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Merce Cunningham morre aos 90
Conhecido por romper a relação entre música e dança, bailarino morreu no domingo, em NY
27.jul.64/Associated Press
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Merce Cunningham ergue Carolyn Brown em ensaio
no Sadler Wells Theatre, em Londres, em 1964
JANAINA LAGE
DE NOVA YORK
O coreógrafo americano Merce Cunningham morreu anteontem à noite aos 90 anos, em Nova York, de causas naturais, segundo comunicado divulgado pela Merce Cunninghgam Dance Company.
Um dos grandes nomes da dança do século 20, ele influenciou cineastas, diretores e coreógrafos no mundo todo. Suas realizações não estão ligadas apenas ao estilo ou ao grande volume de trabalhos desenvolvidos (cerca de 200), mas também à criação de métodos de trabalho que produziram novas formas de movimento.
“Merce foi um artista de estilo próprio e o mais gentil dos gênios. Nós perdemos um grande homem e um grande artista, mas celebramos sua vida extraordinária”, afirmou Judith Fishman, que administra a fundação que leva o nome do coreógrafo.
Merce Cunningham nasceu em Centralia, Washington, onde começou a estudar dança. Ele iniciou sua carreira como bailarino e, de 1939 a 1945, atuou como solista na companhia de Martha Graham. Em 1953 fundou sua própria companhia. O coreógrafo manteve uma parceria na vida pessoal e profissional com o compositor John Cage.
Ruptura
Um dos principais destaques de sua carreira foi a ruptura na união entre dança e música. Nas obras de Cunningham, não é o som que determina os passos. Música e dança convivem de forma independente.
Mesmo nos últimos anos, Cunningham continuou a abraçar novas ideias. Em 2006, no espetáculo “eyeSpace”, o público recebia na entrada iPods com diversas opções de trilha sonora e podia escolher a que quisesse ouvir para assistir à apresentação. Em 2003, na estreia de “Split Sides”, as bandas Radiohead e Sigur Rós fizeram performances ao vivo.
O coreógrafo também lançou mão da tecnologia em suas criações. Na década de 60, passou a usar uma câmera para captar movimentos.
Nos anos 80, desenvolveu um software, chamado Life Forms (hoje Dance Forms), que criava movimentos e combinações de passos que foi incorporado ao seu processo criativo a partir de 1991.
Até 1989, Cunningham aparecia em todas as performances de sua companhia. Aos 80, dançou um dueto com Mikhail Baryshnikov no New York State Theater. Aos 90, coreografou “Nearly 90″ (quase 90) no Brooklyn Academy of Music este ano. Disse que continuava a criar a dança em sua mente. Nos últimos anos, ele vivia em uma cadeira de rodas.
“Você precisa amar a dança para aderir a ela. Ela não lhe dá nada de volta, nem manuscritos para guardar, nem telas para exibir nas paredes e talvez pendurar em museus, nem poemas para serem impressos e vendidos, nada além daquele único movimento fugaz quando você se sente vivo”, disse.
Legado
No mês passado Cunningham divulgou um plano para a administração de suas coreografias e o futuro de sua companhia após sua morte.
De acordo com ele, a companhia deverá fazer uma turnê de dois anos e, então, se separar. O Merce Cunningham Trust, que faz o papel de administrador, terá o controle de todas as coreografias dele com o propósito de licenciá-las.
“Há realmente uma preocupação sobre como você pode preservar os elementos de uma arte que é realmente efêmera, que é como a água. Ela pode desaparecer. Esse é um caminho para mantê-la viva”, afirmou o coreógrafo na época.
ANÁLISE
Coreógrafo deu liberdade para a arteRODRIGO PEDERNEIRAS
ESPECIAL PARA A FOLHA
Merce Cunningham foi o nome que mudou tudo na dança no século passado. O coreógrafo foi o responsável por criar a ponte entre a dança moderna e a contemporânea, levando em frente, de uma maneira diferente, o que a bailarina Martha Graham (1894-1991) havia iniciado na primeira metade do século. Se Graham criou a técnica e estruturou um método didático para a dança moderna, trabalhando muito a partir da mitologia grega, Cunningham teve o mérito de ir além de uma metodologia e de permitir à dança uma liberdade muito maior, trombando de frente com regras e conceitos mais ou menos estabelecidos. Cunningham abriu as comportas para a liberdade na dança. Ele não via, por exemplo, a necessidade de se contar uma história a partir das coreografias, algo que perdurava desde o balé clássico. Para o coreógrafo, os movimentos não precisavam ter uma finalidade ou uma explicação. E experimentava de tudo. Foi provavelmente o criador de dança que mais ousou na história, levando a ela, inclusive, a possibilidade de explorar novas mídias. Entre outras coisas, conduziu elementos do vídeo para dentro das coreografias. Mas foi a parceria com o compositor John Cage (1912-1992), seu companheiro de vida e de trabalho, a responsável pela maior inovação na obra de Cunningham. Juntos, os dois levaram o silêncio para a dança e reviraram tudo para criar uma nova ordem. É possível dizer que hoje, na dança contemporânea, não exista ninguém que não tenha sido, de certa forma, influenciado por Merce Cunningham.
RODRIGO PEDERNEIRAS , 54, é coreógrafo do Grupo Corpo.
PS meu, do Gerald: Nao tenho condicoes de escrever sobre o Merce, assim como tive sobre a morte da Pina, ha mais um menos um mes. O Merce esta muito muito perto. A Fabi Gugli ia la no studio dele, todos os dias as 6 da tarde, em Westbeth, fazer aula com ele, ou algum professor noemado por ele. Mas ele sempre estava la. Alem do mais, a gente via o Merce, sempre fragil, caminhando pelas ruas, passos minimos, minusculos, como um pato ferido. Foi-se. John Cage, seu parceiro de vida ja faleceu ha algum tempo.
Eles eram os “AHEAD OF THE GAME”,
livro de Calvin Tomkins
Chega. Eh isso. Nao consigo mais que isso.
LOVE
Gerald
POR FABIANA GUGLI
O homem que coreografava no silencio
Comecei a frequentar as aulas no Studio de Merce ha 10 anos.
Estava em Ny sozinha, queria aprofundar meus estudos, e fui parar numa aula por acaso, no ultimo andar do predio Wesbeth, na Bethune Street.
Um espaco incrivel, apesar de simples, com uma unica sala bem grande e outra menor para aquecimento. Das janelas gigantescas, podia-se ver Manhatan de um lado e New Jersey de outro. No inverno, via-se a cidade ficando toda iluminada, e no verao o sol demorava a se por, formando uma claridade natural linda que entrava atraves dos vidros.
Bailarinos vindos do mundo inteiro, do Japao, da Grecia, da Italia, da Colombia, da China, do Canada, da Dinamarca, uma mistura etnica e cultural que eu jamais havia experimentado. E todos com a mesma vontade e fome: aprender a tecnica, a danca desenvolvida por Merce ao longo de sua vida.
Sempre me perguntei o que havia de tao especial naquele lugar, que me fazia chorar de alegria no meio de uma aula, ao som de uma musica improvisada ao piano, ou ao som da percussao numa contagem em 5, ou em 9. Homens e mulheres que se encontravam diariamente, para realizar uma mesma sequencia de exercicios feita no centro da sala, com uma disciplina bela e ardua. Nas aulas, havia sempre uma aura de respeito, de vocacao e devocao. O Studio fechava tres ou quatro dias por ano somente, no Natal, ano novo, e outro feriado importante. E durante todo o ano, o mestre coreografo estava la presente, ensaiando diariamente sua cia, reensaiando coreografias passadas, cochilando de vez em quando, enquanto seu assistente corrigia sua criacao/partitura.
Para Merce, a danca nao era uma repeticao de formas e passos, mas uma recriacao do movimento feito por cada bailarino/criador, desafiando o tempo e o espaco
Merce apostava no risco, o risco como arte, a arte feita no instante presente, neste atimo de segundo, a danca do acaso, do acaso da vida…
Ensaiava suas coreografias no silencio, seus bailarinos sentiam o pulsar do corpo na batida da musica interna. Uma escuta absloluta de si e do corpo conjunto. O mesmo silencio introduzido na musica, por seu grande parceiro e colaborador John Cage. So mais tarde, as vezes so no ensaio geral, acrescentava a musica, o cenario e o figurino, e assim abria-se o pano para mais uma experimentacao diante do publico.
Com certeza, o mundo da danca ficou muito menos interessante nesse ano de 2009. Morreu Merce Cunningham e morreu Pina Baush. Que tristeza!!
Vou sentir muitas, mas muitas saudades.

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Bem a começar pelo PT, o que é isto, um disco voador, um teco teco das antigas, um sonho que passou? Sim um sonho que passou. Por que fui PT, por que era um sonhador, um iludido que ainda existia pessoas de bem na politica, que ainda existia uma Partido político que iria brigar pela descência, um partido que iria brigar contra a corrupção que nos atormentar a um montão de anos, um partido, ou melhor, assim temos que dizer, acreditamos num homem que com seu carisma pregou tantas coisas boas, se esforçou tanto para limpar a sujeira dos anais de Brasilia, um homem que, junto com seu partido era contra tudo e contra todos que se diziam governo, pois, não parecia coniver com a situação drastica e horrível que passava nosso Pais seis anos atras, ou um pouquinho mais, nós acreditávamos e como acreditávamos, votei 25 ano neles, como me enganei.
Então com o decorrer do tempo pensei, tudo não passa de uma grande mentira, tudo hipocresia, tudo falsidade, até mesmo a mídia, com seus comentáristas que parecem dizer a verdade, e veja que esta lá, junto com Lula lá um grande (kkkkkkkkk) reporter, virou repobre, digno de dó e o pior que, quando perder esta boquinha voltará a criticar governos, sistemas, decisões, PT com seus revolucionários Zé Dirceu, José Genuino, Mercadante, Suplyci e tantos outros, tudo balela, todos vaquinha de presépio, onde o dono colocar fica, sem falar e sem vacilar, dificil ver e sentir como fomos enganados, que tristeza ver que ainda, o povo de menos cultura do norte e nordeste, que não tem acesso aos veículos de informações, ainda vão acreditar nas balelas de homens iguais este que comandão nosso pais, chegando lá com a cara lavada dizendo que Bolsa Escola tirou o povo da fome, que salário mínimo dá pra ter uma vida tranquila, igual a propaganda da TV do casalsinho simpatico que antes não vivia com seus salário mínimo e que agora até sobra, meu Deus que hipocresia de um governo, e piro que ainda pensam vamos fazer por que o povo não presta atenção e é um povo de memoria curta, vamos continuar a enganar é fácil.
Até mesmo Marina Silva, se desfila do PT, e quando da filiação no PV, fala uma frase que temos que prestar muita atenção “Estou fora do PT mas estamos no mesmo caminho”, então o que pensar, que esta senhora não será concorrente de Dilma, então me pergunto o que será então, mais um candidato nos moldes do Lula, e ele Lula deve estar morrendo de ri com tudo isso, pois sabe, mais uma vez, será o grande vilão da história, mesmo com sua desonra aos milhões de eleitores, como eu, que acreditou nas mudanças e sabe quando irão acontecer.
Bem para finalizar, esta muito deficil, então vemos os que acreditamos não existe mais, PT que era a esperança do povo brasileiro, vamos ter mais um sigla e não mais um partido, teremos sim um Presidente (a) mas não teremos governo, teremos sim vários minitérios mas sem atuação e pior termos um Superior Tribunal de Justiça que prática a injustiça, então chegamos a conclusão continua a mesmo podridão, a mesma corrupção e as mesmas bandalheiras, em nosso Brasil que tanto amamos.