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14/08/2009 - 12:36

O Reality Show do Woodstock + materia do G1

 

 

New York – Pois é! Quarenta anos se passaram. Mas quarenta anos se passaram desde o homem na Lua, desde que os Beatles isso e aquilo, desde o assassinato de JFK, desde…

 

Quando é que vamos parar de contar ou contabilizar numericamente as coisas, os eventos? Daqui a pouco serão 50 anos.

 

Então, voltando  a Woodstock, sim, peguei o último dia. A maior parte já estava voltando e eu ia na contramão. Com 15 anos de idade nas costas (mas me sentindo maduro como uma Susan Sontag) subi a colina e coloquei os pés na lama e… e o quê?

 

Encontrei um lugar sereno, com menos de meio milhão de pessoas, onde “tudo era permitido”.

 

E esse “tudo era permitido” não é uma questão tão simples. Pelo menos não era. Um ano antes, 68, foi pauleira. As polícias do mundo inteiro pegaram estudantes e manifestantes do mundo inteiro de PORRADA!

 

“Como pode então uma polícia passiva?”, pensava eu, vendo todo mundo fumando seus joints e tanta gente nua, muitos trepando ali, em tendas abertas.

 

E hoje? Como estamos?

 

Estamos bem? Bem, não tivemos ainda nenhuma GUERRA MUNDIAL, então, por esse termômetro, estamos… razoavelmente bem.

 

Mas, culturalmente, estamos PÉSSIMOS! Duchamp, que morreu em 68, e que já havia ironizado a pintura e arte em geral, não podia prever que em 2009 estaríamos com 2000 (dois mil) canais a cabo mostrando merda. E qual merda? Reality shows do PIOR NÍVEL ou então, o que é mais triste ainda, quando comparado a Woodstock, o tal “Vale Tudo”, the Ultimate Fighting, onde homens enjaulados se atracam e partem pra cima dos outros com toda espécie de golpes e sangue e quebras de tudo que seria um avanço, aos urros do público! Uau!

 

Ficamos mais cínicos, mais hipócritas e mais imbecis: claro, os demographics do mundo duplicaram! A maior parte do mundo encaretou! E nem sabe direito que Woodstock não foi somente uma grande festa e celebração de uma geração que levava porrada por PROTESTAR contra a guerra do Vietnam e lutar pela PAZ. PEACE, Man, Peace! Não se tratava simplesmente de um conglomerado de meio milhão de pessoas celebrando a paz (e em paz), debaixo de chuva ou sol, ao som de Hendrix, do Who, de Crosby, Stills, Nash and Young e Joplin e Santana e Country Joe and the Fish e tantos outros: tratava-se de uma afirmação! Estávamos mudando o rumo do mundo.

 

Mudamos?

 

Nada.

 

O ser humano mata golfinhos, esses seres que falam conosco.

 

O ser humano mata racoons (espécie de cães: os dois posts abaixo) e lhes arranca a pele enquanto VIVOS, ao som de Hendrix.

 

Se mudamos o rumo do mundo, mudamos esse mundo por três dias. Ou nos nossos sonhos, assim como numa peça de Shakespeare. O encantamento dura enquanto o espetáculo dura. E foi somente isso. O resto? É a glorificação do passado. Somos, como sempre fomos, um Weapon of self Destruction. E isso não poderemos medir em quarenta anos.

 

 

Gerald Thomas

 

 

 

 

(Vamp na edição)

 

Matéria do G1: Gerald Thomas em Woodstock: ‘melhor show foram 8 violões e uma lata de lixo’

Dramaturgo diz ao G1 que esteve no festival quando tinha 15 anos.
Brasileiros que viveram a época refletem sobre efeitos na contracultura.

O diretor e dramaturgo Gerald Thomas (Foto: Agência Estado) 

 

 

“Cheguei no último dia, algumas pessoas estavam indo embora, mas eu encontrei muita gente ainda lá. Hoje se fala entre 400 mil e 500 mil pessoas. Na época, a gente não pensava assim – pensava: ‘meu Deus, quanta gente, que loucura!’”.
 
A recordação é do diretor e dramaturgo Gerald Thomas, que diz ter estado em Woodstock no último dia do festival (domingo, 17 de agosto de 1969). Nascido em Nova York, em 1954, o diretor de “Um circo de rins e fígados” e “Príncipe de Copacabana” veio ainda bebê para o Rio de Janeiro com a família. Aos 13 anos de idade voltou para a Grande Maçã e tinha 15 anos quando pegou a estrada rumo ao festival em Bethel, comunidade rural no estado de Nova York.

“Uma das lembranças mais fortes que eu tenho, além da lama e do fedor, foi a passividade dos policiais diante de tudo o que estava acontecendo. Pouco tempo antes, a polícia espancava pessoas em Berkeley. [Woodstock] foi o momento em que eu – e, acredito, muita gente – pensei: ‘Caramba, o mundo está mudando’. A impressão era nítida, como nunca tinha sido antes”, conta Thomas em entrevista por telefone ao G1, de Nova York, onde mora atualmente.

Fã de Jimi Hendrix e The Who (que tinha esperanças de ver ao vivo – o que não aconteceu, uma vez que a banda se apresentou no dia anterior), Thomas diz que sua apresentação musical favorita no festival não aconteceu no palco principal, no centro da fazenda. “Foi de um grupo de pessoas sentadas no gramado, não foi no palco. Acho que eram oito violões e uma lata de lixo virada ao contrário usada como tambor. E era um som absolutamente impressionante. Nunca vou saber quem eram.”

O diretor lembra que a cena era comum. “Durante a troca das bandas, a gente não tinha muito o que fazer, demorava horas, às vezes quase duas horas. E as pessoas iam se aglomerando em volta desses pequenos grupos. Fiquei perto desse grupo e achei uma coisa incrivelmente linda.” 
 


Público no Festival de Woodstock (Foto: AFP/AFP)

Paz, amor… e brigas
Por outro lado, Thomas não acredita que houve em Woodstock tanta paz e amor quanto é lembrado por alguns dos frequentadores. Segundo ele, havia brigas acontecendo na plateia. Como exemplo, ele cita o caso do ativista Abbie Hoffman, que foi expulso do palco pelo The Who, no sábado.

“Não vi porque cheguei no dia seguinte, mas foi o próprio Hoffman quem me contou a história mais tarde. Ele havia subido no palco para denunciar o Who como ‘vendidos’ e começou a fazer um discurso. O Pete Townsend [guitarrista da banda], que é um cara imenso de grande, deu-lhe uma guitarrada e jogou o Hoffman para fora do palco. Em 1971 saiu o disco ‘Who’s next’ com a música ‘Won’t get fooled again’ e o verso: ‘Conheça o novo chefe/ É igual ao velho chefe’”.

Thomas se mostra, em certa medida, decepcionado e cético em relação às mudanças provocadas pela contracultura. “O que aquela geração se tornou? Um bando de loucos que jogam na Bolsa de Valores e transformam a bolsa nisso que você viu acontecer em setembro, outubro do ano passado. Um monte de companhias falidas, uma economia desastrosa. Ou seja, nada mudou, porque o ser humano é assim.”
 
‘Sabíamos que a dor estava lá fora’
Assim como Gerald, outros brasileiros que viveram a época lembram de Woodstock como um marco, um divisor de águas. Joel Macedo, escritor e correspondente da primeira versão da revista “Rolling Stone” brasileira, entre 1972 e 1973, morava na Califórnia em 1969 e não conseguiu atravessar o país para chegar a Woodstock, mas sentiu seus efeitos.
 
Macedo enxerga no festival um componente político importante. “Woodstock até foi sexo, drogas e rock‘n’roll, mas foi também o grito de uma geração contra o sistema capitalista (…). As pessoas quebraram as cercas que afastavam o festival do povo, invadiram a fazenda e transformaram um evento que teria um lado comercial numa mega e mitológica celebração tribal. Não foram os superstars que fizeram do Festival de Woodstock um mito, foi o povo”.
 
De Bethel à Mooca
Com a barra pesando na ditadura no Brasil e as mudanças significativas que ocorriam no exterior – com Woodstock à frente, mostrando a nova força do movimento hippie –, muitos brasileiros partiram para o exílio, imposto ou voluntário. Foi o caso do artista plástico Antonio Peticov, que, preocupado com o regime militar nacional se auto-exilou em Londres em 1970, em partes, inspirado por Woodstock.

“Na época as informações chegavam lentamente para nós no Brasil, era complicado. Então, para um garoto de classe média baixa da Mooca (bairro de São Paulo) saber que aconteceu um festival daqueles, programado para 50 mil pessoas e para o qual chegaram 500 mil, foi um estalo: ‘somos uma nação!’.”

Peticov acabou indo ao festival da Ilha de Wight na Inglaterra em 1970, onde encontrou os amigos Gilberto Gil e Caetano Veloso. “Foi uma coisa mágica”, define. Mas, apesar dos ótimos shows e de conhecer uma “nação hippie” maior ainda (o público total de Wight foi de 600 mil pessoas), o artista percebeu que o clima já havia mudado. “Lá já havia o grande problema da questão do comércio. Todo mundo ganhando dinheiro às custas dos hippies”.

Thomas também concorda que Woodstock foi diferente de outros festivais. “Foi um evento quase espontâneo, eu não sei o que reuniu aquelas pessoas. Porque foi único. Altamont não foi assim, Monterrey não foi assim, o festival da ilha de Wight não foi assim. Ele foi único na sua vontade de mostrar para o mundo que a nossa geração tinha força.”
 


Americanos reunidos para a posse de Barack Obama, em janeiro de 2009 (Foto: AFP)
 
‘Obamastock’
O diretor acredita que o festival não foi só um marco mas que é algo que precisa voltar a acontecer. “George Bush foi um retrocesso tão grande que voltamos à uma época pré-Woodstock. Agora com Obama no poder a gente vai avançar de novo no tempo. Teria que haver um novo Woodstock”.

A referência ao novo presidente dos EUA não é à toa – Thomas trabalhou por um ano na campanha do democrata. E acha que encontrou seu próprio “novo Woodstock”, maior e mais inclusivo. “Com a vitória do Obama eu desci para Washington no dia 20 de janeiro (dia da posse do presidente) e chegando lá eu disse, por alguns minutos: ‘isto aqui é Woodstock no inverno’. Um Woodstock com um p… frio, mas ninguém estava sentindo frio, estavam todos sentindo um enorme calor humano. E era quatro vezes Woodstock, porque eram dois milhões de pessoas”, compara.
 

Autor: gthomas - Categoria(s): Sem categoria, artigos Tags: , , , , , , , , , ,

796 comentários para “O Reality Show do Woodstock + materia do G1”

  1. Cintia disse:

    “Sou judia e vou te dizer sempre irei repudiar todo e qualquer tipo de atentado que se inicie pelo verbal contra a minha raça, pelo simples fato de que sobreviver é preciso.”

    Daniela,

    Vc é judia?!
    Não foi o que eu tinha entendido pelos seus relatos anteriores.

  2. ezir disse:

    BOA QUINTA-FEIRA A todo mundo…e Mr. Gerald THOMAS!!!

    Fico feliz de encontrar o blog “filtrando” RÁPIDO.

    Acho q tive um entrada no sentido do que FOI WOODSTOCK p quem viveu aqueles momentos DE BIO-ENERGÉTICA e CASUALIDADES…vi no pout-pourri lá do G-DIET do CLÁUDIO a cena q me fez compreender porqué O MEGA-SHOW foi UM MARCO DO MOVIMENTO da CONTRACULTURA: o SÍMBOLO da BANDEIRA da SOCIEDADE ALTERNATIVA.

    Aquele “M” meio ONDULANTE des-pretencioso como o “M” da última CEIA de LEONARDO DA VINCI…este “M” da MULHER de JESUS finalmente registrada ao LADO dele.Ela , a IMAGEM da MULHER LIVRE q GANHA a VIDA com seu CORPO…na profissão + ANTIGA de nosso PLANETA, depois da CAÇA. Madalena virou SÍMBOLO da ORDEM do DESCONTÍNUO, do IRROMPER de uma BRECHA…O CONTRÁRIO da ORDEM GERAL “LINEAR e SERIAL, LOGICISTA, MECANICISTA do movimentar-se NUMA LINHA RETA…RACIONALISTA…CARTESIANA, FRAG-MEN-TA-DAAAAA…DO UM A UM …UM APÓS O OUTRO numa LÓGICA de CAUSAS E EFEITOS típica do PENSAMENTO AUTOMATICISTA de nossa sociedade OCIDENTAL.

    O TEM-PO p nós EM GERAL é …e fica assim: ROTINEIRO, CORRIDO, REDUCIONISTA, RÁPIDO, DIVIDIDO e MARCADÃO, PROGRAMADO, AGENDADO, RÍGICO até chega uma hora q a GENTE “abstrai só O RITMO ACELERADO” …fica INCONSCIENTE ou automático…E não CONSEGUIMOS mais “FICAR PARADOS…ficamos ANSIOSOS…se PARARMOS p “relaxaaarrrrrrr” ou “se ALONGARRRR…” …se EXPANDIR se PROLONGAR …”, a gente começa a se sentir INCONSCIENTE MENTE IMPRODUTIVA …e entra numa FALSA ILUSÃOOOOOOO de confundir PARAR c IMPOTÊNCIA…porque a gente-OCIDENTAL começa a ficar INSENSÍVEL ao nosso pp CORPO REAL. Ficamos FRÍGIDOS por causa do MOVIMENTO NO TEMPO APRESSADO …e REPETITIVO q se AUTOMATIZOU c a AGENDA.

    O MUNDO, pós a II guerra MUNDIAL c a TENSÃO CÍNICA E VELADA …SECRETA da “GUERRA FRIA”. começou a ficar + populoso pelo BOOM das INDÚSTRIAS e o enriquecimento dOS PAÍSES q ajudaram a RE-CONSTRUIR as nações destruidas com na EUROPA. As DESCOBERTAS dos APARELHOS como O RELÓGIO p “OTIMIZAR” o compasso de nosso TEMPO de AÇÕES…e sermos + E-X-A-T==OSSSS…EXATAS…regidos pelos NÚMEROS c resultados CERTOS…O DETERMINISMO regendo nossos CORAÇÕES E MENTES como ROBÔS HUMANOS ( como mostra-se “BLADE RUNNER”, ou ”LARANJA MECÂNICA” c os HUMANOS-SEMI-MÁQUINAS c COMPORTAMENTO em CURTO-CIRCUITO ou “HIPER-BÓLICO”).

    MERGULHAR no ESPÍRITO de “uma SOCIEDADE ALTERNATIVA” foi A SAÍDA mais ++++++ “HYPER” ….mais exemplo p NÓS , observadores, de COMO pode ser um – UM DIA – NOSSA SOCIEDADE “IDEAL e CIVILIZAAAAADAAAAAA no REAL dia a dia”.

    AS REVOLUÇÕES SEXUAIS e de COMPORTAMENTO desde OS ANOS 60 , com REAÇÕES aos REGIMES DE EXCEÇÕES _ diferente de “TOTALITÁRIOS” como WOODSTOCK e as ANDROGINIAS e INVERSÕES de SEXOS c TRANS-SEXUALIDADES e BIGAMIAS …e OS CARAS levando O CORPO á EXPERIÊNCIAS “TERMINAIS” …e MUITA CRIAÇÃO –INVENÇÃO- BELEZA INTELECTUAL , “BUSCAS DE TRATAMENTOS E TERAPIAS ALTERNATIVAS”…”VÍCIOS DE SAÚDE e EDUCAÇÃO FÍSICA e REMÉDIOS”….e DIETAS HOLÍSTICAS de TUDO p nossa ALMA. TUDO isso FOI VÁLIDÍSSIMO!!!! SOLTAMOS AS FERASSSS ….por aí!!!! Ficamos MAIS HISTÉRICOS …e “ALIENISTAS SAUDÁVEIS” .
    Ao “NADAR P A OUTRA MARGEM DO RIO” , nos reencontramos com O NOSSO CORPO…e O PIOR das CONSEQUÊNCIAS de sermos “exagerados” EM NOS dar PRAZERESSSSSSSS ….e nos JOGAR no TEMPO IMAGINÁRIOO…na ATEMPORALIDADE , p além DO TEMPO DO RELÓGIO (da “laranja MECÂNICA” ) , “ da DITADURA DO RELÓGIO”.

    E nos deparamos COM A NOSSA ALMA …e TODOS OS DESAFIOS de nos EQUILIBRARMOS p CUIDARMOS de NÓS mesmos e dos OUTROS, ….e ao invés de SOCIEDADE “ALTERNATIVA” , nos deparar sempre com uma “NOVA SOCIEDADE DE AUTO-COMEDIMENTO” c exercícios contínuos de ALTERNAÇÕES e ALTER-ego-IDADES …e AUTO-MEDIDAS de nosso SUBJETIVISMOS com os OBJETIVISMOS dos OUTROS.
    SUPER BOM DIA A TODOS E TODAS …super SUPER p nosso MAIOR MESTRE DO EQUILÍBRIO , nosso AMADO SR. Gerald THOMAS!!! Até + tarde. Ezir Miriam

  3. Daniela disse:

    Cintia, me converti ao judaísmo, portanto sou judia.
    Minhas filhas são muito judias.
    Meu marido é mega judeu.
    Moramos em Israel.
    hahahahahhaha
    Bj
    DaniGold

  4. claudio diet disse:

    não posso usar da licença poética para criar objetos funcionais . ou será que deveria começar ?

    vendedor : esta luminária é linda , a senhora não acha ?
    consumidora : sim , e essa cor é linda , e o plástico parece resistente . posso testar ?
    vendedor : com certeza . aqui está .
    consumidora : mas a luz não acendeu . será que a lâmpada está queimada ? o sr tem certeza que ligou na tomada ?
    vendedor : claro que sim . não há nada de errado . essa luminária não acende mesmo . (risinho)
    consumidora : como assim ? vai me dizer que é um desses novos objetos com Licença Poética ? quero 3 ! uma de cada cor !

  5. Lúcio Jr disse:

    Pessoal: Cláudio: venham como lemingues morrer no Penetrália. Tem o vídeo lá.

    Lemmings: paródia de Woodstock de 1973
    Original Off-Broadway Cast, National Lampoon’s Lemmings (Blue Thumb, 1973; Decca Records, 2002)

    “Lemmings is a satirical joke-rock mock-concert musical-comedy semi-revue theatrical presentation, or none of the above.” — CD Liner Notes

    Back when the National Lampoon was still a comic force to be reckoned with — before National Lampoon’s Last Resort, …Senior Trip, …Van Wilder, and other instantly forgettable titles soiled a once instantly recognizable and trusted brand name; even back when there was still a magazine called the National Lampoon — they attracted the best comic talent available, many of whom went on to later stardom. Above the National Lampoon Radio Hour, and albums like That’s Not Funny, That’s Sick… (though classics in their own right), one National Lampoon product stands out as a legendary example of how talent and zeitgeist can combine to produce a timeless piece of satire.

    National Lampoon’s Lemmings is a parody of the Woodstock Festival. It takes the “peace, love, and music” idea and adds “mass suicide” to it. Half a million youth, gathered together on a farm in New York for the “Woodchuck Festival of Peace, Love, and Death” to commit mass suicide, an act that draws respect from “Farmer Yasser,” who posits that this action of protest is “probably the best goddamn thing ever happened to this country” and that he, for one, is willing to ignore their differences because “long hair, short hair, what the hell’s the difference once the head’s blowed off?”

    Mocking the seemingly interminable announcements given throughout the festival, John Belushi constantly interrupts the proceedings to make announcements of his own — making particular note of such famous moments as the “brown acid” warning and the “rain chant.” It helps to be familiar with the source in order to get some of the more pointed humor, but other sequences like “the All-Star Dead Band” can be enjoyed by anyone with a sense of humor and a basic knowledge of dead musicians, real and rumored.

    Lemmings stars such future luminaries (Saturday Night Live would not see its debut for two more years) as Belushi and Chevy Chase — two names that would become synonymous with the “National Lampoon” moniker through their film work on Animal House and the Vacation series, respectively — as well as Christopher Guest, who has become the poster boy for parody and satire through his work on the “mockumentaries” This is Spinal Tap, Waiting for Guffman, Best in Show, and A Mighty Wind. Also on hand are respected but less famous names like Tony Hendra (best known as the manager in Spinal Tap), Gary Goodrow, and Alice Playten.

    Fans of Guest’s newer work will appreciate that his talent for copying musical styles was already in full bloom during his work on Lemmings, responsible for co-writing half the songs in the show and delivering terrific impressions of Bob Dylan in “Positively Wall Street,” James Taylor in “Highway Toes” — where one can hear the tenor that he would later use as one of the Folksmen — and, in a throwaway gag, Richie Havens, who is shot before he is allowed to become intelligible.

    Chase puts in a deft turn as a John Denver-type in the darkly hilarious “Colorado,” as well as a terrific though mildly anachronistic Altamont Hell’s Angel riff. We are also treated to an early appearance of John Belushi’s Joe Cocker impression during “Lonely at the Bottom,” a song (co-written by Belushi) so loving in its mockery that it could easily have found its way to radio.

    Not only real artists are mocked, however. Lemmings finds room for a couple of archetypes, as well. “Goldie Oldie” (Playten) announces that she and her group, the Oldies, are “going to play a medley of my hit for you” then segues into “Pizza Man,” a 1950s “death rock” song along the lines of “Leader of the Pack” — only more descriptive. Later, the “Motown Manifestos” deliver a musical rendering of Marx and Engels with their tune, “Papa Was a Running-Dog Lackey of the Bourgeoisie,” a primer of eastern European politics that you can dance to. (The proletariat raise their heads at the beginning in the form of the supergroup “Freud, Marx, Engels, and Jung” who sing the “Lemmings Lament.”)

    And for those who are still alive at the end of the concert, there’s a performance by Megadeath (not the modern day heavy metal band; they leave out the second “a”), about which a “Megagroupie” proselytizes that “pure rock sound can kill” and recommends putting your head right next to the amplifier.

    This is a fitting end to an incisive satire of a period in time that is burned into our collective consciousness, an event that has created its own reality, its own mythology. Those who feel strongly about it will not be offended by this album, but will simply recognize the attention to detail that went into making this comic portrait of something that was once taken very seriously, and perhaps should be remembered affectionately, but that also was overdramatic enough to rate being made fun of. Lemmings is that portrait, done with care. That is why, like its forbear, it stands the test of time.

  6. Glorinha disse:

    Bom dia a todos!!!

    “Um grão de pó contém o universo inteiro. Se fôssemos tão grandes quanto o Sol, nós poderíamos olhar para baixo, para a terra, e vê-la como insignificante. Como seres humanos, olhamos para o pó da mesma maneira. Mas as idéias de grande e pequeno são só conceitos em nossas mentes. Cada coisa contém todas as demais; este é o princípio da interpenetração. Esta folha de papel contém os raios de sol, o lenhador, a floresta, tudo; logo, a idéia de que uma folha de papel é pequena, ou insignificante, é só uma idéia. Nós não podemos destruir nem mesmo uma folha de papel. Somos incapazes de destruir qualquer coisa. Quando assassinaram Mahatma Gandhi ou Martin Luther King, tinham a esperança de reduzi-los a nada. Porém, estas pessoas continuam a estar conosco, talvez ainda mais do que antes, porque elas continuam em outras formas. Nós mesmos continuamos a sua existência.”
    Trecho do Livro: O coração da compreensão”
    [[]]

  7. claudio diet disse:

    cintia , a daniela mora em israel !

    as lendas são da clarice lispector . se vc nem eu temos ideia do que seja ‘mussa’ , imagine as crianças ??

    eu naõ fiquei chateado com a peneira . mas em não ter minha opinião levada a sério . uma questão iconografica .

    se vc diz para as crianças : e é por isso que o jabuti tem o casco craquelado ! que é a conclusão da fábula , não pode mostrar um pinico , uma panela ou uma peneira . a não ser que esteja craquelados .

    esse pessoal de teatro é muito esquisito . detestam crítica . hahaha .

    engraçado que a diretora da peça , que também atua , ficou prestando atenção nas minhas expressões na platéia . bem , eram 7 atores e 10 espectadores . teatro de arena . palco e plateia muito próximos . um constrangimento para mim que disperso facilmente se algo me chama muito a atenção .

    depois da peça , a menina diretora disse para meu amigo que via as expressões que eu fazia durante a encenação , e dava vontade de parar tudo . coitada . imagino se ela tivesse lido tb meus pensamentos …

    mas eu gostei no geral . eu adoro mesmo dar palpites . gratis e inofensivos . um dia ganharei dinheiro com isso .

  8. Azul disse:

    Magnifico,…respira , relaxa…..
    Afinal o Reinaldo…eh GAUCHO…da um *desconto*…..
    Voce vai muito alem…..

    Ele eh so uma *pedrinha*…se nao nao teria graca !!!

    Ufa!!! Hoje *IG* esta abrindo de primeira…..
    Maravilha…..

    Beijos

    Tenha um bom dia na *estufa* de NYC…..

  9. Alfred E. Newman Hendrix disse:

    Putz, deve ter sibo muito louco Woodstock.

    Só vi em vídeo :(

    Geraldo, e o show do Hendrix? Você viu?

    É engraçado como as manifestações artísticas ganham qualidade em períodos de opressão e lutas por direitos.

    Hoje nada presta.

  10. Daniela.
    Usted que es mujer del judio ?

    E entra aquí en el blog que afirma sin miedo alguno.

    Si fuera no fuera él mistreats y entonces jugaba solamente sería diferente.
    Pero con usted que es del judio y entra aquí en el refrán del blog que él es entonces yo también puedo decir una cosa para usted.
    No diría para otra persona lo que voy a decirle.
    Voy solamente a decir porqué ella era usted que dijo que ella es mujer del judio.
    Si era deseos todavía negar esto a tiempo.
    Nunca pensé que él encontraría hoy a alguien como usted que inscribe así en blog y va a hablar para eso que ella es uno judio.
    Entonces si se prepara porque quién dice que lo que también desea se arriesga para oír qué el otro poder y debe decir.
    Relembro que si usted no declarara que ella es uno judio entonces I nada hablaría.
    Pero con iguales usted él confirmó que ella es uno mujer del judio entonces si se prepara para oír.
    Qué digo sin el miedo para una mujer del judio si necesitarme también diga en el frente de un hombre judío
    Se prepara los oídos judíos y oye el siguiente:
    - Sabe que tengo un montaje de los amigos que también son judíos? Amigos todo muy buenos iguales.
    E como usted afirmó aquí en blog que ella es uno judio mujer entonces que me pregunto sin miedo:
    - PUEDO SER AMIGO DEL DANI ?

    GRACIAS MUCHO

    Ventilador del Cantinflas

  11. gthomas disse:

    QUERIDOS

    TEMOS UM NOVO POST
    ALI EM CIMA

    OBRIGADO

    LOVE
    GERALD

  12. Cintia disse:

    “que é a conclusão da fábula , não pode mostrar um pinico , uma panela ou uma peneira . a não ser que esteja craquelados .”

    Haaaaaa!

    Mussa…. mussssssssaaaaaa……………. sonoro né?
    Aqui na Bahia tem um pessoal que chama ‘poodle’ de pudo.
    ‘Tenho uma puda, tenho um pudo.’ :D

    “cintia , a daniela mora em israel !”

    Isso eu já tinha entendido, dããrrr, mas isso não faria dela uma judia.

  13. Ribeva disse:

    # 20/08/2009 – 10:39 Enviado por: claudio diet

    “não posso usar da licença poética para criar objetos funcionais . ou será que deveria começar ?

    vendedor : esta luminária é linda , a senhora não acha ?
    consumidora : sim , e essa cor é linda , e o plástico parece resistente . posso testar ?
    vendedor : com certeza . aqui está .
    consumidora : mas a luz não acendeu . será que a lâmpada está queimada ? o sr tem certeza que ligou na tomada ?
    vendedor : claro que sim . não há nada de errado . essa luminária não acende mesmo . (risinho)
    consumidora : como assim ? vai me dizer que é um desses novos objetos com Licença Poética ? quero 3 ! uma de cada cor !”

    MARAVILHA!! Não sei se o sarro é seu mesmo, mas me parece uma boa crítica aos que acham que fazer arte é juntar uma coisa daqui, outra de lá, e pronto. Genial!! Uau!! Arte!!

    Caralho, ARNOLD SCHOENBERG, pra chegar ao dodecafonismo, ao atonal de/para “Pierrot Lunaire” e outras obras, fez a revisão de toda a história da música, escreveu seu TRATADO DE HARMONIA – insuperável – ou seja, cara mais CEREBRAL e RACIONAL impossível, e tudo num esforço absurdo para nos brindar com um trabalho que soa mais como que saído das entranhas da nossa LOUCURA, e tem gente que acha que fazer arte é como juntar tampinhas de garrafa… Caraca!!

    “QUALQUER COISA” é arte!!

    “…Infitivamente pessoal
    E eu querendo querer-te sem ter fim
    E, querendo-te, aprender o total
    Do querer que há e do que não há em mim”,

    é Arte, pois só neste trecho de “O QUERERES” já se tem uma aula inteira de gramática, e nem é preciso dizer a quem pertencem tais obras, né?

    Continunado e concluindo, isto sim é criticar a linearidade, COM CONHECIMENTO DE CAUSA: CRIANDO!!

    Valeu!!

  14. Ribeva disse:

    Ops, digo:

    “…Infinitivamente pessoal…”

  15. Ribeva disse:

    • 19/08/2009 – 23:33 Enviado por: Reinaldo Pedroso


    Ribeva
    “(…) de modo que não é qualquer coisinha que vai me desanimar não, o que naturalmente não é o caso do Pacheco. (…)”.
    É, sim.”

    Reinaldo, não conheço o Pacheco pessoalmente, a ponto de poder criticá-lo a este ponto, ainda mais por não ter sido atacado por aí.

    Por outro lado, se vc está dizendo, deve ter as suas razões. Entendo. Talvez falte pouco pra eu chegar lá…

    Acho engraçado a forma como o Thomas te atura. Ele sabe a merda q foi a ditadura, “os milico”, federais ou não, e acho que dificilmente iria excluí-lo do blog apenas por não gostar do que vc diz. Acho que no fundo ele sabe, e por certo sabe, como diretor controvertido que é, que as críticas, mesmo sendo desfavoráveis, sempre servem, de alguma forma, para nos fazer crescer. Prestem ou não. A questão é saber o que fazer com elas…

    Curiosamente, acho interessantes as suas alfinetadas (das poucas que vi até agora). E as respostas dele são mto engraçadas. Mesmo quando iradas. Ou são sempre assim?

    Por certo, se ele estiver mesmo mto puto da vida contigo, ainda devolverá em forma de arte, no que, mesmo que às avessas, terás contribuído de alguma forma. Foda é quem fica aplaudindo qualquer coisinha ou criticando só por criticar.

    Como ainda sou novo por aki, não conhecendo a extensão das discórdias, não posso falar mais que isto.

    Abrç.

  16. Cesário disse:

    Sobre “O Reality Show do Woodstock”, essa refletida ação pela testemunha do então garoto Gerald Thomas, por este seu blog, pelos comentários, pela sua obra inquieta de tanta sinceridade e sincera de tanta inquietude e por sempre ter assistido ao que pude de suas direções e encenações, rogo “O TEATRO PRECISA DE VOCÊ E NÓS TAMBÉM, DO TEATRO E DE SUAS, THOMAS THE GERALD ONE, OBRAS”. Congratulo-o pela capacidade de articulista, ora compartilhada com leitores e leitoras.

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