Desde o meu post anterior, o da Sexta-feira passada, este blog teve mais de 50.000 acessos. O texto do Gerald comemorando a vitória de Barack Obama, teve, somente ele, mais de 15.000, com seus mais de 400 comentários. Em 24 horas. Isto sem contar o sem número de comentários racistas que foram para o seu devido lugar: a lata do lixo. Desde o início, aqui no IG, já ultrapassamos a incrível barreira dos 300.000 acessos.
O assunto que se destacou, como não poderia ser diferente, foi a eleição norte-americana. A eleição acabou, mas a polêmica não. Pelo contrário. Todo mundo quer tirar uma casquinha da vitória (histórica, sim!) do candidato Democrata. Lula e Chaves, por exemplo, são Obama desde criancinhas. O presidente do Irã, Ahmadinejad, esse símbolo de modernidade, elogiou Obama por sua vitória, chegando, inclusive, a lhe dar uns conselhos (sic)… Até o coma andante Fidel levantou de seu túmulo para expressar sua admiração por Obama. Todos eles pregando a evolução da civilização e tal. Concordo. Mas pergunto: Evolução de que civilização, canalhas? Respondo: Da civilização judaico-cristã-ocidental. Traduzo: Do Capitalismo e da Democracia. A vitória do negro Barack Obama é fruto e evolução da sociedade norte-americana. Ou um negro seria presidente de Cuba? Do Irã? Jamais! Em que país a imprensa teria tanta liberdade para apoiar um candidato da oposição? Na Venezuela? Na China? Nos Estados Unidos da América um negro pode chegar, como chegou, à Casa Branca. Em Cuba o máximo que um negro pode conseguir é um balaço na testa por tentar fugir da Ilha particular dos irmãos Castro.
A FRASE DA SEMANA
Foi deste contexto que extraí a Frase da Semana. É uma frase curta, simples, mas infinita nas possibilidades que encerra em seu conteúdo. E, veja só, querido leitor, a coincidência: É uma frase de minha própria autoria. Sim, é deste Vamp a frase escolhida. Apreciem: “Obama é meu!”
Antes que o leitor comece a questionar a minha sexualidade, transcrevo o comentário in totum:
Em que país um negro foi eleito presidente? Em Cuba? No Irã? Na Venezuela? Na Banânia? Não, foi nos Estados Unidos da América!
Eu torcia para o McCain, mas o povo americano, de forma soberana e democrática, elegeu Obama. Então Viva Obama! Viva os EUA!
Eu defendí Bush contra todos e contra tudo, agora defendo Obama da mesma forma!
Obama não é da esquerda, é da democracia, é da liberdade! Obama é meu!!!
É, caro leitor, a Esquerda não vai conseguir seqüestrar Obama, não!
O VÍDEO DA SEMANA
Gerald Thomas, apoiando desde sempre o seu candidato (como todos nós leitores do blog testemunhamos), apenas sendo ele mesmo, conseguiu desagradar tanto à esquerda (que quer seqüestrar Obama) como à direita (pró McCain) do espectro político. Mau sinal? Óbvio que não. Independência, isto sim! Gerald não acompanha rebanhos, acompanha sua consciência. Não é um cordeiro, é um Lobo da estepe. O Vídeo da Semana é justamente isto: The Steppenwolf, Born to be wild (que, vocês lembram, foi título de um post desta semana).
O jornalista e blogueiro Reinaldo Azevedo concedeu uma entrevista a Edney Silvestre, do programa “Espaço Aberto”, da Globo News.
Reinaldo Azevedo fala sobre o seu mais recente livro “O País dos Petralhas” que, mesmo tendo sido lançado há poucos dias, já é sucesso de vendas.
Entre outros assuntos, Reinaldo expõe sua visão sobre Cultura, Política, Poesia, Literatura, “primitivismo metafísico”, Goethe, a luta entre o “Bem e o Mal”, o Essencial sem o sotaque Tropicalista, Etc…
A entrevista foi ao ar nesta quarta-feira, primeiro de Outubro.
Juro que eu não sabia qual posição tomar quando eu mesmo me propus a fazer uma espécie de resenha do livro“O Pais dos Petralhas”. Primeiro: conheci o Reinaldo através de circunstâncias extremamente estranhas: uma briga entre os dois blogs. Logo em seguida, uma enorme amizade, digo, enorme e uma empatia que já dura quase um ano.
Pior, ou melhor, eu mesmo pedi para que o Reinaldo me enviasse seu livro. Portanto, estou longe, muito longe de ser um desses “críticos imparciais” (coisa, aliás, que não existe!). Nos dois dias em que eu esperava o livro pela Fedex, de São Paulo para cá, NY, eu já sabia que iria adorar o que estava “ancorado” lá dentro daquele pacote. Simples. Adoro o que ele escreve.
E por quê? Porque leio o seu blogtodos os dias. Além de ser direto e indireto (essa balança poucos conseguem, ou conseguiam, como Bernard Levin, Koestler, Francis) ele é sanguinariamente vil quando quer. Persegue e é perseguido.
“O Pais dos Petralhas” é um “must” absoluto pelo seguinte: seja o leitor de… (ai meu saco!) ‘esquerda’ ou de ‘direita’ (termos defuntos na minha opinião, hoje, em 2008): o livro é uma compilação de posts do blog e conta uma história “trágica” (a da política nacional brasileira sob o regime xenofóbico e desastroso do PT), e engracadissimo também.
Exemplo de um post: “WEIS NÃO É UM, MAS SETE (10/12/2007)
“…Lembram-se daquela passagem de Memórias Póstumas de Brás Cubas, a do “almocreve”? Weis vive implorando que eu lhe dê alguns trocados. Já fui tentado a jogar tostões em seu chapéu. Quando, no entanto, penso em sua figura diminuta, em sua constrangedora irrelevância, em sua arrogância sem lastro, em sua disposição para a serventia, em sua inclinação para lustrar os sapatos do poder – já que precisa ficar na ponta dos pés pra puxar o saco – ignoro-o. A exemplo de Brás Cubas, vou diminuindo o valor da esmola. Até que não reste nada.”
Essa passagem, tão ácida quanto quase todas, aparece na página 47.
Ou: “O marxismo é uma variante da preguiça… ” (do post Bodas Bárbaras, pág 99). “Os Discípulos de um Homem chamado Nair” ou “Estamos na Sarjeta” (pág 143)
-“Tenho aqui em mãos uma preciosidade. Trata-se do que poderia ser definido como a carta de princípios de uma estrovenga chamada“O Direito Achado na Rua”. Foi publicado pela editora UnB e elaborado pelo núcleo de Estudos Para a Paz dos Direitos Humanos. Paz? Si vis pacem para bellum, já ensinava o ditado latino. Se queres a paz, prepara a guerra”.
Pois! Reinaldo está em guerra permanente. Mas não é à toa: Seusinimigos, um governo sujo, corrompido, etc, parece estar ficando cada vez maior.
Sua crítica é ácido sulfúrico puro, mas… Mas? Sua base é a literária, a filosófica e a moral. Qual moral? Você irá perguntar. Difícil descrever, mas prefiro descrevê-la como sendo uma “moral matemática”, uma moral de senso refinadíssima. Melhor ainda: se formos investigar a fundo suas críticas, enxergaremos um ser humano doce. “O quê?”, pergunta algum leitor irado. Sim. Eu disse doce. O “ser” atrás da critica é um tremendo apaixonado. Isso transparece de forma quase nítida e nitzscheana em seus escritos. Doce sim, apesar de estar numa constante batalha.
O livro é imperdível! Eu, um confesso ignorante em política brasileira, estou me tornando um mestre depois dos posts diários de Reinaldo Azevedo. Esse livro é uma grandiosa amostra do que são esses posts. Se eu pudesse, faria uma enciclopédia de TUDO que ele escreveu ou tem escrito, pois assim como numa peça de Shakespeare, cada palavra um significado e um labirinto, cada labirinto, três séculos de significados. Reinaldo Azevedo é, sem duvida, o mais brilhante cronista político brasileiro. “O Pais dos Petralhas” é uma amostra compilada dessa mais que perfeita perfeição.
Gerald Thomas
September 21, 2008
Do blog do Reinaldo Azevedo
Uma “moral matemática”
Gerald Thomas, que tem seu blog hospedado no iG, escreveu um texto sobre O País dos Petralhas. Reproduzo, abaixo, alguns trechos:
Juro que eu não sabia qual posição tomar quando eu mesmo me propus a fazer uma espécie de resenha do livro O Pais dos Petralhas. Primeiro: conheci o Reinaldo através de circunstâncias extremamente estranhas — uma briga entre os dois blogs. Logo em seguida, uma enorme amizade, digo “enorme”, e uma empatia que já dura quase um ano.
Pior, ou melhor: eu mesmo pedi para que o Reinaldo me enviasse seu livro. Portanto, estou longe, muito longe, de ser um desses “críticos imparciais” (coisa, aliás, que não existe!). Nos dois dias em que eu esperava o livro pela Fedex, de São Paulo para cá, NY, eu já sabia que iria adorar o que estava “ancorado” lá dentro daquele pacote. Simples. Adoro o que ele escreve.
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Sua crítica é ácido sulfúrico puro, mas… Mas? Sua base é a literária, a filosófica e a moral. “Qual moral?”, você irá perguntar. Difícil descrever, mas prefiro descrevê-la como sendo uma “moral matemática”, uma moral de senso refinadíssima. Melhor ainda: se formos investigar a fundo suas críticas, enxergaremos um ser humano doce. “O quê?”, pergunta algum leitor irado. Sim. Eu disse doce. O “ser” atrás da critica é um tremendo apaixonado. Isso transparece de forma quase nítida e nietzschiana em seus escritos. Doce sim, apesar de estar numa constante batalha.
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