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26/06/2008 - 15:06

BIOGRAFIA

Nascido em 1954, Gerald Thomas tem passado sua vida dividido entre os Estados Unidos, Inglaterra, Brasil e Alemanha, graduando como leitor de filosofia pelo British Museum Reading Room e “oficialmente” começando sua vida no teatro no La MaMa Experimental Theater (mas tendo recebido cedo em sua vida uma grande inspiração assistindo aos ensaios da obra prima de Victor Garcia encenada no Genet’s Balcony em São Paulo nos anos setenta). Um ano mais tarde no Aldwich em Londres, Thomas conseguiu tornar-se um “intruso” nos ensaios do RSC de Peter Brook em “Sonhos de Uma Noite de Verão”. De volta aos Estados Unidos, no La MaMa, Thomas tornou-se um ilustrador para a página Op-Ed do New York Times enquanto também ministrava workshops no La MaMa, onde ele adaptou e dirigiu algumas das primeiras das pesadas e dramáticas peças de Samuel Beckett.

No começo dos anos oitenta, Thomas começou a trabalhar com o próprio Beckett, em pessoa, em Paris (depois de uma longa troca de correspondência entre eles por quase dois anos), adaptando novas ficções do autor. Dentre elas, as mais conhecidas são “All Strange Away” e “That Time” estrelando o legendário fundador do Living Theater, Julian Beck no seu único papel teatral fora de sua própria companhia, a Living Theater.

Em meados dos anos oitenta, Thomas envolveu-se com o autor alemão Heiner Müller, dirigindo seus trabalhos nos Estados Unidos e no Brasil, e então começou uma longa – e altamente questionada – parceria com o compositor Philip Glass.

Em 1985 Thomas formou e estabeleceu a Companhia Ópera Seca, em São Paulo, Brasil. Desde então ela tem se apresentado em 15 países com retornos anuais. Com a Companhia Ópera Seca, Thomas escreveu e dirigiu “Eletra Com Creta”, “A Trilogia Kafka”, “Carmem Com Filtro”, “Mattogrosso”, “The Flash and Crash Days”, “A Trilogia da B.E.S.T.A e M.O.R.T.E”, “Nowhere Man”, “Os Reis do Iê Iê Iê” (“A Hard Day’s Night”), “Ventriloquist”, “Nietzsche Contra Wagner”, “Esperando Beckett”, “UnGlauber”, “O Príncipe de Copacabana”, “O Império das Meias Verdades”, “Deus Ex Machina”, “Terra em Trânsito” , “Cinzas no Congelador”, “Um Bloco de Gelo em Chamas” e, como homenagem a Beckett pelo seu centésimo aniversário, “Asfaltaram o Beijo”. A Companhia tem se apresentado pelo mundo em vários locais de prestígio tais como o Lincoln Center, em New York, teatros regulares e alternativos da Dinamarca, o Teatro Estatal de Munique, Wiener Festwochen de Viena, o Festival Taormina, Zagreb e muitos outros. A maioria das produções foi transmitida
pela televisão pelas redes nacionais dos respectivos países. (por favor, veja a lista completa de datas e locais em “Onde”.)

Em 1987, Thomas dirigiu sua primeira ópera: “O Holandês Voador”, de Wagner no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O Brasil nunca havia visto uma polêmica tão efervescente. O público e a crítica se dividiram em profundo amor ou ódio sobre a encenação não convencional de Thomas. Discussões sobre a ambientação da história no Muro de Berlim ocuparam páginas inteiras de jornais e horas de debate na televisão, durante meses. A última apresentação foi transmitida ao vivo pela televisão para a Alemanha e mais tarde exibida em cinco países.

O que se seguiu foi uma completa virada dos acontecimentos na vida de Thomas. Logo ele terminou um novo trabalho com Philip Glass, “Mattogrosso”, e aceitou convites para trabalhar com companhias internacionais em diversas óperas e teatros europeus.

Em 1990, Thomas escreveu e dirigiu seu próprio “Sturmspiel” para o Cuvilliés, com a Companhia Estatal de Munique, e estreou “Perseu e Andrômeda”, de Salvatore Sciarrino, na Ópera Estatal de Stuttgart. Também em 1991, Thomas escreveu e dirigiu “Os Tristes Olhos de Karlheinz Öhl” para a Companhia de teatro Pontedera, a casa de Jerzy Grotowski na Itália, e reencenou “Esperando Godot” de Beckett no Teatro Estatal de Munique, pouco depois da morte de Sam Beckett.

1994 – O Show de Gal Costa (o “Sorriso do Gato de Alice”) viajou bastante. Estréia mundial da Ópera de Graz com “Narcissus”, de Beat Furrer, dirigida por Gerald Thomas.

1995- Opera de Graz: “Dr. Faust” de Busoni e a inacabada ópera de Mozart, “Zaide” (Luciano Berio tentou acabá-la), abriram o La Pergola em Florença, tendo ensaiado na Cracóvia com a Fundação Mozart Européia.

Em janeiro de 1996, Thomas estreou uma nova obra em Copenhague, “Chief Butterknife, and the hauting spirit of his archenemy, Kryptodick”, com a companhia dinamarquesa de teatro Dr. Dante’s Aveny. Sua Companhia Ópera Seca voltou a Copenhague em setembro de 1996 para estrear uma nova obra, “Battleship Faust” e a Trilogia da B.E.S.T.A..

O Teatro Nacional Alemão de Weimar convidou Thomas a encenar uma versão para a ópera “Tristão e Isolda”, de Richard Wagner, em 96. O mesmo teatro tentos produzir uma parceria entre o coreógrafo Ismael Ivo e Thomas, mas ela não deu certo: esse desastre é chamado de “Uma Breve Interrupção do Inferno”. (E assim foi!).

O Schwetzingen Festpiele, com curadoria de Klaus Peter Kehr, juntamente com o Deutsches National Theater de Mannheim, convidaram Thomas para dirigir a estréia mundial de “Babylon”, de Detlef Heusinger (entediante!!!!).

Embora o elenco fosse divertido de se trabalhar, esse compositor incrivelmente pretensioso era um moleque mimado! A produção, bem… Havia Andy Warhol no palco, assim como Basquiat e outros pintores… Ah, sim, Thomas reviveu a versão de Marilyn Monroe de Warhol (em todas as suas cores), mas ainda assim a produção foi insossa como o FDR Drive.

1997 – “Graal, o Retrato de Fausto quando Jovem”, escrita em 1952 pelo criador da poesia concreta no Brasil, HAROLDO DE CAMPOS (muitas vezes colaborador de Thomas e curador dos dois livros sobre a obra de Gerald, publicados pela Editora Perspectiva e Jacó Guinsburg). A peça contava com música original composta por Michelle DiBucci — uma excelente compositora de Nova York e constante colaboradora no trabalho de Thomas. A peça foi encenada com Bete Coelho no papel de Fausto e 32 alunos de graduação da CAL (Casa de Arte das Laranjeiras).

Entre os estudantes que se formavam na época, estão conhecidos atores e diretores que foram diretamente integrados à Companhia Ópera Seca, como Camila Morgado, Bruce Gomlewski e Ivan Sugahara. Ela foi encenada no Teatro Carlos Gomes no final de 1997.

1998 – Opera House de Graz – Thomas dirigiu seu mais ambicioso projeto até então: A ópera de Schönberg “Moses und Aron”.

Thomas montou a ópera em um estúdio de TV, como se fosse um programa de entrevistas barato como o de Jerry Springer, em que a platéia se manifesta o tempo todo, gritando, interferindo e assim por diante. Thomas fez um inventário do desconstrutivismo com essa ópera inacabada, colocando em cena todos os ícones da arte do século 20 (de Duchamp a Pollock, Koons, Warhol, Hélio Oiticica e Christo). A iconoclastia também foi a grande questão, simplesmente porque (por razões muito pessoais) Thomas acredita que o século XX já analisou tudo o que tinha de analisar, destruiu tudo o que tinha de destruir e colocou sob uma lente de microscópio muito precisa todos os cacos do mosaico que possivelmente existiam. Os semiologistas franceses fizeram sua parte. Agora, como disse Karl Loebl brilhantemente em sua crítica ao vivo no canal ORF durante o intervalo, “Gerald Thomas muito inteligentemente encenou as conseqüências do conflito entre os dois irmãos e tudo o que pode ser lido nas entrelinhas”. A produção foi saudada como u
ma das melhores de todos os tempos e Nuria Nono Schönberg (filha de Schoenberg) em pessoa estava lá e pareceu muito comovida com o que viu.

1999 – Ópera de Bonn – “Guerra Crua”, título de Gerald Thomas para a ópera de Paulo Chagas, compositor brasileiro que vive em Colônia. Esse fiasco foi chamado de “ópera techno”, mas bem poderia ter sido chamada — desde o início – de “ópera fiasco”. Durante 99, “Nowhere Man” também vai ao Zagreb e seu “Tristão” (a produção de Weimar) viaja para a Ásia.

2000 traz uma revolução: A Ópera Seca Unplugged.

Também nesse ano muitas produções foram levadas em diferentes partes do mundo (todas relacionadas abaixo no “Onde?”).

Gerald Thomas recebeu três Prêmios Molière e outros 18 prêmios e foi tema de documentários de televisão para a rede alemã NDR 3, a rede brasileira TV Cultura, a rede pública PBS dos EUA e a TV austríaca ORF. Existem três livros sobre o trabalho de Thomas. Dois deles em português e um em inglês: “O Encenador de Si Mesmo” (editora Perspectiva) “Memória e Invenção: Gerald Thomas em Cena”, de Silvia Fernandes (editora Perspectiva) e “Flash and Crash Days”, de David George (Garand Publishing Inc). É neste ano que Gerald cria e começa a atualizar diariamente o seu blog.

O EPISODIO “NÁDEGAS DE FORA”

Uma explicação para o caso “nádegas de fora” de “Tristão e Isolda” em 2003 no Teatro Municipal do Rio: Gerald Thomas dirigiu seu primeiro “TRISTÃO E ISOLDA” no Deutsches National Theater em Weimar, com sucesso sem precedentes (a versão de 2003 — no Rio — foi extremamente controversa: o levou ao tribunal criminal porque o diretor exibiu as nádegas para a platéia (ver reportagem do “New York Times” de 11 de novembro de 2003 http://www.geraldthomas.com/press/0311_nytimes.htm) e teve na produção de Weimar o extraordinário tenor Hans Aschenbach no papel de Tristão. As duas versões de “Tristão e Isolda” (Weimar e Rio de Janeiro) eram totalmente diferentes: embora ambas se passassem em um teatro abandonado que estava sendo reformado para ser um prédio permanente de moda, a versão do Rio introduziu um personagem central ou “principal”, em torno do qual giravam todos os cantores: Sigmund Freud. E aquilo, para os fanáticos por Wagner foi… imperdoável.

Era no escritório ou gabinete de Freud que ocorriam os três atos, e — portanto — a poção do amor tornava-se uma afirmação do delírio contra a neurose e, pouco a pouco, o mestre da psicanálise perderia seu emprego. No último ato, o Dr. Freud é visto como um maquiador na indústria da moda atual. “A moda mata a paixão.” As vaias foram tão fortes e os gritos nazistas da platéia tão indignados que Thomas não pôde deixar de retaliar: tirou as calças.

“Ventriloquist” tornou-se um fenômeno de mídia: devido a sua posição de “cult” e ao público crescente, o mais importante jornal do Rio e a versão brasileira da revista “Time” deram reportagens de capa descrevendo o sem precedentes: a maioria dos teatros do Rio estava com lotação de 50%, e “Ventriloquist” tinha filas na bilheteria desde o meio-dia. O espetáculo ficou no repertório por três anos.

Durante um ano e meio a companhia ficou situada no SESC Copacabana e lá produziu seis peças novas, todas escritas e dirigidas por Gerald Thomas.

“Nietzche contra Wagner” com música extraordinária de Borut Krzisnik, da Eslovenia.

“Esperando Beckett” – com a entrevistadora e recentemente descoberta atriz Marília Gabriela e elenco.

“O príncipe de Copacabana” (uma versão urbana de Hamlet) com a estrela de TV Reynaldo Giannechini

“Ventriloquist”

“Deus Ex Machina”

“Solos Secos” (com a participação da platéia)

(e alguma coisa que eu prefiro esquecer)

2004 – “Anchorpectoris”, com o subtítulo de “United States of the Mind”, estréia no La MaMa em 6 de março, quase 20 anos após a estréia de “All Strange Away”.

2005 – “Um Circo de Rins e Fígados” foi simplesmente um sucesso fenomenal e sem precedentes na carreira de Gerald, tanto de crítica como de público. Desde sua estréia, em 30 de abril, foi vista por mais de 80 mil pessoas em todo o Brasil e a Argentina. É uma comédia política escrita para o ATOR (escrito em letras maiúsculas) com Marco Nanini no papel-título (foi escrita especialmente para esse ator magnífico) e será filmado.

2006

4 novas produções estrearam em 27 de março em São Paulo sob um único título: Asfaltaram a Terra

- Das quarto, duas continuam em turnê pelo Brasil e “Terra em Transito” (que pode ser vista no YouTube) viajou internacionalmente.

-”Brasas no Congelador” introduziu o apresentador de programas de entrevistas Sergio Groisman no teatro.

-”Um Bloco de Gelo em Chamas” foi escrita para o ator Luiz Damasceno e companhia.

-”Terra em Transito” – um solo para Fabiana Gugli (apresentando-se com um cisne – Juliano Antunes) mostra uma diva presa num camarim enquanto enlouquece lentamente e não pára de alimentar o animal para assim fazer “foie gras”.

“Asfaltaram o Beijo” – Foi escrito por Gerald Thomas, que atuou pela primeira vez e é uma homenagem a Samuel Beckett, seu mestre.

2007 – Nós estreamos “Rainha Mentira” no Espaço Oi Futuro no dia 15 de março e novamente em agosto e então viajamos para a Argentina em turnê. Em junho houve um (tipo de) acontecimento, evento (dê o nome que você quiser) vagamente baseado em Pierrot Lunaire de Schoenberg (rebatizado por Thomas de LUARTROVADO o que equivale a lunático) no SESC Pinheiros em São Paulo. Apenas duas apresentações foram realizadas e transmitidas pela TV SESC.

Em outubro de 2007, GT estreou um divertido e alegre evento na Praça Roosevelt (dentro de uma tenda) chamado Satyrianas, no qual algema dois enérgicos críticos teatrais de São Paulo, Alberto Guzik e Sergio Coelho.

Em 2008, Thomas está se dedicando a investigar novas formas de lidar com a “interpretação” em cena e continua a revisar sua autobiografia fictícia “Notas de um Suicida”. Ele criou uma nova semi-permanente companhia em São Paulo (patrocinada pelo SESC Avenida Paulista chamada Keplao, em homenagem a Johannes Kepler, o astrônomo) e muito trabalho tem sido feito nisso: “MARS BARS: Kepler no julgamento de Nuremberg” a estrear mais para o fim desse ano. O novo espaço em Nova York está indo bem, apenas precisa de tempo e, claro, dinheiro. Thomas está também muito entusiasmado com “H”, Hemingway, a ópera, baseada no livro “Estranha Tribo”, de John Hemingway, e projeções de Thomas Hudson (compositor ainda a ser decidido, muito provavelmente Borut Krisnik). Outra peça também está “em construção”: “Corpo de Noiva Alma de Noivo”.

Nota de Suicídio – Gerald Thomas mora e trabalha em Nova York e está extremamente nervoso sobre tudo!!!!

ONDE

LISTA DE PEÇAS E PRODUÇÕES

2006 – Produzida pelo SESC – São Paulo com patrocínio da Eletrobrás

“Terra em Trânsito” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – São Paulo/Brasil

“Asfaltaram o Beijo” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – São Paulo/Brasil

“A Um Bloco de Gelo em Chamas” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – São Paulo/Brasil

“Brasas no Congelador” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – São Paulo/Brasil

2005

“Um Circo de Rins e Fígados” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil e Argentina

2004

“Anchorpectoris” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – La MaMa/NY

2003

“Tristão e Isolda” – ópera apresentada por Gerald Thomas – Teatro Municipal do Rio de Janeiro /Brasil – uma nova versão diferente da produção de Weimar de 1996

2002

“Deus Ex-Machina” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil

2001

“Príncipe de Copacabana” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil

2000

“Nietzsche Contra Wagner” (SESC – São Paulo) – escrita e dirigida por Gerald Thomas – São Paulo/Brasil

“Esperando Beckett” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil

“Tragédia da festa Rave” escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil

1999

“Ventriloquist” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil (4 anos em cartaz)

“Guerra Crua” (de Karlheinz Stockhausen e Paulo Chagas) – ópera encenada por Gerald Thomas – Bonn Opera House/Alemanha

1998

“Moses e Aron” (de Arnold Schoenberg) – ópera encenada por Gerald Thomas – Graz Opera/Áustria

1997

“Lorca on a Truck: Le chien Andaluz” -(produzida pelo SESC – São Paulo) escrita e dirigida por Gerald Thomas – São Paulo/Brasil (viajou 32 cidades)

“Babylon” (de Detlef Heusinger) – libretto e direção de Gerald Thomas (encarregado pelo Teatro Nacional Deutsches Mannheim e o Schwetzingen Festspielen) /Alemanha

“Graal – um retrato de Fausto quando jovem” (de Haroldo de Campos) – dirigida por Gerald Thomas – Brasil

“Uma breve interrupção do fim” (dança) – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil

“A Hard Days’ Night” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil

1996

“Chief Butterknife” – escrita e dirigida por Gerald Thomas para a Companhia Dinamarquesa Dr. Dante Aveny (mais tarde eles se tornaram conhecidos como o Dogma 95 filme movimento)

“Nowhere Man” – escrita e dirigida por Gerald Thomas. A peça viajou o Brasil, Dinamarca, Croácia

“Tristão e Isolda” (de Richard Wagner) – ópera encenada por Gerald Thomas – Deutsches National Theater Weimar/Alemanha

1995

“Don Juan” (de Otavio Frias Filho) – dirigida por Gerald Thomas – Brasil

“Zaide” (ópera inacabada de Mozart, completada por Luciano Berio) – ópera dirigida por Gerald Thomas – estreou no Maggio Musicale em Florença e viajou por 8 capitais européias

“Dr. Faust” – ópera dirigida por Gerald Thomas – Graz Opera/Áustria

1994

“Narcissus” (de Beat Furrer) – estréia mundial da ópera dirigida por – Graz Opera/Áustria

“Unglauber” (produzida pelo SESC São Paulo) escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil, Portugal e Copenhagen/Dinamarca

“Sorriso do Gato de Alice”: Show de Gal Costa show criado, escrito e dirigido por Gerald Thomas – Brasil e turnê mundial 1995/96/97

1993

“Império das meias verdades” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil, Portugal, Hamburgo/Alemanha, Suíça e Copenhagen/Dinamarca

1992

“Santos e Palhaços” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – encarregado pelo Teatro Fabrik de Kampnagel (Hamburgo) e Lausanne. Foi encenada ao mesmo tempo em que “The Flash and Crash Days”

1991

“The Flash and Crash Days” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – viajou 18 cidades no Brasil, Alemanha, Suíça, Dinamarca, Portugal, Itália e Lincoln Center/NY. Foi transmitida pela televisão pela NDR 3 (televisão alemã)

“M.O.R.T.E. 2” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – turnê internacional incluiu Zurique, Roma e Taormina Festival/Itália

1990

“Esperando Godot”, de Samuel Beckett – dirigida por Gerald Thomas – Cuvillies Thaeater – Munich State Theater/Alemanha

“The Said Eyes of Kalheinz Ohl” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Encomendada por Pontedera and Volterra/Itália (Companhia Grotowsky)

-“M.O.R.T.E. (Obsessivo e Redundantes Movimentos para Tanta Estética)” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil

“Endgame” (de Samuel Beckett) – dirigida por Gerald Thomas – Brasil

“Perseu e Andrômeda” (de Salvatore Sciarrino) – estréia mundial da ópera encenada por Gerald Thomas – Stuttgart Opera House (dramaturgo: Klaus Peter Kehr)

1989

“Mattogrosso” (em colaboração com Philip Glass) – libreto e direção de Gerald Thomas – turnê pelo Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Teatro Municipal de São Paulo e Tókio

“Sturmspiel”- estréia mundial, escrita e dirigida por Gerald Thomas – encarregado pelo Teatro Estatal de Munique (Cuvillies Theater)

1988

“Trilogia Kafka” (“O Processo”, “A Metamorfose” e “Praga”) – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil, La MaMa/NY e Wiener Festwochen /Viena em 1989. Essas peças foram televisionadas pela ORF (TV Estatal Austríaca) e partes delas no PBS. Nos anos seguintes as peças viajaram o mundo.

“Carmen com Filtro 2.5” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil, La MaMa/NY, Munich e Wiener Festwochen /Viena 1989

1987

“O Holandês Voador” (de Richard Wagner) – ópera encenada por Gerald Thomas Teatro Municipal do Rio de Janeiro/Brasil. Foi transmitida ao vivo pela Cultura no Brasil e na Alemanha.

1986

“Eletra Com Creta” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – encenada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e viajou pelo Brasil (essa peça determina o nascimento da Companhia Ópera Seca)

1985

“Quartett” (de Heiner Mueller) – dirigida por Gerald Thomas – New York/Teatro da Cidade de Nova York – com George Bartenieff e Crystal Field

“Quartett” – Brasil com Tônia Carreiro e Sergio Britto

“Carmem Com Filtro” – escrita e dirigida por Gerald Thomas – Brasil

“Trilogia Beckett” (“Teatro 1”, “Teatro 2” e “Aquele tempo”) (de Samuel Beckett) – dirigida por Gerald Thomas – apresentando Julian Beck – La MaMa/NY, TAT -Theater am Turm em Frankfurt e Festival de Belgrado/Servia

“Quatro Vezes Beckett” (“Teatro 1”, “Teatro 2”, “Nada” e “Aquele tempo”) (de Samuel Beckett) – dirigida por Gerald Thomas – Brasil

1984

“All Strange Away 1” (de Samuel Beckett) – estréia mundial da prosa adaptada e dirigida por Gerald Thomas – La MaMa/NY (ator: Ryan Cutrona)

“All Strange Away 2” (de Samuel Beckett) – dirigida por Gerald Thomas – Teatro Harold Clurman /NY (ator: Robert Langdon Lloyd)

LIVROS INCLUIDOS

“O Encenador de Si Mesmo: Gerald Thomas” – Publicado por Sílvia Fernandes e Jacó Guinsburg, curadoria de Haroldo de Campos Editora Perspectiva, 1996, São Paulo/Brasil

“Ensaios Críticos Por e Sobre Gerald Thomas” – Dentre os colaboradores estão Jacó Guinsburg, David George, Wladimir Krisisnky (Liberação), Haroldo de Campos, Flora Sussekind, Gerd Bornheim, Sérgio Coelho e Sylvia Fernandes.

“Flash and Crash Days: O teatro brasileiro pós-período de ditadura”, de David George. Chicago University Press and Garland Publishing Ink, 2000/USA – Esse livro de David George é uma magnífica critica do teatro brasileiro pós ditadura e se foca particularmente na arte de Gerald Thomas. Sua incrível percepção do teatro de Gerald é uma das mais sofisticadas existentes e, sua habilidade para descrever é tanta que quase faz o leitor vivenciar uma atuação ao vivo através da leitura.

“Gerald Thomas em Cena – Memória e Invenção”, de Sílvia Fernandes. Editora Perspectiva, 1996, São Paulo/Brasil – Sílvia Fernandes estuda três fases distintas do trabalho de Gerald Thomas: -”Mattogrosso” (1989), ópera de Philip Glass e Gerald Thomas, que estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro -”M.O.R.T.E.” (1990) Movimentos Obsessivos e Redundantes para Tanta Estética, que estreou no Brasil e no Festival Taormina, na Sicília, e em Zurique -”The Flash and Crash Days” (1991), que estreou no Brasil e passou por Lincoln Center/New York, Hamburgo, Lausanne, Colônia e Copenhagen.

“Nota de Suicídio”, de Gerald Thomas – Não é exatamente uma autobiografia. Ela fica em algum lugar entre ficção e uma possível peça teatral a ser desenvolvida. Ainda assim, ela realmente contém material “cru” da vida real nela, mas é tão distante da verdade quanto um filme de ação. Ela ainda está muito “sem tempero” – e deliberadamente assim o está – porque eu ainda estou trabalhando nisso e espero que um dia eu encontre um formato para ela.

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