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20/07/2009 - 15:26

Quarenta Anos de Tanto Faz

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Europa, em algum lugar (não aguento mais) – Calma. Não fiquem nervosos. Não serei daqueles que participam da teoria da conspiração que diz que Neil Armstrong nunca colocou os pés na Lua porque tal missão nunca houve e que tudo não passou de um filmezinho rodado num estúdio do Texas, longe de Hollywood, dirigido, na época, por um razoavelmente jovem Stanley Kubrick que, de tantas ameaças para NUNCA revelar o fato, acabou se refugiando na Inglaterra, morrendo de ódio da “pátria materna”.

Claro que não: ameaças assim, se fossem verdade, acabariam virando presunto  no East River ou em San Fernando Valley.

Não, não serei um daqueles que defenderá a tese de que aquela missão lunar era mais uma arma de propaganda na Guerra Fria contra os soviéticos na corrida do ouro pelo espaço! Não.

Afinal, I’m a proud American e tenho que estar orgulhoso de tudo aquilo. Mas… ok. Digamos que, mesmo com as sombras enganosas no chão, vindas de várias fontes (quando o sol seria a única) e tantos outros erros… No que deu aquilo tudo? No que dá o programa da Nasa, que custa milhões e milhões de dólares? Não sou contra, sou a favor. Inclusive gostaria de ser passageiro de um desses space shuttles.

Mas morreu Walter Cronkite. Esse, cuja voz atravessou todas as décadas. Foi a voz dele que ouvimos quando JFK foi assassinado e foi ele que chorou abertamente diante das câmeras da CBS News, assim como foi ele que repetiu as palavras de Armstrong “foi um pequeno passo para o homem, mas um enorme salto para a humanidade”. Cronkite, o pai dos âncoras americanos, não sobreviveu para ver esse dia, o dia da comemoração do Tanto Faz.

(Fabi Gugli, em “Luar Trovado”)

Sempre fomos obcecados pela Lua. Afinal, fica esse “negócio redondo” pendurado ali de noite, às vezes gigante e amarelo e misterioso e… perto. “Pierrot Lunaire”, de Arnold Schoenberg (foto acima) foi algo que montei, faz uns dois anos. Coloquei o cenário na lua, vendo a terra, assim como havia nos prometido na década de oitenta. Reagan, precisamente. Os presidentes com suas mentiras. “Teremos um entreposto na lua, onde as pessoas poderão passar a noite, e um shuttle disponível para passageiros”. O único progresso que tivemos na aviação foi um retrocesso: o único supersônico que voava comercialmente era o Concorde, e ele foi retirado de circulação. Estamos de volta aos vôos mais longos e desconfortáveis.

Ah, e o que mais? Do ponto de vista sociológico: Woodstock , realizado lá pelos dias 17 de Agosto de 1969,  e mais três dias (ou seja UM MÊS após a pisada do homem na lua), representou muitíssimo mais no campo do comportamento, da conquista das nossas liberdades, etc. E custou bem menos. Ah, e aquilo aconteceu. Como eu sei? Porque peguei o último dia daquela lama deliciosa.


(Walter Cronkite, o anjo americano)

Walter Cronkite dizia que a coisa mais fácil é entrar numa guerra, a mais difícil, sair dela. Tendo se aposentado e passado o posto para o “durão” Dan Rather (que também já dançou), ele virou uma espécie de ‘father figure’, uma espécie de voz da razão para a América. Ou seja, o que Johny Carson era na comédia, Cronkite era na vida política. E era um extremo crítico do governo Bush.

Michael Jackson também não sobreviveu à data, já que ele foi o criador do “Moonwalk”.

Tom Wolfe estava certo: o mundo (the race: a corrida) pelo espaço é tão cínico quanto a fogueira das vaidades. “Quem ficou com os melhores alemães do terceiro Reich?” – referindo-se aos cientistas e “rocketmaniacs”, como Werner Von Braun, pai das V2 que bombardearam parte de Londres e outras partes da Inglaterra. Passada a guerra, ninguém estava interessado em gênio cientista nazista morto: queriam eles VIVOS!

A guerra fria estava em seu início. A disputa pelos “melhores alemães” estava acirrada. Os USA ficaram com Von Braun e por isso… a Lua? Talvez? Agora já estamos em Marte e temos um Hubble com tremendos problemas (mas fotos ótimas).

Entendo a nossa fascinação com o Universo. Claro que entendo. Morria de medo dos programas do Carl Sagan ( we’re just a billion of a billion of a billion of all this). Sim, somos, como diria meu mestre irlandês: uma “speck of dust”. Uma poeirinha. E olhamos o céu escuro, através de nuvens escuras e nos convencemos de que existem forças superiores e que teremos outras vidas e que não estamos sozinhos.

É isso. Acho que estamos em busca de irmãos. Somos os terrestres solitários. Mas se somos tão solitários, por que não somos mais solidários? Como “humanidade” não temos jeito! Não conseguimos um único dia de paz, seja em termos de terrorismo, de roubo, de sacanagem com o outro. Seja o mundo de mentira que despejamos sobre quem está em volta, ou as mentiras que recebemos de cima, criando esse iceberg que se derrete lentamente com o aquecimento Global.

Então é por isso? Tentamos achar alguém aí na imensa escuridão, que não acaba,  para declarar guerra ou entendermos o que já fomos ou o que seremos? Ou para, finalmente, entendermos o quanto tempo perdemos brigando aqui nesse planeta? Coisa, aliás, que em Woodstock já havíamos descoberto em três dias de pura paz e amor.

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Gerald Thomas – 20/Julho/2009

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(O Vampiro de Curitiba na edição)

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

18/08/2008 - 23:34

PEQUENAS FERIDAS E A GRANDE FERIDA, pelo Vampiro de Curitiba

 

O Vampiro de Curitiba 

                           o cérebro mistico

Joguem pedras, meus amores!” Lembram dessa famosa expressão do Gerald? Então! Alguns leitores quiseram me transformar na “Geni” do Blog. Por quê? Porque, em suas cabecinhas, represento a opressão, a censura, esse papo de sempre…

 

Não, o motivo da fúria desses leitores, nesses últimos dias, não teve nada a ver com a “censura” imposta por este moderador. Mas teve, sim!, a ver com o tema “liberdade de expressão”. A patrulha petralha não gostou nada de ler Gerald Thomas exaltando os valores da democracia norte-americana. Ou seja: todos querem ter a liberdade de se expressar, mas nem todos estão sempre dispostos a ouvir a expressão do outro. Não foi por outro motivo, aliás, que alguns leitores deixaram (ou ameaçaram deixar) de frequentar o blog. Todos são muito respeitosos, muito bem articulados… desde que o conteúdo do texto coincida com seus valores. Têm suas opiniões formadas, pré-noções solidificadas por décadas de adestramento ideológico. Quando alguém expõe um pensamento divergente, esse mesmo alguém é logo tachado de… preconceituoso!

 

Muitas vezes, antes de postar algum comentário, tenho a impressão de que deveria começar a escrever pedindo desculpas aos demais leitores. Como se o simples fato de expressar minha opinião fosse ofender, fosse ferir alguns desses leitores. Algo assim como ocorrerá com o John McCain se vier a vencer as eleições no EUA: em seu primeiro discurso como presidente eleito, o coitado deverá começar pedindo desculpas à boa parte do povo americano por ter frustrado suas ilusões, seus ideais de “mudanças” representados por Obama. Quando na realidade é justamente McCain quem representa o ideal do Novo Mundo, enquanto Obama parece agradar mais à Velha Europa com seus ideais ultrapassados. (Calma, Gerald!)

 

E aí, Vamp, não vai pedir desculpas? Vai evitar os tabus?”  Óbvio que não, estúpido! Pelo contrário. Eu vou mesmo é meter o dedo na ferida. Quero discutir o maior tabu da história, a grande ferida da Humanidade: deus.

 

Reparei que há uma imensa preocupação em “respeitar” a “crença das pessoas”. Por quê? Podemos discutir qualquer assunto, por mais importância que ele signifique para essas mesmas pessoas. Mas não podemos opinar a respeito de algo que sequer existe?

 

                                           Vamp X Religião                 

Devemos respeitar a religião do outro, mas só no mesmo sentido e na mesma proporção com que respeitamos sua teoria de que sua mulher é linda e que seus filhos são inteligentes”. (H. L. Mencken)

 

Não estou criticando apenas aqueles chatos fanáticos, adoradores daquele deus com seus cabelos brancos, chicote na mão, que simultaneamente manipula e castiga seus “filhos”, simples marionetes nas mãos de um desvairado. Estou criticando e “desrespeitando” todos aqueles que acreditam em qualquer poder superior ao Homem. “Energia”? Oras, um pedaço de carvão produz energia. “Leis Naturais”? Claro, elas existem. Porém, como bem disse Carl Sagan, não há muito sentido em rezar para a lei da gravidade.

 futuros fanáticos

Quando uma pessoa sofre de um delírio, isso se chama insanidade. Quando muitas pessoas sofrem de um delírio, isso se chama Religião.” (Robert M.Pirsig)

 

Temo ter desagradado meus últimos defensores nesse Blog. Mas não percam seus preciosos tempos me rogando pragas. Afinal, se vocês estiverem certos, eu irei mesmo apodrecer nos quintos dos infernos! Não joguem pedras, meus amores!

 

 

 

Autor: gthomas - Categoria(s): Colaboradores Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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