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	<title>Gerald Thomas</title>
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		<title>Gerald Thomas sai de cena &#8211; Folha de S Paulo 17 Nov 2009</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 01:29:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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São Paulo, terça-feira, 17 de novembro de 2009 















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Gerald Thomas sai de cena
 Cansado da repetição nas artes, diretor diz que está se afastando do teatro por tempo indeterminado
&#8220;Acho meus últimos trabalhos péssimos; não consegui me entregar, ter tesão&#8221;, conta ele, que esboça roteiro cinematográfico 
LUCAS NEVES
DA REPORTAGEM LOCAL 
Cansado de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="570">
<tbody>
<tr>
<td align="RIGHT"><span style="font-size: xx-small">São Paulo, terça-feira, 17 de novembro de 2009</span> <img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/images/ilustrad.gif" alt="" hspace="10" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="600">
<tbody>
<tr>
<td width="100"></td>
<td align="right"><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/images/ilubar.gif" alt="" width="500" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="0" width="500">
<tbody>
<tr>
<td width="100"></td>
<td width="400"><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1711200911.htm">Texto Anterior</a> | <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1711200913.htm">Próximo Texto</a> | <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/inde17112009.htm">Índice</a></p>
<p><span style="font-size: large"><strong>Gerald Thomas sai de cena</strong></span></p>
<p><span style="font-size: large"><strong> </strong></span><strong>Cansado da repetição nas artes, diretor diz que está se afastando do teatro por tempo indeterminado</strong></p>
<p><strong>&#8220;Acho meus últimos trabalhos péssimos; não consegui me entregar, ter tesão&#8221;, conta ele, que esboça roteiro cinematográfico </strong></p>
<p><strong>LUCAS NEVES</strong><br />
<span>DA REPORTAGEM LOCAL </span></p>
<p>Cansado de jogar com &#8220;ismos&#8221; teatrais -experimentalismo, desconstrutivismo e conceitualismo, para citar três-, um artista contempla sua encruzilhada e divide o atordoamento com a plateia. Em 1996, esse era o &#8220;nowhere man&#8221;, o homem sem lugar da peça homônima de Gerald Thomas. Em 2009, esse é o próprio diretor. Com a diferença de preferir o silêncio cênico.<br />
Thomas rompeu com o teatro por tempo indeterminado. No texto &#8220;Minha &#8220;Independência ou Morte&#8221; &#8211; Tudo a Declarar &#8211; &#8220;It&#8217;s a Long Goodbye&#8217;&#8221;, publicado em seu blog, ele lista as razões para o afastamento e crava: &#8220;Minha vida no palco acabou [...] tenho que sair por aí pra redescobrir quem eu sou&#8221;.<br />
O &#8220;estalo&#8221; veio em julho passado, em Amsterdã, ao bater os olhos num autorretrato de Rembrandt (1606-1669). &#8220;Ele tinha 55 anos quando fez aquele quadro. Eu estou com essa idade hoje. Alguma coisa bateu em mim, não sei o quê&#8221;, diz à<strong>Folha</strong>, por telefone.<br />
&#8220;Comecei a pensar que muitos artistas, incluindo o próprio [dramaturgo irlandês Samuel] Beckett (1906-1989), não sabem a hora de sair de cena. &#8220;Rockaby&#8221; e &#8220;Enough&#8221; são textos tão menores, inúteis desse maior autor do século 20. Eu me pergunto se ele precisava realmente tê-los escrito. Ao mesmo tempo, o que ele poderia fazer? Tricô? Não, né?!&#8221;</p>
<p><strong>&#8220;Encheção de linguiça&#8221;</strong><br />
Thomas avalia que &#8220;depois que você chega num pico, vira um repetidor de si mesmo&#8221;. O seu auge, ele crê, foi em 98, com a ópera &#8220;Moisés e Aarão&#8221;, de Schoenberg, na Áustria:<br />
&#8220;Tudo foi uma preparação para aquilo. O resto é bobagem, encheção de linguiça. Acho meus últimos trabalhos péssimos. &#8220;Bateman&#8221; [solo que criou para os 20 anos da Cia. dos Atores, em 2008] é horroroso. Só o texto é bom. Não consegui me entregar, ter tesão.&#8221;<br />
Outra experiência recente que o desencantou foi &#8220;O Cão que Insultava Mulheres &#8211; Kepler, the Dog&#8221; (2008), espetáculo surgido da &#8220;blognovela&#8221; que o diretor escrevia em seu endereço virtual -e transmitido ao vivo pela internet.<br />
&#8220;Teatro não é tecnologia, é algo para que o público esteja na presença do ator, a metros dele. Se você tenta transformar em tecnologia, fica pretensioso. Essa integração de mídias é a maior mentira que já houve.&#8221;<br />
Dono de um estilo que conjuga dramaturgia não linear e de forte carga simbólica, estética expressionista e uma mirada perplexa em direção ao mundo, Thomas se ressente da falta de novidades nas artes:<br />
&#8220;É constrangedor ver o que as pessoas que mais admiro estão fazendo. Repetem-se horrorosamente. Não há nada novo, nem em moda, nem em design, nem em arquitetura. A não ser que você dê um pulo em Xangai. Aí vai ver um prédio maluco. Mas logo vai se lembrar dos Jetsons e pensar: eles fizeram um edifício tirado do desenho! De certa forma, é tudo pateticamente engraçado.&#8221;<br />
Recolhido, o diretor esboça o roteiro do filme &#8220;Ghost Writer&#8221;, que pretende rodar entre Turquia, Inglaterra e EUA, e rascunha a autobiografia ficcionalizada &#8220;Suicide Notes&#8221; (notas suicidas). Os dois projetos podem virar um só.<br />
A seu modo, Thomas atualiza a última frase de &#8220;O Inominável&#8221;, romance de Beckett: &#8220;I can&#8217;t go on, I&#8217;ll go on&#8221; (não posso seguir, vou seguir).</p>
<p>OBS: O BLOG ESTA FECHADO. FAVOR COMENTAR NO</p>
<p><a title="Blog do Vamp" href="http://blogdovampirodecuritiba.blogspot.com/">http://blogdovampirodecuritiba.blogspot.com/ </a></p>
<p><a title="G-diet" href="http://www.blog-filho.blogspot.com/">http://www.blog-filho.blogspot.com/</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>O Blog Está Fechado</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 13:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[New York-  O  fim? Parece que sim. Pelo menos por enquanto. O que eu quero dizer com isso? O Blog fechou. Foi fechado. Vocês devem ter notado que, desde ontem, o campo dos comentários não funciona mais.  Conversei longamente com um dos diretores de conteúdo do IG e&#8230; Bem, a política interna mudou, mudaram seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><strong>New York</strong>-  O  fim? Parece que sim. Pelo menos por enquanto. O que eu quero dizer com isso? <strong>O Blog fechou</strong>. Foi fechado. Vocês devem ter notado que, desde ontem, o campo dos comentários não funciona mais.  Conversei longamente com um dos diretores de conteúdo do IG e&#8230; Bem, a política interna mudou, mudaram seus interesses.  Tá tudo certo.</p>
<p style="text-align: justify">Agradeço imensamente a equipe do IG por esse ano e meio de imenso prazer. Vocês foram maravilhosos. Agradeço, em especial, ao Caio Túlio Costa – quem me levou pro IG.</p>
<p style="text-align: justify">São quase 6 anos de Blog, somando UOL com IG, e quase 3 milhões de acessos (hits) e, o que dizer?</p>
<p style="text-align: justify">Vou sentir saudades. Vou mesmo. Muitas.</p>
<p style="text-align: justify">Já naquele meu texto “<strong>Minha independência ou</strong> <strong>morte</strong>”, de 7 de setembro último, eu já vinha dizendo que estava sob pressão, depressão e precisava de um tempo (tanto do teatro como desse espaço aqui). Mas agora a decisão veio dos novos donos da OiFuturo- BR Telecom.</p>
<p style="text-align: justify">Como eu disse, está tudo certo. Não sei ainda se abro em outro lugar ou fico quieto por um tempo.</p>
<p style="text-align: justify">Por enquanto, fica um <strong>ENORME BEIJO</strong> em todos vocês. Sei que num futuro próximo, bem próximo, estaremos nos encontrando em outro espaço virtual e continuando as nossas trapalhadas, gostosas como sempre.</p>
<p style="text-align: justify">LOVE</p>
<p style="text-align: justify">Gerald</p>
<p style="text-align: justify">29 Oct 2009</p>
<p style="text-align: justify">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p style="text-align: justify">Do Vamp:</p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Meus amores, chegou o pior dos momentos: o adeus.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000080"> Acredito que nos encontraremos, mais cedo ou mais tarde, em algum lugar dessa coisa maluca chamada blogosfera. Mas o futuro é incerto, tanto quanto a própria vida. Já o passado, é conhecido. E o passado que compartilhei com cada um de vocês foi maravilhoso. Foram, praticamente, um milhão de acessos. Quase o dobro disso se contarmos por páginas acessadas. Milhares de comentários aprovados, polêmicas, discussões sem fim, idéias, sentimentos os mais diversos&#8230;  Obrigado!</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000080"> Agradeço também ao pessoal do IG pela oportunidade. Escrevi textos que foram lidos por 10, 15, 25 mil pessoas num único dia. Tem muito livro que não foi lido por tanta gente&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000080"> Àqueles que se sentiram ofendidos por mim, desencanem. Eu não critico pessoas, critico idéias. Nada pessoal, portanto.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000080"> Sejamos de esquerda ou direita, conservadores ou liberais, ateus ou deístas, eu tenho uma convicção: Não tem deus, não tem partido, não tem Estado que possa nos fazer felizes. Nós não somos rebanho, não existe o &#8220;coletivo&#8221;. Somos indivíduos! Nossa felicidade depende única e exclusivamente de cada um de nós. E nossa única obrigação nesta aventura na Terra é ser feliz.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000080"> Juízo! Nunca se esqueçam: só quem tem juízo sabe como é bom perdê-lo.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000080"> Beijos!</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000080"> Ahh, prazer: Rogério</span></p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">O Vampiro de Curitiba</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Carta de GT a Woody Allen: &#8220;Por favor, Mr. Allen, não filme no Rio!&#8221;</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/2009/10/26/carta-de-gt-a-woody-allen-por-favor-mr-allen-nao-filme-no-rio/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 10:29:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Welcome to Rio, Woody Allen: But “Bullets Over Broadway?” In Rio it will be “Bullets Over My Head”. The Beautiful City is actually one of the most dangerous cities in the world. No matter what they try to tell you!



Sete dias no Rio  (Seven days in Rio)
(Reportagem da Folha de São Paulo, eu, Gerald, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="color: #000080">Welcome to Rio, Woody Allen: But “Bullets Over Broadway?” In Rio it will be “Bullets Over My Head”. The Beautiful City is actually one of the most dangerous cities in the world. No matter what they try to tell you!</span></h2>
<p><span style="color: #000080"><br />
</span></p>
<h3 style="text-align: center"><img class="alignnone size-full wp-image-10293" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/10/outubro-carta_leitor1.jpg" alt="Rio de Janeiro" width="609" height="395" /></h3>
<h2 style="text-align: center">Sete dias no Rio  (Seven days in Rio)</h2>
<p style="text-align: center">(Reportagem da Folha de São Paulo, eu, Gerald, em azul)</p>
<h3 style="text-align: center"><img class="alignnone size-full wp-image-10291" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/10/outubro2.jpg" alt="7 dias no RJ" width="567" height="341" /></h3>
<p style="text-align: center"><img class="alignnone size-full wp-image-10289" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/10/outubro-capaa.jpg" alt="Helicóptero abatido pelo tráfico no RJ" width="643" height="316" /></p>
<h3 style="text-align: justify">Em sete dias, o tráfico abateu o helicóptero da polícia no Rio de Janeiro, matando três policiais, carbonizados. A cena chocou a todos, correu o mundo, tornou-se logo o emblema trágico de uma situação social que vinha enquadrar a fantasia olímpica no país real.</h3>
<h3 style="text-align: justify">Sete dias depois, impressiona como a imagem envelheceu. Na terça-feira, o que escandalizava era o cadáver acomodado dentro de um carrinho de supermercado, nos arredores do morro dos Macacos. Resposta do tráfico ao cerco policial? Acerto de contas? Até ontem à noite, não se sabia ainda nem a identidade da vítima, no IML à espera de reconhecimento.  Numa semana de mortes por atacado, o defunto anônimo do varejo do crime também ficou no passado. A divulgação das imagens do assassinato do coordenador do Afro Reggae, Evandro João da Silva, ocorrido no centro do Rio, no domingo à noite, estarrece, ate agora, o país.</h3>
<h3 style="text-align: center"><img class="alignnone size-full wp-image-10290" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/10/outubro1.jpg" alt="outubro1" width="494" height="238" /></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">Dear Mr. Allen: I will not, cannot, translate this catastrophe in its entirety. But I’ll do in parts, as in parts of bodies, hoping that you’ll get the idea. Seven Days in Rio: It has been a week or so that the druglords  or traffickers have shot down a police helicopter, killing  and charring  the three cops inside the chopper. The scene seemed to shock everyone and the photos were published world over (I hope you saw them, Mr. Allen, wherever you are): they became the very symbol of a tragic social reality which only came </span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">to break the dream of an Olympic fantasy or spell Brazil had been </span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">living under. But Brazil has always lived a dream which never really came true.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">And with the current president – Lula  &#8211; corrupting and distorting all the facts&#8230; from A to Z, is nothing but a temporary populist. I hope that you will understand that the country (with an enormously high rate of illiteracy and famish) is far closer to a Stalinist regime, than one tends to see reported in the world media.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">But the chopper falling, the buses burning and all that, are old news. On the following Tuesday, only 4 days after the tragic weekend (featuring something around 35  deaths), what really (REALLY) scandalized the media and population alike (or so it seemed), was the finding of a dead body  crumpled and stashed into a supermarket cart, left behind or abandoned around one of the most violent favelas (slums). Might it have been payback from the cops? The police killing a civilian for the losses suffered over the weekend? No matter. No problem. Also images of the past. A few days ago, a PACIFIST, from a well known group named AfroReggae (devoted to getting minors out of drug dealing and into rehab programs through music), Evandro Joao da Silva was mugged, shot p</span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">oint blank, in the very center, downtown of Rio.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">Enough? Of course not. The police was called, came and RELEASED the assailants….and , AND (with his heart still beating) the cops ran away with his expensive sneakers and some piece of the equipment of the “nearly dead”. Now, these are scenes you might expect to see in a late night Reality Show in the US or in a documentary about Africa, right? Or in a parody about violence by Quentin Tarantino. But they are actual fact which (amazingly) they hid from your sister as she visited the City some weeks ago. I’ll continue in Portuguese.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify">Os policiais passam pelo local instantes depois do assalto e ignoram o corpo que agoniza no chão; a seguir, roubam o que os ladrões haviam levado da vítima, deixando-os ir. Basta assistir à sequência: seria difícil imaginar algo mais chocante.  Não, não ha nada mais chocante. Nem o que eu via pela TV acontecendo em Soweto, África do Sul.</h3>
<h3 style="text-align: justify">Vitimada pelo tráfico no sábado, a polícia no domingo atuava como bandido do bandido. Caso isolado? Gostaríamos que sim, mas é obvio que não. Um dos elementos de farda era responsável pela SUPERVISÃO do policiamento da área. Atende por capitão Denis Bizarro (o nome do animal não poderia ser mais apropriado). Evandro não era uma pessoa comum. Vítima da tragédia consumada em parceria entre criminosos e agentes do Estado, ele vem sendo descrito pelos jornais como um &#8220;mediador de conflitos do tráfico em favelas&#8221;. Entender o que seja essa figura socialmente emblemática é parte do problema. Também em vida, Evandro não deixava de ser um sintoma da falência do Estado.  Um estado (Brasileiro) beirando ao Stalinismo: delirante, mentiroso e corrupto.</h3>
<h3 style="text-align: justify">Lula, o delirante, nada diz com nada.</h3>
<h3 style="text-align: justify">&#8220;Seis corpos foram encontrados ontem-sétimo dia consecutivo de conflitos urbanos no Rio- na favela do Fumacê, em Realengo, zona oeste do Rio. Os cadáveres estavam sobre uma carroça num matagal da favela. Segundo a Polícia Militar, eles foram jogados no local durante a madrugada.</h3>
<h3 style="text-align: justify">Em cinco ações policiais deflagradas nas zonas oeste e norte, 12 pessoas foram presas e dois menores, apreendidos. Houve também apreensão de armas e drogas. Na Penha (zona norte), um confronto entre a polícia e traficantes da facção CV (Comando Vermelho) nas favelas Merindiba, Quatro Bicas e Vila Cruzeiro feriu ao menos três moradores e causou um incêndio em um apartamento. Os três moradores foram baleados na Vila Cruzeiro e hospitalizados. O caso mais grave é de Severino dos Santos, que levou um tiro no rosto. Ele tem uma bala alojada na nuca e respira com ajuda de aparelhos. Brunio de Barros, 86, foi alvejado no tórax e prossegue internado. Expedito Rodrigues, 57, atingido por um tiro de raspão na perna direita, já deixou o hospital.  Incêndio Já o incêndio, que não feriu ninguém, foi causado pela explosão de algum tipo de munição e queimou…..</h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">Dear Mr. Allen: I’m writing from Paris. If only we could go back to that scene in your own movie (I think it was shot at the Whitney or at the Guggenheim, not quite sure), where you and a girl are standing in front of a Pollock painting: all you want is to seduce her into a fuck but she goes ranting off into the theory of semantics and quantum physics of the layers of ‘meanings’ of what Pollock meant to say. Rio is, in many ways, a jaw breaker. A Pollock gone bad.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">It’s quite troubling and sort of disturbing to know that you were offered 15 MILLION USD to shoot a movie in Rio to make the City look ‘good’ for the 2016 Olympic Games. Knowing your work as I do, I find that troubling. In Annie Hall you go through the trouble of taking “the real” Marshall MacLuhan from behind a cardboard cutting of himself only to to prove to an arguing couple (the guy trying to impress the gal with false intellectual pretenses), that what the young jerk standing in line was wrong. I think, Mr. Allen, that you’ve always been on the side of JUSTICE. From Stardhust Memories to Radio Days, Husbands and Wives, Manhattan, Take the Money and Run, Cassandra’s Dream (with music by my collaborator and friend Philip Glass  (http://www.vimeo.com/2988089), and all of your outstanding work, one thing does stand out: the quest for justice.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">I beg you to use  an automatic translator to go through this text, or simply google “recent outbreak of violence in Rio”. There has been plenty of reporting in the New York Times and in the Guardian as well as any and every paper in the world. You are, without any doubt, a GENIUS. And by being one I feel terrible when I see or feel that they’re trying to TRAP you. What I’m writing to you here is, somewhat based or inspired in your initial scene of CELEBRITY, when the low flying plane writes HELP in the skies.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">You are one of the only auteurs-filmmakers in this world and you, as well as Kubrick saw a reason to leave the US and film (or/and) live abroad. But please do not buy into this trap, unless, of course, you’re fully aware of what you’re getting yourself into (with the usual humor, deprecating self, etc). The rest is up for grabs.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify">LOVE</h3>
<h3 style="text-align: justify">Gerald Thomas</h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #ff0000">www.geraldthomas.com</span></h3>
<p><span style="color: #ff0000"><br />
</span></p>
<h3 style="text-align: justify">Continua em português:</h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Coordenador ainda estava vivo, diz o José Junior. Pois é, isso é o mais trágico desse MUNDO CÃO!</span></h3>
<h3 style="text-align: justify">Anderson afirma que chegou ao local 50 minutos após o crime e que o coração da vítima ainda batia; &#8220;PM me disse que isso era normal&#8221; José Júnior, do Afro Reggae, chamou PMS acusados de abandonar vítima sem socorro de &#8220;marginais, criminosos fardados&#8221;</h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #000080">- É pouco, Junior. Esses caras não são mais seres humanos. Não têm mais do que chamá-los. Na hora em que aconteceu, eu estava online e liguei pro Zuenir. Uma loucura.</span></h3>
<h3 style="text-align: justify">A Polícia Militar vai investigar a participação de outros policiais suspeitos de omitir socorro ao coordenador do Afro Reggae,</h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #000080">- Aha! Claro que vai. E, como qualquer investigação no Brasil? Onde dá? Onde? Que horror de piada!</span></h3>
<h3 style="text-align: justify">Evandro João da Silva, morto depois de ser baleado no centro do Rio de Janeiro, no final de semana passado. Segundo o músico Anderson Elias dos Santos, amigo da vítima que chegou ao local 50 minutos depois do crime, o coração do coordenador ainda batia. &#8220;Um PM me falou que isso era normal e que ele já estava morto, mas não sei se o militar verificou&#8221;.</h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">-<span style="color: #333399"> Super normal. Depois que a gente morre, o coração continua batendo, os braços se mexendo e a boca falando. Os olhos piscam, o cu caga, o pau mija, ou seja, tudo continua igual. Nem o teatro do absurdo teria chegado a esse ponto.</span></span></h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff">Actually, Mr Allen, maybe you do have a point after all, given that you do accept the offer. Rio is the city of the absurd. Whatever it is that Adamov, Ionesco (let’s leave Beckett out of this) weren’t able to stage, Rio is outdoing them all. So, if you do go ahead with this offer and DO NOT end up with a bullet in your skull, all I can wish you is….Good Luck</span></h3>
<h3 style="text-align: justify">GT</h3>
<h3 style="text-align: justify"><span style="color: #0000ff"><strong>PS: Please, Mr. Allen, don&#8217;t get me wrong. I LOVE Rio. I LOVE Brazil.  What I don&#8217;t love or endorse is the current state of affairs or regime. Whoever Lula endorses (most likely) will be voted in, since voting in Brazil is obligatory. Strange, isn&#8217;t it? He, Lula, trades food baskets for votes. In the meantime, these Drug Lords are holding the population as hostages making ground beef of them all</strong>.</span></h3>
<p><span style="color: #0000ff">.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff"><span style="color: #000000">(Vamp na edição)</span><br />
</span></p>
<p><span style="color: #0000ff"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
]]></content:encoded>
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		<title>Gerald Thomas fala ao GLOBO</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 13:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;
VERSÃO IMPRESSA 

(O Vampiro de Curitiba na edição)
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center">
<p style="text-align: center"><img class="size-large wp-image-10274 aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/10/gerald-post-novo1.jpg" alt="gerald post novo1" width="477" height="652" /></p>
<p style="text-align: center"><img class="size-large wp-image-10275 aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/10/gerald-post-novo2.jpg" alt="gerald post novo2" width="473" height="603" /></p>
<p style="text-align: center"><img class="size-large wp-image-10276 aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/10/gerald-post-novo3.jpg" alt="gerald post novo3" width="464" height="524" /></p>
<p style="text-align: center">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<h2 style="text-align: center"><span style="color: #ff0000">VERSÃO IMPRESSA </span></h2>
<p style="text-align: center"><img class="alignnone size-full wp-image-10284" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/10/jornal-o-globo1.jpg" alt="jornal o globo" width="357" height="529" /></p>
<p><strong>(O Vampiro de Curitiba na edição)</strong></p>
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		<title>Barack Obama Ganha NOBEL da PAZ: ESSE É O CARA!</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 09:48:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
OSLO - O presidente americano, Barack Obama, foi premiado nesta sexta-feira com o Nobel da Paz 2009, &#8220;por seus esforços extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos, indicou o Comitê Nobel da Noruega.
 
“O comitê atribuiu muita importância à visão e aos esforços de Obama em vista de um mundo sem armas nucleares”, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://www.nytimes.com/2009/10/10/world/10nobel.html?hp"><img class="aligncenter" style="border: initial none initial" src="http://graphics8.nytimes.com/images/2009/10/09/world/09cnd.nobel.inline2-337.jpg" alt="President Barack Obama speaking at the United Nations on September 23." width="337" height="250" /></a></p>
<p style="margin: 0px 0px 15px;padding: 0px;font-size: 12px;text-align: justify"><strong>OSLO - O presidente americano, Barack Obama, foi premiado nesta sexta-feira com o Nobel da Paz 2009, &#8220;por seus esforços extraordinários para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos, indicou o Comitê Nobel da Noruega.</strong></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-size: 12px;padding: 0px;margin: 0px;border: 0px initial initial"> </span></p>
<p style="text-align: justify">“O comitê atribuiu muita importância à visão e aos esforços de Obama em vista de um mundo sem armas nucleares”, declarou o presidente do comitê, Thorbjoern Jagland.</p>
<p style="text-align: justify">O anúncio causou surpresa. Além de Obama, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, era um dos candidatos, mas ambos não eram tidos como favoritos. As indicações são feitas por milhares de pessoas de todo o mundo, tais como parlamentares, ministros, ganhadores de anos anteriores, professores universitários e membros de organizações internacionais. Os nomes são mantidos em segredo pelo comitê, mas alguns acabam vazando.</p>
<p style="text-align: justify">Para a edição deste ano, foram 205 indicados, entre pessoas e organizações. “Trata-se de um número recorde, depois de 2005, quando foram apresentadas 199 candidaturas”, informou o diretor do Instituto Nobel, Geir Lundestad.</p>
<p style="text-align: justify">O comitê, que esperou até o último momento, fez sua escolha em uma última reunião celebrada na segunda-feira (5). Dada a quantidade de indicados e sem um grande favorito, o Comitê Nobel precisou se reunir neste ano mais vezes do que o habitual para poder designar o premiado. “Tivemos mais reuniões que de costume, pois desta vez havia um grande número de candidatos, porque dois de nossos membros são novos e porque tentamos utilizar o tempo que temos para fazer a melhor escolha”, explicou Lundestad.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><strong>Vencedores das edições anteriores</strong></p>
<p style="text-align: justify">No ano passado, o prêmio Nobel da Paz foi entregue ao ex-presidente da Finlândia Martti Ahtisaari, que esteve envolvido em várias negociações de conflitos como o de Kosovo e Iraque.</p>
<p style="text-align: justify">Em 2007, o prêmio foi para ex-vice-presidente americano e ativista Al Gore, juntamente com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas. Um ano antes o escolhido foi o bengalês Muhammad Yunus, pioneiro na implementação do microcrédito para pessoas em extrema pobreza (2006).</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><strong>EU preciso dizer mais alguma coisa?</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Acho que não.</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>É limpar as lágrimas do rosto de emoção e pronto.</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>CONGRATULATIONS MR.PRESIDENT!</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Estou mudo de emoção, ou&#8230; sei lá. Obama ganha prêmio Nobel da PAZ. Acordo cedo, como sempre (quando durmo), e a tela já abre no New York Times: “filed one minute ago”. “OBAMA WINS THE NOBEL PEACE PRIZE”. Caramba! Olhei pra tela e não acreditei. Estou eufórico. Eufórico em pensar que hoje alguns republicanos vão ter infecção na gengiva. Eufórico em saber que HOJE o Health Care Reform PASSA!</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Eufórico porque o OBAMA MERECE e pronto! Sem mais conversa fiada!</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Não irei escrever mais nada.</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Não preciso.</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Vocês sabem.</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>E, se não sabem, é porque eu fiz com que não quisessem saber. Eis um trecho da tradução de &#8220;Suicide Note&#8221;, &#8220;trivial de uma infância num asterisco da linguagem&#8221;:</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify"><em><strong>“</strong>Os doces e bolos não te interessavam. Aliás, te davam um imenso sentimento de culpa e de vergonha, aquela mulher com aquela bonezinho empacotando doces em troca de dinheiro&#8230; Ao perguntar o que você quer, você responde que nada. Tua mãe te olha com um ponto de interrogação, pois foi você quem pediu para ir lá. Ela nem imagina que são aqueles dois, mãe e filho, a razão por você ter pedido para passar ali. De novo, nos próximos quarteirões, você nada nota, nada sente além da &#8220;<strong>awe</strong>&#8220;, algo entre fascínio religioso e o respeito e tremor perante a santidade. Você passa cada vez mais tempo devotado aquela imagem. De noite, deitado na cama, ainda acordado, você fantasia coisas inacreditáveis. Você se imagina parte da vida daquela mulher. Tem com ela uma relação amorosa, filial. Por mais incrível que soe, você se sente mais perto dela que da sua própria mãe. E ainda aquela Lua ali que te olha e pesa sobre você. Sim, agora você acaba por chama-la pelo teu próprio nome.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>A partir desse momento, você desenvolve um senso crítico que te acompanhará a tua vida inteira. Nada mais é o que é. Nada mais é o que te dizem. Você acredita enxergar algo atrás de tudo que te descrevem. Você acredita enxergar algo atrás de tudo que te descrevem. Você se sente muito bem e muito mal o tempo todo. Você não se sente parte de nenhum lugar e você está experimentando um gosto estranho que não mais te permitirá, jamais, sentir bem em qualquer circunstancia em qualquer lugar. Você carrega um choro contido e ao mesmo tempo um raio de sol de otimismo que não consegue sair. Você só se sente bem no chão do teu quarto rabiscando nos blocos gigantescos de papel jornal que teu pai te dá. Você está contaminado por um vírus indefinível e acha que o tempo não vai passar nunca. Você ama aquele lugar em que  você não está e não gosta daquele onde você está. Passará a próxima década vendo o lado horrível e risível das coisas, o lado torto de tudo, o erro primal, as diferenças gritantes, os acidentes, o lado frágil em tudo e todos; você até desenvolve uma repulsa por sangue, uma exaustão ao premeditar qualquer ação, de dá-la como inútil de ante mão. Você se torna para todos e para você mesmo a essência de tudo que vê e sente: <strong>insuportável.&#8221;</strong></em></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Gerald Thomas</strong></p>
<p style="text-align: justify">October 9, 2009</p>
<p style="text-align: justify">New York City</p>
<p style="text-align: justify"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>LOVE</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Gerald Thomas</strong></p>
<p style="text-align: justify">.</p>
<p style="text-align: justify">(Vamp na edição)<strong><br />
</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma homenagem a vocês, leitores do Blog: dois desenhos (concretos)</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/2009/10/07/uma-homenagem-a-voces-leitores-do-blog-dois-desenhos-concretos/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 17:39:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="size-large wp-image-10240 alignnone" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/10/IMG_9243.jpg" alt="IMG_9243" width="342" height="271" /></p>
<p><img class="size-large wp-image-10234   alignleft" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/10/IMG_92411.jpg" alt="IMG_9241" width="235" height="341" /><img class="size-large wp-image-10235 alignright" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/10/IMG_91971.jpg" alt="IMG_9197" width="232" height="348" /></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma Alma se vai: a gente se cala: por um dia.</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/2009/09/29/uma-alma-se-vai-a-gente-se-cala-por-um-dia/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 14:17:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ALMA ORIGAMI OLGA VAMP OPED PAGE ADEUS MINHA QUERIDA HO]]></category>

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		<description><![CDATA[
Vai com deus minha querida
Um favor a voces em homenagem ao Vamp: Um dia de silencio e sem comentarios.
LOVE
Gerald Thomas
_______________________________
Quarta feira de manha: Agradeco profundamente o silencio de voces.
Aqueles que quiserem, podem mandar seus comentarios.
LOVE
Gerald
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-large wp-image-10224" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/09/IMG_91421.jpg" alt="IMG_9142" width="319" height="240" /></p>
<p>Vai com deus minha querida</p>
<p>Um favor a voces em homenagem ao Vamp: Um dia de silencio e sem comentarios.</p>
<p>LOVE</p>
<p>Gerald Thomas</p>
<p>_______________________________</p>
<p>Quarta feira de manha: Agradeco profundamente o silencio de voces.</p>
<p>Aqueles que quiserem, podem mandar seus comentarios.</p>
<p>LOVE</p>
<p>Gerald</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma Volta de Emergência: TIREM ESSA ONU DA NOSSA FRENTE: coloquem ela numa ilha qualquer!!</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 08:21:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[TIREM A ONU DA MINHA FRENTE!  SAI, ONU, SAI!
New York – Sim, óbvio que estou puto. E aparecendo aqui em “situação extraordinária”, assim como eu havia prometido no meu post “It’s a Long Goodbye – MINHA INDEPENDÊNCIA ou MORTE.”
De que adianta eu ir montar uma &#8220;tenda de renda na Tunísia&#8221; para repensar a vida, se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><strong>TIREM A ONU DA MINHA FRENTE!  SAI, ONU, SAI!</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>New York </strong>– Sim, óbvio que estou puto. E aparecendo aqui em “situação extraordinária”, assim como eu havia prometido no meu post “It’s a Long Goodbye – MINHA INDEPENDÊNCIA ou MORTE.”</p>
<p style="text-align: justify">De que adianta eu ir montar uma &#8220;tenda de renda na Tunísia&#8221; para repensar a vida, se a Tenda ambulante do (imbecil) khadafi vem parar aqui, bem na porta da minha casa? Ah, claro, não sem antes com pequenos obstáculos de percalço: 20 homens libios, posando como holandeses, tentaram achar um quarto de hotel pra esse imbecil neo-terrorista. Não conseguiram. Então o jeito era acampar mesmo. Primeiro quis acampar no Central Park. Depois foi parar em New Jersey. Enfim, foi expulso de todas as regiões.</p>
<p style="text-align: justify">E ainda tem os outros palhaços que vem aqui, uma vez por ano, ornamentar esse CIRCO, como o Ahmadinejad, falando suas habituais baboseiras. Mas, dessa vez, ninguém foi mais &#8220;genial&#8221; do que o biscoito do khadafi. Num discurso que durou NOVENTA E SEIS MINUTOS (quando 15 é o esperado) ele chegou ao ponto de “pedir uma investigação mais profunda na morte de John Kennedy e Dr. Martin Luther King”. Nossa! Como ele está sendo moderno.</p>
<p style="text-align: justify">Que tal a bomba que ele mandou colocar no voo da Panam e que caiu sobre Lockerbee?</p>
<p style="text-align: justify">O homem jogava papeis pra todos os lados e representantes de outros países (sempre OFENDIDÉRRIMOS) se levantam e deixam a sala.</p>
<p style="text-align: justify">Sempre é assim. Todos os anos. Mas esse ano está pior!!!!</p>
<p style="text-align: justify">A CIDADE FICA UM CAOS!!!! Nada se MOVE.</p>
<p style="text-align: justify">Literalmente nada se move. Os congestionamentos são de dar stress a um poodle. E por quê? Por causa desses palhaços? E com o MEU dinheiro do imposto de renda?</p>
<p style="text-align: justify">Porra! Que TIREM essa merda de ONU da 1 Avenida e a coloquem perto do aeroporto (JFK, La Guardia ou Newark ou numa ilha qualquer do Caribe!). Por que  a cada ano que passa, EU e 9 milhões de inocentes, temos que pagar o pato pra que o CIRCO da RETÓRICA política aconteça aqui na 1 com 42? E nada acontece mesmo. Quando algo acontece, é  sempre atrás de portas seladas, amarradas, amordaçadas!</p>
<p style="text-align: justify">Essa plataforma está morta. Por mim, destruiriam até o prédio de Le Corbusier,  certamente o prédio mais feio dessa cidade linda.</p>
<p style="text-align: justify">Tentei atravessar a cidade pro lançamento do livro dos meus amigos poloneses Andrzej e Magda Dudzinski (amigos desde os tempos em que éramos colegas na ilustração da OpEd page do New York Times, década de 80), e tudo se movia (ou seja, NADA se movia) assim como não se move há dias (bem que o Presidente Obama avisou no programa do David Letterman, já na segunda, e pediu desculpas), num passo INACREDITAVELMENTE lento.</p>
<p style="text-align: justify">O livro dos Dudzinskis é uma graça: estou adicionando o site dele ao blog para que vocês possam ver. É uma retrospectiva da vida deles desde quando saíram da Polônia stalinista e escaparam para cá. Aqui moraram por mais de 20 anos. Durante esse tempo, o movimento Solidarienosk venceu e Lech Walensa se tornou presidente e tirou a Polônia das ruínas soviéticas.</p>
<p style="text-align: justify">Eu mesmo passei uns 6 meses em Cracovia ensaiando a ópera inacabada de Mozart (Zaide) lá com o agora defunto pretensioso compositor italiano Luciano Berio: era tudo barato na Polônia e estreamos no Maggio Musicale em Firenze. Único problema: eu tinha uma coluna no jornal O Globo onde eu narrava como Berio era um idiota, não mandava a música que faltava, não dava notícia, sem saber que tinha uma filha que morava no bairro de Santa Tereza no Rio.</p>
<p style="text-align: justify">Ele havia recebido por fax a coluna na madrugada da estréia e o clima&#8230; bem o clima&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Lá pelo ano 2000 Magda e Andrzej voltaram pra Varsóvia.  “ALFABET” conta a história dos amigos, detalhe por detalhe, assim como se fosse uma ONU de verdade, de amigos, mas uma ONU que presta porque presta atenção em tudo: na época eu era casado com Daniela (Thomas) Alves Pinto. As fotos são uma graça. Eles guardaram toda a correspondência, todos os postais que mandávamos da Europa, foram testemunhas dos encontros com Beckett, Roland Topor e tantas outras coisas. Fotos nostálgicas, mas lindas.</p>
<p style="text-align: justify">E cabe uma pergunta que não quer calar. E ela me veio desde que li o artigo de Fernando Rodrigues na Folha: o que vem a ser (realmente) democracia?</p>
<p style="text-align: justify"><em> “Democracia desorganizada”</em></p>
<p style="text-align: justify"><em> O presidente Lula recebeu um prêmio em Nova York. Disse que o &#8220;Brasil é país de instituições sólidas e democráticas&#8221;. Sobre democracia, não se discute. Já solidez das instituições é um conceito relativo, sobretudo no aspecto organizacional.  Enquanto Lula continua nos EUA, um documento da Presidência foi divulgado na Câmara, em Brasília. Informa, de novo, que o Planalto guarda as imagens do seu circuito interno de segurança apenas por um prazo médio não superior a 30 dias. A história vai para o lixo porque falta memória no disco rígido do sistema. Trata-se ainda do episódio do final do ano passado entre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a então secretária da Receita Federal, Lina Vieira. Sem imagens, ficou a palavra de uma contra a da outra sobre a existência da reunião na qual o governo teria pedido para &#8220;agilizar&#8221; um processo a respeito de empresas da família Sarney.  A indigência gerencial nos órgãos públicos é de dar dó. No documento de ontem, o Planalto informava como registra os carros no principal edifício da administração federal: &#8220;Os veículos que transportam autoridades, após reconhecidos, não têm suas placas anotadas&#8221;.  Como é característico nessa cultura da desídia, nenhuma medida foi anunciada para corrigir tamanha esculhambação. O desmazelo não é de hoje, é verdade. Mas a atual gestão já teve tempo suficiente para adotar as ações necessárias. Não custaria nada obrigar todos os órgãos federais a registrar quem entra e sai de prédios públicos.  Outro exemplo é a decisão do Supremo Tribunal Federal, há um mês, determinando a liberação de notas fiscais usadas por deputados para justificar o uso de verbas indenizatórias. A Câmara desdenha do STF. Não cumpre a decisão. Se essas são instituições sólidas, como disse Lula, há um novíssimo conceito sobre solidez na praça.</em></p>
<p style="text-align: justify">Fernando Rodrigues</p>
<p style="text-align: justify">.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">Voltando à ONU: TIREM ESSA PEDRA DO NOSSO CAMINHO. A POPULAÇÃO INTEIRA DE NOVA YORK AGRADECE. Honduras também!</p>
<p style="text-align: justify">.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Gerald Thomas</strong></p>
<p style="text-align: justify">24 September 2009</p>
<p style="text-align: justify">.</p>
<p style="text-align: justify">.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">(Vamp na edição)</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
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		<title>A CHINA ESPANCA SEUS INTELECTUAIS</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 10:09:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ai! Weiwei
Importante artista e ativista da China fala à Folha sobre arte e política no país; chinês se recupera de cirurgia após apanhar da polícia.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Arial;font-size: xx-small"><span style="font-family: Arial;font-size: xx-small"><span lang="PT-BR"><span style="color: #000000"> <img class="alignnone size-medium wp-image-10182" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/09/ilustrad1.gif" alt="ilustrad" width="220" height="29" /> São Paulo, quinta-feira, 17 de setembro de 2009</span></span></span></span></p>
<h2><span style="color: #ff0000">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</span></h2>
<h2>Ai! Weiwei</h2>
<p>Importante artista e ativista da China fala à Folha sobre arte e política no país; chinês se recupera de cirurgia após apanhar da polícia</p>
<p><span style="color: #ff0000"> </span></p>
<h5>RAUL JUSTE LORES</h5>
<h5>DE PEQUIM (Folha de S Paulo)</h5>
<p>O ativismo político do mais famoso artista da China foi parar nesta semana em uma sala de cirurgia na Alemanha.</p>
<p>Um mês após apanhar da polícia chinesa em um protesto e sofrendo dores de cabeça, Ai Weiwei, 52, precisou da intervenção do bisturi para conter um sangramento interno.</p>
<p>Ai lançou uma campanha para dar nome às crianças vítimas do terremoto do ano passado em seu país, depois que o governo abafou o escândalo das &#8220;escolas de areia&#8221;.</p>
<p>Morreram em escolas de construção precária 5.535 crianças.</p>
<p>O governo calou o protesto dos pais das vítimas, que foi encampado pelo artista. Seu popular blog foi bloqueado em maio. No Twitter, também bloqueado na China, ele postou fotos pré e pós-cirurgia, feita em Munique.</p>
<p>O aumento do confronto verbal e físico entre Ai e as autoridades chinesas coincide com o auge do reconhecimento de sua obra. Ele foi para a Alemanha abrir a exposição &#8220;So Sorry&#8221; (sinto muito).</p>
<p>Até novembro, a maior retrospectiva de sua obra está em cartaz no museu Mori, de Tóquio, com 26 trabalhos desenvolvidos entre 1994 e 2009. A exposição apresenta os interesses múltiplos de Ai, da instalação e fotografia à provocação política e arquitetura.</p>
<p>Ai é conhecido por ter participado na concepção do Estádio Olímpico de Pequim, convidado pelos arquitetos suíços Herzog e De Meuron, o chamado &#8220;Ninho de Pássaro&#8221;.</p>
<p>De sua prancheta saíram mais de 50 construções, entre edifícios comerciais, residências, restaurantes e até uma vila de ateliês para amigos artistas, no bairro de Caochangdi, em Pequim.</p>
<p><strong>Serpente e fadas</strong></p>
<p>Em Tóquio, sua obra mais recente é uma longa serpente formada por centenas de mochilas escolares e que dá voltas pelo teto do museu.</p>
<p>&#8220;Depois do terremoto, havia milhares de mochilas espalhadas, única lembrança das crianças. E a serpente, para os chineses, sempre indica o perigo que está à espreita&#8221;, disse Ai para a Folha na semana passada, quando já se queixava de dores de cabeça.</p>
<p>Sua grande retrospectiva em Tóquio, visitada pela reportagem, também apresenta vídeos e fotos da performance que fez na Documenta de Kassel, em 2007. Em &#8220;Conto de Fadas&#8221;, ele levou 1.001 chineses que nunca tinham viajado ao exterior para o evento artístico na Alemanha, acompanhados de 1.001 cadeiras no estilo da dinastia Qing.</p>
<p>&#8220;Ocidente e Oriente precisam se encontrar, com o medo e a curiosidade que isso implica&#8221;, diz. &#8220;Acho que os participantes acham que aquela pequena cidade encantada alemã é o Ocidente. Voltaram mais confusos, o que é bom para a imaginação e a fantasia&#8221;, brinca o artista.</p>
<p>As galerias da pequena Kassel tiveram seus dias de superpopulação com 1.001 chineses de um lado para outro.</p>
<p>Várias obras tratam da nova China. Duas grandes tigelas estão recheadas de pérolas cultivadas, como por venda a quilo. &#8220;O luxo, quando em excesso, fica banal&#8221;, diz. &#8220;A China de hoje é obcecada em ficar rica e o Partido Comunista está cheio de corruptos, que não sabem como gastar&#8221;, diz.</p>
<p>Dificilmente a exposição será apresentada em Pequim. &#8220;Para a censura chinesa, arte só cabe se for propaganda ou inofensiva&#8221;, diz. &#8220;Mas sou otimista, algum dia vou exibir aqui.&#8221;</p>
<p>Ele não se empolga com os 60 anos da chegada do comunismo ao poder, que serão comemorados com pompa em 1º de outubro.</p>
<p>&#8220;Se eles não têm coragem de concorrer em eleições, se os burocratas estão ricos, se nosso povo é pobre, não há o que comemorar. Deveria ser tempo de silêncio, de reflexão.&#8221;</p>
<p>Ai só celebra o fim da bolha da inflacionada arte chinesa, graças à crise econômica internacional. &#8220;O mundo da arte como um todo precisava dessa chacoalhada. É uma lição para novos comportamentos; tomara que não só na arte.&#8221;</p>
<p>No Twitter, ele disse ontem que vai se recuperar logo. &#8220;Sou um artista bem-sucedido, posso me tratar bem. Milhões recebem o mesmo tratamento da polícia, mas sofrerão essas dores pelo resto da vida.&#8221;</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong><span style="color: #000080">ANÁLISE</span></strong></p>
<h2><span style="color: #000000">Arte e política inseparáveis</span></h2>
<p><strong><span style="color: #ff0000"> </span></strong></p>
<h5>MARIO CESAR CARVALHO</h5>
<h5>DA REPORTAGEM LOCAL</h5>
<p>Ai Weiwei tem uma concepção muito particular do que é ser artista. &#8220;Acho que todo artista é um ativista e um bom ativista pode ser um artista&#8221;, disse no mês passado.</p>
<p>No caso de Ai, a definição não é um jogo de palavras. Arte e política -especialmente a política de terra arrasada da ditadura chinesa em relação à tradição- são polos inseparáveis de sua obra. A graça do trabalho dele é que a política não elimina as leituras infinitas da obra, não é o panfleto de um sentido só.</p>
<p>A história pessoal de Ai talvez ajude a entender essa concepção de arte. Quando era criança, seu pai, um dos grandes poetas da China moderna, foi mandado para o interior para limpar latrinas -era um castigo que visava reeducar a família &#8220;burguesa&#8221;, nos tempos da Revolução Cultural (1966-1976).</p>
<p>Após cursar cinema em Pequim, Ai conseguiu uma bolsa para estudar na Parson&#8217;s School de Nova York no início dos anos 1980, quando a cidade fervia com novos artistas, bandas punks e new wave e toda a arte conceitual dos anos 60 estava ao alcance das mãos.</p>
<p>Não é por acaso que um dos trabalhos de Ai cite frases de Marcel Duchamp, o artista que redefiniu a arte no século 20 ao transformar objetos ordinários em arte, e de Mao Tse-tung, o ditador que tirou a China da Idade Média.</p>
<p>É com esse mundo díspar, que equilibra Duchamp e Mao, que Ai faz o seu acerto de contas particular. Vem daí, talvez, o peso dramático de alguns dos seus trabalhos -e drama era tudo que a arte conceitual e o dadaísmo queriam matar. Ele faz trabalhos com mochilas de crianças mortas num terremoto, com madeira de templos budistas de mil anos que foram demolidos por ordem do Partido Comunista, com pés de imagens budistas destruídas. Usa tijolos de casas do século 14 que foram derrubadas em Pequim no ano passado para a cidade abrigar a Olimpíada 2008.</p>
<p>Para quem estava acostumado a uma certa assepsia da arte conceitual, é uma porrada. Para quem acha que assuntos mundanos e de interesse imediato não deveriam ser tratados pela arte, é um lembrete de que tudo pode ser arte; só depende da ação do artista.</p>
<p>O rigor formal é uma das estratégias que Ai usa para fugir do panfleto. Tudo é muito simples, mas quase nada é de entendimento imediato.</p>
<p>A faceta ativista de Ai não se restringe à arte. Ele cutuca o autoritarismo chinês em seu blog, no Twitter, em exposições que age como curador ou ao criar um bairro de artistas independentes em Pequim. Quando o governo chinês bloqueou seu blog, ele se recusou a continuar a fazê-lo nos EUA. Queria falar com os chineses. É por isso que virou um dos mais fortes candidatos ao exílio. A China não tolera dissidentes com seguidores.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p style="text-align: center"><img class="size-full wp-image-10198 aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/09/ai-weiwei.jpg" alt="ai weiwei" width="436" height="333" /></p>
<h3 style="text-align: center"><span lang="EN">Ai Weiwei</span></h3>
<h2><span lang="EN"> </span></h2>
<h2></h2>
<h2><span lang="EN"> </span></h2>
<h2><span lang="EN"> </span></h2>
]]></content:encoded>
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		<title>Minha &#8220;INDEPENDÊNCIA OU MORTE&#8221; -TUDO A DECLARAR – “It’s a Long Goodbye”</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 12:05:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gthomas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

New York &#8211; Meus queridos, cheguei num ponto crucial da minha vida. O MAIS crucial até hoje. Um asterisco. Aliás, já estou nele há algum tempo e percebo que não adianta resmungar pra cima e pra baixo. Finalmente tomei uma decisão. 
“Transformar o mundo: acordar todos os dias e transformar o mundo”, dizia a voz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center">
<p style="text-align: center"><a href="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/09/urna.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-10156 aligncenter" src="http://colunistas.ig.com.br/geraldthomas/files/2009/09/urna.jpg" alt="" width="226" height="260" /></a></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">New York</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> &#8211; Meus queridos, cheguei num ponto crucial da minha vida. O MAIS crucial até hoje. Um asterisco. Aliás, já estou nele há algum tempo e percebo que não adianta resmungar pra cima e pra baixo. Finalmente tomei uma decisão. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">“<strong>Transformar o mundo: acordar todos os dias e transformar o mundo</strong>”, dizia a voz de Julian Beck (quem eu dirigi e com quem aprendi tanta coisa). Eu tinha uma vaga noção das coisas. Não  encontro mais nenhuma. Eu tinha uma fantasia. Não a encontro mais. Só encontro aquele auto-retrato de Rembrandt me olhando, ele aos 55, eu aos 55,  um num tempo, o outro no outro, como se um quisesse dizer pro outro: o TEU “renascentismo” acabou: Você morreu. Morri?</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">I can’t go on. And I won’t go on.</span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Beckett, que é o meu universo mais próximo, diria “<strong>but I’ll go</strong> <strong>on</strong>”. Sim, existia uma necessidade de se continuar. Mas olho em volta e me pergunto: Continuar o quê? Não há muito o que continuar.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Minha vida nos palcos acabou</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">. Acabou porque eu determinei que os tempos de hoje não refletem teatro e vice-versa. Também não estou a fim de criar o iTheatro, assim como o iPhone ou o iPod. A miniatura e o “self satistaction” cabem muito bem na decadência criativa de hoje. Mas, se formos analisar o último filme ou CD de fulano de tal, ou a última coreografia de não sei quem, veremos que tudo é uma mera repetição medíocre e menor de algo que já teve um gosto bom e novo.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Claro, minha opção dramatúrgica sempre foi escura, sempre foi dark, se assim querem. De Beckett e Kafka aos meus próprios pesadelos, que um crítico do New York Times disse que eu ”<strong>usava a platéia como meu terapeuta</strong>”. Até que coloquei Freud como sujeito principal da ópera “Tristão e Isolda” no Municipal do Rio. Acho que o resultado todo mundo conhece. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">É estranho. Até 2003, 2005 talvez, ainda fazia sentido colocar coisas em cena. Sinceramente não sei descrever o que mudou. Mas mudou.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Claro que somos seres políticos. Mas isso não quer dizer que nossa obsessão ou a nossa única atenção tenha que ser A política. Ao contrário. A arte existe, ou existia, justamente para fazer pontes, metáforas, analogias entre a condição  e fantasia do ser humano de hoje e de outras eras e horas.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Daniel Barenboim</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">, que nasceu Argentino mas é cidadão do mundo (um dos músicos mais brilhantes do mundo), e cidadão Israelense, achou uma forma de aplicar sua arte na prática. Ele tenta, desde 2004, “provocar”, através da música, a paz entre palestinos e israelenses. Fez um lindíssimo discurso ao receber o prêmio “Wolf” no Knesset Israelense dizendo que sua vida era somente validada pela música que ele conseguia construir com jovens músicos palestinos (presos, confinados – justamente na época em que Israel construía um Muro de separação) e jovens músicos israelenses. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Não sou tão  genial quanto Daniel Barenboim e construir uma peça de teatro é muito mais difícil que abrir partituras de um, digamos, Shostakovich ou Tchaicovski, e colocar a orquestra pra tocar.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">AMNÉSIA TEMPORÁRIA</span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Um trecho de uma sinopse, por exemplo, que escrevi quando os tempos ainda se mostravam propícios:</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">“E em Terra em Trânsito, uma óbvia homenagem a Glauber, uma soprano só consegue se libertar de sua clausura entrando em delírios, conversando com um cisne fálico, judeu anti-sionista, depois de ouvir pelo rádio um discurso do falecido Paulo Francis sobre o que seria a verdadeira forma de “patriotismo”. O cisne (cinismo) sempre a traz de volta a lembranças: “Ah, você me lembra os silêncios  nas peças de Harold Pinter! Não são  psicológicos. Mas é que o sistema nacional de saúde  da Grã-Bretanha está em tal estado de declínio que os médicos estão  a receitar qualquer substância, mineral ou não mineral, que as pessoas ficam lá, assim, petrificadas… cheirando umas às outras&#8230;” </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><em><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Essa “petrificação” que a sinopse descreve, acabou me pegando. </span></em><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">“Os dois espetáculos (Terra em Trânsito e Rainha Mentira), são  uma homenagem à cultura teatral e operística aos mortos pelos regimes autoritários/ditaduras”. </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></strong><em><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Serão mesmo? Homenagens?  Não, não são. Quando escrevo um espetáculo, escrevo e enceno o que tenho que encenar. Não penso em homenagens.</span></em><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">“Mais do que nunca eu acredito que somente através  da arte o ser humano voltará a ter uma consciência do que está fazendo nesse planeta e de seu ínfimo tamanho perante a esse imenso universo: ambas as peças  se encontram em “Liebestod”, a última ária de “Tristão  e Isolda”, onde o amor somente é possível através  da morte e vice-versa.  No enterro da minha mãe, ao qual eu não fui (por pura covardia) uma carta foi lida (mas ela é lida  na cena final de &#8220;Rainha Mentira&#8221;), que presta homenagem aos seres desse planeta que foram, de uma forma ou outra, desterrados, desaparecidos, torturados ou são  simplesmente o resultado de uma vida torta, psicologicamente torta, desde o início torta e curva, onde nenhuma linha reta foi, de fato, reta, onde as portas somente se fechavam  e onde tudo era sempre uma clausura e tudo era sempre proibido e sempre trancado. Então, a tal homenagem se torna real, através da ficção da vida do palco”. </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><em><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Pulo pra outro trecho, lá no fim do programa. </span></em></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">“Essa xícara esparramada nessa vitrine desse sex shop em Munique era um símbolo que Beckett não ignoraria e não esqueceria jamais. Eu também não. Sejam bem vindos a tudo aquilo que transborda. ” </span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Por que coloquei esse trecho de programa ai? Não sei dizer. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Liberdade poética pura ou pura liberdade poética. Ou chateação mesmo! Talvez seja um indicador do quanto estou perdido no que QUERO DIZER e ONDE QUERO CHEGAR.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Tenho que sair por aí pra redescobrir quem eu sou.</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> Talvez nunca venha a descobrir. Posso estar vivendo uma enorme ilusão. Mas não me custa tentar. Virei escravo de um computador e virei escravo de uma agenda política imediata da qual não faço  parte. Tenho uma imensa cultura histórica. Imensa. Tão grande que a política de hoje raramente me interessa. Sim, claro, Obama. Mil vezes Obama. Mas Obama afeta o mundo inteiro. Mais eu não quero dizer.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Tenho que sair por aí pra redescobrir quem eu sou.</span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">(<em>nota rápida: acabo de ver o que resta do The Who, Daltrey e Townsend, no programa do Jools Holland: não tem jeito: nenhuma banda de hoje tem identidade MESMO! A garotada babava! E era pra babar mesmo!)</em></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Sabem? Vale sempre repetir. Fui criado na sombra do holocausto entre os pingos de Pollock e os “ready mades” de Duchamp e os rabiscos do Steinberg. Isso o <strong>Ivan Serpa</strong> e o <strong>Ziraldo</strong> me ensinaram muitíssimo cedo na vida.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">E&#8230; Haroldo de Campos</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Meu Deus! O quanto eu devo a ele! Não somente o fato dele ter sido o curador dos livros que a Editora Perspectiva lançou a meu respeito mas&#8230; a convivência! E que convivência! E a amizade. Indescritível como o mundo ficou mais chato e menos redondo no dia em que ele morreu. E ele morreu na estréia do meu “Tristão e Isolda” no Municipal do Rio. Haroldo não somente entendia a minha obra, como escrevia sobre ela, traçava paralelos com outros autores e criava, transcriava a partir do meu trabalho. A honra que isso foi não tem paralelos. Por que a honra? Porque Haroldo era meu ídolo desde a minha adolescência. O mero fato de “<strong>Eletra ComCreta”</strong> se chamar assim, era uma homenagem aos concretistas. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Mas ele só veio aparecer na minha vida na “<strong>Trilogia Kafka”</strong>, em 1987. Eu simplesmente não acreditei quando ele entrou naquele subterrâneo do Teatro Ruth Escobar.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Nem mesmo a convivência com <strong>Helio Oiticica</strong> foi uma coisa tão forte e duradoura.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Não posso e não vou nomear todas as grandes influências da minha vida. Daria mais que um catálogo telefônico. Já bato nessa tecla faz um tempo. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Philip Glass</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> dá uma graciosa e hilária entrevista a meu respeito (<a href="http://www.vimeo.com/2988089" target="_blank"><span style="color: #0066cc">http://www.vimeo.com/2988089</span></a>). Dura uns 20 minutos. Nela, ele sintetiza, como se num improviso, tudo aquilo que os scholars e os críticos não conseguem dizer ou tentam dizer com oito mil palavras por parágrafo! Essa entrevista também está no <a href="http://www.geraldthomas.com/" target="_blank"><span style="color: #0066cc">www.geraldthomas.com</span></a> ou aqui em vídeos, no blog.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Meu pai</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> me fazia ouvir Beethoven numa RCA Victor enorme que tínhamos. E eu, aos prantos, com a Pastoral (a sexta sinfonia) desenhava, desenhava essas coisas que, décadas mais tarde (na biblioteca do Museu Britânico) iam virando projetos de teatro. Hoje, com mais de 80 “coisas” montadas nos palcos do mundo, olho pra trás e o que vejo? </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Vejo pouco. Vejo um mundo nivelado por uma culturazinha de merda, por twitters que nada dizem. Vejo pessoas sem a MENOR noção do que já houve e que se empolgam por besteiras. Nem bandas ou grupos de músicas inovadoras existem: vivemos num looping dentro da cabeça de alguém. Talvez dentro de John Malcovich.  E, ao contrário de Prospero, ele não nos liberta para o novo, mas nos condena pro velho e o gasto! Até a China tem a cara do Ocidente. Ou então nos antecipamos e nós é que temos a cara da China, já que tudo aqui é “made in China”.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Sim, encontrei <strong>Samuel Beckett</strong>, montei seus textos, encontrei um monte de gente que, quem ainda não viu, não sabe ou não leu – vá no <a href="http://www.geraldthomas.com/" target="_blank"><span style="color: #0066cc">www.geraldthomas.com</span></a> e se depare com o meu universo.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">E gostaria muitíssimo que vocês entendessem o seguinte: quando comecei minha carreira teatral, a vida, a cena aqui no East Village era “efervescente”. Tínhamos o <strong>Village Voice</strong> e o <strong>SoHo News</strong> pra nos apoiar intelectualmente. A “cena” daqui era multifacetada. Eram dezenas de companhias, desde aquelas sediadas no La MaMa, ou no PS122, ou em porões, ou em Lofts ou em garagens, ou aquelas que o BAM importava, <strong>mas era tudo uma NOVA criação</strong>. <strong>Era o</strong> <strong>exercício do experimentalismo</strong>. Do risco.  E os críticos, assim como os ensaístas, nos davam páginas de apoio.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Além do mais, a minha geração não INVENTOU nada</span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">. Somente levou aquilo que (frutos de Artaud, Julian e Grotowski), como Bob Wilson, <strong>Pina Bausch</strong>, Victor Garcia, <strong>Peter Brook, Peter Stein e Richard Foreman e Ellen Stewart</strong>, etc., haviam colocado em cena. Faço parte de uma geração de “colagistas” (se é que essa palavra existe). Simplesmente “levamos pra frente, com alguns toques pessoais” o que a geração anterior nos tinha dado na bandeja. Mas quem sofreu foram eles. Digo, a revolução foi de Artaud e não da minha geração..</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Portanto, minha geração não fará parte da HISTÓRIA. Óbvio que digo isso com enorme tristeza. Nada fizemos, além de tocarmos o barco e ornamentarmos ele.<strong> </strong></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Ah, hoje o Village Voice está reduzido a um jornal de sex ads. Sobre os teatros eu prefiro não falar. Quanto aos grupos, 99 por cento deles, não existem mais e nem foram trocados por outros. Só se vê pastiche. É o mesmo que no mundo da música: é o mesmo bate-estaca em tudo que é lugar.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Esse universo está menor que aquele que Kepler ou Copernico ou Galileu descobriram. O Wooster Group aqui fechou suas portas. Muitas companhias de teatro daqui e da Europa fecharam suas portas. E poucos jovens sabem quem é Peter Brook. Esse ano perdemos Pina Bausch e Merce Cunningham e Bob Wilson, o Último Guerreiro de pé, inexplicavelmente, viaja com uma peça medíocre: “<strong>Quartett” </strong>de Heiner Mueller, que eu mesmo tive o desprazer de estrear aqui nos Estados Unidos (com George Bartenieff e Crystal Field) e no Brasil com Tonia Carreiro e Sergio Britto nos anos 80. Heiner Mueller é perda de tempo.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">E Wilson está tendo enormes dificuldades em manter  seu complexo experimental em Watermill, Long Island, aqui perto, que habilitava jovens do mundo a virem montar mini espetáculos e conviver e trocar idéias com seus pares de outros países.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Sim, o tempo semi-acabou.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Mas somente parte desse tempo acabou. E o problema é meu. Como disse antes: <strong>vou tentar sair por aí pra redescobrir quem eu sou.</strong></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Mas vai ser difícil. Sou daqueles que viu a <strong>Tower Records</strong> abir a loja aqui na Broadway com Rua 4. Hoje a Tower se foi e até a <strong>Virgin,</strong> que  destruiu a Tower, também se foi e está com tapumes  cobrindo-a lá em Union Square. Parece analogia pra um 11 de Setembro? Não, não é. Falo somente de mega lojas de Cds.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Tive a sorte de seguir as carreiras de pessoas brilhantes, ver Hendrix de perto, ou Led Zeppelin, ou dirigir Richard Wagner, e estar na linha de cuspe de Michael Jackson e de assistir ao vivo o nascimento da televisão a cabo, da CNN, da internet, dos emails pra lá e pra cá. Deram-me presentes lindos como grande parte das óperas que dirigi nos melhores palcos das casas de Ópera da Europa.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">São muitas fantasias que a depressão  não deixa mais transparecer. E o que é a arte sem a fantasia, sem o artifício? É o mesmo que o samba sem o surdo e a cuíca! Fica algo torto ou levemente aleijado.</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Não, não estou indo embora. Anatole Rosenfeld escreveu: </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 11pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">&#8220;<em>O teatro é  mais antigo que a literatura e não depende dela. Há teatros que não se baseiam em textos literários. Segundo etnólogos, os pigmeus possuem um teatro extraordinário, que não tem texto. Representam a agonia de um elefante com uma imitação perfeita, com verdadeira arte no desempenho. Usam algumas palavras, obedecendo à tradição oral, mas não há texto ou literatura.</em></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><em><span style="color: #444444;font-size: 14pt">No improviso também há tradição.”</span></em><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Perdi meu improviso. Sim, perdi a vontade de improvisar. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Vou fazer um enorme esforço em me ver de volta, seja via aqueles olhos de Rembrandt ou uma fatia do Tubarão de Damien Hirst. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Óbvio que – na eventual possibilidade de um acontecimento real – eu reapareço por aqui com textos, imagens, etc. Também sem acontecimentos. Pode ser que eu me encontre no meio da Tunísia, numa tenda de renda, e resolva, a la Paul Bowles escrever algo: surgirá aqui também. Então, o blog permanecerá aberto, se o IG assim o permitir. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Sei que estou no início de uma longa, quase impossível e solitária jornada. </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">I’ve had the best theater and opera stages of the world, in more than 15 countries given to me. Yes,  I was given the gift of the Gods. No complaints, whatsoever. It has been a wonderful ride. Really has. Thank you all so very much. Thank you all so very very much.</span></strong></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Um breve adeus para vocês!</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt"> </span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt;text-align: justify"><span style="color: #444444;font-size: 14pt">LOVE</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt"><strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">Gerald Thomas, </span></strong><span style="color: #444444;font-size: 14pt">7 September 2009</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt">______________________________________________________________________________________________________</p>
<p class="ecmsonormal" style="margin: 0cm 0cm 16.2pt">
<p class="ecmsonormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 16.2pt"><span style="color: #000080">Partial translation of the beginning (English)</span></p>
<p class="ecmsonormal" style="text-align: justify;margin: 0cm 0cm 16.2pt"><span style="color: #000080"><!--StartFragment--></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="color: #000080">MY INDEPENDENCE DAY: Everything to Declare – it’s a long goodbye</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">New York- Dearest ones: I’ve come to a crucial point in my life. Actually, ‘THE’ most crucial to date. A pedestrian crossing without the white stripes, an “Empty Space” cluttered with junk, an asterisk. I’ve been in it for a while and have realized that moaning and groaning from the cradle to the grave simply doesn’t help. So, I made a decision.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">“<strong>Transform the world: Wake up every morning and change the world</strong>”, a soft voice used to whisper into my ear. It was that of Julian Beck, whom I directed in his final show and from whom I learned so much.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Yes,I used to have a vague idea or notion of things. Yet, I can’t find them anymore. Don’t seem capable of even knowing of where they are any longer. All I can see, eyes open or shut, is that self portrait by Rembrandt , hanging in Amsterdam, staring right at me; he at the age of 55 and I at the same age. Him on one side of a timezone/era as if trying to tell me, or as if WE are trying to tell <strong>one another</strong> that my Renaiscence is over, finished, and that I’m dead. Am I dead?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="color: #000080">I can’t go on. And I won’t go on.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Beckett, the one whose universe I’m so very close to, would have said: “<strong>but I will go on</strong>”. Yes, I do realize the necessity of a continuance, continuity, progression, of a forward movement. However, I look around and ask myself (in less than a subtle way…..”<strong>continue what</strong>?” <strong>if I</strong> <strong>haven’t really started anything</strong>!!!! There isn’t – on my turf (or terminology) that much to be continued.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080"><strong>My life on stage, as such, is finished</strong>. And it is so because I have determined that it has perished. I do not believe that our times reflect theater as a whole (or vice versa) and I certainly don’t have the patience to  create the iTheatre, as if it were the extention of the iPhone or the iPod and so on. These miniatures and gadgets of self satisfaction  do, indeed, fit extremely well the decadent present days of, well, self satisfaction. Pardon me for writing in loops but this is a reflection of the times. Or is it?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">But art and creativity? Not at all. If one were to analize, say, this or that person’s last movie or CD or choreography we’ll only come to realize that it has all become a mere  and smaller repetition of what once had the taste of the new and of the, say, “good”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Of course, it’s known that my dramaturgical option has always been on the dark side. From Beckett to Kafka to my own nightmares…a New York Times critic once wrote “<strong>that I used the</strong> <strong>audience as my therapist”. </strong>So, I decided to opt for putting Freud center stage right in the middle of Tristan in the Rio Opera House. I guess everyone knows what the outcome was.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">What seems strange is that, up to 2003 or, even, 2005, it made sense to put things on stage or to stage pieces. I cannot, for the world, describe with any sort of precision what has changed. But something has.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Of course, needless to say, we are political beings. But this shouldn’t mean that our obsession (as artists) should contain ONE political agenda. Au contraire. If there is something called art, it’s  there precisely to bridge the gaps left over between that which politicians can’t say (or are unable to say) and our need to find ways to survive (by destroying or constructing). Art as metaphor, art as replica, art as illustration or art as protest; art has always required analogies and fantasy between modern man and that of yesteryear.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Daniel Barenboim, who was born Argentinean (but is a citizen of the world) and carries an Israeli passport, found a  way to ‘apply’ his art to the practical, political world. He’s been trying, since 2004, to promote peace between Palestinians and Israelis through music, In his acceptance speech, during the Wolf Prize Cerimony at the Knesset, he said that his life seemed only validated if he could, somehow, liberate those who were confined (Palestinians who were beginning to be surrounded by a WALL built by Israel) and Isrealis alike.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I cannot, would not dare compare myself to Baremboim. But building a theater piece from scratch is far more difficult than opening musical scores and making or motivating an orchestra to play. What we do is ‘original stuff’.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Yeah.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">TEMPORARY LOSS OF MEMORY</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">(allow me to skip a part, please)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I just skipped a part where I quote from a text in a program book of Earth in Trance and Queen Liar. Poetic freedom? Was that it? Or pure boredom? Maybe just a gage or indicator of HOW much I need to tell everyone how LOST I am or where I need to get.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080"><strong>Perhaps I need to get lost for a while in order to find myself again</strong>, as corny as this may sound. I’ve really, seriously lost sense of who I am. No easy thing to say. Yet, I may be living in a bubble of illusion.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I’ve become a slave of this computer and, likewise,  a slave of an immediate political agenda which isn’t even close to my heart, It’s someone else’s, not my own. I do have an enormous knowledge of history. I mean, I am immensely educated in the field of History. Enough so to know that what happens now, today, hardly matters at all, unless one is talking about, say….Obama’s coming to the White House. Well, there’s something!!!!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Yes, I have to get lost in order to find myself again.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">It might be useful to remind you all: I was brought up in the shadows of the Holocaust, amidst drops of paint by Pollock and ‘ready mades’ by Marcel Duchamp….and some drawings and scribbles by Saul Steinberg. I owe this ‘education’, as it were, to two masters: Ivan Serpa and Ziraldo. Both back in Rio.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000080"><!--StartFragment--></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">And there is <strong>Haroldo de Campos</strong>, the inventor of the humans, as Harold Bloom would have put it. Campos is the founder member of the Concrete Poetry movement and my mentor ‘from a distance’ . The guy I always wanted to be. Christ only knows how much I felt when he walked into my theater in 1987 and, later on, curated two books on me, about my work, and wrote, wrote and wrote endless pages about…well…me and my work. Simply unimaginable.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">The world became so much more boring and flat the day he died. And that day happened to have been on the same day when I opened my Tristan at the Rio Opera House. A decade before that I had written one of my first plays, Eletra ComCreta – a play of words in the ‘concrete tradition’ with the myth of Electra and the island of Crete, in the hopes that the poets – Haroldo and his brother Augusto, would storm into the theater. No such luck. It took them, I mean, him (Haroldo de Campos), another year to discover me.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080"><strong>Philip Glass</strong> was kind enough,  gracious enough to grant a wonderful and hilarious interview about me and my work (<a href="http://www.vimeo.com/2988089">http://www.vimeo.com/2988089</a> ). It lasts about 20 minutes and, in it he manages to be funny and brilliant, all at once – as if in a sax solo improv – saying everything (majestically) what scholars and critics have tried but weren’t able to put together in some eight thousand paragraphs, in all these years I’ve been on stage. This Glass interview can also be seen on my site (<a href="http://www.geraldthomas.com">www.geraldthomas.com</a>).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">My father used to place me between two huge loud speakers of a RCA Victor deck  and make me listen to Beethoven. At a very very young age, I’d be in tears, listening to the Pastoral, the 6<sup>th</sup> Symphony – whilst drawing away, almost autistically, on some rough paper, things which, decades later (at the British Museum Reading Room or Library) would become…theater projects.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Today, with over 80 “things” or works having been staged all over the world, I look back and what do I see?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I see little. I see a world flattened by a shitty and mediocre and petty culture (if one can even call it that), punctuated by twitters and facebooks and myspaces and the like, which say little or nothing at all.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I see people without ANY NOTION of what was, of what has been and excited about a much ado of a ridiculously cheap plastic fast food junk overload of info. Yes, that’s what I see? Is there anything I’m missing?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Not even bands or innovative musical groups are there to be seen: it’s all just a bunch of look-alikes of the ones we’ve known for decades: from Hendrix to Zeppelin or The Who and so on.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">It’s almost as if we lived in a sort of looping inside someone else’s nightmarishes head. Contrary to that of Prospero’s head, this one does not liberate us to the ‘new’. It condemns us to the old and used. How nice! Even China looks like the West. Or is that we’ve anticipated ourselves and it’s the other way around: it is us who look like China, since everything we wear and use is made in China.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Yes, I met <strong>Samuel Beckett</strong> (yes, I had this amazing privilege!), staged his prose – some of which, world premiere – in the early eighties. Well, for those who don’t know anything about this period, I urge you to access my site (<a href="http://www.geraldthomas.com">www.geraldthomas.com</a>), and enter my ‘so called’ universe.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Why would I want you to enter my universe? Why would I care? Because when I began my theatrical life, life as such, the scene itself was sparkling, glowing with ingenuity and the wonderful taste of the avantgarde. We had the Village Voice and the SoHo News (amongst others) for intellectual support (or debate) and plays were multifaceted: multimedia and so on. Everything from darkness to brand new monitors were growing on stages.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">There were dozens of theater companies, from the ones based at La MaMa, to the Public Theater, or PS122 or in lofts in SoHo or in garages or, even, imports by BAM.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="color: #000080">But it was all new, a NEW, New form of Creation.</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-weight: normal"><span style="color: #000080">It was the very exercise of experimentalism, it was all about taking risks. And the critics? Oh yes, just as most scholars, they stood by us and supported what we did. And what was that, you might ask? Well, that was the ‘tradition’ left by Artaud and Brecht and others.<strong>Furthermore, I regret to say that my particular generation did not invent anything</strong>. All we did was to carry on what the previous generation had given to us on a silver platter.</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">They were the ones who suffered. They were the ones who really swallowed the bile and digested the undigestible raw material of defiance (Grotowski, for instance). Yes, I’m talking about <strong>Bob Wilson, Pina Bausch, Victor Garcia, Lee Breuer, Peter Brook, Peter Stein, Richard Foreman</strong> and the one who invented it all, <strong>Ellen</strong> <strong>Stewart</strong>.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">That’s right: all we did had been done before.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I’m part of a generation of collage artists, if there is such a thing. Of course, we added a few ‘personal touches’, whatever it was that the previous generation had fed us.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Not enough, I’m afraid. Not enough.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">What does this all mean? Well, regrettably it means that my generation will not be a part of HISTORY. And I say this with an obvious amount of sadness. Sadness and reason. What a weird mixture!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">Today, the Village Voice is but a bunch of sex ads. About the theaters themselves, I’d rather shut my mouth. As for the companies themselves, 99% no longer exist nor have they been exchanged for others. All we see is….</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">(I’m shutting my mouth). It’s very much like the world of music. Can’t you hear the stomping and and repetitive sound of the electronic drums hammering  away into your eardrums the robotic beat of ‘grounding’? Can’t you? Rather, its effect is ‘grinding’.</span></p>
<p><!--StartFragment--></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">This universe of ours seems smaller than the one Kepler or Copernicus or Galileo described/saw/envisaged. Many of the theater companies here and around the world have closed for good. The money floating around to subsidize theater is laughable and the audiences are so small, we could take them out to dinner.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">But I will never blame an audience. It is us who are  doing the wrong thing, obviously. Few youngsters nowadays know who Peter Brook is or what he has done. This year alone we have lost Pina Bausch and Merce Cunningham. Bob Wilson, the last warrior standing (inexplicably) is traveling with a mediocre and simplistic play: “Quartett” by Heiner Mueller. I, myself directed the American and Brazilian premiere of this play with the presence of the playwright. I can now say, with a fair amount of certainty, that Heiner Mueller is a complete waste of time.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">But, as it seems, the problem is mine and ONLY mine. As I’ve said before: I’ll try going for a walk around the planet to find who I am. Or, maybe just sit here, exactly where I am now, and come to the same conclusion.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">But it’ll be hard: I’m part of that romantic generation who saw Tower Records open its doors here on Broadway and E4th Street. Today, Tower is gone and even, Virgin (which destroyed Tower) is gone. All Towers are gone.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I’m writing this one day before 9/11. Please excuse all analogies and possible comparisons.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I saw Hendrix from a yard away. I saw Led Zeppelin in their best days, live in London.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I directed the best of Richard Wagner and was with spitting distance of Michael Jackson and am grateful to have witnessed the birth of cable television, CNN, internet and the frenzy of emails flying back and forth.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">I was given incredibly beautiful presents, such as some of the great operas I directed on the best stages in the world (Moses und Aron, in Austria would just be ONE example).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="color: #000080">It’s just….it’s just…so many fantasies that depression has obscured or overcast. I simply cannot see them anymore. And what is art without fantasy or artifice? It would be…well, you got the drift</span>.</p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">No, I’m not leaving. Not really leaving as such. Only leaving “in a way….”</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">Anatole Rosenfeld once wrote:</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">“ The theater is older than literature and, thus, does not depend on it. There are plays which aren’t based on literary texts. According to ethnologists, the Pygmies perform an extraordinary theater, completely void of any text. They are capable of acting the agony of an elephant with a perfect impression, as if it were a true art. They might even use a few words here and there, obeying the oral tradition. But there isn’t a formal text laid out as literature.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">In the improv theater there’s also a tradition”</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">That was Rosenfeld.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">As for me, I’ve lost my ability to improvise. Yes, I’ve lost my desire to improvise.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">I will have to make an enormous effort in….what? In seeing me as myself again as in what I used to be. Why? Because it’s not me what I see when I look in the mirror. It’s a deformity, a hardened version of a self that was,”<strong><em>an aberration of an author as an old man</em></strong>”.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">I will have to make an enormous effort when looking into Rembrandt’s eyes again or, maybe, into a slice of a shark, or the shark in its entirety, by Damien Hirst.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">It’s obvious that, in the event of a real possibility of a news fatality or a tragedy of great proportions (outside of the theater) taking place in our lives or on our planet, I’ll come back to the blog with texts, images, etc.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">Maybe even without such tragedies. It could be that I’ll find myself in the middle of Tunisia, inside a bent tent, and decide, a la Paul Bowles, that it’s time to write. Who knows?</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399">All I can say is that I’m at the beginning of a long, very long and lonely journey.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong>I’ve had the best theater and opera stages of the world, in more than 15 countries given to me. Yes,  I was given the gift of the Gods. No complaints, whatsoever. It has been a wonderful ride. Really has. Thank you all so very much. Thank you all so very very much.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong><span style="font-weight: normal">Fairwell to you all.</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong>LOVE</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong>Gerald Thomas</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong>September 11, 2009</strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #333399"><strong>(what a date!)</strong></span></p>
<p style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p><!--EndFragment--><!--EndFragment--></p>
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