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09/02/2009 - 18:00

TUDO SOB CONTROLE

Hotel em chamas na cidade de Pequim
 
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ARTIGO DE SAMUEL BUENO ESPECIAL PARA O BLOG DO GERALD

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 ”Estou em férias em nossa amada pátria tropical e, para comentar, minha estada novamente me serve para confirmar minha antiga convicção de que este país é realmente uma dádiva maravilhosa da natureza, na maior parte de nosso território o clima é agradável, a comida em geral muito boa, a população é saudável, o idioma melodioso, etc e tal. Ao mesmo tempo, porém, constato que a sociedade brasileira continua profundamente insana e está piorando em alguns aspectos, embora melhore a olhos vistos em outros. Com tantos anos morando no exterior, confesso que já estava meio desacostumado com a maluquice “espontânea” que permeia toda a vida brasileira.

 

Ainda que meu dia-a-dia no país em que resido seja a defesa dos direitos humanos dos ´brazucas´, alguns em situação social bem precária, e me tenha habituado a tratar com um amplo espectro de problemas sociais, confesso que não estava preparado para o “baque” da atmosfera de permanente confusão e violência potencial que se respira hoje em algumas cidades do Patropi. O que ouvi e presenciei em apenas uma semana entre Brasília e São Paulo supera as descrições que me acostumei a ler na imprensa lá fora sobre a criminalidade rampante, acidentes de tráfego, incúria das autoridades, burradas e mau-caratismo de algumas figuras que fazem as manchetes do Jornal Nacional, etc. Para mim é muito chocante, por exemplo, que, apesar de tantas denúncias de casos anteriores, mais e mais pessoas neste país continuem a morrer de intoxicação alimentar, eventualmente agravada por impericia médica ou contaminação bacteriana hospitalar. Estranho também que fraude e corrupção persistam sendo uma espécie de ”método” de escalada social, sobretudo em ãmbito político, enquanto com malemolência seus efeitos se espalham e multiplicam, em diferentes formas, como péssimos exemplos para outras áreas, sem que isso desperte uma repulsa ativa da maioria da população comum, para não mencionar que em princípio deveriam acarretar a certeza de sanções daqueles que teriam por obrigação prevenir e punir tais comportamentos. Estupefato, escuto relatos sobre assassinatos que provavelmente ficarão para sempre impunes, sobre grupos de estilo mafioso que impõem regras em vários campos de atividades, sobre parlamentares de passado criminoso que são guindados por seus pares a postos em que um mínimo de ética seria pré-condição inescapável para ocupar o cargo - e minha conclusão é de que ninguém quer, de fato, mudar nada ou corrigir o que quer que seja, o escândalo diário serve apenas como espetáculo. Muitas são as denúncias, mas noves fora não resultam em nada. E tudo isso em meio a uma crise econõmica global cujas labaredas começam a lamber a estabilidade precariamente alcançada pelo país na última década …

 

Em contraponto a esse quadro impressionista de horror, no entanto, a impressão que recolho visualmente é de que a sociedade brasileira avança e está melhorando, sim, apesar de tudo, graças a gente vibrante, intelectualmente preparada e acima de tudo interessada em construir um ambiente civilizado nestes trópicos. É verdade, os desafios são imensos, há uma juventude pobre e sacrificada que se sente economicamente excluída, da qual saem os kamikazes da criminalidade para atacar sobretudo uma classe média consumista e endividada, enquanto as elites doidivanas prosseguem em sua loucura moral, pisoteando com seus privilégios os mais elementares padrões da decência, mas há igualmente progressos sociais significativos, muitos dos quais viabilizados pelo governo Lula, que teve a sabedoria política de não mexer naquilo que herdou da era FHC e estava dando certo, mas alterou perceptivelmente o enfoque dos programas sociais. O resultado é que, apesar das respectivas contradições e inconsistências, a gestão pública no Brasil se aprimorou sob o regime petralha, daí o entusiástico apoio das massas. Não obstante, com a crise financeira tantas vezes anunciada, mas que parece ter pegado a todos de calças curtas, as incertezas sobre o amanhã aumentam agora exponencialmente. 

 

O Brasil é dialético demais, seus contrastes são agudos demais, como poderemos saber quais serão as sínteses que nos reservará a história? Será que vamos nos submergir fundo por causa do tsunami financeiro mundial ou a atual conjuntura vai alavancar a definitiva emancipação econômica do país, com afirmam alguns amigos meus da esquerda ufanista? A direita está exageradamente quieta porque está intimidada pelos avassaladores índices positivos de popularidade de nosso supremo mandatário ou porque prefere matreiramente fingir de morta, deixando o previsível desgaste dos duros tempos que se avizinham para quem suceder o atual presidente? Muitos devem estar sentindo saudades daqueles projetos salvacionistas que no passado ofereciam conforto aos mais atemorizados diante das preocupantes nuvens que se condensavam no horizonte… 

 

De minha parte, não tenho mais certezas, elas ficaram em passado distante de minhas experiências existenciais, perdi as ilusões revolucionárias mas ainda estou à busca de uma utopia aplicável para sonhar um futuro melhor para o Brasil, já que a meu ver as “tradicionais” não têm a mínima chance de servir para explorarmos prospectivamente uma transfomação efetiva de nossa realidade… O país é de uma complexidade e esquizofrenia tal que não pode ser reduzido a formulações triviais ou ser explicado por sistematizações teóricas esquemáticas. Aqui vamos ter de reinventar todas as ideologias sociais, ou não haverá mesmo jeito de consertarmos o que os doidos de nossos avós nos legaram.” 

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Samuel Bueno

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10/0220:29hs

Sistema de blogs do iG enfrentou problemas técnicos
Instabilidade de três semanas afetou colunistas e leitores

Caique Severo

O sistema de blogs destinado aos colunistas e colaboradores do iG enfrentou problemas técnicos em alguns dos seus servidores nas últimas três semanas.

Muitos blogs não foram impactados, mas para alguns o serviço encontrou-se intermitente: os colunistas afetados não conseguiram publicar novos textos regularmente, os usuários não puderam postar comentários e até mesmo os blogs ficaram inacessíveis em alguns momentos. Neste momento, o serviço foi restabelecido e funciona bem.

Pedimos desculpas e paciência a nossos usuários e colaboradores.

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Caique Severo
Diretor de Conteúdo

 

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( Vamp na Edição)

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Autor: gthomas - Categoria(s): convidados Tags: , , , , , , , , , ,
29/01/2009 - 07:20

FEBEAPÁ em Tempos de Esquerda

Por: O Vampiro de Curitiba

Terrorista do PAC

É ÓBVIO, desconfiado leitor, que não falarei sobre o PAC da nossa Ministra Dilma, o  seu “Programa de Aceleração do Crescimento”. Por que falaria? Quero me referir ao terrorista italiano Cesare Battisti e seu “Proletários Armados pelo Comunismo”. Só porque ele andou explodindo os miolos de alguns de seus conterrâneos, vejam só!, o Governo Italiano quer sua extradição. Tarso Genro, Ministro da Justiça do Brasil e grande poeta, sujeito macho, como todo bom gaúcho, peitou toda a opinião pública italiana e ainda deu uma lição de moral nos juristas daquele país. Esses italianos! Só porque conseguiram desarticular toda a máfia daquele país, com a famosa operação “Mãos Limpas”, acham que podem se comparar ao Governo brasileiro. Não, não é bem assim! Primeiro devem aprender com a nossa justiça como punir criminosos, principalmente os de colarinho branco. Battisti e seu advogado, o petista Luiz Eduardo Greenhalgh - um dos advogados de Daniel Dantas - podem ficar tranquilos: Daqui Battisti não sai, daqui ninguém o tira!

Depois, tem outra: Como Cesare Battisti poderia ser extraditado para uma prisão italiana? Nem pensar! Prisões devem ser como as brasileiras. As do Pará, da Governadora Ana Julia, também petista, por coincidência, são as melhores. E não adianta a direita deletéria inventar que numa dessas prisões uma menina, de menor idade, era sistematicamente estuprada em troca de comida. Não, para a Itália não! Se a Itália fosse tão civilizada como dizem, nosso presidente Lula teria pedido cidadania italiana, e não cubana, como fez. Por outro lado, se o Brasil fosse tão ruim, como alegam os italianos, a familia de Celso Daniel, prefeito assassinado, do mesmo partido dos nosso presidente, teria pedido asilo politico, sei lá onde. Na França, talvez. Além do mais, Tarso Genro, esse humanista, sabe o que faz. Que o digam os boxeadores cubanos, aqueles cruéis traidores! As relações exteriores do Brasil com o resto do mundo, diga-se de passagem, nunca estiveram tão em evidência como neste Governo petista. Os tiranos israelenses e norte-americanos e os democratas do Sudão e do Hamas sabem muito bem disso. Já provaram todo o discernimento do nosso grande presidente.

Eu não consigo entender tanta má vontade com o Lula por parte de setores da Imprensa. Aquele colunista da Veja, não o tal de DiEgo, aquele outro, sim, o do chapéu, esse mesmo: Por que tanto ódio ao nosso presidente? Oras, todos sabemos que Lula sempre foi um trabalhador modelo. De vez em quando perdia um dedo no torno mecânico, mas, convenhamos, isso até que é normal, acontece sempre… O importante é que tanto Lula como seus familiares continuam vivendo modestamente, como antes de chegarem ao poder. Um dos filhos do presidente, me corrijam se eu estiver enganado, continua trabalhando como zelador num Zoológico. Se fosse um oportunista já estaria milhonário. Mas o colunista não se cansa em criticar. Vive inventado calúnias. Só falta, agora, inventar que o nosso presidente bebe em demasia. Essas pessoas, esses pseudo-jornalistas, têm o terrível hábito de chamar todo aquele que rouba de ladrão. Todo aquele que mata, para eles, é assassino. Não entendo o porquê de tanta rigidez axiomática. Nós, os brasileiros, somos um povo de gingado, temos os nossos valores, como o Samba, o Futebol, o Carnaval, a cachaça. Aprendemos a ver a coisa sempre em seu contexto. Sabemos relativizar nossos conceitos. Além do mais, ninguém acredita mais nessa conversa de “mensalão”, “caixa-dois”, etc. Nós, povo da Banâni… (ops!), digo, povo do Brasil, somos espertos o bastante para não acreditar nessa mídia golpista, É ÓBVIO! 

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Um internauta me mandou uma ficha que rola na Internet. Não entendí muito bem. Só me enviou a ficha com os seguintes dizeres: “Terrorista do PAC”. Por desencargo de consciência, publico abaixo a tal ficha. Mas já adianto que não acredito se tratar de Cesare Battisti. Vejam que estranho:  

 

Brasil, um país de todos

Já que o Brasil dará asilo a Cesare Battisti - inclusive recomendo que lhe seja concedido uma indenização, uma bolsa-ditadura – e já que também demos asilo político ao Padre Medina, terrorista das FARC - com direito a emprego para sua mulher (isso que é padre revolucionário: é padre, mas gosta de mulher, que ninguém é de ferro) - quem sabe, amistoso leitor, se não poderíamos ajudar Obama com os presos de Guantánamo? Não, apenas isso, não! Seria muito pouco diante da grandeza humanista de Tarso Genro. Por que já não aproveitamos e resolvemos também o problema no Oriente Médio? Claro, deslumbrado leitor! Os Palestinos precisam de um Estado, não precisam? Então! Criamos um Estado dentro de Banân… (putz, que mania, essa minha!), digo, criamos um Estado dentro do Brasil e damos abrigo não só aos prisioneiros de Guantánamo, mas também aos libertários do Hamas, do Taleban, do IRA… Cesare Battisti poderia ser o, digamos, prefeito desse Estado. Filia-se ao PT, paga 10% ao partido e está tudo certo! Nunca antes nestemundo…

Participe deste momento histórico:

Que país do turismo sexual,  que nada! Agora seremos também o país dos companheiros! Vamos escolher onde será localizado o Estado dos Companheiros:

(a) Em São Paulo, bem pertinho do PCC

(b) Em Foz do Iguaçu, bem pertinho da Tríplice Fronteira

(c) No Rio de Janeiro, bem pertinho do Comando Vermelho

(d) Em Brasília, bem pertinho do PAC 

Obs: Não, engraçadinho leitor, em Curitiba NÃO VALE!!! 

O Vampiro de Curitiba

PS do Vamp: Petralhas, aprendam a ler! Não foi Gerald Thomas quem escreveu o artigo acima!!!!

PS2 do Vamp:  Pessoal, é preciso estar sempre “atualizando” manualmente a página do Blog, pois ela não está atualizando automaticamente. Mesmo se fechada e aberta novamente. Portanto, se você está entrando neste momento, antes de fazer o comentário, atualize a página.

PS3 do Vamp: Viva a Sexta-feira!

 

Autor: gthomas - Categoria(s): Colaboradores Tags: , , , , , , , , , , , , ,
01/10/2008 - 07:51

Desencapados e Desterrados

 

Miami- South Beach

Depois de dias com um post aqui em baixo, que atingiu mais de seis mil hits, sobre pedófilos, me senti na obrigação de relatar um pouco do que tenho assistido numa conferência que aborda assuntos como exilados, desterrados,  aqueles que buscam trabalho porque se sentem reféns em seus próprios países. Sei, pela minha família, o que é isso. Digo, ser refém.

Bem, esse assunto também não é exatamente novo para mim, não. Na década de 70 eu trabalhava como voluntário no Secretariado Internacional da Amnesty International em Londres, a favor dos presos políticos, exilados, torturados, desaparecidos, etc., no Brasil. Eram 24 horas sobre 24 horas de trabalho. Trabalhávamos com telex! Urgent Action! Os telegramas para que as torturas sobre A, B ou C cessassem tinham que estar na mesa do Almirante Helio Leite ou Julio de Sá Bierrenbach no Superior Tribunal Militar, em Brasília, em questão de horas e… assinados por chefes de Estados de democracias cristãs européias ou monarquistas! Bem, não vou aqui repetir essa história. Quem sabe, sabe, e quem não sabe, não precisa!

Nunca acreditei que o Estado devesse ter/pudesse ter qualquer tipo de PODER sobre o cidadão! Por que isso? Porque metade da minha família virou carvão em Auschwitz justamente por causa de ABUSO de poder!

Mas, de volta á essa conferência: haitianos, cubanos, mexicanos que cavam túneis ou são trazidos pelos coyotes,  ou hondurenhos e mesmo paquistaneses que nada têm a ver com a Al Qaeda, mas tentam a entrada pela costa da Flórida ou Louisiana (via Jamaica ou Trinidad) depositam todas as suas vidas e esperanças para poder entrar aqui. São pessoas ou famílias inteiras que se arriscam a barquinho (aquilo com que brinco nas BlogNovelas e agora estou completamente arrasado pois os vi de frente) e que, às vezes, são interceptados pela Coast Guard Americana e mandados de volta para os tubarões.

Como o Gustavo, um peruano. Uma vez aqui dentro, trabalha como carregador de navios de turistas, como a Carneval Cruises. Não está legalizado e leva insultos de pessoas nessa cidade onde é permitido andar de moto sem capacete. Por que os insultos? Porque não fala uma palavra de inglês. “Mas tudo bem”, digo eu.
“Ninguém em Miami fala inglês: espanhol é a língua oficial”. “No, boss! Los grandes hablan en russingles!”

Ah…

Miami onde tudo é possível. Onde o “concierge” do hotel consegue tudo. Entendem? TUDO (deixem suas fantasias irem longe e os dólares voarem)!  Miami, aonde a crise da Wall Street não chegou e onde a Collins Avenue ou a Lincoln Road são  povoadas por tijuanos e  dependem do serviço de imigrantes ilegais, esse assunto ainda é, continua sendo, o mais controverso.

McCain é, há mais de duas décadas, o senador do estado do Arizona. Quando estive em Tucson, conversei com os motoristas de táxi que vão para caça à noite com night vision. Cada cabeça trazida lhes vale 100 dólares. “Mas não é pelo dinheiro”, brincava um (enquanto eu, entre o espanto e quase lágrimas, me encolhia no assento de seu táxi). “É pelo esporte mesmo!”.

Ontem eu estava numa tal depressão, mas tal depressão que recebi esse e-mail do meu fiel e real amigo, um verdadeiro psicanalista, João Carlos do Espírito Santo. Acho que o conteúdo do e-mail diz tudo. Sobre o meu estado após a convenção, lhe escrevi e ele respondeu:

“… Este era meu medo ao sabê-lo ouvindo os depoimentos: os ecos que despertariam.

Sim! O desejo de quem minimamente está vivo, é este, anular-se ou explodir toda esta perversão diária. Quando pensamos que chegamos ao final do poço, descobrimos que tem mais um pouco, que alguém escavou mais. Só não tem escada para subir, sair do que os cínicos aprofundam sentados em suas indiferenças, em suas armadilhas em que a palavra dissociou-se da coisa, da referência, e foi à deriva do mau-caratismo.

Sim Gerald  e não há sequer consolo pensar que isso está circunscrito a países periféricos, esta é a tônica da contemporaneidade: A ABJETA, sórdida relação com toda a alteridade.

Esta é a herança dos nossos tempos, de nossos territórios: deturpação, esvaziamento da ética, implosão da moral em discurso pervertido, em bestialogias diárias, em sórdidos sorrisos chamados mercados. Reduzem-nos a isso, mercadoria para troca ou para o descarte, o refugo, o lixo.

Mas, previne-te, que nestes ataques intensos às sensibilidades reside o maior ardil, Derrubam, se nos vencem, os últimos resistentes, os que colocam o dedo na ferida, os que nomeiam o que eles negam. Sobrevivemos para ver campos de concentração sem muros, para viver torpor social, ausência de solidariedade. Atravessamos o século XX para entregar, jogar a toalha? De jeito nenhum, vamos a resistência, pois o silêncio é o que esperam para enfim, arquitetar a destruição final. Aqui vale recordar os mortos – todos os que valem a pena prantear – e elevar-se a condição superior do anacrônico e dizes:

NÃO!

NÃO! AINDA NÃO CHEGAMOS AO FINAL, SE SOMOS PONTO É PARA INÍCIO DE PARÁGRAFO.

NÃO! Um seco não, um claro e inequívoco não em nome do SIM, que dás a tantos anos, que teimo em resgatar em meus pacientes, pois do contrário, cederemos às cinzas, ruiremos em nossas vidas com o que ainda espera, com o horizonte do viável.

Recobra-te, em silêncio chora o que está, mas não te renda ao que querem que seja. 

Só há um caminho: SEGUIR SEMPRE!

Se ainda houver tempo hoje, responda-me, pois sinto os estragos do dia de hoje em seu mais íntimo ser.

Um grande, solidário, triste e querido abraço.”

João Carlos

 

Sim, seguindo em frente sempre! Às vezes me pergunto…

COMO?

 

Gerald Thomas

Ainda em Setembro, último dia do mês, 2008.

 

 

(O Vampiro de Curitiba, na edição)

 

 

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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