivismo metafísico”, Goethe, a luta entre o “Bem e o Mal”, o Essencial sem o sotaque Tropicalista, Etc…
A entrevista foi ao ar nesta quarta-feira, primeiro de Outubro.
Juro que eu não sabia qual posição tomar quando eu mesmo me propus a fazer uma espécie de resenha do livro“O Pais dos Petralhas”. Primeiro: conheci o Reinaldo através de circunstâncias extremamente estranhas: uma briga entre os dois blogs. Logo em seguida, uma enorme amizade, digo, enorme e uma empatia que já dura quase um ano.
Pior, ou melhor, eu mesmo pedi para que o Reinaldo me enviasse seu livro. Portanto, estou longe, muito longe de ser um desses “críticos imparciais” (coisa, aliás, que não existe!). Nos dois dias em que eu esperava o livro pela Fedex, de São Paulo para cá, NY, eu já sabia que iria adorar o que estava “ancorado” lá dentro daquele pacote. Simples. Adoro o que ele escreve.
E por quê? Porque leio o seu blogtodos os dias. Além de ser direto e indireto (essa balança poucos conseguem, ou conseguiam, como Bernard Levin, Koestler, Francis) ele é sanguinariamente vil quando quer. Persegue e é perseguido.
“O Pais dos Petralhas” é um “must” absoluto pelo seguinte: seja o leitor de… (ai meu saco!) ‘esquerda’ ou de ‘direita’ (termos defuntos na minha opinião, hoje, em 2008): o livro é uma compilação de posts do blog e conta uma história “trágica” (a da política nacional brasileira sob o regime xenofóbico e desastroso do PT), e engracadissimo também.
Exemplo de um post: “WEIS NÃO É UM, MAS SETE (10/12/2007)
“…Lembram-se daquela passagem de Memórias Póstumas de Brás Cubas, a do “almocreve”? Weis vive implorando que eu lhe dê alguns trocados. Já fui tentado a jogar tostões em seu chapéu. Quando, no entanto, penso em sua figura diminuta, em sua constrangedora irrelevância, em sua arrogância sem lastro, em sua disposição para a serventia, em sua inclinação para lustrar os sapatos do poder – já que precisa ficar na ponta dos pés pra puxar o saco – ignoro-o. A exemplo de Brás Cubas, vou diminuindo o valor da esmola. Até que não reste nada.”
Essa passagem, tão ácida quanto quase todas, aparece na página 47.
Ou: “O marxismo é uma variante da preguiça… ” (do post Bodas Bárbaras, pág 99). “Os Discípulos de um Homem chamado Nair” ou “Estamos na Sarjeta” (pág 143)
-“Tenho aqui em mãos uma preciosidade. Trata-se do que poderia ser definido como a carta de princípios de uma estrovenga chamada“O Direito Achado na Rua”. Foi publicado pela editora UnB e elaborado pelo núcleo de Estudos Para a Paz dos Direitos Humanos. Paz? Si vis pacem para bellum, já ensinava o ditado latino. Se queres a paz, prepara a guerra”.
Pois! Reinaldo está em guerra permanente. Mas não é à toa: Seusinimigos, um governo sujo, corrompido, etc, parece estar ficando cada vez maior.
Sua crítica é ácido sulfúrico puro, mas… Mas? Sua base é a literária, a filosófica e a moral. Qual moral? Você irá perguntar. Difícil descrever, mas prefiro descrevê-la como sendo uma “moral matemática”, uma moral de senso refinadíssima. Melhor ainda: se formos investigar a fundo suas críticas, enxergaremos um ser humano doce. “O quê?”, pergunta algum leitor irado. Sim. Eu disse doce. O “ser” atrás da critica é um tremendo apaixonado. Isso transparece de forma quase nítida e nitzscheana em seus escritos. Doce sim, apesar de estar numa constante batalha.
O livro é imperdível! Eu, um confesso ignorante em política brasileira, estou me tornando um mestre depois dos posts diários de Reinaldo Azevedo. Esse livro é uma grandiosa amostra do que são esses posts. Se eu pudesse, faria uma enciclopédia de TUDO que ele escreveu ou tem escrito, pois assim como numa peça de Shakespeare, cada palavra um significado e um labirinto, cada labirinto, três séculos de significados. Reinaldo Azevedo é, sem duvida, o mais brilhante cronista político brasileiro. “O Pais dos Petralhas” é uma amostra compilada dessa mais que perfeita perfeição.
Gerald Thomas
September 21, 2008
Do blog do Reinaldo Azevedo
Uma “moral matemática”
Gerald Thomas, que tem seu blog hospedado no iG, escreveu um texto sobre O País dos Petralhas. Reproduzo, abaixo, alguns trechos:
Juro que eu não sabia qual posição tomar quando eu mesmo me propus a fazer uma espécie de resenha do livro O Pais dos Petralhas. Primeiro: conheci o Reinaldo através de circunstâncias extremamente estranhas — uma briga entre os dois blogs. Logo em seguida, uma enorme amizade, digo “enorme”, e uma empatia que já dura quase um ano.
Pior, ou melhor: eu mesmo pedi para que o Reinaldo me enviasse seu livro. Portanto, estou longe, muito longe, de ser um desses “críticos imparciais” (coisa, aliás, que não existe!). Nos dois dias em que eu esperava o livro pela Fedex, de São Paulo para cá, NY, eu já sabia que iria adorar o que estava “ancorado” lá dentro daquele pacote. Simples. Adoro o que ele escreve.
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Sua crítica é ácido sulfúrico puro, mas… Mas? Sua base é a literária, a filosófica e a moral. “Qual moral?”, você irá perguntar. Difícil descrever, mas prefiro descrevê-la como sendo uma “moral matemática”, uma moral de senso refinadíssima. Melhor ainda: se formos investigar a fundo suas críticas, enxergaremos um ser humano doce. “O quê?”, pergunta algum leitor irado. Sim. Eu disse doce. O “ser” atrás da critica é um tremendo apaixonado. Isso transparece de forma quase nítida e nietzschiana em seus escritos. Doce sim, apesar de estar numa constante batalha.
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Para ler a íntegra, clique aqui